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“Castiel, por favor...” Chuck disse, soltando um suspiro cansado. O rei estava sentado em sua cadeira, vendo o filho andar pela sala. O alfa mais jovem estava agitado e passava a mão pelos cabelos escuros e bagunçados.Castiel se recusava a se acasalar com o herdeiro da Casa de Winchester.Chuck apoiou seus braços na mesa e passou as mãos pelo rosto em frustração. Essa discussão não era nova entre eles. Sempre que Chuck mencionava o assunto do acasalamento, Castiel reagia de forma negativa e se recusava a ouvir o que o pai tinha a dizer.“Filho, por favor. Você precisa entender a situação!” disse Chuck, e com frustração evidente em sua voz, tentou mais uma vez chamar o filho para a razão. “Nós finalmente conseguimos chegar a um acordo com Libanon. Nós não podemos jogar tudo pela janela!” Chuck não conseguia entender o motivo da recusa de Castiel.Castiel finalmente parou e voltou os olhos azuis gelados para o seu pai. Ele se aproximou da mesa e com uma voz fria declarou:“Esta bem. Se é pelo bem desse acordo, eu vou me acasalar com o filho de John Winchester.” Castiel apoiou as mãos na mesa e se aproximou de seu pai, fazendo Chuck recuar na cadeira. Castiel continuou:“Mas eu quero deixar claro que eu ainda discordo de tudo isso.” Castiel deu uma última olhada em seu pai e saiu da sala, fechando a porta com um estrondo, fazendo Chuck estremecer.
Chuck gemeu miseravelmente e colocou o rosto nas mãos.Ele precisava de uma bebida. Libanon e Caelum estavam vivendo uma grande crise diplomática. Os dois reinados disputavam a soberania sobre o território de Santarém. Era uma disputa antiga, que se arrastava desde os tempos em que Balthazar Novak, pai de Chuck, era o soberano de Caelum.Santarém era uma região de mata nativa, muito agradável para o turismo, com muitos lagos e uma bela vegetação. Era uma região localizada a leste do país e era rica em vários minerais, como o ferro e o ouro.A coisa era que, tanto Balthazar quanto Henry Winchester (pai de John e rei de Libanon), eram dois alfas de cabeça dura. Verdadeiros knotheads, as pessoas diriam. Os dois tinham um temperamento forte, explosivo e não aceitavam um não como resposta. Eles sempre entravam em uma discussão acalorada, nas ocasiões oficiais em que os dois se encontravam.
Quando os dois monarcas souberam de Santarém, na época recém-descoberta, iniciaram uma disputa feroz pelo território.Embargos foram emitidos, grunhidos e ameaças foram proferidos dos dois lados. A tensão se arrastou por longos anos, chegando ao ponto em que os dois reinados quase declararam guerra.Quando Chuck e John se tornaram soberanos de seus respectivos reinos, a situação ficou um pouco mais tranquila e houve uma trégua. Os embargos e os grunhidos dominantes cessaram, e os dois reinos sinalizaram que queriam resolver a questão através do diálogo.
Mas ainda assim não foi uma conversa fácil, por causa da difícil questão dos minerais.Então Chuck e John, depois de uma longa e cansativa negociação, finalmente resolveram deixar as diferenças do passado de lado e fizeram um acordo de cooperação para explorar, de forma conjunta, as riquezas da região. E para selar o acordo de paz, os dois reis concordaram em acasalar os seus filhos primogênitos.Castiel tinha 28 anos e era o filho mais velho de Chuck. O alfa tinha uma personalidade forte e sempre tratava a todos com frieza, especialmente ômegas. Ele também era conhecido por seu comportamento estóico e distante. Fisicamente, Castiel parecia um anjo, sempre atraindo pretendentes por causa de sua boa aparência. Mas o alfa sempre se recusou a ter um companheiro, ele não tinha interesse em se acasalar e ter sua própria família.Porém, Castiel nem sempre foi assim. Chuck tenta entender o que aconteceu com o seu filho. Castiel mudou desde a morte de sua mãe, a companheira ômega de Chuck, Becky. Isso era tudo o que Chuck sabia.Gabriel tinha 26 anos. Quando criança era sempre brincalhão, mas surpreendeu Chuck ao se tornar um adulto sério e responsável. O alfa mais jovem era totalmente o oposto de seu irmão mais velho. Gabriel era de personalidade fácil e gentil, sempre disposto a ouvir os conselhos de seu pai. Ele sempre tratava a todos com respeito, da realeza ao empregados. Todos gostavam do príncipe mais jovem. Chuck se levantou e pegou uma garrafa de whisky. Ele franziu o cenho, estranhando a mudança de comportamento de Castiel e pensando no que isso poderia implicar.Ele realmente esperava que as coisas não fossem para o inferno. *** Dean olhou pela janela do carro, enquanto a comitiva entrava pelos portões da Casa de Novak, depois de quatro dias de viagem atravessando o país e fazendo paradas em hotéis.John pensou em tentar convencer Dean a viajar com o jatinho oficial da família, mas ele sabia melhor.Dean Winchester odeia voar. Ele não via sentido algum em se sentar em uma caixa de metal voadora que tinha a possibilidade de cair! Ele estava disposto a fazer todo o trajeto de carro, muito obrigado.Dean observava a propriedade com curiosidade. Ele não pôde deixar de fazer comparações com a Casa de Winchester. A propriedade da família de Dean era mais modesta mas sem deixar de ser sofisticada.Uma extensa alameda levava ao pátio em frente ao castelo, cercada de árvores frondosas e um gramado impecável quase sem fim. O castelo era uma construção impressionante de arquitetura moderna, tinha as paredes claras e as janelas cor de chumbo. O edifício estava cercado de sebes e jardins belíssimos, onde se via todos os tipos de plantas muito bem cuidadas. Ao lado direito do castelo, havia uma área cercada de arbustos de rosas e jasmins. Havia bancos ao longo dessa área, à sombra de carvalhos frondosos. Uma enorme garagem era vista à esquerda da propriedade, com capacidade para dez carros.A nova casa de Dean.Quando John contou a Dean sobre a condição do tratado de paz, o jovem de 18 anos concordou em se acasalar com Castiel Novak e se mudar para a Casa de Novak.Dean olhou para o seu futuro noivo e não pôde deixar de admirar o alfa. Castiel era um pouco mais alto do que Dean, com cerca de seis pés de altura. Seus olhos eram azuis e os lábios eram cheios, de um rosa claro. O cabelos escuros bagunçados estavam em todas as direções e ele tinha um queixo anguloso, com uma sombra de barba escura. Castiel também estava bem construído, pelo que Dean pode perceber, mesmo através das roupas. (Espere, aquilo era uma capa de chuva?)Castiel estava de pé ao lado do pai, com a comitiva de boas vindas, cercados de seguranças e funcionários do castelo.Dean sempre via Castiel nos noticiários da televisão e em vídeos da internet. Na opinião de Dean, Castiel era ainda mais bonito pessoalmente. Ele sabia que Castiel era 10 anos mais velho do que ele e sempre acompanhava o pai em reuniões com chefes de estado. E ele também sabia da personalidade forte do alfa, através de programas de televisão. Não que Dean assistisse diariamente programas de fofocas de celebridades. Ele deu uma olhada ou duas nesse tipo de show.Nesse momento, Castiel estava cumprimentando John e eles trocavam palavras cordiais.
Dean se aproximou do Rei Chuck e o cumprimentou cordialmente.“Majestade.” Dean deu aceno respeitoso de cabeça.Chuck sorriu para o ômega suavemente e devolveu o aceno, colocando a mão no ombro de Dean e dando um aperto gentil. “Olá, meu jovem! Seja bem vindo à Casa de Novak.”Dean sorriu para o seu futuro sogro e agradeceu educadamente: “Obrigado, senhor.” Dean acenou mais uma vez para o rei e foi cumprimentar seu futuro companheiro.“Príncipe Castiel.”Castiel apenas acenou com a cabeça e não disse nada, um olhar estóico no rosto. Dean olhou para o alfa e estranhou o comportamento de Castiel.
Dean mordeu um comentário sobre a falta de etiqueta de Castiel e prosseguiu para cumprimentar o futuro cunhado. O alfa mais jovem era um pouco mais baixo do que Dean. O cabelo de Gabriel era castanho cor de mel e seus olhos eram de uma belíssima cor de âmbar, quase dourados. Sua expressão era amigável ao ver o ômega se aproximando.“Príncipe Gabriel."Gabriel sorriu largamente para o ômega. “Olá, Dean-o." Gabriel disse suavemente.Dean escondeu uma risadinha pelo apelido. Ele decidiu que gostava de Gabriel. Castiel olhou para o ômega e seu irmão, com uma expressão fechada.O comportamento de Castiel não passou despercebido por Chuck e para evitar uma cena embaraçosa, ele chamou a atenção de todos. “A viagem deve ter sido cansativa” Chuck disse. “Vamos entrar?"O rei distribuiu ordens para que preparassem as acomodações para os recém-chegados e colocando uma mão nas costas de Dean, liderou a entrada de todos no castelo.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean saiu do banheiro esfregando os cabelos curtos com uma toalha. Ele colocou a toalha de lado e olhou para o quarto onde estava hospedado.O quarto era de grandes proporções e a decoração era de bom gosto. A cama enorme ficava no lado oposto da porta do banheiro, coberta com uma colcha vermelha de primeira qualidade. Havia seis grandes almofadas na cama e dois travesseiros de corpo, da cor de marfim (o que agradou o ômega de Dean).
O chão estava forrado com tapetes espessos de cor clara, macios aos seus pés. Havia uma escrivaninha perto da porta de entrada do quarto. Uma grande mesa de mogno estava no meio da sala, com seis cadeiras. As grandes janelas ficavam na parede oposta à porta de entrada e estavam cobertas com pesadas cortinas cor de creme. As paredes estavam forradas com papel de parede cor de areia. Havia também uma lareira na parede ao lado das janelas. Uma porta, também do lado oposto da cama, levava a um enorme closet. Na parede entre a porta do banheiro e a porta do closet, havia uma televisão de 50 polegadas, acompanhada de um sistema multimídia. Um espelho de corpo inteiro ficava do lado da porta do closet. Um sofá longo, estofado de um rico brocado vermelho e cheio de almofadas de cor clara, estava debaixo de uma das janelas.Dean terminava de se vestir, quando ouviu uma batida na porta. Era um dos empregados, um beta de aproximadamente 20 anos. Ele tinha os cabelos castanhos e compridos na altura dos ombros. Seus olhos eram cor de avelã e ele tinha o rosto aberto e amigável. E, garoto, ele era alto. Dean pensava que seu pai era grande, mas esse cara era um verdadeiro alce!“Sua alteza, o jantar será servido dentro de 20 minutos.” O empregado informou respeitosamente“Obrigado." Dean agradeceu. E com curiosidade em seu rosto, Dean inclinou a cabeça e perguntou ao jovem. “Qual é o seu nome?”“É Sam, Sua Alteza. Sam Campbell."“É um prazer conhecê-lo, Sam." Dean sorriu.Sam corou levemente, e sorriu também, um sorriso cheio de covinhas. Dean achou adorável e deu uma risadinha. Sam corou ainda mais, mas limpou a garganta e recuperou a compostura.“Com licença, Sua Alteza.” Sam se despediu respeitosamente e se retirou. Dean acenou com a mão ao acaso e sorriu.Dean terminou de se vestir para o jantar e aplicou o bloqueador de cheiro.
O uso de bloqueadores de cheiro fazia parte do trabalho de Dean como um real, para que seu perfume permanecesse neutro, enquanto acompanhava o pai em encontros oficiais e eventos beneficentes. Alfas sempre perdiam a cabeça quando farejavam um ômega não acasalado, como Dean. Isso poderia causar grandes problemas para um ômega, realeza ou não.Dean foi até o espelho para checar a sua aparência. Ele passou as mãos pelos cabelos curtos, de um loiro escuro. A pele de Dean era pálida e macia ao toque. O ômega tinha grandes e brilhantes olhos verdes, do mesmo tom de zimbro. Seus cílios eram grossos, longos e escuros. O nariz era bonito, salpicado de sardas. Seus lábios eram cheios e rosados, perfeitamente curvados. Seu corpo ainda não era tão bem construído quanto o do seu pai. Dean ainda era jovem, tendo apenas acabado de sair da adolescência. Mas ainda assim ele se esforçava para ter o físico parecido com o de John, frequentando semanalmente a academia.
Outro atributo de Dean que impressionava as pessoas, além de seu rosto bonito, eram as suas pernas arqueadas. Dean constantemente recebia galanteios, geralmente quando estava na academia, que faziam o ômega corar.
Dean estava vestido de forma casual, com calça jeans, uma camisa preta e um henley cinza, pois o jantar não era formal. O ômega deu mais uma olhada no seu reflexo no espelho e satisfeito com o que viu, saiu do quarto.Quando Dean entrou na sala de jantar, ele teve que parar por um momento para tentar absorver todo o luxo e pompa do lugar e apertar os olhos devido ao brilho que refletia dos talheres de prata, copos de cristais e dos lustres do teto.Dean pensou seriamente que deveria ter pego os seus óculos escuros, mas afastou o pensamento, pois não ficaria bem e estaria fora do código de etiqueta.A sala estava ricamente decorada e a mesa de jantar tinha capacidade para 40 pessoas, embora apenas 4 lugares estavam ocupados. Na opinião sincera de Dean, esse luxo todo era um exagero.Dean se sentou ao lado de seu pai, após trocar cumprimentos com todos. Os garçons começaram a entrar e sair, servindo o jantar.Durante a refeição, o ômega estava quieto, enquanto ouvia John e Chuck conversarem animadamente. Dean não encontrou coragem para levantar os olhos e olhar para Castiel, que interagia com o irmão. Dean ouvia a voz rouca e profunda de Castiel e quando estava começando a divagar, ele ouviu seu pai chamando sua atenção."Você está bem, meu filho? Você parece pálido." John perguntou, com preocupação em sua voz e em seu perfume."Na verdade, não me sinto bem.”Dean se desculpou para sair da mesa e voltou para o seu quarto.
Além do desconforto que estava sentindo, Dean também estava chateado pois, durante todo o jantar, Castiel não olhou para ele nem uma única vez. *** No dia seguinte, Dean acordou cedo, depois de demorar para dormir na noite passada. Ele realmente tentou entender o comportamento de Castiel e isso o fez rolar durante um bom tempo na cama. Nem os travesseiros de corpo macios conseguiram apaziguar o ômega.Se Dean fosse honesto consigo mesmo, a admiração que ele tinha por Castiel começou desaparecer desde o momento que ele chegou a Caelum e conheceu o alfa pessoalmente. O comportamento frio e distante de Castiel deixava o ômega sem palavras e fez com que Dean começasse a perder o entusiasmo que ele tinha com o acasalamento.Ele se desculpou em não descer para tomar o café da manhã na sala de jantar e preferiu fazer a refeição no quarto, embora estivesse quase sem apetite.A cerimônia era às 10 horas e Dean teria cerca de duas horas e meia para tentar relaxar. Ele tentou ler, assistir televisão para se distrair, mas nada adiantou. Ele não conseguia se concentrar e seu estômago estava se revirando em nós. Dean resolveu tomar um banho quente para tentar relaxar.Uma batida suave na porta foi ouvida às 9:15. Era Sam, acompanhado de outro empregado beta, Samandriel. Eles traziam as roupas de Dean para a cerimônia. Dean agradeceu os dois betas e começou a se vestir.Dean olhou para o seu reflexo no espelho. Ele estava vestido um smoking fino e elegante, de cor preta, assim como as suas calças. Os sapatos brilhavam assim como as abotoaduras de ouro, com o emblema da Casa de Winchester. O lenço e a gravata eram da cor dos olhos de Dean. Dean optou por esse tipo traje, pois ele não sabia como iria se sentir com uma roupa tradicional da realeza. Não era como ele fosse se vestir como o Príncipe Charles.Dean ajeitou novamente os cabelos. Ele percebeu o quanto as suas mãos tremiam mas decidiu ignorar isso por enquanto. Ele aplicou o bloqueador de cheiro.Dean poderia ter escolhido se casar na Catedral de Saint Michael, no centro de Caelum, mas preferiu se casar no Castelo, no luxuoso salão de festas. A fé do ômega já o havia abandonado há muitos anos. Desde o dia em que ele perdeu o seu raio de sol...Dean voltou à realidade e respirando fundo, saiu do quarto. No meio do caminho para o salão, o ômega encontrou seu pai. John o abraçou forte, dizendo palavras encorajadoras no ouvido de Dean, que apenas acenava com a cabeça. John acariciava os cabelos do filho, enquanto Dean respirava o cheiro calmante de especiarias e couro do seu pai.John colocou uma mão nas costas de Dean e o conduziu o resto do caminho. Eles pararam diante da porta dupla da entrada do salão.“Eu estou muito orgulhoso de você, meu filho.” John apertou Dean em seus braços novamente.John beijou a testa de seu filho e com um olhar que dizia o quanto Dean era amado, o alfa entrou no salão.Dean respirou fundo várias vezes, enquanto esperava as portas se abrirem.Tudo vai ficar bem.
----- CHAPTER BREAK -----
Tudo vai ficar bem.
Dean endireitou a sua postura, quando as portas finalmente foram abertas. Ele respirou fundo mais uma vez e entrou no salão. Rosas brancas e crisântemos davam um toque romântico ao ambiente. O lugar também estava decorado com as cores azul e branco, as cores da família real de Caelum. Havia dois grandes lustres de cristais iluminando o ambiente. Os convidados estavam sentados em mesas espalhadas pelo salão. Um longo tapete azul estava estendido por todo o caminho até o altar.Castiel estava de pé ao lado do sacerdote, no altar. O alfa estava de tirar o fôlego. Ele estava vestido com um smoking, semelhante ao de Dean, que caia muito bem em seu quadro magro e atlético. A única diferença era a cor da gravata e do lenço, da cor azul e combinavam com os olhos de Castiel. John estava ao lado direito do altar, com um sorriso que transmitia orgulho, confiança e amor para o seu filho. Chuck e Gabriel estavam do lado esquerdo e sorriam encorajadoramente para Dean.Dean olhou novamente para Castiel. O alfa tinha um olhar estóico em seu rosto. Uma onda de pânico ameaçou se instalar no estômago de Dean e o ômega engoliu em seco. De alguma forma, Dean conseguiu caminhar até Castiel. O alfa estendeu a mão para Dean, que aceitou o gesto com a mão trêmula.Durante a cerimônia, Dean se sentiu doente. Castiel estava tratando Dean com total indiferença. Isso não estava certo. Dean aprendeu desde cedo que o acasalamento é amor, união e família. É o vínculo sagrado de duas pessoas para a vida. Dean começou a se sentir como um pedaço de merda.Dean foi trazido de volta à realidade, com um sussurro duro de Castiel em seu ouvido: “É aqui que você diz sim.” Dean olhou para os olhos gelados de Castiel e depois olhou para o sacerdote, que olhava para o ômega com os olhos suaves. O sacerdote repetiu pacientemente a pergunta.Dean conseguiu fazer a sua voz funcionar. “Sim, eu aceito.”O sacerdote concluiu a cerimônia com palavras de sabedoria e da importância do vínculo entre os companheiros, pedindo a Castiel para marcar Dean. O ômega piscou, quando Castiel se aproximou. Dean ouviu o estalo dos dentes do alfa se alongando e sentiu os lábios de Castiel na sua glândula de acasalamento. Castiel mordeu com força e Dean imediatamente se sentiu tonto. Aquilo doeu como o inferno! Dean sentiu Castiel lamber a ferida da mordida. O ômega balançou em seus pés e foi amparado pelas mãos fortes do alfa, que sussurrou duramente:“Não desmaie em mim, ômega.” Dean estremeceu com o tom do alfa.Dean sentiu a sala começar a girar e apertou os olhos para ter algum sentido. Ele olhou para John, que tinha uma expressão preocupada no rosto. De repente, Dean desejou não estar mais lá. Foi tudo um maldito erro e Dean apenas queria ir embora. Ele queria voltar para a sua casa em Libanon com seu pai e nunca mais voltar para Caelum. Ele queria mandar Castiel para o inferno, junto com o acordo estúpido.Mas Dean não podia mais sair. Ele era um homem acasalado, agora. E como um homem, ele vai aceitar a realidade da situação e cumprir esse maldito acordo.O resto da cerimônia passou em um borrão. Dean estava em uma névoa, mal registrando os aplausos e as saudações que explodiram ao redor deles, enquanto o ômega foi levado para fora do salão pelas mãos firmes de Castiel. *** Durante a recepção, Dean estava sentado à mesa destinada ao casal recém-acasalado, tentando não ficar doente. Ele olhou para Castiel, que estava conversando com alguém que Dean não conhecia. Um parente talvez? Dean não tinha certeza. As mãos do ômega tremiam, quando ele levantou um copo de suco para os lábios.De repente, uma mão pousou na sua e baixou o copo. Dean levantou os olhos e encontrou os olhos dourados de Gabriel, cheios de preocupação. “Dean, você está bem?” Gabriel se agachou, para ficar ao nível de Dean.Dean balançou a cabeça, apertou os olhos e sussurrou: “Não.”Gabriel olhou rapidamente em volta do salão e encontrou Castiel conversando com o tio Inias. Gabriel disse, entre os dentes: “Espere aqui, eu vou buscar o meu irmão idiota.” Dean concordou com a cabeça e se debruçou sobre a mesa. Dean gemeu miserável, tentando não vomitar pelo tapete. Ele só queria ir para o quarto e dormir pelo resto do ano.Gabriel logo retornou com Castiel. “Dean não está bem. Leve-o para o quarto. Eu vou buscar o Doutor Garth." o alfa mais jovem disse. Castiel olhou para Gabriel e se aproximou de Dean.“Você não parece bem. Vou te levar para o seu quarto.” Castiel disse com a voz suave, ajudando Dean a se levantar da cadeira. Dean lutou para ficar de pé e Castiel o segurou com mãos firmes e cuidadosas.“Vou dizer a John que Dean não se sente bem.” Gabriel disse. Castiel acenou para o irmão com a cabeça e levou Dean para fora da sala.Depois de ajudar Dean a ficar confortável e instalar o ômega na cama, Castiel saiu do quarto, sem dizer uma palavra. Dean olhou em confusão para as costas de seu companheiro. Mas antes que ele pudesse pensar em algo para dizer, uma náusea violenta fez Dean se levantar e correr para o banheiro. Depois de esvaziar o pouco que tinha no estômago, ele voltou ao quarto. Nesse momento, Gabriel chegou com um beta magro, de aproximadamente 40 anos.“Dean, esse é o Doutor Garth Fitzgerald. Ele é o médico da família e vai examinar você." Dean se aproximou com passos incertos, sendo amparado pelo médico e por Gabriel. O ômega foi colocado na cama e logo o Doutor Fitzgerald estava examinando Dean.John entrou, o cheiro poderoso da preocupação do alfa enchendo o quarto. Ele observou Dean ser examinado, em silêncio. Quando Garth terminou o exame, John perguntou com uma nota de exigência em sua voz: “Como está meu filho?”“Ele está fisicamente bem. É apenas uma crise de nervos. Eu dei a ele uma pequena dose de calmante. Ele vai se sentir sonolento por algumas horas, mas depois ele ficará bem." disse Garth, guardando as suas coisas dentro da bolsa de médico. John suspirou aliviado e passou a mão no rosto. Ele olhou para Gabriel. “Onde está o meu genro?” Gabriel, que também parecia aliviado ao ouvir que Dean estava bem, franziu o cenho. “Eu pedi a ele para trazer Dean até aqui.”John não fez nenhum comentário sobre isso, mas o perfume dele mudou para uma mistura de raiva com proteção poderosa, algo do tipo “se chegar perto do meu precioso filhote, eu vou arrancar a sua garganta". Gabriel congelou quando sentiu o perfume de John. Garth olhou para Gabriel e percebeu o que estava acontecendo. Como um beta ele não podia farejar a mudança de perfume de John, como Gabriel. Mas como um médico, ele entendia a coisa toda da dinâmica de alfas e ômegas. Dean gemeu, chamando pelo pai.Gabriel se apressou para fora do quarto junto com Garth, depois que John agradeceu a ambos. O alfa tirou os sapatos e deitou na cama ao lado de Dean, abraçando o ômega. Dean imediatamente se enrolou nos braços do pai como um polvo, soltando um pequeno miado e começou a ronronar. John riu baixinho e acariciou os cabelos de Dean. Quando John percebeu que Dean estava dormindo, ele beijou a testa do filho e se levantou com cuidado para não acordar o ômega. John ajeitou Dean em uma posição confortável na cama e saiu silenciosamente do quarto. *** Quando Dean acordou horas depois, o quarto estava escuro. Ele apertou os olhos para o relógio que estava na mesa de cabeceira e viu que passava da meia noite. O ômega se levantou e foi ao banheiro, ainda se sentindo um pouco entorpecido, mas muito melhor do que algumas horas atrás. Depois de usar o banheiro, Dean lavou as mãos e voltou para o quarto. O ômega deitou na cama com um suspiro e fechou os olhos.Ele aceitou esse acasalamento. Ele gostou de Castiel, quando viu o alfa pela primeira vez. E quando Dean sentiu o perfume de sândalo e grama fresca de Castiel, ele apenas sabia.Castiel era o seu verdadeiro companheiro.Dean estava ferrado.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean conseguiu dormir pelo resto da noite, ainda um pouco entorpecido pela pequena dose de calmante que o Doutor Fitzgerald lhe deu. Quando acordou pela manhã, ele estava se sentindo melhor. Ele fez uma anotação mental para agradecer o médico mais tarde. O ômega se sentou na beira da cama. Ele cruzou as pernas, colocou a mão no queixo e começou a pensar sobre a sua situação de maneira objetiva.Ok, Castiel era o seu verdadeiro companheiro. Esse era o ponto número um.Ponto número dois. Castiel parecia inconsciente do fato de que Dean era seu verdadeiro companheiro. Ele possivelmente não farejou corretamente o perfume de Dean, devido à grande quantidade de bloqueadores de cheiro que Dean usava.O comportamento de Castiel, durante a cerimônia de acasalamento, deixou Dean realmente chateado.Ah, sim. Castiel não apareceu na noite passada, deixando Dean sozinho na noite de núpcias. Não havia traços do perfume do alfa no quarto. Castiel simplesmente deixou Dean no quarto e sayōnara, addio, auf wiedersehen, au revoir, adiós. Ele saiu sem olhar para trás.Dean suspirou e passou a mão no rosto. Sim, Dean estava ferrado. Porque seu companheiro, seu verdadeiro companheiro, estava tratando Dean como um pedaço de merda sem valor e isso deixava Dean completamente chateado. Então, novamente...Dean se levantou e foi tomar um banho. Pensar na situação estava deixando o ômega com uma dor de cabeça terrível. Talvez ele pedisse ao Doutor Fitzgerald um ou dois comprimidos de ibuprofeno.Dean passou o dia com seu pai. John voltava para Libanon no dia seguinte e o ômega queria absorver o máximo da companhia e do cheiro familiar de seu pai. Castiel saiu para resolver algo relacionado com comércio e voltaria na hora do jantar, conforme Chuck informou.De fato, Castiel estava lá, quando Dean chegou para jantar. Dessa vez, o ômega estava preparado para o brilho da sala de jantar e entrou com os olhos semicerrados. Alguém deveria dar um prêmio para o pessoal da limpeza. Este tipo de brilho só se via em comerciais de TV exagerados sobre produtos de polimento e de limpeza.Dean se sentou à mesa ao lado de Gabriel, que acenou para Dean, assim que o ômega entrou na sala. Castiel estava sentado ao lado de Chuck, do outro lado da mesa, conversando com o pai. John chegou cerca de 10 minutos depois. Ele tinha recebido um telefonema importante e se desculpou profusamente. O jantar ocorreu sem maiores problemas. Dean conversou muito com Gabriel. O alfa era alguém agradável para conversar e o ômega apreciou a companhia do cunhado. Castiel ainda não estava olhando para Dean, fazendo o ômega bufar. Dean acordou no dia seguinte e percebeu que estava sozinho na cama enorme. Castiel não veio até ele, novamente. Dean suspirou e se levantou. John voltava hoje para Libanon e Dean queria passar mais algum tempo com seu pai, antes de John sair.John estava sentado confortavelmente na cama, lendo um jornal, quando Dean entrou.“Ei..."“Ei, filhote.” John sorriu para o filho. “Como você está?“ John deixou o jornal de lado e deu um tapinha na cama ao lado dele.Dean se sentou e se encostou no pai, que passou o braço em volta dos ombros do filho.“Estou bem.”“Como está seu o seu companheiro?” John perguntou. Dean suspirou.“Ele sempre me trata como se eu não estivesse lá.” disse Dean, baixinho. O cheiro de John mudou para algo protetor e ele puxou Dean para sentar em seu colo. O ômega veio facilmente e passou os braços no pescoço de seu pai. Dean colocou o rosto na glândula de cheiro no pescoço de John e respirou fundo.“Ele virá até você.” John disse, apertando os lábios.“Eu não sei.” Dean se afastou e suspirou “Ele não apareceu no meu quarto desde a noite do acasalamento.” Disse o ômega, corando e desviando o olhar.John conteve um grunhido que subia pela sua garganta. Seu filhote não merecia ser tratado desse jeito. John olhou para os olhos verdes do filho.“Me desculpe, Dean. Me desculpe por fazer você passar por isso.” John abraçou o filho, apertando o ômega em seus braços.“Esta tudo bem, pai." disse Dean, se afastando do abraço. “Eu vou ficar bem.” O acordo era importante para eles.John acariciou os cabelos de Dean e seu rosto ficou mortalmente sério.“Se ele machucar você, que Deus me ajude. Eu vou arrancar a garganta dele.” Os olhos do alfa piscaram vermelho. Os odores protetores de John quase sufocaram Dean, que ronronou contente em resposta.Se Castiel Novak tocasse em Dean, o acordo poderia ir para o inferno.John beijou a testa do filho. “Eu vou começar a arrumar as minhas coisas. Eu tenho um avião para pegar.” John disse, dando um tapinha na perna de Dean, para poder se levantar. Dean fez beicinho, fazendo John rir da reação adorável do filho. *** Dean acompanhou John até o aeroporto. Depois que viu o pai embarcar, o ômega praticamente fugiu de lá, segurando um estremecimento. Ver todos aqueles aviões estavam deixando os nervos de Dean em frangalhos!O guarda-costas que acompanhava Dean era um alfa de aproximadamente 30 anos, cabelos escuros curtos, pele pálida e claros olhos azuis. Ele também tinha uma barba bem aparada. O alfa era da altura de John e seus ombros eram largos. O cara parecia um urso. Bernie? Benji? Dean não tinha certeza.Quando eles estavam no carro, Dean decidiu que não queria voltar para o castelo e ser ignorado por Castiel. Seu verdadeiro companheiro, uma voz dizia no fundo de sua mente. Dean estava começando a se sentir melancólico. Sem o seu pai por perto, não era como ele fosse se sentar com Castiel, trançar os cabelos um do outro e falar sobre o último programa de TV que viram ou sobre esse ou aquele artista de cinema. Não que Dean fizesse esse tipo de coisa, de qualquer maneira. “Eu não quero voltar para o castelo agora." disse Dean ao guarda-costas, esfregando as têmporas, tentando aliviar uma dor de cabeça que estava começando. “Você poderia apenas dirigir?”O alfa (Bernie? Benji? Joaquim?) disse, respeitosamente:“Sua Alteza. Com todo o respeito, eu aconselho o senhor voltar para o castelo. O Príncipe Castiel poderia ficar preocupado.” disse o alfa, sem tirar os olhos da estrada.Dean bufou. Como se Cas se preocupasse onde Dean fosse ou com quem ele estava. (Espere. Desde quando ele tinha dado um apelido para Castiel?)“Eu tenho certeza que o meu companheiro não se importaria.” Dean disse, desviando o olhar e olhando pela janela.O alfa não disse nada. O modo como Castiel tratava Dean não era novidade para ninguém. Essas coisas corriam pelo castelo como fogo. O alfa simpatizou com o jovem. O guarda-costas suspirou. Ele era apenas um menino.“Vamos dar uma volta, então” disse o alfa, ganhando um sorriso animado de Dean.Após alguns minutos de silêncio confortável, Dean perguntou: “Qual é o seu nome?”“É Benny, Sua Alteza. Benny Lafitte.”“É um prazer conhecê-lo, Benny” disse Dean. “Você não precisa me chamar de Sua Alteza. Eu não gosto muito de títulos. Dean está bem." disse o ômega.Benny limpou a garganta e ficou desconfortável.“Bem... se o senhor insiste...” Benny limpou a garganta de novo.“Se estiver desconfortável em me chamar de Dean, senhor está bem.” Dean disse facilmente.“Esta bem, senhor.” Benny disse e Dean sorriu.“Então, Benny. Há quanto tempo você trabalha para os Novak?" Dean perguntou, com curiosidade genuína.“Dois anos, senhor."“Certo. Você tem um companheiro?”“Sim, senhor. Eu tenho a minha Lisa.” o alfa disse com um sorriso orgulhoso no rosto e fez Dean sorrir também.“Você tem filhos?”“Sim. Eu tenho um filho. Ben Jr. Ele tem oito anos.” Benny respondeu. Dean acenou com a cabeça em compreensão.O ômega ficou em silêncio por alguns minutos, parecendo pensativo e então disse: "Eu sempre quis ter filhos.” Dean suspirou. Ele pensou em sua situação com Cas. Dean desconfiava que eles não teriam filhos tão cedo.“Não se preocupe. O senhor os terá um dia.” disse Benny, simpatizando com o ômega.“Sinceramente, eu não sei. Eu ainda não tive o meu primeiro calor.”Benny engasgou e pisou no freio. O carro parou bruscamente.“Ei!”Benny virou atordoado para encarar Dean. Por sorte, a estrada por onde iam estava deserta.“O que senhor disse? O senhor ainda não teve o seu primeiro calor?" Benny parecia chocado. Dean corou até a raiz do cabelo.Benny amaldiçoou baixinho e encostou o carro no acostamento. O alfa saiu do carro, seguido por Dean.Benny passou as mãos no rosto, tentando entender a situação. Dean se encostou no carro e não disse nada. O ômega apenas piscava e corava.“Deixe-me ver se eu entendi. O senhor disse que não teve o seu primeiro calor. O senhor sabe que os ômegas só se acasalam após o primeiro calor?" Benny estava confuso.“Sim.” disse Dean, coçando a bochecha e corando muito."O que o senhor fez, então?"“Eu menti para o meu pai.” disse Dean, esfregando a parte de trás do pescoço. “Eu disse a ele que eu tive o meu primeiro calor. Eu queria apressar o acasalamento. Esse acordo era muito importante.” disse Dean, desviando o olhar. Ômegas geralmente entram em calor aos 18 anos. Casos como o de Dean, onde o ômega não entra em calor nessa idade, não são raros.“Como o senhor mentiu? Essas coisas não têm como esconder. ” Benny estava genuinamente curioso.“Meu pai viajou, então eu disse a ele que meu primeiro calor veio, enquanto ele estava fora.”“O primeiro calor depois do acasalamento é muito forte." apontou o alfa. O primeiro calor após o acasalamento é considerado mais forte, pelo fato do ômega reagir ao perfume do companheiro alfa.“Eu sei.” Dean gemeu, colocando as mãos no rosto.Benny suspirou e passou a mão pelos cabelos escuros.“Venha, vamos sair daqui." disse o alfa.“Eu não quero voltar para o castelo.” disse Dean, definitivamente não fazendo beicinho.“Eu sei.” disse Benny, suavemente. “Vamos visitar um casal amigos. Você vai gostar deles.”O sorriso que Dean deu ao alfa estava cegando. Benny balançou a cabeça e riu baixinho.
----- CHAPTER BREAK -----
Benny estacionou o carro em frente a uma bonita casa de classe média, em um bairro muito agradável, no subúrbio de Caelum. Era uma ampla casa de dois andares, com parede de tijolos bege e com uma grande varanda na frente. Um jardim bem cuidado, com uma grande variedade de flores, era visto no lado direito da casa. Um reluzente Chevy Impala 69 preto estava estacionado na frente da garagem, à esquerda. A visão do carro fez Dean se lembrar de Baby, o Chevy Impala 67 de John, que ficara em Libanon, fazendo o ômega suspirar de tristeza e saudade de sua garota. A porta da vermelha da casa abriu, revelando um alfa de meia idade, que se aproximou.“Benny! Pensei que você tinha perdido o endereço da minha casa, idjit!” o alfa disse, sem uma raiva real em sua voz rouca. “Parece que a realeza anda fazendo você trabalhar até os ossos!”“Bobby!” Benny riu e apertou a mão de Bobby com entusiasmo. O jeito rabugento do amigo sempre divertia o alfa . “O que eu posso dizer? Ser um guarda-costas não é um trabalho fácil."Bobby balançou a cabeça e olhou para Dean, que estava parado atrás de Benny, observando a interação dos dois alfas com curiosidade. Bobby engasgou, reconhecendo o companheiro do Príncipe Castiel. Bobby disse com reverência em sua voz:“Sua alteza.” Bobby disse respeitosamente, tirando o boné de baseball que estava em sua cabeça, em sinal de respeito.“Olá. Prazer em conhecê-lo, senhor.” disse Dean, com um sorriso.Bobby olhou para Benny e disse para o alfa mais jovem:“Você não avisou que estava trazendo o companheiro do Príncipe Castiel até a minha casa, idjit!”Antes que Benny pudesse dizer algo, Dean interrompeu:“Ei, ei, está tudo bem!" Dean disse, acenando com as mãos na frente. “Eu queria dar um passeio e Benny me trouxe aqui. O senhor pode me chamar de Dean.” O ômega acenou com a mão ao acaso e sorriu. “Eu não ligo muito para títulos.”Bobby olhou para Dean e disse: “Eu gostei de você, garoto.” Ele se virou para Benny. “Se prepara, garoto. Karen vai dizer poucas e boas para você, por não parar por aqui por um tempo.”“Eu também sinto falta dela. Espero que ela não me coma o fígado por isso.” Benny deu um assobio, fazendo Dean conter uma risadinha.“Venha, vamos entrar.” Bobby convidou e conduziu todos para entrar na casa. A sala era amplamente espaçosa, decorada com bom gosto. Uma mulher ômega de meia idade veio da cozinha.“Essa é a minha companheira, Karen.” Bobby disse para Dean, com carinho evidente sua voz, fazendo o ômega sorrir. Karen passou um sermão em Benny, como Bobby dissera. Dean observou o ômega mais velho dar um tapa brincalhão em Benny, em diversão. Dean descobriu que Bobby e Karen eram pais de Mark, o amigo de infância de Benny. Mark era um alfa que se acasalou com Stacy, um ômega feminino e a família estava vivendo na Inglaterra, atualmente. O casal tinha dois filhos: Christian e Tyler, de 8 e 5 anos respectivamente.Bobby levou Dean para ver o Impala na garagem, depois que Dean contou sobre o seu bebê, com saudade evidente em sua voz. Isso fez Bobby olhar para o ômega com simpatia. Eles tiveram uma conversa animada sobre carros clássicos. Bobby contou a Dean que era proprietário da Singer Auto Repair, uma grande oficina de restauração e customização de carros clássicos, que estava localizada no centro de Caelum. Dean prometeu ao alfa uma visita, para ver os carros em que Bobby estava trabalhando. Quando voltaram, Bobby ofereceu uma cerveja para Dean. “Aqui, garoto.”Dean aceitou a oferta com gratidão. “Obrigado, senhor.”“Você pode me chamar de Bobby, garoto.” Bobby sentou em sua poltrona favorita, tomando a sua cerveja. Benny estava sentado no grande sofá ricamente estofado em tecido escuro, ao lado de Dean. Ele recusou a cerveja oferecida por Bobby, por estar em serviço. Karen ficou de pé ao lado de Bobby. Ela colocou a mão no ombro do companheiro e sorriu para Dean.“É uma honra tê-lo em nossa casa, Príncipe Dean.”Dean sorriu suavemente para o ômega mais velho. “A honra é toda minha, senhora Singer.”“Oh, por favor, me chame de Karen.”Dean sorriu. “Ok, Karen.”“Um jovem tão bonito! Príncipe Castiel deve estar muito orgulhoso.” Karen disse, encantada com o ômega mais jovem. Dean corou com o comentário.“Obrigado.”Bobby coçou a cabeça e depois passou a mão em sua barba. “Eu pensei que aquele garoto nunca fosse se acasalar."Karen olhou para o marido e depois para Dean. “Nós ficamos muito felizes, quando soubemos do acasalamento.”“Eu pensei que o garoto fosse alérgico ao acasalamento.” Bobby disse, bufando.“Bobby!” Karen repreendeu fortemente o marido.“Está tudo bem, Karen.” disse Dean com um sorriso triste. “Meu companheiro parecia alérgico para mim, quando nos acasalamos.” Dean olhou para a garrafa de cerveja em suas mãos.Bobby olhou para Dean e disse com seriedade em sua voz. “Aquele garoto sempre tratou os ômegas preciosos como se fossem algo descartável e sem valor. Eu sempre tive vontade de dizer poucas e boas para ele, ensinar a ele a maneira correta de como tratar um ômega.” Bobby pegou a mão de Karen que estava em seu ombro e deu um leve aperto.Dean sabia da fama de Castiel em relação aos ômegas, mas ouvir isso de Bobby fez o estômago do ômega revirar. Dean olhou para padrão do tapete bege aos seus pés. Ele novamente se sentiu como um pedaço de merda.“Tome muito cuidado com ele, garoto.” Bobby disse, com um olhar suave.Dean sorriu fracamente para o alfa mais velho. “Eu vou.”***Quando Dean voltou para o castelo, foi informado por um dos empregados de que Castiel estava esperando por ele.“Sua alteza, o Príncipe Castiel pediu a presença imediata de Vossa Senhoria em seu gabinete.”Dean agradeceu ao jovem empregado. “Obrigado.”Dean considerou olhar pela janela para ver se havia uma tempestade se aproximando, mas afastou o pensamento. Cas finalmente iria falar com ele. Isso era um verdadeiro milagre! Mas Dean também ficou intrigado. O que Cas queria? Algo em seu intestino dizia ao ômega que a conversa não seria nada amigável.Dean chegou na porta do gabinete de Castiel e bateu. Após ouvir a resposta de seu companheiro, Dean entrou na sala. Cas estava de costas para ele, olhando para algum lugar através da janela. Dean novamente não pôde deixar de admirar Castiel. O pensamento de que seu companheiro era atraente, mais uma vez passou pela cabeça do ômega. O cheiro de grama fresca e sândalo do alfa enchia a sala, quase fazendo Dean suspirar.Dean olhava descaradamente, os olhos verdes percorrendo a figura atlética e bem construída de Cas, quando a voz rouca e profunda do alfa surpreendeu Dean, quase fazendo o ômega pular.“Onde você esteve?” Castiel exigiu, ainda de costas para Dean.Dean corou, quando percebeu o que estava fazendo. Ele limpou a garganta e conseguiu encontrar a sua voz para responder Castiel. Aquilo foi tão embaraçoso!“Depois que eu deixei meu pai no aeroporto, eu pedi para Benny, um dos guarda-costas, me levar para dar uma volta.” Dean escolheu dizer a verdade para Cas. Qualquer mentira que ele contasse, poderia voltar para o ômega e mordê-lo diretamente na bunda.Castiel se virou e encarou Dean com o familiar olhar gelado. Sinceramente, Dean já estava ficando cansado de ser olhado dessa maneira. O cheiro pungente de raiva alfa encheu a sala, fazendo Dean engasgar e dar um passo para trás.“Você foi dar uma volta?” Castiel rosnou. “Você não percebe que isso poderia causar grandes problemas, não somente para você, mas também para mim?”“Nada aconteceu.” Dean conseguiu responder, chocado com a raiva de Cas. “Se algo acontecesse, Benny iria me proteger.”“Mesmo acompanhado de Benny, apenas um guarda-costas não seria suficiente, se algo grave acontecesse com você.” Castiel apertou os punhos. “Você deveria ter voltado para o castelo imediatamente, depois de deixar o seu pai no aeroporto!”Dean sentiu o seu sangue ferver. Quem diabos Castiel pensava que ele era? Ele era a porra de uma criança, agora? Os olhos verdes brilharam em fúria.“Eu quis dar uma volta porque o meu querido companheiro, em vez de me tratar como um companheiro normal faria, ele estava brincando de fingir que eu não existo, desde que eu coloquei os pés nesse maldito reino!”Os olhos de Castiel piscaram perigosamente em vermelho e um grunhido animalesco estava começando a subir pela garganta do alfa. Os caninos de Castiel se alongaram e sua postura estava rígida, em apresentação de puro domínio alfa. Isso fez a bravata escapar de Dean e seu ômega interior estava gritando para ele parar. Seu alfa estava furioso!Cas rosnou, visivelmente segurando o seu alfa interno. “Volte imediatamente para o seu quarto e não se atreva a sair de lá.”Dean segurou um gemido, suprimindo a vontade de apresentar o pescoço, em submissão ao poderoso alfa. Ele precisava ter coerência para tentar dialogar, pois seu ômega interno insistia em assumir o controle. “Castiel, me desculpe... Eu... Eu deveria ter dito onde eu fui e eu não deveria ter feito isso...”Dean conseguiu dizer. “Eu sinto muito pelo que eu disse.” Dean piscou com os seus grandes olhos verdes, para o seu companheiro.
Dean ficou surpreso quando viu Castiel recuar, os caninos retraindo. Castiel respirou fundo e o cheiro da raiva alfa diminuiu consideravelmente. “Volte para o seu quarto.” Castiel respirou e passou a mão no rosto. “Nós conversaremos depois.”Dean saiu da sala, lágrimas queimando os seus olhos. O ômega interno de Dean estava gritando de novo, implorando para voltar e acalmar o seu alfa, pedir perdão pela transgressão. O lado humano de Dean, por sua vez, estava furioso. Depois de ser tratado com total desprezo, agora Castiel o tratava como uma maldita criança? Definitivamente, seu verdadeiro companheiro era um completo idiota! Dean estava fumegando.Depois de andar pelo quarto, resmungando para si mesmo e soltar uma série de maldições, ele resolveu tomar um banho frio, para esfriar a cabeça. Dean estava ainda mais confuso com o comportamento de Castiel. Ele realmente queria entender o que passava pela cabeça do alfa. O que aconteceu no gabinete foi realmente assustador! Dean não imaginava que Castiel iria reagir daquela maneira. Por outro lado, ele não se arrependeu de ter ido com Benny, para conhecer Bobby e Karen. Ele passou um tempo divertido com os amigos de Benny. Ele definitivamente gostou do alfa rabugento e de sua adorável companheira. Depois que Dean saiu do gabinete de seu companheiro, ele não viu o lampejo de dor e desespero que passou pelo rosto de Castiel.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean olhou para a porta do gabinete de Cas e deu uma leve batida. Um dos empregados veio chamá-lo e Dean esperava se desculpar pelo comportamento inapropriado e esclarecer a situação entre eles. Depois que o ômega esfriou a cabeça, ele ficou muito envergonhado com a sua própria atitude. Era quase a hora do jantar. Dean entrou, depois que ouviu a resposta de Castiel. O ômega parou por um instante, dando uma olhada melhor ao redor da sala. Uma grande escrivaninha estava de frente para a porta de entrada, no centro da sala, com os pertences de Cas, o computador e uma cadeira. Havia uma estante forrada de livros, à esquerda. Duas poltronas estavam debaixo das grandes janelas, lado oposto à estante. O chão estava coberto com um carpete cor de areia e as paredes estavam forradas com papel de parede de uma cor mais escura. Era uma sala de tamanho médio, relativamente modesta para a importância de Castiel. O ômega de Dean ronronou com a simplicidade de seu alfa, enquanto o lado humano mandou ele se calar, porque a conversa que ele teria com Cas era muito séria.Desta vez, seu companheiro estava sentado em uma das poltronas, lendo um livro. A luz do sol poente lançava os últimos raios dourados em Cas, dando ao alfa a aparência de um anjo. Resquícios do cheiro da raiva de Cas ainda pairavam no ar, fazendo Dean segurar um estremecimento. O ômega farejou discretamente o ar procurando pelo cheiro de sândalo e grama fresca, mas franziu o cenho quando não sentiu o perfume inebriante de seu companheiro.Castiel pôs o livro de lado, colocando o marcador na página que estava lendo e olhou para Dean. O familiar olhar gelado estava lá novamente. Dean percebeu que se acostumou com isso. Ainda assim, o ômega se conteve em revirar os olhos. “Sente-se, Dean.” Cas disse, em um tom de voz que era mais uma ordem do que um pedido.Dean sentou na outra poltrona e virou para olhar para o alfa. A falta do perfume de Cas estava começando a incomodar o ômega. Então, Dean percebeu que Cas cheirava a produtos químicos artificiais e purificadores de ar de algodão branco, o cheiro característico de um bloqueador de cheiro. Não era uma prática incomum para um alfa, eles também usavam os bloqueadores para manter o seu perfume neutro, assim como os ômegas. Dean não fez nenhum comentário sobre isso. Castiel disse em um tom frio. “Em primeiro lugar, eu quero deixar bem claro que eu não vou mais tolerar qualquer tipo de desrespeito, como o que aconteceu esta tarde. Estamos entendidos?”“Sim.” Dean estava genuinamente envergonhado e olhou para as mãos.Castiel assentiu e continuou. “A sua atitude infantil de hoje poderia trazer grandes problemas, não somente para você, como também para mim. Você percebe isso?”“Sim, Castiel.” Dean respondeu. O ômega esfregou a parte de trás do pescoço. “Eu quero me desculpar pelo meu comportamento inapropriado de hoje. Eu errei, eu não deveria ter feito o que eu fiz. E eu não deveria ter dito aquelas coisas. Me desculpe por isso.”Cas não disse nada, mas acenou com a cabeça, observando Dean se contorcer um pouco desconfortável na poltrona.Dean respirou fundo. “Eu serei mais responsável de agora em diante e eu vou cumprir corretamente o meu papel de companheiro.” Dean disse, com seriedade em sua voz. Dean olhou para o alfa e ficou surpreso quando Castiel começou a rir.“Companheiro?” disse o alfa, um tom de desprezo em sua voz. Então, o rosto de Castiel endureceu. “Escute aqui, seu idiota.” Castiel rosnou. “Eu apenas aceitei esse acasalamento, por causa desse acordo estúpido. Eu sempre discordei da ideia e deixei isso bem claro para o meu pai. Eu nunca quis me acasalar, muito menos com um ômega insuportável e mimado como você!” Dean fechou os olhos. Ele sentiu que a sua respiração estava começando a ficar irregular. Seu verdadeiro companheiro não era apenas um completo idiota. Ele também era um bastardo arrogante.“Eu vejo.” Dean disse, em um tom de voz vazio de qualquer emoção. Ele escondeu o tremor de suas mãos entre os joelhos, pois ele não queria mostrar qualquer tipo de reação na frente de Castiel. Ele não daria ao bastardo o prazer de ver que as palavras afetaram profundamente o ômega. Ele precisava sair dali o mais rápido possível. Dean agradeceu aos bloqueadores de cheiro que usava ou seu desconforto vazaria por seu perfume. “Eu espero que você leve sua bunda arrogante para o inferno.” Dean não esperou pela resposta de seu companheiro. Ele já estava na porta, quando os olhos de Castiel piscaram em vermelho e um rosnado ameaçador subia pela garganta do alfa.***Ele não conseguia respirar.Ele andou pelo corredor com passos incertos, um rugido ensurdecedor em sua cabeça e virou a esquina. Ele tinha certeza de que ele iria vomitar. Gotas de suor escorriam em seu rosto. “Dean!”“Não...” Dean gemeu, os dedos gelados do medo arranhando o seu estômago. Agora, ele ia morrer. Castiel esta vindo atrás dele. Ele cambaleou, antes de se encostar em uma das paredes e deslizar para sentar no chão. Dean colocou a cabeça entre os joelhos. Ele não pôde puxar ar suficiente em seus pulmões. “Dean!”A respiração de Dean estava em suspiros curtos e lágrimas queimavam os olhos verdes. Ele pensou em John. Ele queria se enrolar no cheiro de seu pai. Ele queria voltar para Libanon e nunca mais colocar os pés nesse maldito reino. Ele sentiu a sua visão começar a escurecer.“Dean!”De repente, o cheiro de Gabriel o envolveu. “Eu tenho você, Dean.” Gabriel estava ajoelhado na frente de Dean. O ômega sentiu as mãos do cunhado em seus ombros. Gabriel cheirava a caramelo com um toque de orvalho.“Respire comigo, Dean.” Gabriel comandou com a voz gentil, apesar da preocupação em seu perfume. “Dentro e fora.” Dean levantou a cabeça e começou a seguir as instruções de Gabriel. Os dedos do ômega estavam enrolados na manga da blusa do alfa.“É isso aí, Dean.” Gabriel sorriu e continuava a instruir gentilmente. “Dentro e fora.” Depois de alguns minutos angustiantes, a respiração de Dean finalmente começou a normalizar, até ficar estável.“Boa, garoto.” Gabriel passou as mãos para cima e para baixo nos braços de Dean, em um gesto reconfortante. “É isso aí.”Dean respirou fundo. Ele sentiu que não iria mais derramar as entranhas no carpete e isso era bom. “O que aconteceu?” Gabriel perguntou, com voz gentil.“Castiel." Dean encostou a cabeça na parede e suspirou.Gabriel fechou os olhos e respirou fundo. Ele deveria ter adivinhado que seu irmão tinha algo a ver com isso. Gabriel sentou no chão ao lado de Dean, dando mais tempo ao ômega para se recuperar. Eles ficaram sentados lá durante algum tempo, sem dizer nada. Gabriel olhava para o jovem com os olhos cheios de preocupação. O alfa quebrou o silêncio. “Vamos sair daqui.” Gabriel se levantou e estendeu a mão para ajudar Dean a se levantar. O ômega vacilou um pouco em seus pés. Gabriel o amparou rapidamente e enrolou um braço forte na cintura de Dean, para firmar o jovem. “Vou levar você para o seu quarto, ok?”Dean acenou com a cabeça em afirmação e encostou no alfa. No meio do caminho, eles encontraram Sam e Gabriel solicitou gentilmente ao beta para que chamasse o Doutor Garth e para providenciar um chá para Dean. Sam respeitosamente se curvou para o príncipe e correu para cumprir o pedido. Quando chegaram ao quarto de Dean, o alfa levou o jovem diretamente para o sofá, onde Gabriel, com mãos cuidadosas, ajudou Dean a sentar. Gabriel ajeitou algumas almofadas nas costas de Dean, para que o ômega ficasse confortável.“Como você sabia o que fazer?” Dean perguntou, olhando para Gabriel.“Eu reconheço um ataque de pânico, quando eu vejo um.” Gabriel disse, com um pequeno sorriso e sentou ao lado de Dean. “Você quer falar sobre isso?” Gabriel ofereceu. Ele não queria empurrar o assunto e deixar Dean desconfortável, mas ele estava intrigado. Dean olhou para as mãos. “Depois que eu deixei o meu pai no aeroporto, um dos guarda-costas, Benny, me levou para conhecer um casal de amigos. Quando eu voltei, Castiel estava esperando por mim. Eu disse a ele que eu estava cansado de ser ignorado e nós acabamos discutindo.” Dean suspirou e continuou. “Então, ele me chamou novamente e disse que não iria mais tolerar qualquer desrespeito. Eu disse a ele que eu sentia muito pelo meu comportamento inapropriado e que eu iria cumprir corretamente o meu papel de companheiro. Ele começou a rir e disse que sempre discordou do acasalamento, e que apenas aceitou se acasalar por causa desse acordo estúpido. Ele... ele disse que nunca quis se acasalar com um ômega insuportável e mimado como eu.” Dean baixou os olhos e brincou com a bainha da camisa. O ômega estava visivelmente chateado.Os olhos de Gabriel piscaram em vermelho mas ele forçou o seu alfa a recuar. Ele não queria assustar ainda mais o pobre garoto.Gabriel nunca quis interferir no acordo do acasalamento. Ele sabia que seu irmão era claramente contra a ideia desde o início e Gabriel cresceu vendo Castiel ser um bastardo arrogante com os todos os ômegas que cruzavam o seu caminho. Porém, Gabriel nunca pensou que Castiel pudesse realmente prejudicar Dean. Mas depois de encontrar Dean no corredor, quase sufocando com um ataque de pânico severo causado pelo encontro com Castiel, (aparentemente pelas palavras de Castiel), Gabriel decidiu que teria uma palavra com o irmão mais velho. “Dean, eu quero que você me escute. Quando você precisar de algo, qualquer coisa, você pode vir a mim, ok?” Gabriel disse, pegando a mão delicada de Dean na sua. “Não importa a hora. Sempre que quiser conversar, eu estarei aqui para você.”Dean olhou para o cunhado em agradável surpresa e assentiu com a cabeça.“Sim, Gabriel.” Dean deu um pequeno sorriso, ganhando um sorriso do alfa em troca. O doutor Garth chegou e examinou rapidamente Dean, enquanto Gabriel explicava ao beta o que aconteceu. Garth disse que não era necessário medicar Dean, no momento. Ele voltaria mais tarde, para checar a saúde de Dean.Depois que o médico saiu, Sam veio com o chá e Gabriel pediu para o beta trazer uma refeição leve para o ômega e avisar ao rei que Dean iria fazer a refeição em seus aposentos. Gabriel pessoalmente serviu o chá para Dean, que aceitou a xícara com gratidão. “Eu vou jantar agora. Mais tarde, eu volto para ver como você está.” Gabriel disse. “Você vai ficar bem até lá, Dean-o?”Gabriel ganhou o sorriso que queria ver de Dean. O ômega se divertia muito com o apelido que ganhou de Gabriel.“Eu vou ficar bem. Obrigado, Gabriel.” “Nada de Gabriel, garoto.” O alfa fingiu estar aborrecido. “Você pode me chamar de Gabe.” Gabriel fez um floreio com as mãos, divertindo Dean. “Ok, Gabe.” Dean testou o apelido e sorriu.Quando Gabe voltou para checar Dean, o ômega já estava dormindo. Ele precisava do descanso.“Boa noite, Dean-o.” Gabriel sussurrou. Ele sorriu, fechando silenciosamente a porta do quarto quando saiu.
----- CHAPTER BREAK -----
Gabriel encontrou Castiel em seu gabinete. Seu irmão sempre se escondia lá, quando estava chateado e não queria ser incomodado. Gabriel revirou os olhos. Castiel era tão previsível. Gabriel pensou como o relacionamento dos dois mudou, depois da morte de Becky. Eles eram muito próximos, quando eram crianças. Castiel era o grande irmão que cuidava de Gabriel, sempre afastando os pesadelos e soprando suas feridas. Agora, o relacionamento dos dois era apenas cordial e, muitas vezes, frio e distante. Gabriel tentou entender o que aconteceu com seu irmão. Chuck estava tão confuso quanto Gabriel e eles sempre conversavam sobre o que poderia ter causado a mudança de Castiel.Castiel não apareceu para o jantar e Gabriel não ficou surpreso com isso. O alfa mais jovem contou para Chuck sobre como encontrou Dean, quando estava a caminho de seu gabinete. O rei ficou chateado com o que aconteceu com seu adorável genro. Durante o jantar, eles conversaram sobre Dean e o comportamento de Castiel e Chuck ficou aliviado em saber que o ômega estava bem.Quando Gabriel entrou no gabinete do irmão, ele franziu o cenho para a bagunça da escrivaninha e os papéis espalhados pelo chão, junto com alguns pertences de Castiel. O alfa estava de pé, olhando para a escuridão lá fora, através da janela.“Castiel.” Gabriel cumprimentou o outro alfa.Castiel se virou para olhar para Gabriel. O alfa mais velho estava com os cabelos ainda mais bagunçados do que o habitual e suas roupas estavam desalinhadas.“O que diabos aconteceu aqui?” Gabriel perguntou, intrigado.Gabriel viu um lampejo de raiva passar pelo rosto de Castiel.
*Flashback
Castiel soltou um rosnado poderoso, depois que o ômega atrevido fugiu da sala. Ele apertou os braços da poltrona com força e respirou profundamente para controlar o seu alfa, que estava indignado com a ousadia de Dean. Ele o mandou ir para o inferno! Os instintos de Castiel gritavam para ele trazer o companheiro de volta. A conversa deles terminou abruptamente com a fuga de Dean e seu alfa exigia que ele fosse buscar o ômega, para que se retratasse pelo modo grosseiro como tratou Castiel.
Castiel grunhiu e se levantou, para sair em busca de Dean. Porém, quando o alfa saiu da sala, ele parou ao escutar a voz de Gabriel. A voz de seu irmão vinha do outro corredor, perto dali.
“Respire comigo, Dean.” A voz de Gabriel era gentil, ao instruir o ômega. Castiel apertou a maçaneta da porta, que ainda estava segurando. “Dentro e fora.”
“Gabriel...” Castiel rosnou, baixinho.
“É isso aí, Dean. Dentro e fora.” Gabriel continuou a instruir Dean. O alfa de Castiel grunhiu com o tom gentil de Gabriel.
Castiel sentiu a irritação se construindo em seu núcleo e cerrou os punhos. Ele entrou novamente em seu gabinete, deixando a porta aberta no processo. Castiel jogou tudo o que estava em cima da escrivaninha no chão. O alfa agarrou os cabelos com as duas mãos e andou pela sala, em agitação.
“Porra!” Ele amaldiçoou, se apoiando na escrivaninha e respirando pesadamente.
Os olhos de Castiel estavam completamente vermelhos.
*Fim do flashback
“O que você quer, Gabriel?” Castiel perguntou, irritado.Gabriel colocou a mão no peito e fingiu estar ofendido. “Eu não posso parar para ver o meu irmão mais velho?” Gabriel acenou para o irmão. “Eu quero falar com você, Cassie.”“Não me chame de “Cassie”. É Castiel.” O alfa mais velho rosnou. “Corte a merda toda e diga logo o que você quer.”“Eu encontrei o meu cunhado em um ataque de pânico muito ruim, depois de conversar com você.” Gabriel apontou com o dedo indicador para Castiel. “O que você fez com Dean, Castiel?” Gabriel exigiu.Os olhos de Castiel piscaram em vermelho, fazendo Gabriel revirar os olhos.“Oh, por favor!” Gabriel cruzou os braços. “Não venha com o alfa poderoso para cima de mim, grande irmão!”“Isso não é da sua conta.” Castiel grunhiu, os caninos se alongando.Gabriel não se intimidou com a postura dominante de Castiel. Ele se aproximou do alfa mais velho e disse: “Escute, Castiel. Eu sei que você não está feliz com o acordo do acasalamento. Você praticamente andou por aí, com uma placa de neon piscando na sua cabeça, dizendo “Eu não queria me acasalar”. Mas Dean não tem culpa de nada. Ele é apenas um garoto, pelo amor de Deus! Ele só tem 18 anos, porra!”“Eu já disse que não é da sua conta.” Castiel assobiou.Gabriel fechou os olhos e respirou fundo, segurando o seu próprio alfa interno. Ele queria chamar Castiel para a razão e precisava ter coerência para isso. Ele olhou para o irmão e disse: “Dean é um bom rapaz, Castiel. Dê uma chance ao garoto. Vocês estão acasalados para a vida. Eu aconselho você a não fazer algo do qual possa se arrepender depois.”Gabriel se virou e caminhou até a porta, deixando o irmão fumegando para trás. Antes de sair da sala, ele se virou novamente para encarar Castiel. “Eu sugiro que você pense no que eu disse, depois de esfriar a sua cabeça dura."***No dia seguinte, quando Gabriel desceu para o café da manhã, ele ficou surpreso ao encontrar Castiel na sala de jantar. Dean estava lá e também parecia surpreso com a presença do seu companheiro. Castiel deve ter seguido o conselho do alfa mais jovem e refletido sobre toda a situação, isso era muito bom. Não havia sentido em continuar a agir como um filhote teimoso, depois que os dois já estavam acasalados. Gabriel sentou ao lado de Dean, depois de cumprimentar o irmão e o cunhado. Chuck chegou logo depois e se sentou ao lado de Castiel, que estava sentado do outro lado da mesa, para manter a proporção.“Como vai você, meu filho?” Chuck perguntou para Dean.“Estou bem, senhor.” O ômega respondeu, com um sorriso tímido.“Eu fico feliz em saber disso.” Chuck sorriu de volta para o jovem.Dean olhou para Castiel. Ele ficou surpreso ao ver o companheiro entrando na sala de jantar. Dean esperava que Castiel fosse evitá-lo, depois do que aconteceu no dia anterior. Ainda assim, o alfa não estava olhando para ele. O ômega pensou novamente nas palavras ásperas de Castiel. Dean conteve um suspiro e desviou o olhar.Durante a refeição, Dean conversou muito com Gabriel e com Chuck e ficou muito feliz com a atenção que recebeu do cunhado e do sogro. Ele riu com as brincadeiras de Gabriel e de Chuck fingindo estar aborrecido com o filho mais jovem. Castiel não participou da conversa. Ele olhou para o irmão e para o companheiro com a expressão fechada. Gabriel fingiu não notar.“Então, Dean...” Gabriel disse, chamando a atenção do jovem.“Sim?”“Eu estive pensando. Você gostaria de um pouco de torta depois do almoço?” Gabriel perguntou.Os olhos verdes brilharam com interesse e Dean abriu um largo sorriso. “Sim, Gabe. Por favor.”Gabriel deu um pequeno sorriso, quando viu o rosto de Dean brilhar com a menção de torta. Ele sabia que era a sobremesa favorita do ômega. “Eu vou conversar com Ellen. Ela faz uma das melhores tortas que eu já comi!” Gabriel disse, piscando para Dean, fazendo o ômega dar uma risadinha.“É uma ótima ideia, Gabe.” Chuck disse, sorrindo.Castiel bufou e se levantou, jogando o guardanapo na mesa. O alfa saiu da sala sem dizer uma palavra, irritação vazando em seu perfume. Dean olhou para as costas de seu companheiro e baixou os olhos para a mesa. Gabriel pegou a mão de Dean, dando um leve aperto e disse:“Ei... Deixe Cassie para lá. Eu vou levar você para falar com Ellen, depois do café da manhã, ok?"Dean acenou para o cunhado. “Ok.”Como prometido, Gabriel levou Dean para a cozinha para conversar com Ellen, uma das cozinheiras de Casa de Novak. Ellen era uma beta de aproximadamente 40 anos, de cabelos castanhos claros e olhos castanhos suaves. Ela acolheu calorosamente Dean, que imediatamente gostou do jeito maternal da beta. Gabriel deu um pequeno sorriso, quando viu o modo como os olhos verdes de Dean brilhavam, enquanto conversava com Ellen sobre os recheios de torta de sua preferência. Gabriel balançou a cabeça e riu baixinho.Uma beta pequena entrou na cozinha. Ela tinha aproximadamente 20 anos, cabelos loiros e olhos castanhos. Dean a reconheceu como uma das empregadas que serviam as refeições e soube que ela era a filha de Ellen, Jo. O jovem conversou com Jo e descobriu que eles tinham alguns interesses em comum. Gabriel ficou feliz e satisfeito ao ver o ômega interagindo com a filha de Ellen, pois Jo era quase da mesma idade de Dean. O garoto precisava de um pouco de distração. O alfa deixou Dean com as duas betas e saiu da cozinha. Ele tinha trabalho.Jo contou a Dean que era namorada de Adam, o irmão mais velho de Sam Campbell. Adam era um beta de aproximadamente 30 anos. Ele trabalha como enfermeiro no hospital Saint Raphael, onde ele e Jo se conheceram há cerca de 2 anos, depois que Jo teve um episódio de intoxicação alimentar. Eles estão juntos, desde então. Ellen provocou a filha, falando sobre casamento e netos, fazendo Jo corar até a raiz do cabelo, divertindo Dean.“Eu estou envelhecendo aqui, Joanna Beth. Não quero esperar para sempre.” Ellen disse para a filha, em tom divertido.“Mãe!” Jo revirou os olhos e corou ainda mais. “Tenho que ir agora.” Jo se despediu de ambos com um “até logo” e saiu apressadamente da cozinha, para voltar às suas tarefas.Ellen olhou para Dean e disse com um sorriso triste: “Bill, meu marido, morreu quando Jo tinha 8 anos. Desde então, somos apenas nós duas.”Dean olhou para Ellen, em simpatia. “Eu compreendo, senhora Harvelle.”Ellen disse para o ômega, suavemente. “Por favor, me chame de Ellen.”“Ok, Ellen.”A beta deu um tapinha amigável no braço de Dean. “Você quer me ajudar a fazer essa torta?”O sorriso de Dean estava cegando. “Sim, por favor.”
----- CHAPTER BREAK -----
Gabriel entrou na sala de jantar e viu Dean sentado à mesa. Era a hora do almoço. Ele cumprimentou Dean com um sorriso, recebendo um sorriso do ômega em troca. Gabriel sentou ao lado do cunhado e eles conversaram sobre Ellen e Jo, trocando observações sobre as duas betas.“Ellen costuma cuidar de todos nós, ela tem esse jeito maternal.” O alfa disse. “E Jo pode ser um pouco impulsiva às vezes, mas ela é uma boa garota.”Dean sorriu e contou para Gabriel como Ellen cuidou dele, enquanto faziam os preparativos para a torta. A beta colocou o ômega sob a sua asa, depois que Gabriel saiu da cozinha. Ellen contou um pouco sobre a sua vida e sobre como foi difícil criar Jo sozinha, desde a morte do marido, Bill. Ela também contou que ela e o marido eram donos de um estabelecimento, o Harvelle’s Roadhouse, um restaurante na beira da estrada a caminho de Remington. Depois que Bill morreu de um ataque cardíaco, Ellen vendeu o restaurante para um casal de amigos. A beta começou a trabalhar para os Novak há cerca de quatro anos. Dean também pensou em Jo e na personalidade borbulhante da beta. Os dois tinham muitos interesses em comum. Jo era sincera em suas opiniões, assim com Dean, e o ômega apreciou isso.A porta abriu e Castiel entrou. Gabriel escondeu a sua surpresa ao ver o irmão caminhar pela sala e sentar no lado oposto da mesa. Gabriel olhou para Dean. O ômega estava encarando a mesa, como se algo interessante estivesse lá. Gabriel conteve um suspiro. Depois da chegada de Chuck, o almoço foi servido.Durante a refeição, Gabriel notou a tensão nos ombros de Castiel. Ele farejou discretamente o ar e percebeu que o desconforto do irmão não estava vazando pelo seu perfume. Castiel sempre foi muito bom em controlar as suas emoções, como Gabriel. A única maneira de descobrir se algo estava errado com Castiel, era observando a postura do alfa.“Então, Dean...” Chuck chamou atenção do ômega. “Eu estou pensando em dar uma olhada na casa de veraneio da família, neste final de semana. Está a cerca de 2 horas daqui, no Condado de Remington. Você gostaria de se juntar a mim?”“Eu adoraria, senhor.” Dean sorriu.“É uma ótima ideia, pai.” Gabriel sorriu para pai. Ele se virou para Dean. “Você vai adorar, Dean. Nós costumamos passar as nossas férias lá.”“Então, está combinado. Vamos sair cedo, depois de amanhã.” Chuck disse ao ômega.“Sim, senhor.”Na hora da sobremesa, os olhos de Dean brilharam com a visão da torta. Gabriel riu baixinho.“Você realmente é alguém para tortas.” Gabriel disse jovialmente para Dean. O ômega deu uma risadinha adorável.“Eu estou sempre disposto para uma boa torta.” Dean sorriu, cortando um pedaço de sua fatia. Ele conteve um gemido quase pornográfico, quando colocou o pedaço na boca. A torta de maçã e canela estava simplesmente divina.“Eu soube que você ajudou Ellen nos preparativos. Está muito boa, Dean.” Chuck piscou para o ômega.“Obrigado, senhor.” Dean corou com o elogio.“Embora eu goste de torta, eu sou alguém para bolos. Eu vou pedir para Ellen fazer o meu favorito, chocolate belga. Eu tenho certeza de que você vai gostar.” Gabriel disse para o ômega.Dean sorriu para o cunhado. “Eu gostaria muito de experimentar, Gabe.”Depois de terminar a sobremesa, Dean foi conversar com Ellen, para apreciar um pouco mais a companhia maternal da beta. (E também obter um pouco mais de torta). Chuck foi chamado por um dos empregados. Um assunto de caráter urgente surgiu para ser resolvido. Ele era o rei, afinal de contas. Gabriel acabou seu pedaço de torta e percebeu que Castiel não estava mais comendo. A tensão nos ombros de Castiel piorou, se isso fosse possível. As emoções do alfa mais velho começaram a vazar em seu perfume. Uma mistura de raiva, ansiedade, angústia e medo, estava deixando Gabriel totalmente confuso. Gabriel conhecia seu irmão. Castiel tinha algo em mente. Ele estava esperando a saída de Dean e Chuck da sala, pois tinha algo a dizer.“Você tem algo a dizer, apenas diga isso.” Gabriel disse, limpando os lábios com um guardanapo.“Por que você o trata assim?” O tempo todo não foi dito. Castiel estava olhando para o prato, com os restos de sua sobremesa.Demorou um segundo para Gabriel perceber que Castiel estava se referindo a Dean. “Assim como, Castiel?” Gabriel estava confuso.“Oferecendo tudo a ele.” Castiel apertou o punho que estava segurando o guardanapo.Gabriel franziu o cenho e olhou para Castiel em confusão. A mistura confusa de emoções ainda vazava do perfume do alfa e Castiel ainda mantinha o aperto no guardanapo. Um sorriso conhecedor lentamente apareceu no rosto do alfa mais jovem. Não... Gabriel afastou pensamento e riu para si mesmo, balançando a cabeça. Ele olhou novamente para Castiel, que ainda não levantou os olhos do prato.“Ele merece um pouco de mimo, depois da merda que ele passou ontem, Cassie.” Gabriel disse com um sorriso e se levantou, sem esperar pela resposta de Castiel. Ele ouviu o rosnado de Castiel, quando estava saindo da sala, sorrindo para si mesmo.***Ele observou Dean.A beleza de olhos verdes estava no jardim, cheirando os jasmins. A luz do sol da tarde dava ao ômega uma aparência etérea. Ele suspirou. Dean era lindo. Desde o dia em que o ômega chegou ao castelo, ele o observou como um falcão. Cada passo, cada movimento, cada palavra de Dean, ele o observou. Dean nunca suspeitou disso. Ele não conseguia tirar os olhos de Dean, processe-o por isso! Ele observava Dean como se fosse algo precioso. Dean era como um unicórnio, uma criatura rara e preciosa. Ele era egoísta, ele queria manter Dean apenas para si.Dean estava usando um henley azul e jeans, que caiam perfeitamente em seu corpo. O corpo de Dean era lindo. Embora o ômega ainda fosse muito jovem, o corpo de Dean era bem proporcionado, os músculos magros e a cintura fina. Ele tinha certeza de que o corpo de Dean seria de tirar o fôlego, quando desenvolvesse completamente. Ninguém, além dele, deveria ter o direito de olhar para Dean.Dean usava bloqueadores de cheiro. Ele rosnou com esse pensamento. Ele queria sentir o cheiro de Dean, ele queria ter o cheiro do ômega gravado em sua memória. Ele tinha certeza de que o cheiro de Dean era celestial. Dean era o seu anjo. Ele era apenas seu e de mais ninguém.***Dean estava no jardim lateral do castelo, apreciando as flores muito bem cuidadas. Ele se inclinou um pouco para cheirar um dos jasmins.“É lindo, não é?”Dean sorriu e se virou para ver Gabriel parado atrás dele. “É lindo.” Dean concordou, sorrindo.“Minha mãe amava esse lugar.” Gabriel disse, tristeza evidente em seus lindos olhos dourados. “Cassie e eu costumávamos brincar aqui, enquanto ela cultivava os jasmins. Eram as flores favoritas dela.”Dean olhou para Gabriel com olhos suaves. Ele entendia o sentimento de Gabriel. Vendo a tristeza do alfa, o coração do ômega deu uma dor traidora. Ele pensou nela.Eles caminharam pelo jardim e Gabriel convidou Dean para sentar em um dos bancos e conversar um pouco, antes do alfa voltar ao trabalho. Gabriel contou para Dean a história da Casa de Novak, a origem de sua família e de quando o castelo foi construído. O ômega ouviu tudo atentamente, sempre perguntando quando tinha dúvidas e Gabriel respondeu a tudo pacientemente. Dean, por sua vez, contou a Gabriel sobre o seu bebê, de quem ele sentia muita falta. Gabriel sorriu para o ômega, dizendo que gostaria de conhecer Baby um dia e isso fez o alfa ganhar pontos com Dean.Quando eles estavam caminhando de volta para o castelo, eles encontraram Chuck, que acenou para eles. O rei estava conversando com um dos guarda-costas, um alfa que Dean não conhecia. Quando Gabriel e Dean entraram no castelo pela entrada lateral, Dean parou quando viu Castiel andando em direção a eles. O alfa olhou para os dois e passou por eles sem dizer uma palavra. Dean olhou para as costas de seu companheiro. O sangue do ômega ferveu. Por que Castiel sempre agia assim?“Castiel.” Dean chamou o companheiro. Castiel parou e se virou para olhar para Dean. Dean se aproximou do alfa.“Qual é o seu maldito problema, Castiel?” Dean perguntou. “Você me evitou como a peste, desde quando eu cheguei aqui. Você nunca se importou em passar um tempo comigo, o seu próprio companheiro.” Verdadeiro companheiro, Dean acrescentou em sua mente. “Desde quando nos acasalamos, você sequer chegou perto de mim, na nossa noite de núpcias.” Ele precisava saber. Toda essa situação estava jogando o ômega no limite. Castiel rosnou em aviso. Dean não se intimidou e encarou o companheiro."Essa é a sua resposta para tudo, Castiel. É o seu estado normal ficar chateado o tempo todo!” Dean estava chateado, a frustração era evidente em sua voz.Castiel rosnou mais alto e seus olhos piscaram em vermelho. Gabriel interferiu, antes que Castiel fosse ao alfa dominante e as coisas ficassem realmente bagunçadas.“É o bastante, vocês dois. Venha, Dean. Vamos sair daqui.” Gabriel pegou gentilmente no braço de Dean e o puxou para dentro do castelo.Gabriel levou Dean para o quarto do ômega. Ele sentou Dean no sofá e chamou um dos empregados, solicitando que fosse providenciado um chá. Quando Gabriel olhou para o ômega, ele percebeu que Dean estava com dificuldade em respirar.“Merda.” Gabriel correu e se agachou na frente de Dean. “Respire, Dean.” O alfa pegou as mãos menores de Dean nas suas. “Dentro e fora.”Dean seguiu as instruções do alfa e logo a respiração do ômega se normalizou. Dean, então, começou a soluçar, lágrimas caindo em seu lindo rosto sardento.“Ei...” Gabriel se levantou e sentou ao lado de Dean, puxando o ômega para encostar em seu peito. Dean se encostou em Gabriel e chorou.“Ei. Está tudo bem.” Gabriel sussurrou. Ele segurou Dean em seus braços. A pobre criança estava desgastada emocionalmente.“Por que ele faz isso, Gabriel?” Dean soluçou. O ômega estava tremendo nos braços do alfa. “Eu... Eu não sei mais o que fazer.”“Vai ficar tudo bem, Dean.”“Você não entende, Gabe.” Dean balançou a cabeça. “Ele é... ele é o meu...”“Shhh, criança. Está tudo bem.” Gabriel acariciou as costas de Dean, em um gesto reconfortante.Um dos empregados veio com o chá. Gabriel pegou a bandeja e agradeceu. Ele pediu ao empregado para chamar o Dr. Garth, para o beta vir o mais rápido possível ao quarto de Dean. Gabriel conseguiu acalmar um pouco o ômega. Agora, havia apenas lágrimas silenciosas no rosto de Dean. Gabriel ficou preocupado com esse pequeno colapso do jovem. Ele insistiu para que Dean tomasse o chá. Dr. Garth chegou cerca de dez minutos depois e examinou Dean. O medico deu uma leve dose de calmante para o ômega. Gabriel agradeceu o Dr. Garth e sentou na beira da cama, onde o Dean estava deitado.“Você vai ficar bem?” Gabriel perguntou.Dean acenou com a cabeça. “ Obrigado, Gabe.”Gabriel sorriu. Ele observou o rosto de Dean, seus grandes olhos verdes e suspirou. Ele era apenas um menino. “Sem problema, Dean-o.”O ômega sorriu e Gabriel riu baixinho. Ele tinha que voltar ao trabalho. Gabriel esperava que tudo ficasse bem para Dean.
----- CHAPTER BREAK -----
O Condado de Remington era uma região de tradição agrícola, com cerca de 200 mil habitantes, cheia de pontos históricos, parques e vilas tranquilas. Vales férteis eram vistos em toda a região, propícios para a produção de laticínios, plantações de verduras e frutas, juntamente com a criação de cavalos e gado. Remington estava na vanguarda da comida local com restaurantes da fazenda ao prato, queijos artesanais finos e mercados de fazendeiros. A região era famosa por ser a maior produtora de xarope de bordo de Caelum.O condado também era rico em granito, mármore e ardósia. Remington estava cercada de montanhas com mais de 600 metros de altura, cobertas por florestas, sendo o Monte Vermont o mais alto com cerca de 1700 metros de altura. Cafés, restaurantes que seguem o estilo "da fazenda à mesa" e boutiques sofisticadas, eram vistos pela cidade, além de três grandes museus. Grandes parques estavam entre as atrações turísticas da cidade, sendo o Parque Burlington o maior, com mais atrações e atividades para o público.Dean absorvia tudo com muito interesse, enquanto a comitiva, composta de 10 guarda-costas e três carros, passava pelas ruas da cidade. Benny estava na direção do carro em que Dean e Chuck estavam. Eles estavam acompanhados de outro guarda-costas, que estava sentado no banco da frente, ao lado de Benny. Era um alfa de aproximadamente 30 anos, cabelos loiros e olhos azuis. Era o mesmo guarda-costas que estava conversando com Chuck, há cerca de dois dias. Rick? Dick? Dean não tinha certeza.Dean pensou em Castiel. A ultima vez que ele viu seu companheiro, foi durante a discussão no jardim. Desde então, Castiel não apareceu na sala de jantar, durante as refeições. Se Dean fosse honesto consigo mesmo, ele não viu Castiel em lugar algum no castelo, desde aquele dia. Sim, ele queria Castiel. Ele era o seu companheiro, apesar de tudo. Ele não pôde (e nunca tentou) negar isso para si mesmo. O ômega sentiu uma pontada de dor em seu peito. Doeu saber que seu companheiro (seu verdadeiro companheiro, Dean lembrou a si mesmo) não o queria. O ômega colocou a mão na mordida de acasalamento em seu pescoço. Ele se lembrou de como a mordida ficou inchada e irritada depois da cerimônia. Ele teve que se certificar de evitar deixar cair água quente no local, durante o banho. Deus, sua vida era uma droga! Dean não pôde evitar de pensar, com tristeza, que talvez esse acasalamento tivesse sido um erro. Dean pensou em ir para Libanon e passar alguns dias com John, para esfriar a cabeça. Com certeza, Castiel não se importaria. Aparentemente, seu companheiro voltou a jogar o seu jogo favorito: ignore o ômega. Então, não faria diferença se Dean estivesse ou não por perto. Ele poderia colocar um sósia em seu lugar, que Castiel não perceberia a diferença.Antes que Dean pudesse se afundar em um estado melancólico, a voz de Chuck chamou o ômega para a realidade.“Dean?”Dean olhou para Chuck, que olhava para o ômega com os olhos preocupados.“Nós chegamos. Você está bem?”Dean olhou para a casa e para o seu sogro. O ômega passou uma mão em seu rosto.“Me desculpe, eu estou apenas um pouco cansado.”Chuck sorriu para o ômega. “Venha, vamos entrar.”A casa impressionou Dean por sua simplicidade, totalmente o oposto da opulência do castelo. Ainda era uma casa grande de dois andares, com as paredes brancas e com as janelas claras. Havia uma grande varanda na frente, com redes e balanços por toda a sua extensão. Um caminho de pedras levava até um pequeno pátio em frente à casa, cercado de um gramado bem aparado. Sebes bem aparadas cercavam a casa, com um grande jardim bem cuidado na frente. Uma garagem com capacidade para três carros, era vista à esquerda. Grandes carvalhos eram vistos pela propriedade e embelezavam a paisagem.
Um pequeno hall na entrada levava à uma ampla sala de dois ambientes, decorada com muito bom gosto, sem deixar de ser modesta. A cozinha era grande e estava equipada com os aparelhos mais modernos. Na sala de jantar, havia uma grande mesa de mogno, com oito cadeiras. Um escritório bem equipado estava ao lado da sala de jantar. A casa tinha cinco quartos, o principal era uma magnífica suíte. Uma grande piscina era vista na parte de trás da casa. Havia também um quiosque e uma grande área para churrasco. Uma grande casa térrea era vista nos fundos da propriedade. Era a casa onde viviam os funcionários.Benny abriu a porta para Dean, que agradeceu a gentileza com um pequeno sorriso. Um alfa, de aproximadamente 50 anos, se aproximou e cumprimentou Chuck com reverência. “Dean, esse é Daniel Elkins.” disse Chuck ao ômega. “Ele é o responsável pelos cuidados da casa.”Chuck colocou uma mão nas costas de Dean e conduziu o ômega para entrar na casa. Uma equipe de seis empregados, liderados por Daniel, preparou tudo para a estadia do rei e de seu genro. Depois do almoço, Chuck convidou Dean para uma caminhada, para conhecer a propriedade. Chuck contou para Dean sobre a história do Condado de Remington, e sobre como escolheu a cidade para construir a casa de veraneio. O rei também contou que a casa era a favorita de sua companheira, Becky. O ômega ouviu tudo atentamente e olhava para o sogro em simpatia. ***Dean estava sentado no gramado e observava a belíssima paisagem do Condado. O guarda-costas que veio com eles, o alfa loiro, estava a alguns passos respeitosos de distância, à esquerda de Dean. O ômega pensou novamente em seu companheiro e suspirou. Embora distante fisicamente, Castiel estava cada vez mais presente nos pensamentos de Dean. Não era como se ele fosse até Castiel e dizer: “Eu estou aqui, sua besta sexy. Venha me pegar.” Ou “Venha me pegar, tigre.” Não que Dean fizesse esse tipo de coisa, de qualquer maneira. Dean balançou a cabeça e afastou o pensamento. Ele veio para Remington para se distrair e era isso que ele ia fazer.
Dean olhou para o guarda-costas. O ômega inclinou a cabeça de maneira adorável e perguntou:“Qual é o seu nome?” Dean piscou seus grandes olhos verdes, cheios de curiosidade.O alfa (Rick? Dick? Alejandro?) ofegou e corou. Isso fez Dean dar uma risadinha adorável. O guarda-costas logo recuperou a compostura. Ele limpou a garganta e respondeu, respeitosamente.“Nick Pellegrino, Sua Alteza.”“Prazer em conhecê-lo, Nick.” Dean disse, sorrindo. “Há quanto tempo você trabalha para os Novak?”“Há cerca de um ano, senhor.” “Certo. Você tem um companheiro?” Dean perguntou.“Eu não tenho um companheiro, senhor.”“Oh!”“Embora...” Nick corou novamente e passou a mão pelos cabelos curtos. “Eu tenho alguém que não sai da minha cabeça.” Ele olhou para Dean. “É um ômega que eu conheci, recentemente.”Dean deu um sorriso conhecedor. “Ele deve ser alguém especial.”“Sim, senhor. Ele é alguém especial.” Nick deu um pequeno sorriso. “Qual é o nome dele?” Dean perguntou.Nick limpou a garganta novamente e respondeu. “O nome dele é Chris, senhor.”Dean sorriu para o alfa. Antes que o ômega pudesse dizer algo, ele sentiu o perfume inconfundível de sândalo de grama fresca. Dean imediatamente se levantou e ouviu a voz rouca e profunda de seu companheiro.Castiel estava perto da piscina, conversando com Chuck e Daniel. Eles estavam a alguns metros de distância do ômega. Castiel estava de tirar o fôlego, com um terno preto que caia bem em sua estrutura magra e atlética. Dean sentiu seu coração disparar e seu rosto esquentar. “Senhor?”Dean olhou para Nick, que percebeu a agitação do ômega. Dean corou e desviou o olhar. “O senhor está bem?” Nick perguntou.“Eu...Eu quero dar uma volta.”“Sim, senhor.” Dean olhou novamente para Castiel. O alfa segurava uma pasta em suas mãos. Provavelmente, Castiel estava por perto e passou para conversar com Chuck e discutir negócios. De jeito nenhum, Castiel veio exclusivamente para ver Dean. Não depois de tudo o que aconteceu entre eles. O ômega novamente sentiu a pontada de dor em seu peito e fechou os olhos. Dean suspirou e olhou para Nick.“Vamos dar uma volta.”Dean começou a caminhar em direção aos fundos da propriedade, acompanhado do guarda-costas. Ele precisava pensar. Castiel observou Dean se afastar com aquele guarda-costas, Nick. Chuck conversava animadamente com Daniel Elkins sobre o orçamento do mês da casa de veraneio. Eles não perceberam que o alfa mais jovem não estava mais participando da conversa. Os olhos azuis gelados estavam seguindo Dean, enquanto o ômega caminhava em direção à casa dos empregados. Os olhos de Castiel piscaram em vermelho.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean subiu os degraus da varanda da casa de veraneio, seguido por Nick. O ômega sentou em um dos balanços, enquanto o guarda-costas se aproximou de Benny, e os dois alfas começaram a conversar. A caminhada não fez muito para clarear a mente do jovem. Dean fechou os olhos e deu um longo suspiro. Ele pensou novamente em ir para Libanon, talvez por duas semanas, para tirar a sua mente de toda a situação. Ele precisava sair com o seu bebê, como ele costumava fazer quando estava chateado e queria esfriar a cabeça. Deus, ele sentia falta da sua garota! Dean pediu para John trazer o Bebê, na ocasião em que eles vieram para Caelum, para o acasalamento. O alfa não permitiu (Dean fez beicinho), mas prometeu trazê-la quando Dean estivesse estabelecido. Então, o bebê iria pertencer a Dean.O ômega também pensou em pedir a Benny para fazer uma visita para Bobby e Karen, para passar o dia com eles. Talvez ele fosse até a oficina de Bobby, para ver os carros em que o alfa estava trabalhando. Dean era um grande fã de carros clássicos, ele poderia aprender um pouco mais sobre eles, com Bobby.Quando Dean estava começando a divagar, imerso em seus pensamentos, a voz de Castiel trouxe o jovem de volta à realidade. Castiel se aproximou, após pedir para que Benny e Nick o deixasse a sós com o ômega. Dean se levantou do balanço e observou os dois alfas se afastarem, com um pouco de apreensão. O que Castiel queria? Depois de voltar a jogar o seu jogo favorito de ignorar o ômega (Dean se conteve em revirar os olhos), o alfa estava olhando para Dean de um jeito que fez o jovem querer correr pelas escadas e ir até o aeroporto mais próximo, para voltar para Libanon. (Mesmo que Dean odiasse voar.)Além do habitual olhar gelado™, havia algo mais nos olhos de Castiel. Dean viu uma raiva intensa, que queimava nos olhos azuis de oceano do alfa. A expressão no rosto de Castiel era dura como pedra. O jovem nunca tinha visto o seu companheiro daquela maneira.Isso não era bom.Dean passou em sua mente tudo o que ele poderia ter feito de errado, para ser olhado daquela maneira por Castiel. Eles se encararam por alguns momentos, Dean encarando o alfa de volta com alguma trepidação. Além da raiva, não havia qualquer outro tipo de emoção vazando pelo perfume de Castiel.“O que você pensa que está fazendo?” Castiel exigiu.“O que?...” Dean piscou os grandes olhos verdes, em completa confusão.“Você não deveria estar sozinho com um alfa que não tem um companheiro.” Castiel rosnou. “E você não deveria se abrir assim e fazer perguntas pessoais, para nenhum deles. Você não percebe que isso poderia causar problemas para você?”Dean ofegou. Levou apenas alguns segundos para o ômega perceber que Castiel se referia a Nick.“O que diabos...” Dean estava perdido em palavras. Castiel ouviu a sua conversa com Nick? “Nós estávamos apenas conversando, Castiel. Eu pedi para Nick me acompanhar em uma caminhada. Ele estava apenas fazendo o seu trabalho!” De repente, um calor desconhecido começou a se construir no núcleo do jovem. O ômega sentiu uma pequena vertigem e fechou os olhos, para ter algum sentido. Ele olhou novamente para Castiel. Os olhos de Dean piscaram em dourado.“Qual é o seu problema, Castiel? Todo esse maldito tempo, você nunca se importou comigo! Você nunca se incomodou em saber o que eu estava fazendo, desde o dia do maldito acasalamento. Agora, você quer controlar a minha vida?” Dean definitivamente estava cansado de toda a situação. O ômega estava no seu limite, com o comportamento confuso de Castiel.Quando Castiel viu os olhos de Dean, os olhos do alfa piscaram em vermelho. Castiel soltou um rosnado baixo em seu peito. Dean ofegou e deu um passo para trás, suprimindo a vontade de apresentar o pescoço, ao ver a postura do alfa. Castiel rosnou novamente, mais alto desta vez, fazendo Dean estremecer. Antes que Castiel pudesse alcançar Dean ou dizer alguma coisa, a voz de Chuck o interrompeu.“É o bastante, Castiel!”Castiel recuou e olhou para Chuck. Os olhos do alfa mais velho piscaram em vermelho e seus caninos estavam alongados. Dean nunca tinha visto o sogro daquela maneira. Chuck sempre pareceu tão calmo e contido. Foi realmente uma surpresa, ver o rei em uma postura dominante. Castiel olhou para Dean e depois para o seu pai. O alfa mais jovem recuou e saiu, sem dizer uma palavra.Dean se sentou novamente no balanço. O jovem começou a tremer e sentiu a sua respiração começar a ficar irregular. Chuck fez o seu alfa interno recuar e recuperou o controle de si mesmo. Ele olhou para Dean e ofegou. Chuck correu para o ômega, se ajoelhando em frente ao jovem.“Dean! Oh Céus!” Chuck colocou as mãos gentis no rosto do ômega. “Respire fundo, Dean.”O perfume de cedro e almíscar do rei, misturado com preocupação, envolveu o ômega. O lindo rosto sardento do jovem estava pálido e seus lábios rosados estavam separados. Havia lágrimas nos olhos verdes de floresta. Dean segurou os braços de Chuck, tentando puxar ar suficiente em seus pulmões.“Vamos lá, garoto. Não deixe isso te vencer. Você consegue!” Chuck encorajou Dean, gentilmente. “Respire fundo.”Dean, com alguma dificuldade, conseguiu seguir as instruções de Chuck. Depois de alguns momentos angustiantes, a respiração do ômega começou a ficar novamente estável. Dean respirou fundo. Ele conseguiu vencer o ataque de pânico. Isso era muito bom.“É isso aí...” Chuck sorriu, aliviado. Ele deu um pequeno aperto no ombro de Dean, em um gesto reconfortante. “É isso aí, Dean. Você fez muito bem.”Dean respirou fundo mais uma vez. “Obrigado, senhor.” O ômega olhou para o sogro, em gratidão.“Você é bem vindo, meu jovem.” Chuck deu um tapinha na mão delicada do ômega. “Venha, vamos sair daqui. As minhas juntas já estão ficando doloridas.” O rei fez uma careta de dor.“Oh!” Dean olhou para o sogro, com preocupação genuína. “O senhor está bem?”“Eu vou ficar bem.” Chuck acenou ao acaso. “Eu apenas estou ficando velho.”“O senhor não está velho.” Dean disse, de fato.Chuck sorriu para Dean. “Venha, vamos entrar.”O rei se levantou (com as juntas rangendo) e estendeu a mão para ajudar o jovem a se levantar do balanço. Chuck passou um braço nos ombros de Dean e levou o ômega para descansar um pouco, em um dos quartos. O rei pediu a um dos empregados para que um chá fosse providenciando para Dean. Depois de ajudar o ômega a ficar confortável na cama, Chuck sentou na cabeceira, olhando para o jovem com preocupação em seus olhos azuis. Dean olhava para o sogro, com admiração em seus olhos.“Como o senhor sabia o que fazer? Quero dizer, controlar um ataque, antes mesmo de começar...” Dean estava impressionado.Chuck deu um sorriso triste. “Depois da morte de Becky, eu comecei a ter crises de pânico. Eu a amava muito, a morte dela quase me matou também. Ela era a minha verdadeira companheira.” O alfa deu um suspiro trêmulo e continuou. “Eu não podia deixar aquilo me vencer. Os ataques, eu quero dizer. Eu tinha dois filhotes pequenos, que precisavam de mim e um reino para administrar. Então, eu tive que aprender a controlar isso e eu consegui. Eu já não os tenho há anos.”Dean acenou para Chuck, em compreensão, sorrindo docemente para o sogro. Um dos empregados veio com o chá. Chuck ajudou o genro a se acomodar na cama, depois de servir pessoalmente o chá para Dean.“Descanse um pouco.” Chuck disse. “Vamos voltar para casa depois do jantar, ok?”“Ok.”***Chuck estava encostado na porta do quarto, enquanto observava Dean dormir. A pobre criança estava exausta e precisava do descanso. Ele fez uma anotação mental para pedir para Garth examinar a saúde do ômega, quando voltassem para o castelo. O beta teve um compromisso importante e não pôde viajar para Remington. Chuck passou a mão no rosto, cansado. A cada dia que passava, ele entendia menos o comportamento do filho mais velho. Castiel estava em uma reunião com os produtores rurais de Essex, a cerca de quarenta minutos de Remington. O alfa mais jovem apareceu na casa de veraneio, de forma repentina, procurando pelo ômega. Então, houve a discussão. Se Chuck não tivesse aparecido, as coisas poderiam ficar realmente bagunçadas.O comportamento de Dean deixou Chuck realmente intrigado. Algo deve estar acontecendo com o ômega. Chuck não tinha ideia do que fez o jovem agir daquela maneira com o companheiro. A reação de Castiel, mostrando o seu domínio em Dean, fez Chuck mostrar o seu próprio domínio, para evitar que algo acontecesse ao jovem.Chuck tinha apenas uma certeza. Se John Winchester ficar ciente do modo como Castiel está tratando Dean, as coisas poderiam ficar muito, muito ruins.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean estava sentado em sua cama, encostado nos travesseiros. Ele se desculpou por não descer para o café da manhã, na sala de jantar; ele preferiu fazer a refeição em seu quarto, pedindo a um dos empregados para trazer uma refeição leve, embora ele não estivesse particularmente com fome. A viagem para Remington deixou o ômega exausto; o jovem estava um pouco abatido, suas bochechas estavam coradas e ele sentiu um pequeno cansaço em seus ossos. Dean e Chuck chegaram tarde, na noite anterior e o ômega foi diretamente para o seu quarto, onde tomou um banho e foi dormir. Dean estava olhando para o celular em suas mãos. O número de John estava na tela e o dedo do jovem pairava no botão de chamada. Ele queria ouvir a voz de John. O ômega queria contar tudo o que aconteceu entre ele e seu companheiro, desde que o alfa deixou Caelum. Ele queria contar para o pai o quanto ele estava cansado dos jogos de Castiel. Dean soube que, depois da discussão na varanda da casa de veraneio, o alfa voltou diretamente para o castelo e se trancou em seu gabinete. O comportamento de Castiel estava deixando Dean fisicamente doente. O ômega queria estar nos braços de John, sentir o perfume calmante de couro e especiarias de seu pai e esquecer, pelo menos por alguns momentos, de que seu verdadeiro companheiro não o queria. Mas, ao mesmo tempo... Dean ainda tinha uma pequena esperança de que Castiel tomasse conhecimento de que o ômega era o seu verdadeiro companheiro. E, finalmente, viesse até ele.Dean suspirou e deixou o celular de lado. Ele ligou a televisão em uma reprise do Dr. Sexy, MD. O médico alfa sexy de botas de cowboy era quente (Dean corou ao pensar nas inúmeras fantasias que teve com o Dr. Sexy) e o ômega acompanhava fielmente as histórias picantes e engraçadas. Porém, Dean não estava muito interessado no show, nesse momento. A última discussão com Castiel se repetia em sua mente, como em um loop. Dean suspeitava de que precisaria de um terapeuta, depois de passar por toda essa provação. (Dean também suspeitava de que a situação em que se encontrava estava longe de ser resolvida)Ele suspirou e desligou a televisão. A cabeça do ômega estava zumbindo e ele estava sentindo uma enxaqueca se aproximando. Ele tomou um banho e pediu a um empregado falar com o Dr. Garth e conseguisse dois comprimidos de ibuprofeno. O empregado logo trouxe o seu pedido e Dean fez uma nota mental para agradecer o médico, depois de agradecer ao jovem. O ômega se vestiu e resolveu ir para a cozinha, para conversar um pouco com Ellen.No meio do caminho, Dean encontrou Chuck e o jovem agradeceu ao rei pela ajuda, no dia anterior. Chuck notou como as bochechas de Dean estavam um pouco coradas, mas não fez nenhum comentário sobre isso. Eles falaram sobre a viagem; Apesar da discussão com Castiel, o passeio foi agradável. Gabriel tinha razão. Dean ficou impressionado com o lugar, era realmente encantador. Dean agradeceu Chuck novamente, ganhando um sorriso simpático do alfa, que seguiu o seu caminho para o gabinete real. Dean notou que Castiel não estava em lugar algum de ser visto. O jovem suspirou e balançou cabeça. Não era como se ele quisesse encontrar o companheiro, depois do que aconteceu em Remington. Se Castiel queria brincar de se esconder, Dean estava longe de se importar com isso.***Quando Dean entrou na cozinha, ele encontrou Ellen, Sam, Jo e um beta loiro de olhos azuis celestes que ele não conhecia. Ele soube que era Adam, o irmão mais velho de Sam. Jo estava corando muito, com um lindo anel de diamante na mão esquerda; Adam sustentava o maior sorriso do mundo em seu rosto, enquanto Sam dava tapinhas amigáveis nas costas do irmão, congratulando-o e Ellen não conseguia parar de arrulhar para o casal. Ellen contou para Dean, orgulhosa, de que Adam propôs Jo em casamento. Dean congratulou o casal e desejou felicidades. Ele conteve um suspiro, ele não pôde deixar de pensar em seu companheiro. A felicidade de Jo e Adam era contagiante.“Eu estou muito feliz por vocês dois.” Dean disse, sorrindo.“Obrigado, Sua Alteza.” Adam disse, corando.“Você pode me chamar de Dean.” O ômega disse, suavemente, acenando com a mão ao acaso. Adam sorriu.“Eu gostaria que Bill estivesse vivo.” Ellen suspirou e abraçou Jo. “Ele ia estar muito orgulhoso de você, minha filha.”“Eu também gostaria que ele estivesse aqui.” Jo disse, olhando com carinho para Ellen.“Eu espero que vocês sejam muito felizes. Eu estou esperando os meu netos.” Ellen disse, para aliviar um pouco do clima triste que havia se instalado na cozinha.“Mãe!” Jo corou e revirou os olhos. Adam abraçou a noiva e disse: “Isso não será um grande problema, Sra. Harvelle.” Ele riu, quando recebeu um tapa de Jo.“Ei!”“Eu tenho um almoço para fazer.” Disse Ellen, contendo uma risada, colocando gentilmente todos para fora da cozinha.Jo se despediu de sua mãe, e saiu de mãos dadas com Adam. Dean convidou Sam para acompanhá-lo em um passeio no jardim, era o dia de folga do beta. Sam contou para o ômega um pouco de sua história. Ele perdeu o pai, Samuel Campbell, quando ele tinha 10 anos e desde então eram apenas Adam, a mãe e ele. Sam sonhava em ser um advogado, como o seu pai. Ele se formou na Universidade de Caelum e trabalhava no castelo para juntar o dinheiro necessário para seguir o seu sonho. Adam seguiu a carreira da mãe, Kate, que também era uma enfermeira. Sam também contou que namorava uma garota, Sarah, uma beta de aproximadamente sua idade. Ele a conheceu em um de seus dias de folga e estava planejando apresentá-la à sua família. Dean descobriu que eles tinham interesses em comum, exceto pelo gosto musical. Dean não via a possibilidade de alguém gostar de música New Age, (O ômega conteve arrepios ao pensar nisso; esse estilo de música estava na lista negra de Dean) e argumentou que não havia nada melhor do que o bom e velho rock clássico (Sam se conteve em revirar os olhos, enquanto Dean fez uma nota mental para mostrar ao beta o que era música de verdade). Eles conversaram sobre carros clássicos e Dean falou sobre o seu bebê, com uma ponta de orgulho em sua voz. Uma coisa que era unanimidade entre eles, era o Dr. Sexy e Sam, assim como Dean, não perdia um episódio. Os dois estavam ansiosos pela nova temporada, compartilhando a frustração de que estavam exibindo apenas reprises. O ômega gostou da companhia de Sam; o jovem precisava de uma distração e o beta era alguém agradável para conversar.***Ele observou Dean. A beleza de olhos verdes estavam conversando com Sam, no jardim. Dean era lindo, simplesmente lindo. A luz do sol iluminava Dean, dando ao ômega a aparência de um anjo. Dean estava rindo. O riso do ômega era rico e quente, os olhos verdes brilhando, em diversão; as adoráveis sardas estavam destacadas em suas bochechas coradas. Lindo. Seu alfa interno dava cambalhotas e queria cantar músicas de amor, toda vez que ele via Dean. Ele queria acariciar aqueles cabelos, a pele pálida, se perder no verde esmeralda do olhar de Dean. Ele queria o ômega em seus braços, sussurrar palavras de amor no ouvido de Dean. Ele queria beijar aquela pele, beijar cada centímetro do corpo de Dean. Ele queria mapear a constelação de sardas do corpo de Dean e adorar cada uma delas. Ele viu Dean sem camisa, certa vez e ficou encantado que as sardas de Dean também estavam espalhadas por todo o torso e braços do ômega.Ele queria beijar aqueles lábios perfeitos e pecaminosos, sentir o gosto de Dean em sua boca. Ele tinha certeza de que o gosto de Dean era incrível. Ele queria sentir o sabor da pele de Dean, sentir o calor do corpo do ômega junto ao seu. Ele queria Dean embaixo dele, na cama. Ele queria ver Dean perdido em êxtase, enquanto aqueles lábios perfeitos chamava o seu nome. Ele queria ver o corpo de Dean grande e pesado com seus filhotes. Seu alfa grunhiu possessivo, nesse pensamento. Ele queria gritar aos quatro ventos o quanto ele amava Dean. Ele queria Dean de corpo, alma e coração. Ele era egoísta. Ele queria ser o mundo de Dean, porque Dean era o seu mundo. Ele queria...“Não!” Ele disse, apertando os punhos. Ele não podia. “Não.” Ele repetiu e fechou os olhos. Ele olhou novamente para Dean. A beleza de olhos verdes estava conversando com o Sam, no jardim. Uma única lágrima rolou em seu rosto. Ele encostou a testa no vidro da janela.“Eu... Eu não posso.” Ele sussurrou.***Dean e Sam conversavam animadamente, enquanto entravam pela entrada lateral do castelo, quando o ômega ouviu a voz de Gabriel chamando o seu nome. “Dean-o!”“Oh! Olá, Gabe.” Dean sorriu, ao ver o cunhado se aproximando. Sam cumprimentou respeitosamente o príncipe e se despediu de Dean. Ele tinha uma encontro com Sarah. “Você está bem? Eu fiquei preocupado quando você não desceu para tomar o café da manhã.” Gabriel perguntou, preocupação evidente em seus olhos e em seu perfume. “Eu estou bem.”“Meu pai me contou sobre o que aconteceu em Remington. Eu sinto muito, Dean.” “Está tudo bem, Gabe. Eu estou bem, agora.” Dean disse, suavemente.Gabriel sorriu. “Eu fico feliz em saber disso. Escute, eu preciso ir para o meu escritório, no centro da cidade. Eu preciso pegar alguns papéis. Você gostaria de ir comigo?”“Eu adoraria, Gabe.” Dean concordou, sorrindo para o alfa. “Está combinado, então. Na volta, nós poderíamos pegar um pouco de sorvete. Eu conheço uma sorveteria incrível. Como isso soa para você?” O alfa perguntou.“Sim, por favor. Isso seria incrível.” O rosto de Dean se iluminou com a menção de sorvete e o ômega deu um largo sorriso. Gabriel balançou a cabeça e riu baixinho.
----- CHAPTER BREAK -----
Gabriel e Dean deixaram o castelo logo após o almoço, acompanhados de Benny e Nick, que ficaram encarregados da segurança dos dois príncipes. Era a primeira vez que o ômega visitava o centro da cidade, desde que chegou a Caelum e o jovem absorvia tudo com muito interesse. Eles passaram pela loja de Bobby e Dean deu um largo sorriso, quando viu o alfa e um dos empregados trabalhando em um reluzente Dodge Charger 1966 preto. Gabriel percebeu o interesse do ômega; ele deu um pequeno sorriso quando viu os olhos verdes brilhando em excitação, quando Dean contou sobre a visita que pretendia fazer a Bobby e aprender um pouco mais sobre os carros clássicos. Gabriel admitiu, um pouco envergonhado, de que sabia uma coisa ou duas sobre carros; isso fez Dean insistir para que ambos fizessem uma vista a loja de Bobby, para atualizar o alfa sobre o assunto. Gabriel balançou a cabeça e riu baixinho, quando viu a determinação do ômega. Ele aceitou de bom grado, ganhando um sorriso radiante de Dean. O escritório de Gabriel ficava em um grande complexo administrativo; Dean conheceu os funcionários que trabalhavam para Gabriel e conversou com alguns deles. A sala do alfa estava no último andar do luxuoso edifício. Gabriel explicou para Dean que as reuniões mais importantes eram realizadas neste escritório e que era o seu local de trabalho duas vezes por semana, enquanto servia uma xícara de café para o ômega, que aceitou a oferta em gratidão.Depois de pegar os papéis dos quais precisava, Gabriel levou Dean a uma grande sorveteria; o alfa explicou que o estabelecimento era um de seus favoritos. Eles conversaram sobre seus gostos pessoais, enquanto saboreavam os deliciosos sorvetes (ambos optaram por sorvete de chocolate). Gabriel confessou ao jovem que era um grande fã de doces. Dean achou adorável o modo como Gabriel descreveu a sua paixão por coisas doces com um grande sorriso no rosto; isso fez o ômega conter uma risadinha. O jovem falou de sua paixão (quase obsessiva) por tortas e hambúrgueres. Gabriel garantiu que não se esqueceu de pedir para Ellen preparar o bolo Belga, o favorito do alfa, para Dean experimentar. O ômega disse que estava ansioso por isso, porque também era um grande fã de bolos de chocolate.Quando voltaram para o castelo, Dean não estava se sentindo muito bem; o cansaço que ele estava sentindo em seus ossos piorou e ele estava se sentindo um pouco quente. Dean agradeceu Gabriel pela tarde agradável e foi direto para o seu quarto. O jovem resolveu tomar um banho morno e seu mal-estar diminuiu, para o alívio do ômega. Dean fez uma nota mental para pedir ao Dr. Garth para examiná-lo."Deve ser uma gripe.” O jovem disse, para ninguém em particular.Satisfeito com essa explicação, o ômega se vestiu e aplicou o bloqueador de cheiro. Ele se acomodou em sua cama e ligou a televisão em uma reprise de um de seus filmes favoritos, Duro de Matar. Um pouco de entretenimento antes do jantar, então. O ômega adorava John McClane, ele perdeu a conta de quantas vezes viu o filme e nunca se cansou de assistir. Quando o filme terminou, Dean tirou um cochilo bem merecido.***Quando Dean chegou na sala de jantar, Gabriel já estava lá. O jovem sentou ao lado do cunhado e os dois conversaram animadamente sobre o passeio. Dean agradeceu novamente Gabriel pela tarde agradável. Era a hora do jantar. Dean se conteve em revirar os olhos, quando viu o companheiro entrar na sala de jantar. Castiel deve ter se cansado de brincar de se esconder e resolveu agraciar a todos com a sua brilhante presença. Mais uma vez, Dean ficou irritado e bufou ao pensar no comportamento de Castiel. Castiel se sentou afastado do companheiro e do irmão; Gabriel olhou para Castiel e pensou que nunca tinha visto o alfa mais velho tão tenso antes. Algo estava fora no comportamento de Castiel e Gabriel não conseguia colocar o dedo no que havia de errado com seu irmão. Chuck entrou logo após Castiel e sentou de frente para Dean. O rei sorriu para o ômega."Como foi o passeio, meu jovem?” Chuck perguntou, com curiosidade."Foi muito agradável, senhor.” "Eu fico feliz em saber que você se divertiu, Dean.” O rei disse, sorrindo para o ômega. O jovem de sorriu de volta para o sogro.“Dean-o e eu nos divertimos muito.” Gabriel disse, piscando para o ômega. Dean deu uma risadinha adorável.“Deve ter sido realmente divertido.” Castiel rosnou.Dean olhou espantado para Castiel; o alfa estava com os punhos cerrados, olhando para a mesa. Quando Castiel levantou a cabeça e olhou para Dean, o ômega quase engasgou; a raiva que queimava nos olhos de seu companheiro, durante a discussão em Remington, estava lá novamente.“Vocês devem ter se divertido muito. Isso é ótimo, Dean.” Castiel disse, com sarcasmo evidente em sua voz. O alfa riu, sombriamente.Foi isso.Dean fechou os olhos; ele sentiu o calor em seu núcleo reacender tão forte como uma fornalha. Castiel passou de todos os limites toleráveis para o ômega. O jovem se levantou bruscamente, quase derrubando a cadeira no processo. Os olhos de Dean estavam completamente dourados."Seu grande filho da puta!” O jovem bateu com as duas mãos na mesa.“Dean!” Gabriel, assustado com a explosão de Dean, se levantou e puxou o jovem em seus braços, para tentar conter o ômega fumegante. Castiel se levantou também e rosnou para Dean. Seus caninos estavam alongados e os seus olhos piscaram em vermelho, raiva poderosa em seu perfume. A tensão na sala ficou quase palpável.Dean apontou para Castiel e falou: “Eu estou cansado dos seus jogos, Castiel. Você nunca se importou comigo! Você nunca me quis como seu maldito companheiro e sempre me tratou como o monturo do lixo!”Dean tentou se soltar do aperto de Gabriel, soltando maldições, mas o alfa não estava tendo nada disso. Gabriel segurava o jovem com firmeza, se certificando em não machucar o ômega.“Dean, por favor, se acalme.” Gabriel disse, tensão evidente em sua voz.Castiel rosnou novamente, mais alto desta vez; seus olhos estavam completamente vermelhos. Castiel sentiu o seu alfa interno querendo assumir o controle. Ele começou a andar para alcançar Dean e Gabriel, derrubando duas cadeiras que estavam em seu caminho, com um baque alto.“Merda!” Gabriel disse, quando viu Castiel vindo na direção deles. Ele tentou puxar Dean, que ainda lutava em seus braços, para longe do companheiro. As coisas estavam prestes a ir para o inferno. “Dean, pare! Nós precisamos sair daqui!”“Castiel!” Depois de assistir a tudo em estado de choque, Chuck gritou para chamar o filho, quando viu Castiel dar a volta na mesa, sem tirar os olhos de Dean; era como um predador cercando a sua presa.Quando Castiel estava prestes a se aproximar de Dean, um rugido poderoso ecoou pela sala. Isso fez Castiel parar e rosnar, irritado por ter sido interrompido em sua busca pelo ômega atrevido.“Castiel!” Os olhos do rei estavam completamente vermelhos e seus caninos estavam alongados. Chuck estava respirando pesadamente e com um comando em sua voz, disse: “Saia desta sala, imediatamente!”Castiel grunhiu, em irritação. Chuck rosnou para o filho, não aceitando a desobediência de Castiel."Saia, Castiel.” Chuck ordenou, novamente.Castiel bufou e se virou, saindo da sala em passos largos, batendo a porta com um estrondo. Dean parou de lutar contra o aperto de Gabriel e se encostou no alfa; ele sentiu a sua respiração ficar irregular e logo o ômega estava com dificuldade em respirar. “Está tudo bem, Dean.” Gabriel sussurrou no ouvido do jovem. O alfa sentiu Dean tremendo em seus braços. “Vai ficar tudo bem.”Chuck, que já havia recuperado a sua compostura, correu até a porta e chamou um dos empregados. “Chame o Dr. Garth, imediatamente.” O rei pediu ao empregado, que correu para chamar o médico beta.Gabriel ajudou Dean a sentar em uma cadeira, com as mãos cuidadosas e sentou ao lado do ômega. Chuck se agachou na frente de Dean e pegou o rosto do jovem em suas mãos.“Dean, olhe para mim. Respire fundo.” Chuck instruiu, gentilmente. “Não deixe isso te vencer.”"Respire fundo, Dean.” Gabriel disse, pegando as mãos delicadas do ômega nas suas e dando um aperto reconfortante. Dean, com alguma dificuldade, conseguiu seguir as instruções e logo a respiração do ômega estava começando a ficar estável. Dr. Garth entrou correndo na sala e logo começou a examinar Dean. O beta fez perguntas sobre o ômega, as quais Gabriel e Chuck responderam prontamente. “Isso vai derruba-lo por algumas horas, mas ele ficará bem.” O médico disse, enquanto aplicava uma dose de calmante em Dean. “Vamos levá-lo para o meu escritório, para que eu possa examiná-lo melhor.”Gabriel pegou Dean em seus braços, em estilo de noiva e carregou o ômega por todo o caminho até escritório do Dr. Garth. Chegando lá, Gabriel deitou o jovem no grande sofá. A medicação que o médico aplicou em Dean já estava começando a fazer efeito. O ômega olhou para Gabriel e piscou seus grandes olhos verdes e sonolentos."Vai ficar tudo bem, Dean.” Gabriel disse, acariciando a mão do ômega. “Você vai ficar bem.” ***“O príncipe Dean está entrando no calor.” Dr. Garth disse, fechando a porta do escritório e se aproximando de Chuck e Gabriel; os dois alfas esperavam ansiosos por notícias do ômega.“Calor?” O rei perguntou, perplexidade em sua voz.Dr. Garth respondeu: “Sim. Sua Majestade e Sua Alteza não puderam notar a mudança em seu perfume, devido ao fato do príncipe Dean usar bloqueadores de cheiro, mas os sinais estão lá. E eu posso afirmar, com convicção, de que será um calor muito forte. Eu fiz um pequeno teste e a taxa de hormônios de Sua Alteza está muito alta e vai continuar a aumentar. Eu vou prescrever um medicamento, para tentar nivelar a sua taxa de hormônio. E também vou recomendar pequenas doses de soporífero, para que Sua Alteza possa descansar, enquanto o seu corpo se recupera. Quanto ao calor, eu calculo que irá se manifestar em dois dias.”Chuck disse, pensativo: “Isso explica o comportamento de Dean, em Remington. Ele estava agindo de maneira estranha, quando o meu filho chegou e os dois começaram a discutir.”O Dr. Garth limpou a garganta, desconfortável. “Toda a situação com o príncipe Castiel, o fato de Sua Alteza não aceitar príncipe Dean como o seu companheiro... bem...” O beta limpou a garganta, novamente. “Geralmente, os ômegas são extremamente dóceis quando estão no calor, Sua Majestade está ciente disso.” O médico disse e Chuck acenou com a cabeça. O Dr. Garth continuou. “Mas, quando um ômega está no calor e é rejeitado pelo seu companheiro, eles agem de uma forma mais agressiva, em uma tentativa de chamar a atenção do companheiro alfa.”“Então, o ômega desafia o companheiro.” Chuck suspirou e passou a mão pelo rosto. Dean desafiou Castiel em Remington. Se Chuck não tivesse aparecido, o ômega poderia ter se machucado. O rei agradeceu ao beta, que entrou novamente em seu escritório.“Eu vou levar Dean para o seu quarto.” Gabriel disse e Chuck acenou com a cabeça para o seu filho O rei passou uma das mãos em seu rosto; ele precisava de uma bebida.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean estava deitado lindamente em sua cama, em cima dos lençóis de seda vermelha; seu corpo perfeito estava brilhando de suor, o calor queimando em seu núcleo. O ômega estava nu. Os lábios exuberantes estavam molhados e as pupilas dos olhos de esmeralda estavam dilatadas, em excitação. Dean gemeu de forma lasciva e inclinou a cabeça para trás, enquanto acariciava o seu pênis, os olhos fechados e o rosto corado. O buraco do ômega estava vazando quantidades copiosas de mancha escorregadia, implorando por um nó. Ele sorriu, quando sentiu a cama afundar e alguém se deitar ao seu lado.“Alfa...” Dean ronronou.O Alfa se inclinou na direção de Dean; ele acariciou o rosto do ômega e deu um beijo terno em seus lábios. Dean deu um gemido satisfeito, quando percebeu que o Alfa também estava nu.“Eu estou aqui, Dean.” O Alfa sussurrou no ouvido de Dean, causando arrepios na pele superaquecida do ômega.“Alfa, por favor.” O ômega implorou, os olhos dourados brilhando em luxúria. “Eu quero o seu nó, Alfa.”O Alfa mal se conteve e grunhiu em satisfação, ao ver Dean implorar tão lindamente por ele. Ele colocou as mãos possessivas nos quadris do ômega e disse:“Shhh, criança. Eu vou cuidar bem de você.”O Alfa enterrou o rosto no pescoço de Dean, sentindo o cheiro inebriante de canela e couro. Seus olhos ficaram vermelhos, mas ele teve que se conter; Era a primeira vez de Dean e ele não queria machucá-lo. Ele começou a pressionar beijos molhados ao longo do pescoço irresistível do ômega. Isso fez Dean suspirar e enterrar uma das mãos nos cabelos do Alfa.“Alfa...” Dean sussurrou.O Alfa lambeu o lábio inferior de Dean, de forma provocativa; Isso fez o ômega gemer, em insatisfação. O Alfa riu baixinho e beijou o jovem profundamente, saboreando o gosto requintado de Dean em sua boca, cantarolando em aprovação.Quando o Alfa cobriu o corpo de Dean com o seu, o ômega estremeceu em antecipação. Dean envolveu os braços nos ombros fortes, sentindo os músculos bem tonificados sob os seus dedos. O jovem mordeu o lábio inferior e segurou um gemido.“Por favor, Alfa. Me leve.” Dean disse, quando sentiu as linhas duras do corpo musculoso do Alfa se apertando contra o seu mais macio.“Dean...”Dean abriu as pernas e as envolveu na cintura do Alfa; ele sentiu o membro endurecido cutucando a sua entrada. O Alfa acariciou o rosto de Dean e o beijou ternamente, enquanto o penetrava lentamente, provocando um suspiro no ômega.“Oh...” A boca de Dean se abriu em um “o” perfeito, enquanto ele ofegava.O Alfa enterrou novamente o rosto no pescoço de Dean, quando estava totalmente dentro do corpo do ômega. Ele gemeu, se deleitando com o calor apertado do buraco de Dean e parou por uns instantes, esperando o ômega se ajustar. Dean suspirou satisfeito, quando sentiu o membro pulsar em seu canal escorregadio; A sensação de plenitude era incrível. O Alfa, então, começou a se movimentar lentamente, colocando beijos na clavícula de Dean.“Alfa...” O ômega gemeu.O Alfa beijou Dean e acelerou os seus movimentos. O ômega suspirou; o pênis do Alfa em sua bunda estava enviando pulsos de prazer através de seu corpo, a cada estocada. Não demorou muito para Dean sentir o nó do Alfa inchar e puxar a borda de seu canal. Ele apertou os braços nos ombros fortes, ofegante. O Alfa deu um grunhido possessivo, quando empurrou o nó para dentro de Dean e logo estava atirando a sua semente no corpo perfeito do ômega. Dean veio também, com um gemido alto. Seu pênis intocado cobriu ambos os estômagos, com a sua própria semente.O Alfa colocou a mão no rosto de Dean e deu um beijo casto em seus lábios. Com muito cuidado, ele os virou, ainda atado ao ômega; Ele se acomodou na cama, com Dean descansando em seu peito, para esperar o nó desalojar. O ômega se aconchegou nos braços do Alfa, satisfeito que o seu calor foi aplacado. Ele sentiu o Alfa acariciar as suas madeixas loiras escuras, enquanto ambos recuperavam o fôlego.Dean olhou para os olhos do Alfa e sorriu.“Foi incrível, Cas.”Castiel sorriu e beijou o lado da cabeça de Dean, acariciando suas costas.“Você é incrível, meu ômega.” Dean suspirou e abriu os olhos. Ele olhou para o lado e encontrou a cama vazia. Dean passou uma das mãos em seu rosto; Ele teve mais um sonho com Castiel e era apenas o segundo dia do seu calor. Ele se levantou da cama, com um gemido cansado. Seus ossos estavam doloridos e uma cólica forte pulsava em seu abdômen. A pele do ômega estava corada e coberta de suor. O quarto cheirava fortemente ao calor de Dean.Dean foi até o banheiro e abriu a torneira da banheira com água fria. Ele pensou em pedir a Sam para trazer um pouco de gelo, para ajudar a baixar a temperatura de seu corpo. Enquanto observava a banheira encher, ele pensou novamente em seu sonho e suspirou, em desânimo. Era mais provável que ele fosse o Batman, do que Castiel ajudá-lo com seu calor. Dean fechou os olhos e respirou fundo, quando sentiu as lágrimas ameaçando cair. Chorar não ia trazer o seu companheiro até ele. Com um suspiro resignado, Dean fechou a torneira e entrou na banheira, a água fria acalmando a sua pele superaquecida. Ele se encostou na borda e abraçou os joelhos. Dean fechou os olhos e sentiu as lágrimas, que ele tentou segurar, caindo em seu rosto bonito.***Ele pensou em Dean.A beleza de olhos verdes estava no calor. Seu alfa rosnou possessivo, com esse pensamento (Meu! Meu! Meu!). A parte mais primitiva do seu cérebro exigia tomar Dean (Tomar! Possuir! Meu ômega!) e levá-lo para longe de tudo e de todos. Ele ia manter Dean apenas para si, ninguém poderia tocar no que era dele.O seu membro endureceu com pensamento de ter Dean embaixo dele, perdido em calor, implorando pelo seu nó. Ele rosnou profundamente, no pensamento de estar enterrado no corpo perfeito de Dean. Ele queria atar Dean com seu nó e colocar um filhote em sua barriga (Meu filhote!). Ele queria marcar Dean com seu perfume, ele queria morder a glândula de acasalamento de Dean e tomar o ômega como seu companheiro (Meu ômega!). Ele queria Dean em sua cama, ele queria acordar todos os dias, olhando para o verde esmeralda dos olhos de Dean. Ele queria...Mas... ele não podia. Ele apertou os punhos e rosnou, em indignação.Ele pensou em Dean.A beleza de olhos verdes estava no calor. Ele entrou no seu quarto e fechou a porta, com um grunhido.Seus olhos estavam completamente vermelhos.***Dois dias depois, o humor de Dean estava muito pior. O calor estava em um ponto quase insuportável. Tudo no corpo do ômega doía, a cólica em seu ventre pulsando cada vez mais forte. Dean estava encharcado de suor e ele se sentiu como um pedaço de merda. Benny tinha razão; O calor depois do acasalamento era uma cadela.Dean grunhiu, quando Castiel veio em sua mente. O bastardo, como era de se esperar, ainda não apareceu em seu quarto. Seu verdadeiro companheiro estava negando todas as necessidades de Dean e isso doía. Doía saber que Castiel não ia aparecer, como em seus sonhos.Dean estava preso nos limites de seu quarto; por razões de segurança, cerca de dez guarda-costas protegiam as duas entradas do corredor que levava ao quarto do ômega. Alfas podem perder a cabeça, quando sentem o perfume de um ômega no calor e Chuck queria evitar que algo acontecesse a Dean. Apenas Sam (que ficou encarregado de levar alimentos e água para Dean) e o Dr. Garth eram permitidos no quarto do ômega. Betas não tinham instinto de acasalamento e não tinham a capacidade de sentir perfumes, como os alfas. Eles não ofereciam perigo algum, para os ômegas no calor.Dean não podia sair de seu quarto, para procurar por seu companheiro; O ômega estava quase subindo pelas paredes, desejando o nó de seu alfa. Ele se sentou em sua cama e colocou a mão em seu queixo, pensando em uma saída.De repente, uma lâmpada acendeu em sua cabeça. O soporífero que o Dr. Garth recomendou! O médico disse para tomar dois comprimidos. Talvez, se ele tomasse três... Dean cantarolou para si mesmo. Três comprimidos, então. O ômega dormiria como um bebê, durante o seu calor e não se preocuparia se Castiel viria ou não até ele.Dean se parabenizou pela ideia e se levantou, tentando se lembrar onde colocou o frasco de comprimidos.***Sam ajeitou a bandeja em suas mãos, enquanto caminhava no corredor, em direção ao quarto de Dean. Chegando lá, o beta bateu na porta. Não houve resposta. Sam esperou um pouco e bateu novamente, chamando o ômega.“Sua Alteza?”Sam franziu o cenho, quando não houve resposta, novamente. O beta olhou para a porta, em confusão. Ele tinha certeza de que Dean estava no quarto.“Dean?” Sam chamou, mais uma vez.Sam abriu a porta e entrou no quarto. O beta olhou para cama; Dean estava deitado de bruços e parecia estar dormindo. Sam colocou a bandeja na mesa e se aproximou da cama. O ômega não reagiu, causando estranheza no beta.Sam olhou para Dean, em apreensão. Então, ele olhou para a mesa de cabeceira. Um frasco estava caído e alguns comprimidos estavam espalhados. O beta empalideceu.“Dean!”Sam se inclinou na cama e virou Dean. O ômega estava pálido e aparentava não estar respirando.“Oh, meu Deus...” Sam ofegou e correu para a porta. Ele avistou um dos guarda-costas, no final do corredor. “Chame o Dr. Garth, agora!” Gabriel estava preocupado com Dean. De acordo com o Dr. Garth, a pobre criança estava sofrendo com o calor. Depois da forte discussão na sala de jantar, Castiel começou a evitar Dean. Gabriel balançou a cabeça; Seu irmão estava agindo como um filhote, mais uma vez. O alfa se aproximou de um dos guarda-costas, que patrulhava o corredor que levava ao quarto do ômega, para saber notícias do jovem. Antes que ele pudesse dizer algo, ele ouviu o grito de Sam.“Chame o Dr. Garth, agora!”Gabriel ofegou e disparou pelo corredor, ao ouvir o pânico na voz de Sam. O beta acenou freneticamente para Gabriel, quando viu o alfa se aproximando. Quando Gabriel entrou no quarto de Dean, ele congelou. O cheiro do calor do ômega, assim como o cheiro de doença, bateram no rosto de Gabriel, como um trem de carga. O alfa olhou para a cama e sentiu seu sangue gelar.“Dean!” Gabriel correu até o ômega. “Dean, acorde! Dean!”Os olhos de Gabriel pousaram no frasco de comprimido, na mesa de cabeceira e o alfa amaldiçoou baixinho.“O que você fez, Dean?” Gabriel sentiu o frio do medo se espalhar pelas suas entranhas. Ele olhou para Sam, que estava ligando para a emergência.O Dr. Garth entrou correndo no quarto e imediatamente começou a examinar Dean.“Eu temo que o Príncipe Dean teve uma overdose de soporífero.” O Dr. Garth disse, enquanto auscultava o coração do ômega. Ele olhou para Gabriel. “Provavelmente, Sua Alteza calculou mal as suas reações corporais, por estar no calor. Devido a isto, ele deve ter tomado mais do que os dois comprimidos que eu recomendei.”Gabriel passou a mão no rosto. “Merda.”“Eles estão mandando uma ambulância a caminho.” Sam disse, desligando o seu telefone celular.Gabriel acenou com a cabeça para o beta. Ele enrolou Dean no lençol, para dar alguma modéstia ao jovem. Um ômega no calor e doente provocava os instintos de proteção de um alfa, parente ou não. Gabriel estava sentindo o seu alfa interno se agitar e a necessidade de proteger Dean. Ele acariciou a testa do ômega.“Você vai sair dessa, Dean.”***Castiel afrouxou a sua gravata, depois que entrou no carro. Ele teve duas reuniões estressantes e só queria voltar para casa e tomar um banho.Castiel franziu o cenho, quando viu uma ambulância parada na frente do castelo. Quando o alfa entrou, paramédicos vieram em sua direção com uma maca, liderados pelo Dr. Garth. Gabriel vinha logo atrás e parecia preocupado.Quando eles passaram por Castiel, ele viu Dean deitado na maca, enrolado em um lençol. O ômega estava pálido e os lábios estavam sem cor.Antes que Castiel pudesse dizer algo, ele congelou e encostou em uma parede. O cheiro de Dean chegou até ele; Ele nunca havia cheirado o perfume do ômega, antes. Além do cheiro pungente da doença e fluidos corporais, havia também canela, couro e casa.O cheiro de seu verdadeiro companheiro.
----- CHAPTER BREAK -----
Ele observou Dean. A beleza de olhos verdes estava na cama do hospital; Dean estava ligado aos aparelhos e respirava suavemente. Os médicos fizeram uma lavagem estomacal em Dean e asseguraram que ele estava fora de perigo. Ele passou uma das mãos no rosto, aliviado. Dean vai ficar bem e ele estava muito feliz com isto.Ele respirou fundo e sentiu o perfume de canela e couro de Dean. O cheiro da doença estava mais fraco e isso era um bom sinal. Ele também notou que Dean ainda estava no calor e o cheiro era simplesmente celestial. Ele sentiu seu pênis começar a endurecer e seus olhos piscaram em vermelho. Mas ele mandou severamente seu alfa recuar (Tomar! Possuir! Meu ômega!); seria inapropriado ter um tesão em um hospital e ele queria evitar uma cena embaraçosa.Ele olhou para o rosto de Dean; O rosto do ômega ainda estava um pouco pálido, suas adoráveis sardas estavam destacadas. Seus lábios perfeitos haviam recuperado a sua cor natural. Ele passou delicadamente a ponta dos dedos na testa do ômega. Ele notou que a pele de Dean era macia e estava um pouco úmida de suor frio. Ele deslizou a mão suavemente pelo rosto de Dean e tocou a bochecha do jovem, beijando mentalmente cada sarda. Ele olhou para os lábios de Dean; Os lábios de Dean eram tentadores. Ele queria sentir o gosto do ômega em sua boca, ele queria lamber aqueles lábios pecaminosos e sentir a maciez em sua própria língua. Ele queria sentir o gosto da pele de Dean e beijar cada sarda. Ele queria sentir o corpo perfeito de Dean pressionado contra o seu. Ele queria explorar corpo de Dean, com os seus lábios. Ele queria Dean, em todos os sentidos. Ele queria...Ele retirou a mão e balançou a cabeça. Ele não podia.Uma das enfermeiras entrou no quarto e começou a checar Dean; Ele observou tudo, em silêncio. A enfermeira terminou de checar o soro que alimentava o ômega e perguntou:“Sua Alteza. Vossa Senhoria precisa de algo?” “Não. Eu estou bem, obrigado.” Ele respondeu, com um aceno de cabeça. A enfermeira se despediu respeitosamente e se retirou do quarto. Ele voltou a observar Dean.A beleza de olhos verdes estava na cama do hospital. Dean estava ligado aos aparelhos e respirava suavemente. Ele olhou para o rosto pálido de Dean.O rosto de seu verdadeiro companheiro. Castiel acariciou novamente a bochecha de Dean, com a ponta dos dedos. Mas, logo ele retirou a mão. Ele fechou os olhos e apertou os punhos. O cheiro do calor de Dean, embora estivesse fraco, estava começando a nublar novamente a mente do alfa. Castiel balançou a cabeça e se afastou da cama.Quando Castiel se virou para sair da sala, a porta abriu e Gabriel entrou. O alfa mais jovem olhou para Castiel, em confusão. Então, os olhos dourados brilharam em fúria. Castiel era o único responsável por Dean estar no hospital, em primeiro lugar; Ele ignorou as necessidades de Dean e isso levou o ômega a estar nessa situação. Antes que Gabriel pudesse dizer algo, Castiel passou por ele sem dizer uma palavra e saiu da sala. “Castiel!” Gabriel chamou por seu irmão, mas foi ignorado por Castiel. O alfa mais velho já estava entrando no elevador. Quando Castiel passou pela recepção, Chuck conversava com um dos enfermeiros. O rei percebeu a agitação de Castiel e tentou chamar a atenção do filho, mas sem sucesso. Castiel saiu do hospital e começou a andar pela calçada. Ele ignorou todos que passavam por ele e continuou andando, sem olhar para trás.***Depois de visitar Dean no hospital, Chuck voltou para o castelo. O rei entrou em seu gabinete e fechou a porta; Ele passou uma das mãos no rosto e respirou fundo. Chuck estava pensando na conversa que teve com John. Ele quase podia ver os olhos do Alfa ficarem vermelhos, enquanto conversavam pelo telefone. John estava com raiva e ele tinha razão para isso. Seu único filho estava no hospital, devido a uma overdose de soporíferos. Os médicos examinaram Dean e constataram que havia uma quantidade considerável da substância do medicamento em seu sistema. O que ele poderia dizer? Que Castiel estava agindo como um filhote e era teimoso demais para reconhecer Dean como o seu companheiro? Que Dean estava sofrendo com o calor, porque Castiel se recusava a se aproximar do ômega? Não era como se ele fosse chegar até o alfa e dizer: “Ei, John, então, meu filho nunca quis se acasalar com o seu filho, antes mesmo de assinarmos o acordo de paz. Aceita um Lexotan?” Não, não, muito obrigado. John chegaria no fim da tarde e Chuck estava se preparando mentalmente para encontrar o alfa fumegante. Com se as coisas não fossem ruins o suficiente, ele foi informado por um dos empregados de que, enquanto Gabriel e ele estavam no hospital, Castiel apareceu no castelo para pegar alguns pertences e saiu, sem fazer comentários sobre onde estava indo. Chuck sentou em sua cadeira e apoiou seus braços na mesa, passando as mãos pelo rosto. Ele podia apenas esperar que as coisas não fossem para o inferno. John chegou a Caelum, no final da tarde e foi direto para o hospital. O perfume do alfa era avassalador, em uma mistura poderosa de raiva e preocupação. A postura de John era completamente dominante; Ninguém teria coragem de desafiar o alfa poderoso e sair incólume. Gabriel estava sentado em uma das poltronas confortáveis, na sala de espera que levava ao quarto onde Dean estava internado. Ele se levantou quando viu John se aproximando e trocou cumprimentos com o alfa mais velho. “O que aconteceu com o meu filho, Gabriel?” John perguntou, preocupação em seus olhos castanhos. “Dean entrou no calor e tomou uma dose excessiva do soporífero que o Dr. Garth recomendou.” Gabriel respondeu. “Oh, Céus!” John fechou os olhos e colocou o rosto em suas mãos. Gabriel, então, explicou: “Dean entrou no calor há cerca de três dias. Dois dias antes, ele estava com a taxa de hormônio muito alta. O Dr. Garth prescreveu um medicamento para tentar conter o aumento da taxa hormonal e também recomendou uma pequena dose de soporífero, para que Dean pudesse descansar. Provavelmente, ele estava com os pensamentos nublados, por causa do calor e tomou uma quantidade maior do soporífero que o Dr. Garth recomendou.”“Como ele está?” John perguntou.“Os médicos fizeram uma lavagem estomacal e disseram que ele estava fora de perigo. Ele apenas precisa descansar.” O alívio inundou John e ele relaxou, visivelmente. “Eu vou entrar para vê-lo.” John disse e Gabriel acenou com a cabeça.John foi a até a porta do quarto. Antes de entrar, ele parou e se virou para olhar para Gabriel.“Onde está Castiel?” John perguntou. Gabriel ainda estava irritado com o comportamento de Castiel, mas ele conseguiu esconder a irritação em sua voz, quando respondeu para John.“Ele esteve aqui, hoje à tarde.”John não fez nenhum comentário sobre isso, mas seus olhos piscaram em vermelho e ele teve que conter a raiva em seu perfume, pois ele não queria perturbar o ambiente hospitalar com um ataque de fúria. Então, John apenas acenou para Gabriel e entrou no quarto, para ver o seu precioso filhote. John chegou ao castelo pela manhã, depois de passar a noite no hospital com Dean. Chuck o cumprimentou e ordenou aos empregados para que arrumassem as acomodações para o alfa. Chuck percebeu o quanto John estava abalado com a situação, mas não fez nenhum comentário sobre isso. Despois de seu descanso, John foi ao gabinete de Chuck, a convite do rei, para conversar sobre a situação. Depois que eles sentaram confortavelmente no sofá, Chuck disse, suavemente:“John, eu gostaria de dizer que eu sinto muito pelo ocorrido. Eu quero que você saiba que Dean tem a minha mais profunda estima.”John acenou com a cabeça e deu um pequeno sorriso cansado. “Obrigado, Chuck.” John disse. Então, ele franziu o cenho e perguntou: “Onde está Castiel? Eu não o vi, desde quando eu cheguei a Caelum.”Chuck se encolheu internamente com a pergunta de John. Aí estava, a pergunta de 1 milhão de dólares. Chuck havia se preparado mentalmente para essa conversa, desde o dia anterior. Ele respondeu:“Castiel saiu do castelo, sem comunicar para nenhum de nós, sobre onde estava indo. Sinceramente, eu não sei onde ele está.”Os olhos de John ficaram completamente vermelhos; Um rosnado poderoso subiu pela sua garganta e o cheiro forte de raiva alfa encheu a sala. Chuck engoliu em seco e esperou a torrente de maldições de John. Mas para a surpresa do rei, John fez seu alfa recuar e respirou fundo. Ele teria uma palavra com Castiel, quando o príncipe voltasse para o castelo. Era preciso ser dito. “Eu vou ter uma palavra com Castiel, quando ele voltar. Por hora, eu vou cuidar do meu filhote.”“Sim, claro.” Chuck disse, acenando com a cabeça. Talvez, um pouco de Lexotan não era uma ideia tão ruim. Ele fez uma nota mental, para pedir o medicamento para o Dr. Garth; Ele iria precisar disso. ***Uma semana depois, Dean estava de volta ao castelo, acompanhado de John; os médicos liberaram o ômega, para continuar a sua recuperação em casa. Ele foi recebido com boas vindas e sorrisos de Chuck e Gabriel. Sam, Jo e Ellen estavam radiantes com a chegada de Dean. Sam estava visivelmente aliviado ao ver que o ômega estava bem; ele ficou realmente assustado, depois que encontrou Dean desmaiado em seu quarto. Ellen preparou a torta favorita de Dean, que ficou muito emocionado com o carinho que recebeu de seus amigos.Durante toda a tarde, Dean ficou junto de John, para absorver ao máximo o perfume de especiarias e couro de seu pai, do qual o ômega sentia muita falta. John não fez nenhum comentário ou fez perguntas sobre Castiel, o que deixou o ômega muito agradecido. Por mais que Dean desejasse contar para John sobre o que aconteceu entre seu companheiro e ele, o ômega ainda estava irritado com o comportamento de Castiel; Dean não queria estragar o momento do reencontro com seu pai, pois não via John desde o dia que o alfa deixou Caelum.Depois do jantar, Chuck os convidou para conversar e tomar um drinque em seu gabinete. John estava sentado no sofá com Dean em seu colo; O ômega estava abraçado ao pai, com o rosto na glândula de cheiro do pescoço de John, enquanto o alfa o abraçava de volta e ocasionalmente acariciava os cabelos de seu precioso filhote. Quando Dean começou a ronronar, John riu baixinho, assim como Gabriel. Chuck não fez nenhum comentário sobre isso, mas havia um sorriso suave em seu rosto.Quando Dean acordou, na manhã seguinte, o Dr. Garth veio para examinar a saúde do ômega. O médico explicou que todos os sintomas do calor amenizaram, quando Dean teve a overdose de soporíferos; O único indício de que o ômega estava no calor era o seu perfume, embora estivesse mais fraco. E que esses sintomas iriam retornar, assim que seu corpo se recuperasse totalmente da doença. Depois que o Dr. Garth saiu, Dean se deitou na cama e pensou na conversa que teve com Chuck, quando estava prestes a sair do hospital. O rei havia dito que Castiel saiu do castelo, sem comunicar para onde estava indo; Ninguém sabia o paradeiro de seu companheiro. O ômega fechou os olhos. Uma lagrima caiu em seu rosto sardento e ele conteve um suspiro trêmulo. Por mais que Dean estivesse chateado com Castiel, ele amava o alfa e o queria mais do que tudo. Ele pensou que tinha que subir uma colina, para tentar resolver as diferenças com seu companheiro. Ele estava errado. Ele percebeu que tinha que escalar uma montanha.
----- CHAPTER BREAK -----
Dois dias depois, os sintomas do calor de Dean retornaram, como dissera o Dr. Garth. O ômega estava novamente trancado em seu quarto, aos cuidados do médico e de Sam. Para piorar a situação, ainda não havia sinal de Castiel. Dean estava chateado. Não era como ele fosse sair do castelo e ir atrás do alfa teimoso. Dean limpou as lágrimas que caiam em seu rosto, com raiva. Castiel poderia pelo menos fingir que se importava com Dean, mas tudo o que o alfa fez foi colocar o rabo entre as pernas e fugir como um filhote assustado. O calor estava mais forte agora, do que antes do envenenamento de soporíferos; Dean sentia como se o seu corpo fosse entrar em erupção, a qualquer momento. As cãibras estavam ficando insuportáveis, ao ponto do ômega não conseguir se levantar, sem ter que dobrar o seu corpo ao meio e respirar com dificuldade. O buraco de Dean vazava uma quantidade copiosa de mancha escorregadia e ele sentia a necessidade esmagadora de ter o nó de seu alfa dentro dele. Seu pênis estava vermelho e inchado, dolorido de todas as vezes que Dean se tocava, quando tentava atingir o clímax. Dean observou Sam encher a banheira com gelo, sentado no vaso sanitário. Ele agradeceu ao beta e mergulhou na banheira; a água gelada acalmando a sua pele superaquecida. Sam sorriu, em simpatia e disse que iria trazer algo para Dean comer. Dean sorriu para o beta e fechou os olhos. Ele ouviu Sam sair do banheiro e deu um longo suspiro. Após o banho, Dean se sentiu um pouco melhor, mas ele sabia que era apenas um alívio temporário. John apareceu em seu quarto, um pouco antes do almoço, para checar o ômega. Os olhos do alfa piscaram em vermelho; Ele estava indignado com a situação de seu precioso filhote e seu perfume era carregado de preocupação poderosa. John cuidou pessoalmente do almoço de Dean e o alimentou. Depois de verificar que seu filho estava confortável em sua cama, pronto para tirar uma soneca, o alfa deu um beijo na testa do jovem e saiu do quarto, sem fazer barulho. ***Depois de sair do gabinete de Chuck, Gabriel foi para o seu quarto e sentou na cama. Durante todo o dia, ele pensou sobre a situação de Dean; A pobre criança voltou a sofrer com os sintomas do calor e Castiel não apareceu no castelo, desde a última vez que Gabriel o viu no hospital. Ele passou uma das mãos em seu rosto, pensando na conversa que teve com seu pai e com John. Dean estava sofrendo e algo precisava ser feito. Ele pensou muito sobre isso e teve uma ideia de como ajudar Dean com o seu calor. Ele contou sobre isso para John e seu pai. John teve uma certa relutância no início, mas acabou concordando com o alfa mais jovem. Dean precisava de Castiel, mas o seu companheiro não estava por perto para suprir as necessidades do ômega. Então, Gabriel resolveu ajudá-lo, para dar pelo menos um alívio para a pobre criança. Com determinação, Gabriel se levantou da cama e saiu de seu quarto. Ele encontrou Benny, quando estava saindo do castelo e pediu ao alfa para acompanhá-lo; Ele precisava ir para o centro da cidade. Era a hora de colocar o seu plano em prática. Gabriel olhou para a porta do quarto de Dean, por alguns instantes, antes de dar uma leve batida. Um gemido baixo veio do lado de dentro. Dean estava acordado, então. Quando Gabriel abriu a porta e entrou no quarto, ele teve que parar por um momento. O cheiro de ômega no calor bateu em seu rosto e era simplesmente irresistível. Gabriel fechou os olhos, para tentar colocar os seus pensamentos no lugar. Ele sempre teve um grande controle sobre o seu alfa interno, mas não sabia como iria reagir ao calor de Dean. Ele podia apenas esperar que pudesse ajudar o ômega, sem perder a sua mente. As luzes do quarto estavam apagadas, exceto por um abajur aceso, que estava em cima da mesa de cabeceira. Dean estava deitado na cama, em cima dos lençóis vermelhos, totalmente nu. Gabriel caminhou até a mesa no centro da sala, onde deixou uma sacola que estava em sua mão. Quando ele se aproximou da cama, Dean olhou para ele, em confusão. “Gabriel?” Dean perguntou, com uma leve apreensão. Dean era uma visão; Ele estava deitado lindamente em sua cama, a sua pele estava corada e o seu pênis duro estava esticado entre as pernas. As coxas internas estavam molhadas de mancha escorregadia e o cheiro era simplesmente celestial. Gabriel sentiu seu alfa se agitar; seus olhos piscaram em vermelho, por um breve momento e ele sentiu o seu pênis endurecer. Mas, Gabriel mandou severamente o seu alfa recuar, retomando o controle de seu corpo. Dean era o seu cunhado e o alfa tinha uma grande estima pelo garoto, mas Gabriel não era cego; O ômega era verdadeiramente lindo. Gabriel admitiu, para si mesmo, que desejou ser o primogênito da família para acasalar com Dean, quando o conheceu. Sim, ele sentia atração por Dean. Mas o ômega era como um irmãozinho para Gabriel e o alfa nunca quis nada, além da amizade do jovem. “Está tudo bem, Dean.” Gabriel disse, enquanto sentava na cama. “Eu quero que você me escute, com muita atenção. Eu vou te ajudar, ok?” Dean acenou com a cabeça, em afirmação. Gabriel, então, disse: “Eu trouxe um nó falso. Isso irá ajudar um pouco com o seu calor, tudo bem?” “Ok.” O nó falso era uma espécie de consolo; A única diferença era que a base inflava, quando esse consolo era bombeado, imitando perfeitamente o nó de um alfa. Gabriel sabia que Dean precisava do nó e da semente de seu companheiro, mas isso não era possível, no momento. Com a ajuda do nó falso, o calor faria uma pequena pausa, durante algumas horas. Isso daria a Dean algum tempo de descanso. Não era a solução perfeita, mas era tudo o que Gabriel podia fazer, para ajudar a pobre criança. Gabriel se levantou e foi até a mesa, onde ele deixou a sacola. Ele pegou o consolo e se aproximou novamente da cama. Quando o alfa se deitou ao lado de Dean, ele sentiu um pouco de medo começar vazar no perfume do ômega. “Shhh, vai ficar tudo bem, Dean. Apenas relaxe, eu não vou machucar você.” Gabriel sussurrou, tranquilizando o ômega. Gabriel sentiu Dean relaxar e o alfa acariciou a bochecha do jovem. Ele se aproximou de Dean, até sentir o calor do corpo nu contra o seu. A mão de Gabriel se moveu para baixo, até pousar no pênis do ômega. Dean se arqueou ao toque do alfa e deu um gemido lascivo. Gabriel pensou que era provável que o ômega era tocado assim, pela primeira vez. O alfa conteve um grunhido e não pôde deixar de pensar que Castiel era um verdadeiro idiota. Gabriel começou a acariciar o pênis de Dean, lentamente. O alfa queria ter certeza de que o corpo do ômega iria produzir mais mancha escorregadia e isso facilitaria a introdução do nó falso. “Oh...” Dean se arqueou novamente e fechou os olhos. Gabriel continuou a acariciar Dean, gentilmente. Ele sentiu a sua determinação começar a escorregar e o seu alfa interno começou a se agitar novamente; Os feromônios que o corpo de Dean estava liberando começaram a nublar a mente de Gabriel. O corpo de Dean estava enviando sinais desesperados, para dizer que o ômega estava aberto e pronto par ser levado. Porém, Gabriel conseguiu manter o controle de si mesmo. Dean começou a implorar por um nó, com lágrimas nos olhos. O coração de Gabriel doeu, ao ver o desespero da pobre criança e decidiu que Dean já estava aberto o suficiente. Com muito cuidado, o alfa começou a introduzir o nó falso no buraco escorregadio do jovem, atento a qualquer sinal de desconforto ou dor no rosto de Dean. O ômega ofegou e gemeu, ao sentir o objeto em seu ânus; Ele parecia confortável e sem dor. Então, Gabriel começou a bombear o nó falso, enquanto permitiu que Dean começasse a se masturbar. O prazer subiu pela espinha de Dean, quando Gabriel inflou o nó falso e um orgasmo poderoso se apoderou do corpo do ômega. Dean veio em sua mão, com um gemido alto. Gabriel suspirou aliviado, quando Dean chegou ao clímax. Seu pênis estava dolorido e duro como uma rocha. O cheiro de sua excitação estava começando a se misturar com o cheiro da excitação de Dean. O ômega suspirou, satisfeito e Gabriel notou que o cheiro do calor se dissipou um pouco, o que era um bom sinal. O alfa olhou para Dean; O jovem estava deitado ao seu lado, com os olhos fechados. A parte primitiva do cérebro de Gabriel parecia não ter recebido o memorando de que Dean era o seu cunhado e seu amigo, aquele a quem o alfa prometeu proteger. Oh, não! Essa parte mais primitiva começou a cutucar Gabriel com insistência, rosnando para assumir o controle, novamente. Havia um ômega no calor, deitado perto dele e o cheiro era enlouquecedor. O alfa interno de Gabriel começou a uivar, exigindo para tomar Dean de seu irmão idiota e reivindicar o ômega como o seu companheiro. Mas Gabriel, com força hercúlea, se levantou da cama. Ele pegou o nó falso e saiu do quarto de Dean, para cuidar de sua própria ereção; Ele sentiu o seu próprio nó começando a inchar e apertar sua roupa de baixo. Dean ronronou, com o crepúsculo de seu orgasmo. Com um bocejo fofinho, ele virou para o lado e adormeceu. ***Quando Dean acordou no dia seguinte, ele se sentiu bem...normal. Então, as lembranças da noite anterior voltaram, lentamente. Gabriel o ajudou com o seu calor. Dean corou com o pensamento, mas ele estava agradecido com a ajuda do amigo. Ele não se sentia bem há dias e fez uma nota mental para agradecer Gabriel, mais tarde. O ômega sorriu e sentou na cama, pensando em tomar um bom banho. Houve uma batida na porta. “Dean?” Era Castiel. “C-Cas?” Dean ofegou.“Eu posso entrar? Eu preciso conversar com você.” “O que...?” Dean está estupefato. O que Castiel queria? Depois de tudo o que ele fez, depois de tudo o que aconteceu, Castiel queria conversar? “Castiel, eu...” “Por favor, Dean. Eu só quero conversar."De repente, Dean congelou. Ele percebeu que o cheiro da excitação de Gabriel ainda pairava no ar e estava misturado com o perfume de seu calor. Se Castiel entrasse no quarto, nesse momento, ele iria sentir o cheiro de Gabriel e as coisas poderiam ficar bagunçadas. Então, ele fez a única coisa que poderia fazer no momento: entrar em pânico. “Eu... eu...” Dean olhou freneticamente para a porta. Ele encontrou coragem para perguntar. “Onde estão os guarda-costas?” O ômega ouviu Castiel suspirar e responder: “Eu os dispensei.” Dean sentiu que poderia desmaiar e começou a tremer. Isso não poderia estar acontecendo. A porta abriu e Castiel entrou. Dean observou Castiel se aproximar da cama e inclinar a cabeça para o lado, a confusão no rosto de seu companheiro. Castiel começou a farejar o ar, com a testa franzida. Então, os olhos do alfa ficaram vermelhos. Era isso. Dean ia morrer e não tinha para onde fugir. Castiel iria matá-lo e ele não poderia fazer nada sobre isso. De repente, um sentimento de calma lavou sobre Dean e ele sentiu que não se importava. Ele não se importava se Castiel o matasse. Seu verdadeiro companheiro nunca quis se acasalar com ele, em primeiro lugar. Dean também sentiu desaparecer toda a raiva e frustração que sentia em relação a Castiel. Ele não sentia mais nada. ***Quando John entrou no quarto de Dean, Dr. Garth estava examinando o ômega. Castiel estava lá, ao lado da cama e observava tudo, em silêncio. John grunhiu e seus olhos piscaram em vermelho. Ele foi até o alfa mais novo e o puxou para fora do quarto. No corredor, John empurrou Castiel contra a parede e segurou no colarinho do alfa mais jovem. “O que você fez com meu filhote, seu filho da puta?” John rosnou, baixinho, os caninos se alongando. “Eu não fiz nada.” Castiel respondeu, seus próprios olhos azuis piscando em vermelho. Chuck, que estava vindo pelo corredor para ver Dean, ofegou ao ver os dois alfas se encarando. Os olhos do rei se arregalaram, quando ele viu o filho mais velho. “Castiel? Mas... o que?” “Eu não fiz nada para Dean, John. Quando eu vim vê-lo, ele estava bem.” Castiel rosnou. John grunhiu e soltou Castiel. Dean precisava de seu pai e o alfa cuidaria de seu genro insolente, mais tarde. Ele havia prometido a si mesmo que, se Castiel machucasse Dean, ele iria matar o alfa mais jovem. Era preciso ser dito. “Se algo acontecer com meu filhote, Deus me ajude. Eu vou matar você.” O alfa mais velho rosnou, baixo e ameaçador. Então, para surpresa de John, Castiel recuou seu alfa. “Eu sei, John.” Os olhos azuis ficaram suaves. “Eu sei.”Dr. Garth se aproximou, limpando a garganta e disse: "Eu temo que o príncipe Dean esteja em um choque profundo. É um estado semelhante ao estado catatônico. Ele não está reagindo aos estimulos e parece não estar ciente do que se passa ao seu redor. Vamos levá-lo para o hospital, para checar a sua condição.""Oh céus." John pôs as mãos no rosto e deu um longo suspiro.
----- CHAPTER BREAK -----
Dr. Fergus Crowley, um renomado médico do hospital Saint Raphael, era um beta de aproximadamente 50 anos, cabelos castanhos e olhos castanhos esverdeados. Ele andava apressadamente pelo corredor, enquanto lia as informações preliminares do paciente que acabara de dar entrada no hospital.Sua Alteza Real Príncipe Dean Winchester Novak, 18 anos, companheiro de Sua Alteza Real Príncipe Castiel Novak. O paciente apresentava um quadro clínico de estado de choque profundo, segundo o prognóstico do Dr. Garth Fitzgerald, médico da Casa de Novak. Ele também tinha em mãos o histórico médico do paciente, fornecido pelo pai, Sua Majestade Real John Winchester. O Dr. Crowley distribuiu ordens para que sua equipe preparasse os equipamentos necessários; Ele queria fazer um exame detalhado da saúde do paciente e pediu para que um dos enfermeiros buscasse o Dr. Garth, para fornecer mais informações sobre o caso. Quando um dos enfermeiros da equipe do Dr. Crowley veio chamar o Dr. Garth, o beta estava conversando com John e Chuck, enquanto Castiel estava olhando através da janela, para a movimentação que acontecia lá fora. Quando o médico voltou, ele estava acompanhado pelo Dr. Crowley, que se apresentou e cumprimentou os alfas com respeito e reverência.“Eu pedi para a minha equipe preparar todos os equipamentos necessários, para analisar a condição física de Sua Alteza. O Dr. Garth se propôs a participar do processo e eu agradeço imensamente a sua valiosa ajuda.” O Dr. Crowley disse.“Obrigado, Dr. Crowley.” John agradeceu ao beta.O médico acenou respeitosamente com a cabeça e entrou na enfermaria, seguido pelo Dr. Garth, para realizarem os primeiros exames em Dean. Os enfermeiros entraram logo em seguida e depois de algum tempo, Dean foi levado para outra sala, para prosseguirem com os testes a serem realizados.John estava visivelmente abalado com a situação e seu perfume era uma mistura de medo e preocupação. Chuck deu um aperto reconfortante no ombro do outro alfa e disse:“Vai ficar tudo bem, John. Dean ficará bem.”Castiel estava sentado em uma das poltronas, perto de uma das janelas e observava tudo, em silêncio. Ele parecia cansado, como se não tivesse dormido por vários dias e suas roupas estavam desalinhadas. Chuck notou a aparência de seu filho, mas não fez nenhum comentário sobre isso.Logo após Dean ser levado, houve uma comoção no corredor, perto dali. Os três alfas ouviram a voz de Gabriel, antes mesmo de vê-lo. O alfa mais jovem estava trabalhando em seu escritório no centro da cidade, quando recebeu a ligação de Chuck. Gabriel foi informado da condição de Dean e que Castiel voltara para o castelo; Ninguém sabia o que tinha acontecido com o ômega. Quando Gabriel entrou na sala de espera, ele viu Castiel e seus olhos piscaram em vermelho. Os olhos de Castiel também piscaram em vermelho e o alfa se levantou da poltrona, em uma postura alfa semelhante a de seu irmão.“O que você fez com Dean?” Gabriel rosnou no rosto de seu irmão.“O que eu fiz?” Castiel grunhiu e seus caninos alongaram. “Eu me pergunto o que você fez com o meu companheiro, Gabriel. Eu senti seu perfume no quarto de Dean. Você o fodeu e ainda tem coragem de vir aqui!”Gabriel quase engasgou. “Ele estava sofrendo com o maldito calor, implorando pelo seu nó, Castiel! Eu usei a porra de um nó falso!” O alfa mais jovem disse, em indignação.Um rosnado ameaçador subiu pela garganta de Castiel. “Você espera que eu acredite nisto?”“É o bastante, Castiel!” Chuck os interrompeu, usando a sua voz alfa. Castiel grunhiu e olhou para o pai.“Gabriel ajudou Dean, Castiel.” Chuck disse para o seu filho, com os olhos azuis cansados.Isso fez Castiel recuar o seu alfa e dar um passo para trás. “O que...? O senhor...sabia?” Castiel perguntou para Chuck, aturdido.“Nós sabíamos.” John disse, cruzando os braços. Castiel olhou para o sogro e John continuou. “Gabriel nos contou sobre como ajudar o meu filho. Dean estava delirando, por causa do calor. Então, Chuck e eu concordamos.”“Você se recusou a se aproximar de Dean e o ignorou desde o dia do acasalamento, Castiel.” Gabriel rosnou. “Por sua causa, Dean estava sofrendo com o calor e tudo o que você fez foi fugir de seu companheiro.” Gabriel fez o seu alfa recuar e respirou fundo. Ele olhou novamente para o irmão e disse: “Tudo o que eu fiz foi ajudá-lo com um maldito nó falso, porque você não estava lá para ele.” O alfa mais jovem saiu da sala de espera, raiva pungente em seu perfume. Ele precisava enfriar a cabeça.Atordoado, Castiel sentou em uma das poltronas, ainda tentando processar o que lhe foi dito.***Após ser cuidadosamente examinado, Dean foi levado para um quarto, onde foi colocado na alimentação por soro; O ômega estava em um excelente estado de saúde. Dr. Crowley e Dr. Garth tiveram uma conversa rápida, após analisarem os resultados dos exames realizados em Dean e ambos os betas retornaram para a sala de espera, onde Chuck, John e Castiel estavam esperando por notícias do ômega.“Sua Alteza está em perfeito estado de saúde. Porém, eu vou mantê-lo no hospital, em observação. Eu também vou mantê-lo na alimentação por soro e amanhã o Príncipe Dean poderá ir para casa. Quanto à sua condição psicológica, o Dr. Fergusson, o nosso especialista na área psiquiátrica, examinou o Príncipe Dean e acredita que poderá levar semanas para Sua Alteza se recuperar do estado de choque.”John fechou os olhos. “Oh, Céus...”Dr. Crowley disse: “No momento, o Príncipe Dean não está ciente sobre as coisas ao seu redor e não está reagindo aos estímulos. Porém, quando Sua Alteza estiver se recuperando, todos os sentidos irão retornar, gradativamente. Por isso, é muito importante que, durante esse período, Sua Alteza esteja em um ambiente calmo e tranquilo, sem perturbações ou vozes altas. Pois qualquer movimento brusco, poderá desencadear uma reação e Sua Alteza poderá se assustar e se tornar fisicamente violento.”“Eu vou monitorar a condição do Príncipe Dean.” O Dr. Garth disse, por sua vez. “E vou recomendar soporíferos, caso Sua Alteza perca o seu controle, durante o período de recuperação.”“Ele ainda está no calor.” Castiel disse, de fato.Isso fez John olhar para seu genro e seus olhos piscaram em vermelho. Mas, o alfa mais velho retomou o controle de seu alfa e não fez nenhum comentário sobre isso.“Sim, Sua Alteza. Embora os sintomas estejam fracos, ele ainda está no calor.” Dr. Garth confirmou, com um aceno de cabeça.John agradeceu ao Dr. Crowley, que acenou respeitosamente para os alfas e saiu da sala, acompanhado do Dr. Garth. O alfa passou uma das mãos no rosto e deu um suspiro cansado. Ele ainda estava confuso sobre o que aconteceu com seu filho; John não tinha a mínima ideia do que poderia ter acontecido com Dean e isso estava causando uma forte dor de cabeça ao alfa. Quando John estava imerso em seus pensamentos, a voz de Castiel o trouxe de volta para a realidade.“Eu quero Dean em meu quarto, quando ele voltar para o castelo.”A cabeça de John disparou e ele olhou para Castiel. O alfa mais velho rosnou e se levantou da poltrona.“Você não ousa tocar no meu filhote.”Chuck olhou atordoado para Castiel. “Castiel, o que pensa que está fazendo?”Castiel se levantou da poltrona, espelhando a postura alfa de John e disse: “Eu quero meu companheiro em meus aposentos, depois que Dean sair do hospital.”John rosnou: “Você não tem o direito de se aproximar dele, depois de tudo o que você fez, seu filhote irresponsável!”“John, Cas, por favor...” Chuck os interrompeu. “Precisamos ter calma, nesse momento.” O rei olhou para o seu filho. “O que você está pensando, Castiel? Dean estava muito chateado com as suas atitudes. Você pensa que o levando para o seu quarto, irá realmente ajudar em sua recuperação?”“Dean será levado para o meu quarto.” John rosnou e deu um passo ameaçador em direção a Castiel. “Eu sou o pai dele e eu tomarei conta de meu filhote.”“Ele é meu verdadeiro companheiro.” Castiel disse, encarando o alfa mais velho.Isso fez John recuar. “O que...”Chuck olhou para Castiel, em espanto. Dean não fez nenhum comentário sobre isso, para nenhum deles.“Eu... eu não sabia...” Quando o rei olhou para o filho, ele ficou sem palavras.Havia lágrimas nos olhos de Castiel. Chuck pensou que, há muito tempo, não via o seu filho chorar, abertamente. Castiel sempre escondeu as suas emoções, em um comportamento frio e distante. A última vez que o rei viu Castiel chorar, se ele se lembra corretamente, foi quando o alfa mais jovem perdeu sua mãe, Becky.“Ele é o meu verdadeiro companheiro. Eu vou cuidar dele, John.” Castiel disse, com voz grossa. Lágrimas rolavam em seu rosto bonito.John sabia da importância dos verdadeiros companheiros. Então, ele apenas olhou para Castiel, sem dizer uma palavra; Ele não sabia o que dizer, em primeiro lugar.***Castiel observou Sam que, junto com Samandriel, cuidava da organização do quarto do alfa. Os dois betas arrumaram a cama de Castiel e deixaram uma bandeja com um jarro de água fresca e um copo, na mesa de cabeceira. O alfa tinha Dean em seus braços e esperava, pacientemente. O Dr. Garth estava checando todo o equipamento médico, que havia sido instalado no quarto de Castiel.Quando tudo ficou pronto, Castiel se aproximou de sua cama, onde ele deitou Dean, delicadamente, acomodando o ômega debaixo do cobertor. O Dr. Garth inseriu o IV no braço de Dean e checou novamente a bolsa de soro. O médico beta também auscultou o coração do ômega e mediu sua pressão.“Sua Alteza está bem.” O Dr. Garth disse, guardando as coisas em sua valise. “Eu vou deixar um frasco de um calmante leve, caso o Príncipe Dean tenha dificuldade em dormir.”Castiel acenou com a cabeça, em compreensão. O alfa estava com medo de que seu perfume pudesse causar alguma reação negativa em Dean; O ômega estava chateado com o seu companheiro e tinha razão para isso. Castiel contou sobre a sua preocupação para o médico. Dr. Garth o tranquilizou, dizendo que os ômegas, em um estado semelhante ao de Dean, reagiam positivamente ao perfume de seu companheiro alfa. O perfume de Castiel poderia ajudar na recuperação de Dean. O Dr. Garth também explicou que a condição de Dean, em alguns aspectos, era semelhante a de uma pessoa com sonambulismo. Portanto, Castiel não deveria achar estranho se o ômega se levantasse, de repente e começasse a andar por aí. Tudo o que Castiel poderia fazer era acompanhar Dean e deixá-lo ir onde desejasse. Dean estava sendo alimentado pelo soro; Ele não precisava ser alimentado com alimentos sólidos, no momento. Porém, o ômega poderia fazer as suas necessidades fisiológicas e tomar banho, normalmente. Castiel iria cuidar das necessidades de Dean, pessoalmente. Ele não permitia que ninguém, além dele, tocasse em seu companheiro.O Dr. Garth disse: “Se Sua Alteza precisar de algo, pode me chamar.”“Obrigado por tudo, Dr. Garth.” Castiel agradeceu, dando um sorriso cansado. O beta devolveu o sorriso e saiu do quarto, sem fazer barulho.Castiel foi até o seu armário e vestiu um pijama. Depois de usar o banheiro, ele foi até a cama e deitou ao lado de Dean, com um suspiro cansado. Ele ficou confortável na cama e puxou Dean para deitar a cabeça em seu peito, acariciando os cabelos macios de seu companheiro.Castiel estava preocupado que Dean tivesse dificuldade em dormir; O incidente do envenenamento do ômega ainda estava fresco em sua mente e Castiel queria evitar o uso de soporíferos, se isso fosse possível. Ele suspirou aliviado, quando olhou para o rosto de Dean e viu que o ômega estava com os olhos fechados.“Boa noite, Dean.” Castiel sussurrou e se acomodou para dormir, com o seu companheiro em seus braços.
----- CHAPTER BREAK -----
Quando Castiel acordou no dia seguinte, Dean ainda estava dormindo. O alfa se levantou, cuidadosamente, para não acordar seu companheiro. Ele verificou o lençol embaixo de Dean e ficou satisfeito de que estava seco; Ele estava preocupado que Dean urinasse em si mesmo, durante a noite. Castiel se certificou de que o IV ainda estava conectado ao braço de Dean e verificou a bolsa de soro. Após usar o banheiro, Castiel voltou para o quarto e quando se aproximou da cama, ele percebeu que Dean estava com os olhos abertos.“Bom dia, Dean.” Castiel disse, suavemente. O ômega, é claro, não respondeu.Castiel suspirou e se aproximou de Dean, para ajudá-lo a se sentar na cama. O ômega veio facilmente e Castiel desconectou o IV do braço de Dean, para dar banho em seu companheiro, seguindo a recomendação do Dr. Garth. Castiel ajudou Dean a ficar de pé, sem nenhuma dificuldade e o levou para o banheiro. Depois de ajudar Dean a fazer as suas necessidades, o alfa sentou o ômega no vaso sanitário, para que ele pudesse ligar o chuveiro. Enquanto esperava a água aquecer, Castiel despiu Dean, cuidadosamente, antes de se despir. Ele pegou a mão do ômega e o puxou para dentro do box do chuveiro, gentilmente. Castiel pegou o shampoo e começou a lavar os cabelos de Dean; O ômega parecia estar apreciando o gesto e se aproximou um pouco de Castiel. O alfa riu, baixinho.“Você gosta disso?” Castiel sorriu, enquanto enxaguava cuidadosamente os cabelos de Dean, se certificando em não deixar cair restos de shampoo nos olhos do ômega. O sorriso do alfa ficou maior, quando ele ouviu um princípio de ronronar no peito de Dean. “É bom, não é?”Depois de enxaguar completamente os cabelos de seu companheiro, Castiel pegou um pano e começou a lavar o corpo de Dean, com um sabonete líquido. Ele não pôde deixar de pensar que a pele de Dean era perfeita e macia ao toque; Castiel estava fascinado com a constelação de sardas que cobria o torso e os braços de Dean, assim como as costas do ômega. O corpo de Dean era atraente, seus músculos eram magros e definidos e tocá-lo assim, estava fazendo com que o alfa interno de Castiel começasse a se agitar. E o perfume de Dean indicava que o ômega ainda estava no calor. Mas, Castiel mandou severamente o seu alfa recuar; Ele ponderou que era inapropriado ficar excitado, por causa da condição de Dean e se concentrou em apenas lavar o corpo de seu companheiro. Depois de terminar de lavar Dean, Castiel se lavou rapidamente, sua excitação já esquecida. Ele desligou o chuveiro e secou Dean com uma de suas toalhas de qualidade, antes de secar a si mesmo. Depois de vestir a ambos, Castiel sentou Dean na cama, com as mãos cuidadosas e reconectou o IV no braço do ômega. O alfa cobriu as pernas de Dean, com o cobertor e ajeitou a camisa que o ômega estava vestindo; Ele fez uma nota mental para pedir a um dos empregados ir ao quarto de Dean, para trazer roupas para o seu companheiro.Castiel ajeitou os cabelos de Dean e disse: “Eu vou descer para tomar o café da manhã. Eu vou pedir para Sam ficar com você, ok?”Castiel poderia fazer a refeição em seu quarto, mas decidiu ir até a sala de jantar. Ele esperava encontrar Gabriel e conversar com seu irmão; O alfa mais jovem não reagiu bem, quando soube da intenção de Castiel de cuidar de Dean e parecia cético sobre isso.
Flashback
“Ele é o meu verdadeiro companheiro. Eu vou cuidar dele, John.” Castiel disse, com voz grossa. Lágrimas rolavam em seu rosto bonito.
John sabia da importância dos verdadeiros companheiros. Então, ele apenas olhou para Castiel, sem dizer uma palavra; Ele não sabia o que dizer, em primeiro lugar.
A porta da sala de espera abriu e Gabriel entrou, seu perfume carregado de preocupação. O alfa mais jovem franziu o cenho, quando olhou para Castiel, que ainda tinha lágrimas nos olhos. Ele também notou a aparência desalinhada de seu irmão; Isso deixou Gabriel intrigado, mas ele não fez nenhum comentário sobre isso. Gabriel soube que Dean foi examinado pelo Dr. Crowley, com a ajuda do Dr. Garth, através de um dos enfermeiros.
“Como ele está?” Gabriel perguntou, os olhos dourados cheios de preocupação.
“Dean está em estado de choque profundo e poderá levar semanas para se recuperar.” John respondeu.
“Oh, céus!” Gabriel ofegou.
“Eles vão mantê-lo em observação, essa noite e amanhã ele poderá ir para casa.” John disse, esfregando os olhos com uma das mãos. Ele estava visivelmente abalado.
John também contou sobre os cuidados que o Dr. Crowley recomendou, durante o processo de recuperação de Dean. Gabriel ficou consternado com a condição de seu jovem cunhado, a quem o alfa considerava como um irmãozinho.
“Eu sinto muito, John.” Gabriel disse. “Eu, realmente, sinto muito.”
“Obrigado, Gabriel.”
“Eu quero que saiba que você pode contar comigo.” Gabriel ofereceu. “Eu estou disposto a ajudar a cuidar de Dean, se você me permitir.”
“Eu vou cuidar de Dean.” A voz de Castiel os interrompeu. O alfa, que estava encostado na parede, perto de uma das janelas, se aproximou.
“O que...?” Gabriel olhou para Castiel, em confusão. Então, o rosto do alfa mais jovem endureceu. “Eu devo lembrá-lo de que Dean está nessa situação por sua causa. O que você vai fazer com ele, Castiel?”
“Ele é o meu companheiro. Eu vou cuidar dele.” Castiel respondeu, com a voz rouca.
Antes que Gabriel pudesse dizer algo, Chuck o interrompeu. “Castiel se propôs a cuidar de Dean, Gabe. Deixe-o fazer isso.”
Gabriel olhou para o pai, em descrença; O alfa mais jovem também olhou para John, que apenas acenou com a cabeça, em afirmação.
Gabriel deu um longo suspiro e disse: “Está bem, Castiel. Faça como você desejar. Eu espero que você, realmente, cuide de Dean.”
“Eu vou fazer isso.” Castiel disse, determinação em seus olhos azuis de oceano.
Gabriel apertou os lábios e acenou com a cabeça, em afirmação. “Eu, realmente, espero que sim. Porque se você machucá-lo, John não irá acabar com você.” Gabriel se aproximou de Castiel e seus olhos dourados piscaram, em vermelho. “Eu mesmo farei isso.” O alfa mais jovem deu uma última olhada em Castiel, antes de sair da sala de espera, irritação vazando em seu perfume.
Castiel fechou os olhos e foi até uma das poltronas, onde se sentou, pesadamente; Ele colocou o rosto em suas mãos e deu um longo suspiro.
Fim do Flashback
Quando Gabriel voltou para ver Dean, ele não fez nenhum comentário sobre a discussão na sala de espera, embora ainda houvesse um pouco de irritação em seu perfume. Castiel não pôde culpá-lo; Afinal, seu irmão estava chateado e tinha razões suficientes para isso. Aparentemente, Gabriel não sabia que Dean era o verdadeiro companheiro de Castiel e o alfa mais velho ainda não teve a oportunidade de conversar abertamente com Gabriel sobre isso, desde que eles voltaram para o Castelo. Castiel também queria mostrar para Gabriel que as suas intenções, em relação a Dean, eram verdadeiras.***Depois de conversar brevemente com Sam, Castiel deixou o companheiro sob os cuidados do beta e foi até a sala de jantar. Gabriel já estava lá, sentado ao lado do pai e conversava com Chuck e John, quando Castiel entrou. Castiel se aproximou da mesa e após cumprimentar a todos, sentou ao lado de John.“Como está meu filho?” John perguntou, preocupação em seus olhos e em seu perfume.Castiel respondeu, com um pequeno sorriso: “Ele está bem. Ele ronronou um pouco, durante o banho.”“Oh! Isso é muito bom, filho.” Chuck disse, sorrindo.“Sim.” Castiel sorriu para o pai. “Depois do café da manhã, eu vou conversar com o Dr. Garth. Ele pediu para ser informado sobre qualquer progresso de Dean.”“Sim, faça isso.” Chuck acenou com a cabeça, em aprovação.“Isso é bom, Castiel.” Gabriel disse, enquanto cortava um pedaço de sua panqueca. “Depois, eu irei até o seu quarto, para visitar Dean.”“Claro, Gabriel.” Castiel disse, com os olhos suaves.Durante a refeição, Castiel percebeu que os ombros de Gabriel estavam tensos, apesar da conversa cordial entre os dois irmãos. Castiel farejou discretamente o ar e percebeu que Gabriel tentava esconder a irritação em seu perfume; O alfa conteve um suspiro e balançou a cabeça. Chuck e John também notaram o comportamento do alfa mais jovem, mas ambos não fizeram nenhum comentário sobre isso. Gabriel sempre teve uma personalidade fácil e gentil. Às vezes, ele era um pouco brincalhão e até mesmo sem-vergonha. Raramente, Castiel viu o seu irmão furioso, como na sala de espera da enfermaria, depois que Dean foi levado para ser examinado. Gabriel havia entrado na sala e encarado Castiel, exigindo saber o que ele tinha feito para Dean, dizendo que Castiel nunca estava lá para o seu companheiro e que Dean estava sofrendo por causa da teimosia do alfa. Gabriel pode ser pequeno mas sua raiva não é, quando seu irmão está irritado.Quando Gabriel terminou o seu café da manhã e estava prestes a se levantar da mesa, Castiel chamou atenção do alfa mais jovem.“Gabriel, eu posso ter uma palavra com você, por favor?”Gabriel se deteve e olhou para Castiel; Não havia a frieza habitual nos olhos de Castiel. O olhar do alfa mais velho era suave e ele apenas olhava de volta para Gabriel, com uma certa expectativa.Gabriel, por fim, disse: “Ok. Vamos lá.”“Obrigado.” Castiel agradeceu e Gabriel percebeu o alivio inundar as feições de seu irmão, mas não fez nenhum comentário sobre isso.“Vamos até o meu gabinete?” Castiel sugeriu.“Sim, claro.” Gabriel respondeu.Então, ambos os alfas seguiram para o gabinete de Castiel; Eles não trocaram nenhuma palavra, durante o caminho. Quando chegaram no gabinete do alfa mais velho, Castiel convidou seu irmão para se sentar em uma das poltronas, que estavam debaixo das grandes janelas. Depois de se acomodarem, Castiel olhou para o irmão e disse:“Gabe, eu...”Os olhos de Gabriel se arregalaram, quando ouviu o seu apelido sendo usado por Castiel; Se Gabriel se lembra corretamente, isso não acontecia desde quando eles eram filhotes.Castiel disse: “Eu sinto muito pelo que eu disse no hospital, sobre ter acusado você de ter dormido com o meu companheiro. Eu quero que saiba que eu entendo o que você fez. Você ajudou Dean e eu estou muito grato por isso.” Castiel olhou para as mãos. Os olhos azuis do alfa estavam brilhando, com lágrimas contidas. “E você estava certo, quando disse que eu nunca estive lá para meu companheiro.” Gabriel estava sem palavras e apenas acenou com a cabeça, em admiração. Castiel continuou. “Eu reconheço que eu errei, quando eu ignorei Dean, daquela maneira. O meu companheiro sofreu por minha causa e eu não estava lá para ele.”Gabriel olhou para Castiel, piscando várias vezes, tentado processar o que o alfa mais velho havia dito. Este não era o mesmo Castiel de comportamento frio e distante, que Gabriel conhecia.“Você pode me perdoar?” Castiel perguntou, com a voz rouca.“Castiel... Eu...” Gabriel limpou a garganta. “Tudo bem, eu... eu aceito as suas desculpas.” O alfa mais jovem olhou para Castiel. “Mas... e quanto a Dean? Eu quero dizer, ele está muito chateado com você, Castiel.”“Ele é o meu verdadeiro companheiro, Gabe. Eu sinto muito pelo o que eu fiz com Dean e eu quero provar isso. Eu vou cuidar do meu companheiro, como eu deveria ter feito, desde o começo.”Gabriel olhou para Castiel, com os olhos arregalados e o alfa mais velho apenas acenou com a cabeça, dando um pequeno sorriso cansado. Gabriel balançou a cabeça e riu, baixinho.“Eu estava pensando quando você ia deixar de ser um filhote teimoso.” Gabriel disse, com um pequeno sorriso.Castiel riu, baixinho. “Eu sei. Eu sinto muito, Gabe.”Gabriel se levantou da poltrona e se aproximou de Castiel. O alfa mais novo puxou Castiel, para os seus braços. “Vem cá, grande irmão.”Castiel veio facilmente e abraçou Gabriel de volta, sentindo o perfume familiar de caramelo e orvalho de seu irmão; Ele percebeu que sentia falta disso.“Bem, agora chega de momentos de garotas.” Gabriel quebrou o abraço e se afastou, com um bufo.Isso fez Castiel rir; Esta era uma piada velha entre eles e sempre divertiu Castiel, sem fim. Gabriel olhou para o irmão, com um grande sorriso no rosto, ganhando um sorriso de Castiel.“Cuide bem de Dean, Cassie. Se você não fizer isso, eu vou chutar o seu traseiro.”Castiel riu, em diversão. “Eu sei, Gabe. Eu sei.”
----- CHAPTER BREAK -----
Depois de conversar com Gabriel, Castiel foi até o escritório do Dr. Garth; O alfa contou sobre o que aconteceu no banho, naquela manhã e o beta disse que, se Dean estava relaxado o suficiente para ronronar, isso era muito bom. O Dr. Garth também disse que, se o estado de Dean continuar evoluindo, Castiel logo poderia alimentá-lo com alimentos sólidos. O beta também prometeu fazer uma visita, para checar a saúde de Dean, mais tarde. Quando Castiel voltou para seu quarto, Dean estava ronronando, suavemente. Os olhos do alfa se encheram de lágrimas, e Castiel se sentiu culpado, novamente. Gabriel estava certo; Ele ignorou as necessidades de seu companheiro e era o maior responsável por Dean estar nesta situação. Sam disse para Castiel que Dean ficou tranquilo, durante o tempo em que o alfa saiu para tomar o café da manhã e que, felizmente, não houve nenhum incidente. Sam havia sido informado sobre a condição de Dean e sobre os cuidados durante a recuperação do ômega; O beta ficou preocupado com a situação do amigo, mas o Dr. Garth o tranquilizou, dizendo que Dean ficaria bem. Castiel sabia que Sam tinha uma grande estima por Dean e o agradeceu, por isso.“Se Sua Alteza precisar de algo, pode me chamar.” Sam disse, sorrindo e se retirou do quarto, com um aceno respeitoso de cabeça.Castiel agradeceu Sam, novamente e se aproximou da cama. O alfa checou a bolsa de soro e o IV no braço de Dean. Satisfeito de que tudo estava em ordem, Castiel sentou ao lado de seu companheiro. “Ei.” Castiel deu um pequeno sorriso. “Eu conversei com John, durante o café da manhã. Ele perguntou sobre você e prometeu te visitar, mais tarde.” Castiel acariciou os cabelos de seu companheiro. Dean, é claro, não respondeu e isso fez o alfa conter um suspiro. “Eu também conversei com Gabe e esclareci toda a situação. Ele ameaçou chutar o meu traseiro, se eu não cuidasse bem de você." Castiel riu, baixinho.Com um sorriso suave em seus lábios, Castiel passou o braço pelos ombros de Dean e puxou o ômega para encostar em seu peito; Dean veio, facilmente e parecia estar apreciando a proximidade do alfa. Castiel se recostou na cabeceira da cama, com Dean em seus braços e contou ao ômega tudo o que ele havia feito, naquela manhã.***Depois de ajudar Dean a usar o banheiro, Castiel estava ajudando o ômega a sentar na cama, quando houve uma batida na porta."Entre." Castiel disse, enquanto reconectava o IV no braço de Dean"Castiel." John cumprimentou o genro e fechou a porta atrás de si. O alfa mais velho olhou para o filho, com carinho em seus olhos e preocupação em seu perfume."John." Castiel devolveu o aceno de cabeça."Como ele está?" John se aproximou da cama e se agachou, para ficar ao nivel de Dean."Ele estava ronronado, quando eu voltei para o quarto." Castiel disse, com pequeno sorriso.John sorriu e acariciou o rosto de seu precioso filhote; Dean olhava fixamente para a parede do outro lado do quarto. John pegou uma das mãos delicadas de seu filho e deu um pequeno beijo. Castiel observou a interação de John com seu companheiro, com os olhos suaves. O alfa mais jovem limpou a garganta e disse, com voz rouca."John, eu.... eu preciso conversar com você.""Claro." John disse. O alfa mais velho se levantou e olhou para o genro. John notou que os ombros de Castiel estavam tensos; Ele também notou que o alfa mais jovem parecia prestes a chorar, a qualquer momento, mas não fez nenhum comentário sobre isso."Sente-se, por favor." Castiel se aproximou da mesa, que estava no meio do quarto e sentou em uma das cadeiras; Ele fez um gesto para John fazer o mesmo. Depois de olhar para Dean, por um momento, Castiel voltou a sua atenção para John."Eu quero me desculpar pelo modo como eu tratei Dean. Eu sinto muito, John."John suspirou e acenou com a cabeça. "Eu entendo que você sente muito, Castiel." John se recostou na cadeira e cruzou os braços. "Mas isso ainda não é o suficiente para mim. Eu quero saber o que realmente aconteceu. Por que você estava tratando Dean, daquela maneira?" Ele precisava saber. Companheiro verdadeiro de Dean ou não, Castiel ainda tinha muito o que explicar, na opinião de John.Castiel acenou com a cabeça e se recostou na cadeira, cruzando as mãos no colo. Depois de reunir seus pensamentos, Castiel começou a falar, com a voz rouca. Ele ia levar tudo, desde o começo."Quando eu tinha dez anos, nós estávamos em Remington, em uma de nossas férias da família. Nós estávamos voltando de um passeio no Parque Burlington, quando uma bola, que pertencia a uma das crianças que estava lá, escapou de suas mãos e foi parar no meio da rua. Essa bola pertencia a uma garotinha, uma ômega de aproximadamente seis anos, que começou a chorar. Eu quis ser gentil e fui buscar a bola para a garotinha. Quando eu estava atravessando a rua, eu escutei a minha mãe gritar o meu nome... Ela veio correndo em minha direção e..." O rosto de Castiel ficou sombrio. "Eu não tinha percebido que havia um carro desgovernado, vindo em minha direção. Minha mãe me empurrou, para me proteger..." Castiel fez uma pausa e John pôde ver a dor crua surgir nos olhos do alfa mais jovem. Castiel continuou, com a voz trêmula. "Aquele carro a atropelou. Minha mãe foi levada para o hospital e os médicos disseram que a sua condição era grave, pois ela havia rompido o baço e perfurado um dos pulmões. Minha mãe foi levada às pressas para a cirurgia e depois a levaram para o centro de tratamento intensivo, onde ela ficou por cerca dois meses." Castiel fechou os olhos e deu um suspiro trêmulo. "Um dia, eu pedi permissão para o meu pai, para que eu pudesse ver a minha mãe. Eu ainda não a tinha visto, desde que ela havia chegado ao hospital. Meu pai conversou com o médico responsável, e ele permitiu que eu a visitasse e recomendou que eu tivesse cuidado, pois o estado da minha mãe ainda era muito delicado. Gabriel tinha adormecido, na sala de espera e meu pai tinha que levá-lo para a nossa casa de veraneio. Como o meu pai também precisava do descanso, o tio Inias, irmão da minha mãe, se propôs a ficar comigo, no hospital. Então, eu fui ver a minha mãe. Eu entrei no quarto, acompanhado por um dos enfermeiros e a vi deitada na cama. Eu me aproximei e a abracei com cuidado, me certificando de não desconectar os fios que estavam ligados a ela. Eu tentei sentir o seu perfume, que eu amava tanto, mas tudo o que eu sentia era o cheiro da doença. Não parecia certo, sabe?"John acenou com a cabeça, em compreensão.Castiel continuou. "Então, eu comecei a pensar que, se eu não tivesse ido buscar aquela bola, minha mãe não teria atravessado a rua, para me salvar daquele carro e ela não estaria naquela cama de hospital. Eu dei um beijo no rosto dela e me deitei em uma das poltronas do quarto. Eu comecei a chorar, até que eu adormeci, exausto depois de ficar o dia inteiro no hospital, esperando por notícias da minha mãe. Eu acordei com o barulho da máquina que monitorava os batimentos cardíacos da minha mãe e ela estava cercada pelos médicos." As lágrimas começaram a cair pelo rosto de Castiel, livremente. "Ela faleceu, durante o pequeno período de tempo, em que eu estava dormindo.""Eu sinto muito, Castiel."Castiel limpou as lágrimas de seu rosto e deu um sorriso triste. "Obrigado, John." Então, o rosto de Castiel ficou sombrio, novamente. Ele apoiou os braços na mesa e disse: "O tio Inias entrou no quarto, desesperado e exigiu saber o que tinha acontecido. O médico responsável o informou do falecimento da minha mãe. Então, o tio Inias olhou para mim e seus olhos piscaram em vermelho. Sem dizer uma única palavra, ele deu um soco em meu rosto e, quando eu estava caído no chão, ele me chutou, antes de ser imobilizado por dois enfermeiros." Castiel fechou os olhos e apertou os punhos; Ele teve controlar a raiva em seu perfume, para não perturbar Dean. Quando ele olhou para John, novamente, seus olhos piscaram em vermelho. "O tio Inias disse que eu era o responsável pela morte da minha mãe, a sua única irmã. Ele me acusou de tê-la matado.""Por Deus, Castiel!" John quase engasgou, em indignação. "Você era apenas uma criança! Isso foi apenas uma fatalidade, você não teve culpa de nada!"Agora, eu sei disso, John." Castiel disse. "Mas, por muitos anos, eu carreguei essa culpa dentro de mim. E, por muitos anos, eu perguntei para mim mesmo: se eu não tivesse atravessado a rua, a minha mãe ainda estaria viva?""Você contou para o seu pai sobre o que aconteceu no hospital?" John perguntou."Não. A equipe do hospital tentou conversar com o meu pai, mas ele não tinha forças para enfrentar o tio Inias." Castiel fechou os olhos e suspirou. "Minha mãe era a verdadeira companheira do meu pai. Ele quase morreu, depois que soube da morte dela." Castiel olhou para John, que acenou com a cabeça, em compreensão; Ele estava bem ciente do que acontecia quando um alfa ou um ômega perdia o seu verdadeiro companheiro. Castiel olhou para as suas mãos e continuou. "Eu vi toda a dor, o sofrimento e o desespero do meu pai, quando a minha mãe morreu. Era quase fisicamente doloroso olhar para ele. E, quando meu pai se recuperou, ele era apenas uma sombra do homem que ele era. Meu pai era um alfa forte, vibrante, cheio de energia e cheio de vida. Então, eu me senti culpado, novamente, porque eu senti que eu tinha tirado a verdadeira companheira do meu pai e eu me senti responsável pelo sofrimento dele. Assim como eu também me senti responsável pelo sofrimento do meu irmão, pois Gabriel tinha perdido a nossa mãe. Eu comecei acreditar que meu pai e meu irmão me culpavam pela morte da minha mãe e eu acabei me afastando deles. Meu tio e meu pai conversaram, depois que meu pai se recuperou e meu pai conseguiu perdoá-lo. Ele entendeu que o tio Inias estava desesperado, por ter perdido a sua única irmã." Castiel se recostou na cadeira, novamente e deu um suspiro. "O tio Inias pediu perdão pelo o que ele fez comigo. Mas, eu ainda me sentia responsável pela morte da minha mãe e pelo sofrimento da minha família. Foi quando eu jurei, para mim mesmo, que nunca ia me acasalar. Porque eu acreditava que eu iria causar dor e sofrimento para o meu companheiro, assim como eu acreditava que eu causei todo o sofrimento da minha família. Então, eu comecei a afastar todos os ômegas que cruzavam o meu caminho e comecei a tratá-los com indiferença. Eu tive que afastá-los, porque eu tinha medo de machucá-los." Castiel fechou os olhos e deu um longo suspiro. "Então, eu conheci Dean."John se mexeu na cadeira, ao ouvir o nome de seu filhote. Castiel olhou novamente para o seu companheiro, e voltou a sua atenção para John."Quando Dean e eu nos acasalamos, eu confesso que eu tentei me afastar de meu companheiro e eu comecei a ignorar Dean. Eu acreditava que, se eu fizesse isso, ele estaria seguro. Assim, ele nunca se machucaria. Eu cheguei ao ponto de usar bloqueadores de cheiro, para que Dean não pudesse sentir o cheiro da angústia, do desespero e do medo que vazavam em meu perfume. Dean é inocente e puro. Eu não queria que ele visse a fealdade que tinha dentro de mim e eu não queria atraí-lo para o lugar escuro em que eu estive, durante todos esses anos. "O alfa mais jovem olhou para John, com lágrimas nos olhos. "Eu fui grosseiro com ele, John. Eu o tratei muito mal. E eu sinto muito por isso. Eu, realmente, sinto muito.""Eu sei, Castiel." John disse, suavemente.Castiel acenou com a cabeça e respirou fundo. "No dia em que Dean se envenenou com os malditos soporíferos, eu descobri que ele era o meu verdadeiro companheiro. E, depois de ver Dean, naquela cama de hospital..." Castiel olhou para John, com os olhos azuis suplicantes. "Eu tive que sair, John. Porque aquela voz no fundo da minha consciência, a mesma voz que me assombrou desde quando eu tinha dez anos, começou a dizer que eu iria machucar o meu verdadeiro companheiro. Eu tive que sair para tentar confrontar essa voz. Quando eu percebi que eu não era culpado pelo o que aconteceu com a minha mãe, nem pelo sofrimento da minha família e que eu estava fazendo Dean sofrer, com as minhas atitudes equivocadas, eu voltei." Castiel passou uma das mãos no rosto. "Quando eu cheguei ao quarto de Dean, naquela manhã, eu queria conversar com ele. Eu queria explicar tudo para ele. E, quando eu entrei no quarto e eu senti o cheiro de Gabriel, eu apenas perdi a minha cabeça. Eu sei que eu acusei Gabriel de ter dormido com Dean, injustamente. Eu confesso que eu reagi mal, quando eu senti o perfume da excitação do meu irmão misturado ao calor de Dean. Mas eu não estava furioso por causa de Dean ou Gabriel. Eu estava furioso comigo, mesmo. Eu era o único culpado, por tudo o que aconteceu. Porque foi estúpido de minha parte pensar que, se eu me afastasse de Dean e o ignorasse, eu iria proteģê-lo. Quando, na verdade, eu estava apenas machucando Dean." Castiel respirou fundo e olhou para John. "Você acredita que Dean possa me perdoar?"Quando John olhou para Castiel, tudo o que o alfa mais velho viu foi aquele garotinho de dez anos, que olhava de volta para ele, com expectativa.John disse, suavemente. "Dean sempre foi um garoto bom. Ele tem um grande coração, como o da mãe dele." O alfa mais velho deu um tapinha reconfortante na mão de Castiel. "Ele vai te perdoar."Castiel sorriu e acenou com a cabeça. Ele se sentia mais leve, como se o peso de uma tonelada tivesse sido levantado de seus ombros. Ele disse:"Você mencionou a mãe de Dean. O que aconteceu com ela?" Castiel sabia que John havia perdido a sua companheira, mas não tinha ideia do que aconteceu. Ele estava genuinamente curioso.John ficou surpreso com a pergunta de Castiel e sentiu o seu coração doer. Para o alfa mais velho, era sempre doloroso falar sobre Mary. Mas, John resolveu responder a pergunta de Castiel; Afinal, o garoto derramou seu coração para ele. John se recostou na cadeira, novamente e fechou os olhos."Mary morreu em um acidente de carro, quando Dean tinha cinco anos. Ela estava voltando de um evento beneficiente, junto com a comitiva. Ace, um dos nossos guarda-costas, estava dirigindo o carro que levava Mary. Estava chovendo forte, naquela noite e um carro estava vindo na outra pista, na direção oposta. O motorista desse carro perdeu o controle, invadiu a pista onde estava a comitiva e bateu no carro onde estava a minha companheira. Mary e Ace morreram, imediatamente. Ela era a minha verdadeira companheira. Embora a morte dela quase tenha me matado, eu tive me recompor e seguir em frente, pois eu tinha um filhote pequeno para cuidar e que precisava de mim. Dean ficou inconsolável, quando soube da morte de Mary" Havia dor nos olhos castanhos de John. "Mary cantava para Dean todas as noites, desde o dia em que ele nasceu e assava as tortas favoritas dele. Ela era o nosso raio de sol." O alfa mais velho deu um longo suspiro. "Dean ficou cinco dias sem dizer uma única palavra, depois que Mary morreu. O Dr. Thompson, o médico da minha família, o examinou e disse que Dean, embora estivesse fisicamente bem, estava em choque por causa da morte de Mary." Depois de olhar para Dean, por um momento, John voltou a sua atenção para Castiel. "Depois disso, Dean começou a se sentir inseguro, todas as vezes que ele saía do castelo. Eu tinha que abraçá-lo e garantir de que tudo ficaria bem. Depois que ele cresceu, ele ficou um pouco mais confiante. Embora, ele ainda fique um pouco ansioso, às vezes."Castiel disse: "Eu sinto muito sobre o que aconteceu com sua companheira.""Obrigado, Castiel." John respondeu. "Eu não sei o que aconteceu com Dean. Mas, eu tenho certeza de que ele ficará bem." O alfa mais velho deu um tapinha amigável na mão de Castiel. "Eu sei que ele está em boas mãos."Castiel olhou para John, com os olhos arregalados. Então, um grande sorriso apareceu no rosto do alfa mais jovem; Ele havia sido aceito por John. O alfa mais velho acenou para Castiel e se levantou da cadeira. Depois de dar um beijo na testa de Dean, John saiu do quarto, sorrindo para si mesmo.Castiel se recostou na cadeira, novamente e fechou os olhos. Ele deu um sorriso suave.
----- CHAPTER BREAK -----
Depois que John saiu do quarto, Castiel sentou na cama ao lado de Dean e puxou o ômega para acomodá-lo em seus braços, respirando o cheiro inebriante de canela e couro de seu companheiro. O alfa abriu seu coração para John, sobre algo que nunca contara a ninguém antes, e isso deixou o deixou fisicamente esgotado; mesmo depois de tantos anos, ainda era difícil para Castiel falar sobre o que aconteceu. O alfa se acomodou na cama, ainda com Dean em seus braços, e acabou adormecendo, ouvindo o ronronar baixo que vinha do peito do ômega.***Encorajado pela conveesa franca com John, Castiel pediu para se reunir com Chuck e Gabriel em seu gabinete, após o almoço. Castiel abriu seu coração para seu pai e seu irmão, e contou sobre tudo o que aconteceu com ele, desde a morte de Becky: a culpa que o consumia, quando tomou a decisão de atravessar a rua, para buscar a bola da garotinha ômega; a agressão do tio Inias; a culpa que ele sentiu, por se sentir responsável por ter tirado a verdadeira companheira do pai e a mãe de Gabriel; os pesadelos constantes sobre o acidente; o pensamento de que Chuck e Gabriel o culpavam pela morte de Becky; a decisão de se afastar emocionalmente de sua família; a decisão de nunca se acasalar, por medo de machucar seu companheiro.Eles tiveram uma longa e franca conversa, onde Chuck e Gabriel ficaram chocados e consternados, quando descobriram o estado terrível em que estava a mente de Castiel, durante todos esses anos, e ficaram chateados com o fato de Castiel ter passado por tudo isso sem pedir ajuda e não conversar com eles, sobre isso. Ambos, Chuck e Gabriel, finalmente descobriram o motivo da mudança de comportamento do príncipe mais velho, algo que tanto os intrigava. Eles garantiram para Castiel que eles nunca o culparam pela morte de Becky; foi um acidente terrível, com certeza, uma grande fatalidade, mas Castiel não teve qualquer tipo de culpa, sobre o ocorrido. Quando a conversa terminou, Castiel os abraçou; o alfa sentiu se coração mais leve, algo que não sentia há muito tempo.***No dia seguinte, após o café da manhã, Castiel levou Dean para um passeio no jardim; eles estavam acompanhados de John, que segurou a mão de seu precioso filhote durante todo o caminho. O passeio foi tranquilo, sem incidentes e Dean parecia totalmente relaxado. Castiel ficou preocupado, pois a distância de seu quarto até o jardim era grande. O alfa considerou pegar uma cadeira de rodas na enfermaria do castelo, mas mudou de ideia, pois Dean parecia estar gostando de caminhar. Ainda assim, Castiel pediu para Sam buscar uma cadeira de rodas, para levar Dean de volta para o quarto do alfa, se o seu companheiro ficasse cansado. Depois de acomodar Dean em um dos bancos, debaixo de um dos grandes carvalhos frondosos, Castiel sentou ao lado do ômega e o puxou para os seus braços, sob o olhar de aprovação de John. O alfa mais velho estava satisfeito em ver que seu filhote estava bem, sob os cuidados de Castiel.Eles passaram um tempo tranquilo, apreciando a paz e o silêncio do final da manhã, ambos os alfas satisfeitos de que o perfume de Dean era de pura felicidade e contentamento. Eles caminharam um pouco, pelo jardim de jasmins; Castiel contou para John a paixão que sua mãe tinha por essa espécie de flor e de como ela costumava cultivá-las, enquanto Gabriel e ele brincavam, ali perto. John sorriu, em simpatia, quando viu o olhar triste e nostálgico no rosto de Castiel.Dean caminhou todo o trajeto de volta para o quarto de Castiel; não foi necessário o uso da cadeira de rodas, e Castiel ficou agradavelmente surpreso com a disposição do ômega. John explicou que Dean sempre foi um filhote ativo, sempre em movimento, ganhando um pequeno sorriso de Castiel.Depois que eles retornaram para o quarto de Castiel e John seguiu para o seu quarto, o Dr. Garth apareceu para checar a saúde de Dean. O beta estava otimista com a evolução de Dean, após uma cuidadosa avaliação; além de estar em excelente um estado de saúde, o ômega estava começando a reagir aos estímulos e isso era muito bom. Porém, o Dr. Garth também explicou que esse era um momento delicado na recuperação de Dean, pois o ômega estava começando interpretar o ambiente a sua volta. O beta, então, aconselhou Castiel a não fazer qualquer tipo de movimento brusco, enquanto estivesse cuidando de Dean e o alfa deveria evitar brigas e discussões perto de seu companheiro. Castiel deveria manter o ambiente o mais calmo e equilibrado, se possível. Caso contrário, o ômega poderia se assustar e se tornar fisicamente violento.Embora Dean estivesse visivelmente relaxado na presença de Castiel, o alfa ainda ficou preocupado, com essa nova informação; afinal, Dean estava chateado com ele, antes de tudo acontecer. O Dr. Garth o tranquilizou e reafirmou o que dissera antes: Dean estava reagindo positivamente ao perfume de seu companheiro. Dean também estava começando a reagir aos sons e aos cheiros; logo, Castiel poderia começar a alimentar seu companheiro com alimentos sólidos. A alimentação com soro ainda seria mantida, até então.Castiel também foi aconselhado a continuar conversando com Dean, pois, além de estimular o ômega em captar os sons a sua volta, isso o ajudava a sair aos poucos do estado clínico em que se encontrava.Depois que o Dr. Garth saiu, com a promessa de checar novamente a saúde de Dean, mais tarde, Gabriel apareceu para ver o seu jovem cunhado. O alfa mais jovem ficou muito feliz em saber da evolução de Dean e se colocou à disposição de Castiel, para ajudar a tomar conta do ômega, no que Castiel o agradeceu, com um sorriso suave. O alfa mais jovem, ciente de que conversar com Dean poderia ajudá-lo em sua recuperação, contou para o ômega tudo o que ele fez naquela manhã: ele falou sobre o seu trabalho e falou sobre a reunião importante que ele teve com os produtores de café de Essex. Ele também contou para Dean, com um grande sorriso no rosto, que passou pela sua sorveteria favorita e que estava ansioso que o ômega se recuperasse, logo. Assim, Gabriel poderia levá-lo, novamente, até lá, e prometeu pagar uma grande taça de milkshake de chocolate para Dean, uma das especialidades da casa. Isso fez Castiel rir, baixinho e comentar, em tom de brincadeira, que também queria um. Gabriel bufou, apontando para Castiel que ele não era um amante de doces, como o príncipe mais jovem. Isso fez Castiel conter uma risada alta, para não perturbar seu companheiro, seus olhos azuis de oceano brilhando, em diversão.Ele se sentiu um pouco envergonhado, pelo fato de ter pensado que poderia haver algo entre seu irmão e seu companheiro. Gabriel estava apenas sendo Gabriel, com seu jeito sem vergonha de ser, e Castiel se sentiu mais relaxado, pois sabia que seu irmão jamais olharia para Dean de outra maneira, além da grande amizade entre os dois.Castiel pediu para um dos empregados para providenciar café, então eles se sentaram na mesa do quarto de Castiel, para que Dean pudesse descansar um pouco. Depois que um dos empregados trouxe a bandeja com o bule de café fresco e fumegante, Gabriel atacou o pote de açúcar e despejou uma grande quantidade em sua xícara; Isso fez Castiel levantar uma das sobrancelhas e dizer:"Você sabe, qualquer dia você vai se transformar em uma formiga."Gabriel riu, da observação de Castiel, pois ele sempre dizia isso para o alfa mais jovem, quando eram filhotes, se referindo à paixão quase obsessiva que Gabriel tinha por doces. Gabriel deu um sorriso de gato de Cheshire para seu irmão e disse:"Açucar é o alimento dos deuses, Cassie." Gabriel piscou, de forma brincalhona, no que Castiel balançou a cabeça e riu, baixinho.Eles conversaram, novamente, sobre tudo o que aconteceu desde a morte de Becky e Castiel ficou surpreso consigo mesmo, por estar mais confortável em falar sobre o assunto.Eles relembraram as brincadeiras de infância e ambos riram (baixinho, para não perturbarem Dean) das travessuras de Gabriel. Eles também falaram sobre como Castiel costumava cuidar de Gabriel, como quando o príncipe mais jovem tinha com medo das tempestades e Castiel fazia um forte de travesseiros, para que Gabriel se sentisse mais seguro.A conversa dos dois foi interrompida por uma leve batida na porta. Era Chuck, que imediatamente se juntou à conversa dos filhos, pegando uma xícara e a enchendo de café. O rei contou as suas próprias travessuras, de quando era um filhote pequeno, algo que deixavao seu pai, Balthazar, subindo pelas paredes.Quando Dean se mexeu e se levantou da cama, lentamente, os três alfas olharam para o ômega com espanto e preocupação. Castiel se apressou em desconectar gentilmente o IV do braço de Dean, quando percebeu que seu companheiro apenas queria dar um passeio, seguindo a recomendação do Dr. Garth. O três alfas, então, acompanharam Dean, para onde quer que o omega desejasse ir. Era a primeira vez que isso acontecia, desde quando Castiel começou a cuidar de seu companheiro.No meio do caminho, eles encontraram Jo, que deu uma pausa em seu turno de trabalho e estava vindo visitar Dean. Ela se aproximou, timidamente, perguntando como estava o seu amigo, a preocupação evidente em seu rosto bonito, pois era a primeira vez que ela via Dean, depois de tudo o que aconteceu com o ômega. Castiel contou para a beta sobre a recuperação de Dean e a tranquilizou, dizendo que tudo estava bem. O peito de Castiel se encheu de orgulho, por seu companheiro ser uma pessoa doce e gentil, com grande facilidade em fazer amigos e o alfa de Castiel queria cantar canções de amor, de como o seu ômega um verdadeiro anjo. Jo disse que Ellen enviou o seu amor e, quando possível, ela também faria uma visita para Dean.Chuck convidou todos para tomar um drinque, em seu gabinete. Castiel acomodou o ômega no grande sofá e sentou ao lado de seu companheiro, acariciando as costas de Dean, que se recostou no alfa, buscando a proximidade de Castiel. Chuck deu um sorriso suave e Gabriel riu, baixinho, quando ouviram um ronronar baixo que vinha do peito do ômega. Isso fez o peito de Castiel inchar de orgulho, novamente, pois seu ômega o queria. O rei pediu para um dos empregados chamar John, que se juntou a eles. Eles conversaram sobre assuntos triviais, enquanto tomavam um pouco de uísque, embalados pelo ronronar que vinha do peito de Dean.
----- CHAPTER BREAK -----
Castiel sentou ao lado de Dean, secando delicadamente os cabelos do ômega com uma toalha; depois que eles voltaram do gabinete de Chuck, Castiel deu um banho em seu companheiro. Era quase a hora do jantar.Ele ajeitou os cabelos do ômega e notou que estavam um pouco mais compridos do que quando Dean chegou ao castelo, e ainda mais sedosos. O ômega começou a ronronar, contentamento vazando em seu perfume, apreciando os cuidados de Castiel. O alfa estava contente por seu companheiro estar contente e um ronronar mais alto e profundo começou a retumbar do peito de Castiel.Depois que Castiel ajeitou o pijama de Dean e cobriu as pernas do companheiro com o cobertor, o alfa se viu perdido em pensamentos. Castiel não mentiu para John, quando disse que estava em um lugar escuro e não queria que Dean se aproximasse dele. O alfa sonhava todas as noites com o acidente que matou sua mãe. Às vezes, esses sonhos se tornavam pesadelos, e Castiel sempre acordava no meio da noite, chorando e tremendo, seu corpo coberto de suor frio, sempre desejando parar de sonhar com o carro vindo em sua direção e a voz da sua mãe gritando o seu nome. Ainda que o tio Inias não o tivesse culpado pela morte de Becky, no calor do momento, Castiel ainda se sentia responsável pela morte de sua mãe. Ele jamais poderia imaginar que o simples ato de ser gentil com a garotinha ômega, poderia levar a um evento tão catastrófico. Ele nunca culpou a garotinha, evidentemente, pois a decisão de atravessar a rua foi dele. Infelizmente, o acidente aconteceu e Castiel teve que conviver com isso durante dezoito longos anos.Durante esse tempo, Castiel se afastou emocionalmente de Chuck e Gabriel; ele construiu uma fachada para esconder toda a bagunça que era Castiel Novak, meticulosamente ensaiada todas as vezes que o alfa saía para enfrentar o mundo, e o olhar estóico em seu rosto virou sua marca registrada.Aos 16 anos, ele começou a se recusar a ter a sua própria família e obteve sucesso, afastando todos os ômegas que cruzavam seu caminho e começou a tratá-los com total indiferença. Isso causou um enorme equívoco, para todos aqueles que acompanhavam de perto a família real; os boatos de que Castiel tratava os ômegas como se fossem algo descartável e sem valor, começaram a se espalhar por Caellum, através da videira de fofocas que envolvia os funcionários e frequentadores da Casa de Novak, que sempre tinham algo a dizer sobre o comportamento do príncipe mais velho.Porém, Castiel nunca se preocupou em desmentir todo o mal entendido, mesmo que isso danificasse a sua imagem. Era um preço que ele teve a pagar; se isso evitasse causar dor e sofrimento para aqueles que o alfa amava, Castiel estava bem com isso.Até ele conhecer Dean.Desde a primeira vez que seu pai comentou sobre o acordo de paz, a recusa do alfa mais jovem em se acasalar com o herdeiro da Casa de Winchester levou Castiel e Chuck a discussões acaloradas e o rei, que não tinha ideia da bagunça que era a mente de Castiel, estava cada vez mais frustrado com o comportamento do filho.Castiel não mostrava o menor interesse em conhecer o seu futuro companheiro. Mas, por insistência de Chuck, o alfa mais jovem leu uma reportagem sobre Dean Winchester.Quando Castiel viu a foto de Dean, que na época tinha 17 anos, o alfa sentiu como se o chão tivesse desaparecido sob seus pés e seu coração parou de bater em seu peito, por um milésimo de segundo, para depois disparar de maneira incontrolável.Dean era simplesmente lindo: os cabelos loiros escuros; as sardas adoráveis; o rosto perfeitamente simétrico; os lindos olhos verdes de esmeralda, emoldurados por cílios longos e escuros; os lábios exuberantes, perfeitamente curvados e simplesmente tentadores.Para Castiel, era como se o céu tivesse descido à terra e Senhor, ele nunca tinha visto alguém tão lindo em sua vida.Ele começou a procurar, avidamente, por mais informações sobre o ômega e se via cada vez mais cativado pelo seu futuro companheiro. Certa vez, em uma reportagem sobre uma corrida beneficiente em Libanon, havia uma foto de Dean. Ele estava correndo sem camisa, no meio dos outros competidores. O pobre Castiel passou dias sonhando acordado com as sardas espalhadas pelo torso do ômega, e se viu desejando mapear cada uma delas.No entanto, a realidade da situação atingiu Castiel, como um soco no estômago: como ele, com toda a sua fealdade, poderia se aproximar de algo tão puro e angelical? Como ele poderia trazer aquele lindo ômega para o eterno pesadelo que era a vida de Castiel?O alfa, então, ficou transtornado e se viu em um grande dilema: ele queria Dean, queria o ômega como o seu companheiro. Mas, ao mesmo tempo, Castiel queria afastá-lo da bagunça que era a sua vida. Porque Dean era como um unicórnio, uma criatura rara e preciosa, divina e etérea, e Castiel ficava mortificado apenas com o pensamento de machucar o lindo ômega.Os sonhos (e pesadelos) de Castiel, passaram a incluir Dean: o ômega gritando, chamando por Castiel e o carro vindo em sua direção, como acontecia quando Castiel sonhava com Becky. Às vezes, Becky e Dean apareciam juntos em seus sonhos, que sempre acabavam da mesma forma trágica.Então, o acordo de paz entre Libanon e Caellum foi finalmente assinado. Castiel, ciente da importância desse acordo, finalmente concordou em se acasalar com Dean. Ele prometeu, para si mesmo, que manteria distância de Dean e evitaria interagir com o ômega. Ele manteria a convivência com Dean apenas em um nivel distante e cordial. Assim, o ômega ficaria bem.Se Castiel pudesse voltar no tempo, ele levaria o seu eu do passado para a fogueira, pela brilhante ideia de se afastar de Dean, causando todo o sofrimento de seu companheiro. Ele teria descoberto que Dean era seu verdadeiro companheiro, ainda na noite de núpcias e cuidaria bem de seu ômega.Quando Dean chegou a Caellum, para a cerimônia de acasalamento, a resolução do alfa em ignorar o ômega quase foi para o espaço.
Flashback
Castiel observou o seu futuro companheiro andando em sua direção, enquanto tentava se lembrar de como respirar corretamente, porque Dean era ainda mais bonito, pessoalmente.
'Senhor, eu não imaginei que seria tão lindo.' Castiel pensou, enquanto tentava se esforçar para conter a ansiedade e a luxúria que ameaçavam vazar em seu perfume. Ele também conseguiu conter o rubor furioso que ameaçava subir em seu rosto e educou os seus traços faciais em algo neutro, enquanto Dean cumprimentava Chuck.
Castiel teve a sensação de que todos os habitantes, em um raio de dois quilômetros, ouviram o seu coração bater alto em seu peito, quando o ômega veio andando em sua direção.
"Príncipe Castiel." A voz suave de Dean foi um deleite para o ouvido de Castiel.
O alfa farejou discretamente o ar, tentando captar o pefume de Dean, mas o ômega estava usando bloqueadores de cheiro; isso fez o alfa interno de Castiel rosnar, na parte de trás de sua mente.
Castiel, não confiando em sua voz para responder o cumprimento do ômega, apenas acenou com a cabeça, se esforçando para manter o olhar estóico no rosto.
Dean olhou para Castiel, um olhar estranho no lindo rosto sardento e não disse nada. Castiel gemeu, internamente. 'Bela maneira de se comportar na frente do objeto de sua afeição.' Castiel se repreendeu, em pensamento. Dean provavelmente pensou que Castiel era um idiota. 'Deus, apenas me mate agora.' Castiel sentiu vontade de se chutar. Idiota!
Quando Gabriel chamou o ômega de Dean-o e Dean conteve uma risadinha, de maneira adorável, Castiel sentiu seu alfa interno querer assumir. Por sorte, Chuck chamou a atenção de todos e os levou para dentro do castelo.
Castiel agradeceu a intervenção de seu pai, pois estava prestes a reinvidicar o ômega, ali mesmo no pátio, para que todos saibam a quem Dean pertencia.
Fim do Flashback.
Castiel começou a observar Dean como um falcão, desde então, observando cada passo, cada movimento, cada palavra de Dean. O ômega nunca suspeitou disso.Para desespero de Castiel, Dean era doce e deliciosamente atrevido, cativando a todos no castelo; isso quase levou Castiel à loucura. O alfa queria pegar Dean em seus braços e rosnar para qualquer um que ousasse chegar perto de seu ômega.Quando Dean levou John para o aeroporto e demorou para retornar para o castelo, Castiel quase ficou doente de preocupação! E quando o omega finalmente voltou, Castiel ficou dividido entre gritar com Dean, beijá-lo sem sentido e levá-lo para longe de tudo e de todos, para marcá-lo novamente como seu, e assim todos saberiam que o ômega pertencia somente a Castiel.Ele acabou discutindo com Dean; ele estava com medo que outros alfas pudessem tocar no que era dele e que Benny não fosse capaz de impedi-los, pois o alfa era o único guarda-costas que acompanhava Dean. Quando Dean disse que saiu para dar uma volta porque Castiel o ignorava, Castiel sentiu o seu alfa interno querendo assumir o controle, com a ousadia do ômega atrevido e ordenou que Dean fosse para o seu quarto. Ele mandou seu alfa interno recuar, quando viu os lindos olhos de Dean, olhando de volta para ele, cheios de medo e arrependimento.Depois que Dean saiu do seu gabinete, Castiel teve que se acalmar à força. Ele aplicou bloqueadores de cheiro, antes de Dean retornar. Ele precisava afastar Dean de sua órbita ruim e ele faria isso. Quando o ômega voltou, ele disse aquelas coisas terríveis para o seu companheiro. Ele não se orgulhou do que fez, mas se mantivesse Dean seguro, Castiel teve que lidar com isso.Quando Dean o mandou para o inferno e fugiu, Castiel queria buscar Dean para apertar os dentes na marca de acasalamento no pescoço do ômega atrevido, para mostrar o seu domínio. Ele queria acasalar Dean, ali mesmo, em seu gabinete.Ele admitiu, para si mesmo, que teve um ataque de ciúmes, quando ouviu Gabriel confortar Dean, no corredor. E quando o seu irmão veio vê-lo em seu gabinete, dizendo que Dean teve um ataque de pânico por causa dele, Castiel nunca odiou tanto a si mesmo, em sua vida.Quando Gabriel disse para Castiel não fazer nada que pudesse se arrepender, o alfa realmente pensou no assunto. Dean, realmente, não tinha culpa de nada. Mas, ainda assim, Castiel manteria o ômega afastado, para protegê-lo.Quando Gabriel se aproximou de Dean e os dois se tornaram amigos, o pobre Castiel sentiu que estava perdendo a cabeça! O ciúmes correu como fogo em suas veias, quando Gabriel começou a agradar Dean (Seu ômega!). E quando Castiel viu seu irmão no jardim com Dean, seu alfa interno rosnou, exigindo tirar o ômega das garras de Gabriel.Depois, Dean acusou Castiel de ignorá-lo, novamente. Quando o ômega comentou sobre a noite de núpcias, Castiel ficou furioso. Ele não se aproximou de Dean, porque não queria machucá-lo. Depois que Castiel ajudou Dean a se deitar na cama, o ômega não pôde ver a dor no rosto de Castiel, quando o alfa virou as costas e saiu da sala. Tudo o que Castiel queria era tomar o seu ômega, naquela noite, mas ele não podia fazer isso.Quando Dean foi para Remigton com Chuck, Castiel estava em Essex, em uma reunião com os produtores rurais da região. Ele teve que ver o seu ômega, para ter certeza de que Dean estava bem. Quando Castiel chegou na casa de veraneio e viu Dean conversando com Nick, a fúria tomou conta do alfa. Castiel teve que se controlar para não rasgar a garganta de Nick, com os dentes. Ele exigiu saber por que Dean (Seu ômega!) estava conversando com um alfa que não era acasalado. Quando os olhos de Dean piscaram em dourado, ele apenas queria levá-lo para o quarto, para fazer sexo com raiva e reafirmar sua reinvidicação sobre ômega.Castiel balançou a cabeça. Chuck deve ter pensado que ele iria ferir Dean, naquele momento.Então, houve a discussão no jantar. Quando Dean o desafiou, o alfa interno de Castiel assumiu o controle, repondendo ao desafio do ômega. Se Chuck não tivesse usado sua voz alfa para contê-lo, Castiel iria machucar Gabriel, por estar segurando seu companheiro. E o alfa iria levar Dean, ali mesmo, na sala de jantar.Castiel estremeceu, com o pensamento. Ele não estava no controle de si mesmo e ele iria machucar a pobre criança.Quando Dean entrou no calor, uma guerra interna se formou na cabeça de Castiel. A parte mais primitiva de seu cérebro cutucou Castiel com insistência, rosnando para assumir o controle, novamente e tomar o que era seu de direito. A parte humana de Castiel, por sua vez, queria se afastar de Dean para mantê-lo seguro.Quando Dean se envenenou com os malditos soporíferos, Castiel descobriu que o objeto de sua afeição era o seu verdadeiro companheiro.No início, a euforia tomou conta de Castiel, misturada com preocupação poderosa. Seu ômega estava no hospital e Castiel não queria nada mais do que levar Dean para o castelo, e tomar conta de seu companheiro.No entanto, a euforia se transformou em desespero. Porque quando Castiel viu Dean na cama do hospital, ele se lembrou de sua mãe.A realidade da situação atingiu Castiel, como um trem de carga. Ele machucou Dean, como ele machucou a sua mãe. Ele prometeu a si mesmo se afastar de Dean, para proteger o seu ômega. Mas Dean se machucou por sua causa!Transtornado, Castiel correu para o Castelo, pegou alguns pertences e partiu para Essex.Ele precisava sair.A voz que o atormentou, durante dezoito longos anos, começou a falar mais alto em sua cabeça e o pobre alfa pensou que iria enlouquecer.Castiel se hospedou em um hotel, no centro de Essex. Os funcionários o reconheceram como o herdeiro da Casa de Novak, evidentemente. Mas não o pertubaram, quando viram o estado em que estava o pobre alfa.Naquele quarto de hotel, Castiel conseguiu calar a voz em sua mente. Ele conseguiu enfrentar os seus demônios internos e acabou convencendo a si mesmo de que não tinha culpa pelo o que aconteceu com Becky. Ele ficou mortificado, quando percebeu que as suas atitudes equivocadas estavam machucando Dean. Então, ele voltou para o castelo, determinado a cuidar de Dean e pedir perdão para o ômega, pelo modo como o tratou, desde o dia em que o jovem chegou a Callum.Quando Castiel entrou no quarto de Dean, naquela manhã, ele sentiu o cheiro da excitação de Gabriel misturado ao cheiro do calor de Dean, e os olhos de Castiel piscaram em vermelho. Ele tinha olhado para Dean e...De repente, era como se um interruptor tivesse sido ligado e a realização atingiu Castiel; o alfa ofegou e olhou para o seu companheiro.Dean estava em choque por causa dele!Dean parecia assustado, quando Castiel bateu na porta. Em retrospecto, ele percebeu que Dean estava com medo de Castiel sentir o perfume de Gabriel misturado ao calor do ômega.E, quando Castiel entrou no quarto, Dean estava claramente em pânico. Castiel viu a culpa, o medo e o desespero nos olhos de seu companheiro. De repente, tudo se foi e o rosto de Dean ficou em branco.O ômega pensou que Castiel estava furioso com ele!"Oh, céus..." Castiel sussurrou.Os olhos de Castiel se encheram de lágrimas e o alfa puxou Dean para os seus braços."Eu sinto muito, Dean. Por Deus, eu sinto muito." Castiel chorou, enquanto abraçava Dean. "Foi tudo minha culpa. Me perdoe, Dean. Me perdoe." O alfa suplicou.Depois de alguns minutos, Castiel conseguiu se acalmar, um pouco. Ele pegou uma das mãos delicadas de Dean na sua e deu um beijo suave. Castiel baixou a mão de Dean e olhou para o rosto de seu companheiro.Então, Castiel sentiu Dean dar um leve aperto em sua mão e começar a ronronar. O alfa arregalou os olhos e olhou para mão de Dean, em espanto.Os olhos do alfa se encheram de lágrimas, novamente e ele acariciou os cabelos de seu companheiro."Eu te amo, meu ômega."
----- CHAPTER BREAK -----
No dia seguinte, após o café da manhã, o Dr. Garth apareceu para examinar Dean. Castiel contou para o beta, ainda emocionado, o que acontecera na noite anterior; o alfa também contou como o ômega se levantou da cama e resolveu dar um passeio, por conta própria. O médico examinou Dean e constatou que a reação do ômega aos estímulos estava ainda melhor, no que o beta acenou com a cabeça, em aprovação. Dean ronronou, suavemente, durante todo o tempo em que foi examinado."As reações de Sua Alteza estão muito melhores e sua saúde está excelente." O médico disse, enquanto examinava os olhos de Dean, com uma pequena lanterna. "O progresso do Príncipe Dean é simplesmente notável!"Castiel sorriu e seu peito se encheu de orgulho, pelo fato de seu companheiro estar melhorando a cada dia."Ele ainda está no calor, mas está quase no fim." O Dr. Garth disse, enquanto o examinava o pescoço de Dean. Castiel deu um suspiro e acenou com a cabeça, em afirmacão.O médico disse: "Eu o aconselho que continue a manter o ambiente tranquilo, livre de qualquer perturbação. Eu vou preparar seringas com soporífero injetável e as enviarei para Sua Alteza, caso o Príncipe Dean se assuste e fique fora de controle.""Quando eu posso começar a alimentá-lo com os alimentos sólidos?" O alfa perguntou."Bem, nós vamos continuar a monitorá-lo. Se o Príncipe Dean continuar progredindo, dessa maneira, eu calculo que dentro de dois dias." O beta guardou o seu equipamento na valise."Obrigado, Dr. Garth. Eu o manterei informado sobre qualquer progresso do meu companheiro." O alfa agradeceu, com um pequeno sorriso. O beta se despediu e saiu do quarto, sem fazer barulho.Depois que o Dr. Garth saiu, Castiel se aproximou da cama e sentou ao lado de Dean. O alfa pegou uma das mãos delicadas de Dean nas suas e deu um pequeno beijo. "Oh, Dean. Você não sabe o quanto eu estou feliz por você se recuperar a cada dia que passa, meu ômega."Castiel deu um pequeno sorriso, quando percebeu que o ômega estava buscando a proximidade do alfa. Ele passou os braços nos ombros de Dean e puxou seu companheiro para se recostar em seu peito. O alfa ficou surpreso, quando percebeu que Dean estava tentando farejar o seu perfume. Castiel colocou o rosto de Dean na glândula de cheiro em seu pescoço, do mesmo modo que John fazia, quando Dean queria sentir o perfume de seu pai, e acariciou as costas do ômega. Os olhos de Castiel se encheram de lágrimas, quando Dean começou ronronar mais alto.Castiel também começou a ronronar alto e acariciou os cabelos de seu precioso companheiro. Eles ficaram assim por um tempo, até Castiel perceber que Dean havia adormecido.Com muito cuidado, Castiel deitou Dean na cama e o cobriu um grande cobertor; era quase Outono e os dias estavam ficando cada vez mais frios. O alfa se deitou ao lado de seu companheiro e observou seu ômega dormir, com um sorriso suave em seu rosto.Depois do almoço, Samandriel trouxe as seringas que o Dr. Garth enviara. Castiel agradeceu ao beta e guardou as seringas cheias de soporífero em um local seguro, mas ainda acessível.Quando John apareceu para ver seu filhote, Dean já estava acordado de sua soneca e estava tentando se levantar da cama, sem sucesso. Ambos os alfas ajudaram o ômega a ficar de pé e John acompanhou Dean em um passeio no jardim, enquanto Castiel resolvia alguns assuntos relacionados com os produtores rurais de Essex. Em breve, o Príncipe teria que voltar às suas atividades, pois tinha dado uma pausa no trabalho, para cuidar de seu companheiro. John encontrou Gabriel no meio do caminho para o jardim, e ambos os alfas acompanharam Dean, em seu passeio. Depois de acomodar o ômega em um dos bancos, John sentou ao lado de seu filhote. Gabriel também sentou ao lado e Dean, e os alfas conversaram sobre assuntos triviais, enquanto Dean ronronava suavemente nos braços do pai.Benny se aproximou para ver o seu amigo, preocupação em seus claros olhos azuis. O alfa disse para John que Bobby e Karen enviaram seu amor para Dean; o guarda-costas explicou para John como Dean os conhecera, no que rei agradeceu e deu um sorriso suave. John disse para Benny que Dean sempre gostou de conhecer alguém novo, desde quando era apenas um filhote.Quando John levou Dean para o quarto de Castiel, o rei deu um banho em seu filhote. Ele riu, suavemente, quando percebeu que o ômega estava apreciando o banho e a atenção do pai. John secou seu filho, delicadamente, e o levou até Castiel. John deu um sorriso suave, quando Castiel ronronou para Dean, enquanto vestia o seu companheiro com um pijama. Depois que Castiel sentou Dean na cama e reconectou o IV no braço do ômega, John deu um beijo na testa de seu filhote e acenou para o seu genro, antes de sair do quarto, sem fazer barulho.***Dois dias depois, como o Dr. Garth previra, a condição de Dean continuou progredindo. Castiel disse para o médico que os passeios de Dean, por conta própria, estavam cada vez mais frequentes, no que o beta acenou com a cabeça, em aprovação. "Isso é formidável!" O beta disse, enquanto examinava Dean. "Sendo assim, eu vou recomendar que Sua Alteza comece a alimentá-lo com gelatina, pois é mais facil para o estômago. Depois, podemos começar a introduzir alimentos mais solidos, gradativamente. Porém, apenas pequenas porções, pois o estômago do Principe Dean precisa se ajustar, novamente."Castiel assentiu, com um sorriso no rosto. "Eu vou pedir a um dos empregados para providenciar a gelatina."O Dr. Garth acenou com a cabeça, em afirmacão: "Eu sugiro para Sua Alteza pedir um pouco de suco, também. Eu ainda estou mantendo-o na alimentação por soro, até Sua Alteza se acostumar a se alimentar normalmente."Castiel observou o beta verificar a bolsa de soro e o IV no braço de Dean. O médico recolheu seu equipamento e disse:"Me informe sobre o modo como ele se comporta, durante a refeição. Apenas lembre-se de não forçá-lo a comer. Se ele se recusar a ser alimentado, me avise. Mais tarde, eu volto para checá-lo, novamente." "Obrigado, Dr. Garth." Castiel agradeceu ao beta.Castiel acompanhou o médico até a porta e chamou um dos empregados, para providenciar a gelatina e o suco para Dean. Castiel se aproximou da cama, e sentou ao lado de seu companheiro. Depois de um pequeno período de tempo, houve uma batida na porta. Castiel ficou surpreso ao ver Ellen segurando uma bandeja."Oh! Olá, Ellen." Castiel disse, suavemente. "Eu vim ver o meu menino." Ellen disse, com um pequeno sorriso."Claro. Entre, por favor." Castiel disse, devolvendo o sorriso. Ele fez um gesto para a beta entrar no quarto. Depois de colocar a bandeja sobre a mesa, Ellen se aproximou da cama e sentou ao lado de Dean. A beta acariciou os cabelos do ômega, sob o olhar de aprovação de Castiel."Ei. Como você está?" Ellen pergunta, suavemente, os olhos castanhos suaves. "Eu trouxe gelatina para você."Castiel dá um pequeno sorriso, ao ver Ellen interagir com o ômega e seu peito se encheu mais uma vez de orgulho, por seu companheiro ser tão querido e amado por todos. "Eu vou tentar alimentá-lo." Castiel disse, suavemente, enquanto pegava o prato de gelatina e se aproximou da cama. O alfa pegou um pouco de gelatina com uma colher e a aproximou da boca de Dean, observando atentamente a reação de seu companheiro. Castiel ofegou, quando os olhos de Dean se concentraram na colher, e o ômega parecia estar farejando a gelatina."É gelatina, Dean." Castiel disse, suavemente. "Você quer um pouco?"Lentamente, Dean abriu a boca, surpreendendo Ellen e Castiel. O alfa colocou um pouco de gelatina na boca de Dean, se certificando de não fazer o ômega engasgar. Ele observou, fascinado, enquanto Dean mastigava a gelatina. "Ele parece estar gostando." Ellen disse, com um pequeno sorriso.Castiel estava sem palavras, enquanto alimentava o seu companheiro. Lágrimas queimavam os olhos do alfa, que respirou fundo para ter um pouco de controle de si mesmo. Ele estava alimentando seu companheiro! Seu alfa interno estava em júbilo por fornecer alimento para o seu ômega. Depois que terminou de alimentar Dean, Castiel se levantou da cama e colocou o prato na mesa, enquanto Ellen acariciava os cabelos de Dean e elogiava o ômega. Castiel voltou com o copo de suco de maçã; ele observou Dean farejar o suco, como fizera com a gelatina. Com um pequeno sorriso no rosto, Castiel ajudou Dean a beber o suco, em pequenos goles."Eu estou orgulhoso de você, Dean." Castiel disse, com a voz rouca."Eu também estou orgulhosa de você, meu menino." Ellen disse, enquanto dava um pequeno aperto na mão do ômega. Dean se recostou em Castiel e fechou os olhos, no que Castiel riu, baixinho e abraçou o seu companheiro.Ellen disse, suavemente: "Eu vou sair, agora. Mais tarde, eu volto para vê-lo.""Obrigado, Ellen." Castiel agradeceu, olhando para a beta com os olhos suaves."Eu que agradeço, Príncipe Castiel. Para mim, é um grande prazer ajudar a cuidar do meu menino." A beta disse, enquanto acariciava os cabelos do ômega Ellen pegou a bandeja e se despediu de Castiel. Depois que a beta deixou o quarto, Castiel sorriu e acariciou as costas de Dean, ronronando suavemente. Após alguns minutos, o alfa percebeu que o ômega tinha adormecido. Com as mãos cuidadosas, Castiel deitou Dean na cama e o cobriu com um dos cobertores.Depois de se certificar de que Dean estava confortável, Castiel foi até à mesa e sentou em uma das cadeiras que estava de frente para a cama, onde o alfa podia observar o companheiro adormecido. Ele pegou alguns papéis e começou a analisá-los, atentamente. Ele tinha trabalho.Depois de terminar de examinar os papéis, Castiel pediu para um dos empregados chamar o Dr. Garth: o alfa contou para o beta como Dean se comportara, enquanto estava sendo alimentado. O médico ficou satisfeito ao saber que não houve nenhum incidente e examinou Dean, que já estava acordado.Um pouco antes da hora do jantar, Castiel pediu para Sam providenciar gelatina e um pouco de suco para Dean. O beta chegou acompanhado de John, que veio ver o seu precioso filhote. O rei sentou ao lado de Dean, e deu um beijo na testa do ômega. John alimentou Dean e o alfa ficou contente ao ver que o ômega estava reagindo bem. Depois de ajudar Castiel a colocar Dean para dormir, ambos os alfas foram para a sala de jantar, enquanto o ômega adormecido ficou aos cuidados de Sam. ***Três dias depois, Castiel estava se preparando para voltar ao seu escritório. Ele tinha uma reunião importante com os produtores de xarope de bordo de Remington e não podia mais adiar a volta ao trabalho. Dean continuou progredindo muito bem e o alfa estava extremamente orgulhoso de seu companheiro. Após verificar o progresso na condição de Dean, o Dr. Garth tirou o ômega da alimentação por soro; agora, Castiel alimentava seu companheiro com uma grande variedade de alimentos. Dean também passou a tomar banho por conta própria, sempre sob a supervisão de alguém, embora ainda não estivesse reagindo, quando alguém tentava chamar a atenção do ômega. Houve apenas um pequeno incidente, na noite anterior: Dean havia se recusado a comer e começou a se afastar de Castiel, sempre que o alfa se aproximava de seu companheiro. Porém, Castiel conseguiu contornar a situação, com maestria. Ele conseguiu acalmar Dean com palavras reconfortantes e garantiu que não iria machucá-lo. O ômega se acalmou e Castiel suspirou, aliviado. Ele preferiu evitar o uso das seringas com soporífero, se isso fosse possível. O episódio do envenenamento de seu companheiro, ainda estava fresco em sua mente.Castiel estava terminando de vestir seu terno, quando houve uma batida na porta. Era Sam, que veio para fazer companhia pra Dean. Castiel cumprimentou o beta e o agradeceu por tomar conta de seu companheiro. Sam disse para o alfa que estava ansioso pela recuperação de Dean e que era sempre um prazer cuidar de seu amigo. Castiel deu um sorriso suave para o beta e observou Sam se aproximar de Dean, que ainda estava dormindo. Ainda era cedo, antes do café da manhã, e a reunião de Castiel estava marcada para às 9:00. Se Castiel fosse honesto consigo mesmo, ele não queria sair do lado de Dean; o alfa se acostumara com a companhia do ômega e estava nervoso em deixar seu companheiro. Sam percebeu o nervosismo de Castiel e garantiu ao alfa que tudo ficaria bem. O alfa conferiu a sua aparência no espelho e, satisfeito com o que viu, se aproximou de Dean para dar um beijo no ômega adormecido. Castiel se despediu de Sam e foi até o seu gabinete, para pegar os papéis necessários para a reunião. Ele saiu de seu quarto, sabendo que seu companheiro estava em boas mãos. Depois que o alfa saiu do quarto, Sam sentiu o seu telefone vibrar, em seu bolso. O beta deu um grande sorriso, quando viu a mensagem que acabara de chegar. Sarah estava perguntando sobre o encontro no final de semana, pois sábado era o dia em que Sam estava de folga. O beta sorriu, ao pensar em sua namorada; ele sentiu que era o momento certo de apresentá-la para sua família e estava ansioso, por isso. Depois de responder a mensagem de Sarah, Sam ouviu um barulho vindo da cama e imaginou que Dean gostaria de dar um passeio. Ele mandou uma mensagem para Sarah, dizendo que ligaria para ela mais tarde, pois o beta levaria Dean para dar um passeio. O ômega gostava de ir ao jardim todos os dias e Sam teria o prazer de acompanhá-lo. Quando o beta se virou para olhar para Dean, ele não esperava que o ômega estivesse olhando diretamente para ele, os olhos verdes arregalados e muito conscientes. E Sam esperava, menos ainda, que Dean viesse em sua direção, com passos instáveis e pânico visível em seu rosto, perguntando para o beta onde estava e onde estava Castiel, porque o alfa queria matá-lo.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean deu um suspiro e abriu os olhos, lentamente. O cheiro inebriante de sândalo e grama fresca de Castiel o cercava; isso fez o ômega suspirar, em contentamento. Ele teve doces sonhos com o alfa, que se afastaram de sua mente, enquanto ele passava uma das mãos delicadas em seu rosto.Com um pouco de dificuldade, Dean sentou na cama e olhou à sua volta. Ele percebeu, com um pouco de apreensão, de que não estava mais em seu quarto. Aparentemente, ele ainda estava no castelo; porém, o ômega não se lembrava de como diabos chegou ali. Ele também tinha certeza de que nunca havia estado naquele quarto, antes.Este quarto era maior e estava suntuosamente decorado em vários tons de azul. A cama era maior do que a cama que o ômega tinha em seu quarto, com uma grande mesa de cabeceira. À esquerda, um grande sofá de brocado azul estava debaixo das grandes janelas, que estavam cobertas com pesadas cortinas azuis. Uma grande lareira estava ao lado das janelas. No meio da sala, havia uma grande e sólida mesa de carvalho, com seis cadeiras. No outro lado do quarto, além da mesa, havia uma espécie de sala de estar, com quatro grandes poltronas e uma mesinha de café. Na parede, havia uma televisão de 50 polegadas, acompanhada de um grande sistema multimídia. O chão era forrado com um tapete espesso, de cor azul claro. As paredes estavam forradas com papel de parede, também azul claro. Uma porta ao lado da lareira levava a um closet, pelo que o ômega pôde ver.Sam estava no quarto, e aparentemente, mexia em seu telefone. O beta estava de costas para o ômega.Então, Dean arregalou os olhos e ofegou: Castiel voltou para o castelo, na manhã do dia seguinte em que Gabriel ajudou o ômega com o seu calor; quando Castiel entrou no quarto, os olhos do alfa ficaram vermelhos. Ele sentiu o cheiro de Gabriel misturado com o cheiro de seu calor.Castiel queria matá-lo.'Oh, céus!' O ômega pensou, enquanto ofegava. Ele colocou uma das mãos na boca.Dean começou a tremer e, quando tentou se levantar, tropeçou no cobertor e quase caiu no chão. Ele caminhou até Sam, com os passos incertos e perguntou, pânico em seus olhos verdes:"Onde eu estou? Onde está Castiel?""Dean-" Sam foi interrompido pelo ômega."Ele vai me matar, Sam! Castiel vai me matar!" Dean gritou para o beta. O ômega, sem perder tempo, começou a caminhar para a porta do quarto, o mais rápido possível. Ele precisava sair dali."Dean!" Sam, atônito com tudo o que acontecera, chamou pelo ômega, mas sem sucesso.Quando Dean saiu do quarto, ele amaldiçoou baixinho; ele nunca havia estado nesta ala do castelo, antes, e não tinha ideia para onde ir. Ele conseguiu correr e, quando virou uma esquina do corredor, encontrou o Dr. Garth vindo em sua direção. O beta estava indo checar a saúde de Dean.O médico ofegou quando viu Dean. "Príncipe Dean!"Dean ignorou o beta e continuou a correr. O Dr. Garth chamou novamente pelo ômega, que já estava se afastando. Sam veio correndo e o Dr. Garth impediu o beta de ir atrás de Dean."Espere, Sam." O médico disse."Ele pensa que o Príncipe Castiel quer matá-lo." Sam disse, com apreensão."Ele está em pânico. Se tentarmos detê-lo, ele poderá ter uma recaída e voltar ao estado em que estava." O Dr. Garth disse. "Eu vou instruir todos os funcionários para apenas acompanhá-lo."Sam acenou com a cabeça e disse: "Eu vou tentar alcançar o Príncipe Castiel.""Eu avisarei o rei Chuck e o rei John do que está acontecendo." Dr. Garth disse, e começou a se afastar.Sam acenou com a cabeça, novamente; o jovem beta correu até o gabinete de Castiel, rezando para que o alfa ainda estivesse lá.***Castiel consultou o seu relógio e colocou os papéis da reunião na pasta. Quando o alfa estava prestes a sair de seu gabinete, houve uma batida na porta. Era Sam; o jovem beta parecia agitado."Sam! O que houve? Aconteceu algo com Dean?" Castiel perguntou, preocupado."Ele acordou, Sua Alteza. Ele fugiu do quarto. Ele pensa que o senhor que matá-lo."Castiel arregalou os olhos, em descrença e o alfa ofegou. Ele dexou a pasta cair no chão e saiu correndo do gabinete, esquecendo o decoro.No meio do caminho, o alfa encontrou Chuck e John vindo em sua direção, acompanhados do Dr. Garth.Chuck deteve Castiel. "Cas! Acalme-se." O rei disse, suavemente, preocupação em seus olhos azuis."Ele pensa que eu quero matá-lo, pai!" Castiel disse, passando uma das mãos pelos cabelos bagunçados."Eu temo que, se Sua Alteza tentar se aproximar do Príncipe Dean, nesse momento, ele poderá ter uma recaída." O Dr. Garth disse. "Eu o aconselho a esperar que ele se acalme, antes de tentar conversar com ele.""Oh, céus!" Castiel fechouos olhos e encostou em uma das paredes.Chuck colocou uma das mãos no ombro de Castiel, e deu um aperto reconfortante. "Vai dar ficar tudo bem, Cas. Dean vai ficar bem.""Eu vou falar com ele." John disse."Eu o aconselho que não faça isso, Sua Majestade. O Príncipe Dean poderá ficar ainda mais agitado, se tentarmos falar com ele. O estado mental de Sua Alteza é muito delicado, nesse momento."John suspirou e acenou com a cabeça, em afirmação. Ele percebeu que a preocupação e a ansiedade vazavam de seu próprio perfume. Isso não faria bem para Dean, apenas deixaria o ômega ainda mais ansioso."Eu vou examinar o Príncipe Dean." O Dr. Garth disse. "Eu os manterei informados sobre a condição de Sua Alteza."***Gabriel olhou para o telefone e consultou suas mensagens; o alfa estava indo trabalhar em seu escritório, no centro da cidade, e esperava por Benny no pátio em frente ao castelo."Gabe!"Gabriel congelou quando ouviu a voz de Dean chamar pelo seu nome. Os olhos do alfa se arregalaram, ao ver o ômega vindo em sua direção."Dean!" Gabriel ofegou.Dean correu para os braços de Gabriel e o abraçou, com força."Ele vai me matar, Gabe! Castiel vai me matar!""Dean, espere-""Não, Gabe! Ele descobriu que você me ajudou com o meu calor! Ele vai me matar!" Dean gritou.Gabriel abraçou Dean, de volta. O alfa percebeu que Dean não se lembrava de nada do que acontecera; ele não se lembrava de estar praticamente em um estado catatônico. Dean também não se lembrava de que Castiel cuidou do ômega, durante todo esse tempo. Gabriel notou que Dean estava tremendo em seus braços e havia lágrimas nos olhos verdes de floresta."Ei... Está tudo bem." Gabriel disse, gentilmente, tentando acalmar o ômega angustiado. Ele se perguntou o que Dean estava fazendo fora do castelo. Onde estava Castiel? Ele notou que Dean ainda estava de pijama e estava descalço."Aqui." Gabriel tirou o seu sobretudo e o colocou sobre os ombros de Dean, para aquecer o ômega. "Vamos entrar. Está frio aqui fora." O alfa disse, suavemente.Gentilmente, Gabriel encorajou Dean a entrar no castelo. Eles foram até uma das poltronas que ficavam no saguão, onde Gabriel ajudou Dean a se sentar."Sua Alteza?" Benny se aproximou.Gabriel disse para Dean: "Fique aqui, ok? Eu vou falar com Benny e já volto."Dean fungou e acenou com a cabeça, em afirmação. Gabriel foi até o guarda-costas, que disse, em voz baixa:"Senhor, o Dr. Garth advertiu que o Príncipe Dean pode ter uma recaída e nos recomendou para apenas acompanhá-lo.""Ele não se lembra de nada do que aconteceu." Gabriel suspirou e passou uma das mãos pelos cabelos.Benny acenou com a cabeça, em compreensão."Benny?" Dean disse, fracamente, se aproximando do guarda-costas."Senhor?""Eu quero sair daqui. Por favor..." Dean disse, enquanto se abraçava, se envolvendo ainda mais no sobretudo de Gabriel. O ômega ainda tremia e lágrimas rolavam pelo lindo rosto sardento."Dean. Por favor, se acalme." Gabriel disse, preocupação em seus olhos dourados."Eu não posso ficar, Gabe." O ômega disse, balançando a cabeça, em negação. Ele olhou para Benny. "Me tira daqui, Benny. Por favor..." Dean implorou.Gabriel suspirou e balançou a cabeça. "Leve-o para onde ele desejar, Benny.""Sim, senhor."Gabriel pediu para um dos empregados ir ao quarto de Dean, para buscar roupas e sapatos para o ômega. Dean não poderia sair apenas de pijama e a manhã estava fria.Benny levou Dean para sentar em uma das poltronas, novamente. Enquanto eles esperavam alguém trazer as roupas de Dean, Gabriel mandou uma mensagem para Castiel.~Eu encontrei Dean.~Gabriel suspirou e passou uma das mãos no rosto. O telefone do alfa tocou. Era Castiel, e Gabriel se afastou de Dean, para atender a ligação do irmão."Onde ele está, Gabe?" Castiel parecia angustiado."Ele está comigo, nosaguão. Cas... ele não se lembra de nada do que aconteceu." Gabriel ouviu o suspiro agudo de Castiel do outro lado da linha."Ele está bem?""Ele está muito assustado. Ele pediu para Benny levá-lo para algum lugar.""Ele está com medo de que eu faça algo com ele." Castiel disse, com a voz embargada."Ouça, Cas. Vai ficar tudo bem, ok? Eu vou pedir para Benny nos avisar para onde ele levará Dean. Nós precisamos ter calma e paciência com ele.""Ok." Castiel suspirou. "Obrigado, Gabe."Minutos depois, Samandriel trouxe as roupas para Dean, acompanhado pelo Dr. Garth. Samandriel levou Dean para um closet no saguão, onde o ômega poderia se trocar.O médico beta, que observava o comportamento de Dean, se aproximou de Benny."Benny, eu vou acompanhá-los com meu carro. Eu quero que você observe o comportamento do Príncipe Dean, com muita atenção e me informe.""Deixe comigo, Dr. Garth." Benny respondeu"Benny, está me ouvindo?" A voz de Castiel soou pelo fone de ouvido do guarda-costas.Benny apertou o botão de seu comunicador e respondeu: "Sim, Sua Alteza.""Me informe para onde você está levando Dean.""Sim, senhor." Benny respondeu. "Eu vou levá-lo para a casa de um amigo. Eu vou mandar o endereço, quando chegarmos lá."***Castiel observou Dean entrar no carro, com a ajuda de Gabriel; o alfa fechou os olhos e se afastou da janela."Vai ficar tudo bem, Castiel." John disse, suavemente, percebendo que a angústia vazava através do perfume do alfa mais jovem.Castiel acenou com a cabeça para o sogro e saiu da sala. Ele foi até seu quarto e fechou a porta atrás de si. Lágrimas ameaçavam cair de seus olhos e ele deu um suspiro. O alfa passou uma das mãos no rosto e sentou na cama. Tudo o que ele podia fazer agora, era esperar pela ligação de Benny.Então, ele poderia ir atrás de seu companheiro.***Dean deu um pequeno sorriso, quando Benny parou o carro em frente à casa de Bobby. O ômega observou o velho alfa sair da casa, acompanhado de Karen. Antes de saírem do castelo, Benny os avisou, previamente, de que estava levando Dean. Ele contou, de maneira resumida, o que aconteceu com o ômega, para que o casal soubesse com o que estavam lidando. O alfa também mandou o endereço de Bobby para Castiel, quando chegaram na casa do velho alfa.Karen recebeu Dean com um abraço maternal, enquanto Bobby dava tapinhas amigáveis nas costas do ômega."Ei, querido." Karen disse, suavemente, enquanto se afastava do abraço. "É bom ver você.""Obrigado, Karen. É bom ver vocês, também." Dean disse, com um pequeno sorriso.O Dr. Garth logo depois e Benny o apresentou para Bobby e Karen; Dean ficou feliz ao ver o médico, pois o ômega gostava muito do Dr. Garth. Dean pediu desculpas ao beta, por tê-lo ignorado, no que o Dr. Garth disse que entendia a situação e sorriu para o ômega, suavemente. Bobby os convidou para entrar e tomar algo quente.Depois que o Dr. Garth examinou Dean, o ômega conversou com Bobby. O alfa reclamou do tempo frio, que sempre agravava a dor em seu velho joelho. Dean deu uma risadinha adorável e perguntou como estava indo os negócios. Enquanto os dois conversavam, Karen ofereceu chocolate quente para Dean, que aceitou a caneca com a deliciosa bebida fumegante, em gratidão. Para o Dr. Garth e Benny, a ômega ofereceu café. Bobby recusou a sua xícara, pois havia tomado café, mais cedo. O alfa brincou que queria cerveja, ganhando um olhar de reprovação da companheira e um tapa de advertência. Isso fez Dean dar uma risadinha adorável.Bobby levou Dean para ver a sua coleção de livros, o que não aconteceu da primeira vez em que o omega estava na casa do amigo. O alfa gostava do sobrenatural e Dean olhou para os livros de Bobby com muito interesse; o ômega se viu fascinado pelas histórias que continham nos livros. O Dr. Garth, que observava o comportamento do ômega, ficou satisfeito ao ver que Dean estava mais relaxado. Não havia mais o perigo de recaída, no quadro clínico do Dean, e o beta acenou com a cabeça, em aprovação. Ele mandou um texto para Castiel, para informar o alfa sobre isso.***"Ele está na casa de Bobby Singer." Castiel disse. "Eu estou indo para lá." O alfa guardou o seu telefone e caminhou até a porta do gabinete de Chuck, onde todos esperavam por notícias do omega.Ele foi interrompido por John, que disse: "Eu vou com você."Castiel parou e acenou para John, em afirmacão. Os dois alfas saíram do gabinete de real e foram até a garagem do castelo. Castiel não esperou por nenhum dos empregados para levá-los à casa de Bobby. O próprio Castiel queria dirigir até lá.Ambos os alfas entraram no carro. Antes de Castiel colocar as chaves no contato, John notou que o alfa mais jovem estava tremendo um pouco, e a ansiedade estava vazando em seu perfume. John colocou a mão no braço de Castiel e disse, suavemente."Acalme-se. Vai ficar tudo bem.""Ele está com medo de mim, John." Castiel deu um suspiro trêmulo. "Ele pensa que eu vou matá-lo. Eu preciso dizer para ele que isso não é verdade.""Eu sei, Castiel. E ele irá ouvir você." John disse."Como, John? Ele estava chateado comigo, antes de tudo acontecer. Ele pode até me odiar!""Dean te ama." John disse, surpreendendo o alfa mais jovem."O que?" O alfa mais jovem perguntou, em descrença.John deu um pequeno sorriso. "Eu conheço o meu filhote, Castiel. Dean te ama. Eu via o amor nos olhos dele, todas às vezes que ele falava sobre você. E até mesmo quando ele se queixava de você." John balançou a cabeça e riu baixinho. "Ele pode estar chateado e assustado, agora. Mas ele te ama, Castiel. E ele vai te perdoar."Os olhos de Castiel brilharam, e ele ficou sem palavras com essa revelação de John. Quando John viu a reação do genro, ele balançou a cabeça e riu, baixinho."Vamos buscar o seu companheiro." John deu um tapinha amigavel no ombro de Castiel.Castiel deu um grande sorriso e acenou com a cabeça, em afirmação. A ansiedade não vazava mais do perfume do alfa mais jovem. A determinação apareceu nas feições bonitas de Castiel, quando ele ligou o carro.Ele estava indo buscar o seu companheiro, o seu ômega.
----- CHAPTER BREAK -----
Castiel amaldiçoou, baixinho; apesar de estar no limite de velocidade, o carro que o alfa dirigia ainda não estava rápido o suficiente para ele. A ansiedade voltou a vazar do perfume de Castiel, quanto mais ele se aproximava de seu companheiro. Castiel suspirou aliviado, quando eles, finalmente, saíram da estrada e entraram no bairro do subúrbio, onde estava a casa de Bobby. Seguindo as instruções de Benny, eles seguiram pelas ruas e, depois de alguns minutos, encontraram a casa do velho alfa."Deve ser aqui." Castiel disse, ao parar o carro na frente da casa, em questão. Benny estava na varanda, esperando por eles.Castiel estava prestes a sair do carro, quando John segurou o braço do alfa mais jovem. John notou a tensão nos ombros de Castiel."Acalme-se, Castiel." John disse, suavemente. "Respire fundo."Castiel se deteve, por um momento e fez o que John sugeriu. Ele respirou fundo, para tentar aplacar a ansiedade, que vazava de seu perfume. John deu um aperto reconfortante no ombro de Castiel e disse:"Eu sei que você está ansioso para conversar com Dean, e eu também sei que você deseja acertar as coisas com ele. Eu quero que saiba que você tem o meu apoio." "Obrigado, John." Castiel disse, com um pequeno sorriso. John sorriu e disse: "Eu vou te dar um conselho. Tente não pressionar Dean, ok? Apenas seja paciente com ele. Quando Dean se sente sobrecarregado, ele fica na defensiva e entra no modo bastardo teimoso." John deu uma pequena risada e disse, com bom humor. "Bem, ele tirou isso de meu pai e de mim." Castiel também deu uma pequena risada e balançou a cabeça. Ele pensou no modo como Dean o enfrentou, no jardim; naquele dia, Castiel teve um vislumbre do espírito de fogo de seu companheiro. Seu ômega também era doce e atrevido e isso fez Castiel sentir um leve formigamento em sua espinha. Mas, Castiel limpou a cabeça e mandou o seu alfa interno recuar. A parte primitiva de Castiel começou a exigir para reinvidicar Dean, no momento em que visse o ômega, antes de ter a chance de conversar com o seu companheiro, de maneira civilizada. "Deixe-me conversar com ele, primeiro." John disse, e deu outro aperto no braço de Castiel. "Vai dar tudo certo."Castiel desejava ver o seu ômega e ansiava por seu companheiro. Finalmente, Dean tinha se recuperado do choque e Castiel não queria mais nada do que ter Dean em seus braços. Ele queria contar tudo para Dean: o motivo de sua recusa em se aproximar do ômega e contar sobre o pesadelo que era a sua vida, depois da morte de sua mãe. Ele também queria pedir perdão para Dean, pelo modo como tratou seu companheiro, durante todo esse tempo. Se Castiel fosse honesto consigo mesmo, ele estava com medo da reação de Dean: se o que John dissera era verdade, se Dean realmente o amava, Castiel temia ter machucado os sentimentos do ômega e Dean poderia se recusar a ouvir o que ele tinha a dizer. Apesar da garantia do Dr. Garth, de que Dean estava mais calmo e que não havia mais o perigo de uma recaída, Castiel ainda tinha medo de que o ômega surtasse, quando o visse. Por fim, Castiel concordou com John: "Ok, vamos lá."Depois que ambos os alfas sairam do carro, eles viram Karen sair da casa e se aproximar junto com Benny. O guarda-costas apresentou a companheira de Bobby para John e Castiel. Karen, por sua vez, cumprimentou os recém-chegados, com respeito e reverência. Ela disse:"O Príncipe Dean está com o meu companheiro, na biblioteca." Karen convidou ambos os alfas para entrarem na casa.John e Castiel estavam gratos por Bobby e Karen acolherem Dean, e expressaram os seus agradecimentos, no que a ômega mais velha sorriu, docemente, dizendo que era um prazer ter Dean em sua casa. Depois de uma breve conversa, Karen levou John até a biblioteca, para encontrar Dean.Castiel observou John seguir a companheira de Bobby e passou uma das mãos pelos cabelos escuros e bagunçados; Ele apenas podia esperar que as coisas não fossem para o inferno.***"Pai!" John deu uma pequena risada, quando se viu com os braços cheios de seu filhote. Dean enterrou o rosto na glândula de cheiro do pescoço de John e respirou fundo, para sentir o perfume familiar e calmante de seu pai. John apertou seu precioso filhote em seus braços e também farejou o perfume de Dean. Bobby deu um pequeno aceno de cabeça e saiu da sala com Karen, para dar privacidade para a pequena familia. John sentou na velha poltrona de Bobby e puxou Dean para sentar em seu colo. O ômega veio, facilmente e voltou a enterrar o rosto no pescoço de seu pai. John riu, baixinho e passou uma das mãos nas costas do ômega. "Como você está, filhote?" John perguntou, suavemente. "Eu estou bem, pai." Dean disse, com um suspiro. "Eu senti sua falta."John acariciou os cabelos loiros escuros do ômega e disse:"Eu também senti a sua falta, filhote." John não fez nenhum comentário sobre o fato de Dean ter praticamente fugido do castelo, sem dar uma palavra para seu pai. Finalmente, Dean se recuperara do terrível estado em que ele estava e John seria condenado se trouxesse esse assunto à tona, neste momento. O ômega estava calmo e ronronava nos braços de seu pai, suavemente. John conteve um suspiro; ele queria conversar com Dean, sobre Castiel, mas o alfa conhecia o seu filhote, como a palma de sua mão.Embora tenha herdado o temperamento fácil e gentil de Mary, Dean também herdara a teimosia de John e de seu avô, Henry. Raramente, John viu Dean chateado ou com raiva; apesar de seus problemas com a ansiedade, Dean sempre fora um filhote tranquilo. Porém, bastava alguém pressionar Dean além de seus limites, para o ômega explodir em uma fúria assustadora. Ele, então, entrava no modo bastardo teimoso™, e sempre se recusava a ouvir o que os outros tinham a dizer. Nas raras ocasiões em que isso acontecia, John dava algum espaço para Dean esfriar a cabeça, e apenas Baby, o Chevy Impala 1967 de John, era capaz de aplacar o ômega fumegante. Conversar com Dean sobre Castiel, nesse momento, parecia uma má ideia e John também temia uma recaída no quadro clínico de Dean. Porém, o ômega precisava saber que Castiel estava arrependido do que fez e nunca quis machucar o seu companheiro. John estava disposto a ajudar o pobre Castiel. Aparentemente, Dean não se lembrava de tudo o que aconteceu e John estava preocupado com a reação de seu filhote.John disse, suavemente: "Eu quero conversar com você sobre Castiel."Ao ouvir o nome de Castiel, os lindos olhos verdes de Dean se arregalaram e o medo começou a vazar de seu perfume. Quando John percebeu que a respiração de Dean começou a ficar superficial, ele enviou feromônios calmantes através de seu perfume. Ele gentilmente colocou o rosto de Dean na glândula de cheiro, em seu pescoço, e sussurrou palavras tranquilizadoras para o seu filhote. "Está tudo bem, filhote." John acariciou as costas de Dean. "Ele quer me matar, pai." "Ele não vai te machucar. Você não está seguro, filhote." John disse, suavemente. "Apenas respire."Depois de alguns momentos, Dean estava mais calmo e sua respiração começou a ficar estável, novamente. O ômega respirou fundo, sentindo o cheiro calmante de couro e especiarias de seu pai.Gentilmente, John segurou o rosto de Dean e fez o ômega encará-lo. "Castiel não vai te machucar, ok?" John reafirmou. "Ele está preocupado com você."John ficou surpreso quando Dean se afastou, bruscamente, como se tivesse sido queimado. O ar da sala encheu com a raiva pungente, que começou a vazar do perfume do ômega."Dean..." John se levantou da poltrona e tentou se aproximar de Dean. Isso fez o ômega dar um passo para trás."Dean, me escute..." John tentou, novamente. Dean levantou uma das mãos, impedindo John de continuar a falar. John conteve um suspiro e se preparou para as palavras mordazes do ômega, que ele sabia que viria a seguir."Castiel está preocupado comigo? Realmente?" Dean perguntou, com os olhos arregalados. Havia um tom de incredulidade, em sua voz. John percebeu a mágoa por trás das palavras de Dean, mas não fez nenhum comentário, sobre isso."Dean-""Corte a porcaria, pai!" O ômega estalou. "O senhor sabe que Castiel nunca se preocupou comigo! Aquele bastardo sempre me tratou como se eu fosse um nada! Um zero à esquerda!" Dean cuspiu. "Ele me disse que nunca quis se acasalar com um ômega insuportável e mimado como eu!" O ômega ofegou, tentando ignorar as lágrimas que queimavam os seus olhos. John não pôde esconder a sua surpresa, quando Dean proferiu a última frase. Antes que ele pudesse dizer algo sobre isso, Dean o cortou."Castiel nunca me aceitou como o seu companheiro. Ele apenas aceitou o acasalamento, por causa do maldito acordo!" Dean saiu da sala, antes que John pudesse fazer algo para impedi-lo. O alfa passou uma das mãos na boca; ele esperava uma reação exagerada de Dean, isso era certo. Porém, com tudo o que acontecera, ele deveria saber que as coisas ficariam fora de controle. Quando Dean saiu da biblioteca de Bobby, ele ouviu a voz rouca e profunda de Castiel chamando pelo seu nome. O ômega ignorou o alfa e saiu correndo em direção à porta da casa. Ele estava farto das besteiras de Castiel; ele iria voltar com seu pai para Libanon e nunca mais colocaria os pés nesse maldito reino. Castiel e o acordo podem ir para o inferno. Ele terminou com toda essa porcaria!Dean rapidamente desceu as escadas da varanda e correu pelo jardim de Bobby, ciente de que Castiel estava em seu encalço. O ômega soltou uma maldição e tentou correr mais rápido; ele esperava alcançar Benny, que conversava com o Dr. Garth, próximo ao carro do médico. Ele pediria ao guarda-costas para tirá-lo de lá e levá-lo para longe de Castiel. Dean gritou, quando sentiu os braços fortes de seu companheiro, o impedindo de se aproximar de Benny que, assim como o Dr. Garth, assistia atordoado a cena que se desenrolava diante deles. Castiel fez um sinal para ambos, indicando que tudo sob controle, enquanto continha o ômega, que começou a se debater em seus braços. "Me solte, Castiel!" Dean grunhiu, tentando sair do aperto de ferro do alfa, mas sem sucesso. "Dean, por favor! Me escute." Castiel disse, com tensão em sua voz. Ele segurou Dean com firmeza, mas se certificando em não machucar o seu companheiro. "Me deixe ir, porra!" O ômega exigiu.Ignorando as demandas de Dean, Castiel deu uma mordida gentil na glândula de acasalamento, no pescoço de seu companheiro. Isso fez o ômega ficar desossado em seus braços e parar de lutar contra o aperto de Castiel. Alfas costumavam usar esse recurso para acalmar os seus companheiros: a mordida na glândula de acasalamento, enviava endorfinas para o sistema dos ômegas, para apaziguá-los. Isso também era visto como um sinal de comando. A raiva furiosa deixou de vazar do perfume de Dean e Castiel conteve um suspiro de alívio. Gentilmente, Castiel manobrou Dean, para que ambos pudessem sentar no chão, onde o alfa colocou Dean em seu colo, passando os braços em volta do corpo de seu companheiro. "Acalme-se, Dean." Castiel disse, com um comando suave em sua voz. "O que você quer?" Dean perguntou, fracamente. Castiel pôs o dedo no queixo de seu companheiro e fez o ômega encará-lo. O alfa olhou para as profundezas de esmeralda dos olhos de Dean e disse, suavemente: "Eu só quero conversar com você."Dean piscou os lindos olhos verdes, os cílios grossos e escuros tremulando, de maneira adorável. Castiel não pôde deixar de pensar, não pela primeira vez, que seu companheiro era verdadeiramente lindo. Com a ponta dos dedos, Castiel traçou a maçã do rosto do Dean, beijando mentalmente cada sarda. Aquela linda criatura, rara e preciosa, divina e etérea, olhava de volta para Castiel, com um pouco de apreensão."O-o que?" O ômega, que ainda sentia os efeitos da mordida de Castiel, em sua glândula de acasalamento, estava confuso. Castiel suspirou e segurou o ômega mais perto de si. "Eu quero uma chance de explicar tudo, Dean. Isso é tudo." Castiel disse, suavemente. O alfa conteve as lágrimas que ameaçavam cair de seus olhos.Dean ficou surpreso com a sinceridade que viu nos olhos de Castiel. Não havia a frieza habitual, que Dean estava acostumado a ver nos olhos do alfa. Este não era o mesmo bastardo arrogante que ignorou Dean, desde que o ômega chegou a Caellum. Definitivamente, aquela era outra pessoa. Apesar de estar chateado com as atitudes de Castiel, Dean não pôde negar que sempre desejou ver o alfa daquela maneira: aberto e receptivo, disposto a conversar com o ômega."Por favor, Dean. Isso é tudo o que eu peço. Apenas conversar." Castiel disse, com a voz grossa. Dean ofegou, ao ouvir o tom de desespero na voz de Castiel. O ômega também percebeu que a angústia começou a vazar do perfume do alfa. Isso fez o ômega interior de Dean lamentar no fundo de sua mente; seu verdadeiro companheiro estava sofrendo e o ômega interno de Dean não queria mais nada do que consolar o seu alfa. A parte humana de Dean, por sua vez, ficou curiosa com esse comportamento de Castiel. O alfa olhava para Dean com expectativa, esperando pela resposta do ômega. "Ok, Castiel." Dean disse, depois de alguns momentos. "Eu aceito conversar com você."O alívio inundou as feições de Castiel e Dean percebeu que a angústia deixou de vazar do perfume do alfa. "Obrigado, Dean." Castiel sentiu a tensão deixar os seus ombros. "Muito obrigado."Depois de se levantar, Castiel ajudou Dean a ficar de pé, com as mãos firmes e cuidadosas. John se aproximou, com um olhar de aprovação em seu rosto. Castiel sorriu para o sogro e, gentilmente, ajudou Dean a caminhar até o carro, o mesmo que o alfa dirigiu para chegar à casa de Bobby.Depois de acomodar Dean, no banco de trás, Castiel caminhou até Bobby e Karen, que assistiram toda a cena da varanda da casa. Ele agradeceu ao casal, mais uma vez, por terem acolhido Dean. Depois de ver o modo como Castiel interagiu com o ômega, Bobby admitiu, para si mesmo, que estava errado, em relação ao alfa. Depois de apertar a mão de Castiel, Bobby disse: "Cuide bem do garoto." "Pode ter certeza de eu farei isso, senhor Singer." Castiel disse, com um pequeno sorriso. Castiel apertou a mão de Karen e disse: "Foi um prazer conhecer vocês."Karen sorriu, docemente. "O prazer é meu, Príncipe Castiel."Castiel deu um último sorriso para o casal e foi para o carro, onde John estava esperando pelo alfa mais jovem. Eles deixaram o subúrbio e partiram de volta para o castelo, seguidos por Benny e o Dr. Garth, que vinham em seus respectivos carros. John abraçou Dean, que derreteu nos braços de seu pai. Castiel olhou para a pequena familia, pelo espelho retrovisor, e deu um longo suspiro. Dean aceitou conversar com ele e Castiel estava realmente feliz, por isso. Mas, ao mesmo tempo, a apreensão tomou conta do alfa. Ele escutou o que Dean disse para John, quando ainda estavam na biblioteca de Bobby e seu coração deu uma dor traidora. Mais uma vez, Castiel culpou a si mesmo, por ter feito seu companheiro sofrer. Mas, Castiel estava disposto a fazer Dean saber que o alfa estava realmente arrependido e esperava que o ômega aceitasse o seu perdão. Castiel apenas esperava que tudo ficasse bem.
----- CHAPTER BREAK -----
Depois que todos retornaram para o castelo, Castiel observou John levar Dean para o quarto do ômega; Castiel não queria mais nada do que levar Dean para o seu próprio quarto, para conversar com o seu companheiro e cuidar bem de seu ômega. Porém, o casal concordou em deixar a conversa para o dia seguinte, para que Dean pudesse descansar e se recuperar do que acontecera na casa de Bobby.Com a ajuda de John, Dean tomou um banho e comeu uma refeição leve, embora o ômega não estivesse particularmente com fome. Isso preocupou Castiel sem fim, pois seu companheiro estava sendo alimentado com pequenas quantidades de alimentos, enquanto se recuperava de seu estado quase catatônico. O Dr. Garth, que examinou o ômega assim que chegaram ao castelo, tranquilizou Castiel, dizendo que Dean iria começar a se alimentar corretamente, de maneira gradativa, e que Dean ficaria bem.Depois de saber que Dean já estava acomodado e estava dormindo, Castiel foi para o seu quarto, onde sentou em sua cama. Ele pensou no que escutara na casa de Bobby, novamente; Dean estava realmente chateado com ele e Castiel, mais uma vez, se culpou pela sua própria estupidez. Ele ficou surpreso e muito feliz, quando Dean concordou em conversar com ele. Se Castiel fosse honesto consigo mesmo, ele estava esperando uma resposta negativa do ômega. Porém, ele teria que ter diplomacia para tratar um assunto tão delicado com seu companheiro. Qualquer palavra errada, poderia levar Dean a sair da vida de Castiel, sem olhar para trás.Castiel suspirou e passou uma das mãos no rosto; ele esperava consertar as coisas com Dean e que seu companheiro aceitasse o seu pedido de perdão. E então, o alfa teria a família que ele, secretamente, sonhou em ter, durante todos esses anos. ***No dia seguinte, Castiel não conseguia mais conter a sua ansiedade. Ele estava a ponto de invadir o quarto de Dean e se prostar aos pés de seu ômega, para pedir perdão pela sua transgressão. Mas isso poderia assustar Dean e o ômega poderia entrar em choque, novamente. Ou, Dean simplesmente se recusaria a falar com ele e tudo estaria perdido. O pobre alfa estava quase subindo pelas paredes, esperando que alguém viesse avisá-lo de que Dean estava pronto para vê-lo. Castiel mal dormira durante a noite, esperando para ver seu ômega, novamente. Ainda era cedo e, provavelmete, Dean ainda estava dormindo. Castiel, então, resolveu correr, para limpar a sua mente e gastar um pouco de sua energia nervosa.Depois de pedir para um dos empregados chamá-lo, quando Dean acordasse, Castiel vestiu o agasalho e saiu do castelo, indo em direção aos portões principais da propriedade. À esquerda, havia uma pequena estrada de terra, onde Castiel costumava fazer suas corridas matinais. Depois de percorrer esse caminho por um tempo, Castiel consultou o seu relógio e decidiu que era hora de voltar. Era por volta das 9 horas e o alfa seguiu para o seu quarto, onde tomou um banho. Ele se desculpou em não descer para a sala de jantar; ele preferiu tomar o café da manhã em seu quarto. Depois do que pareceu uma eternidade para Castiel, um dos empregados veio chamá-lo, dizendo que Dean estava pronto para vê-lo. Ele agradeceu ao empregado e foi para o quarto de seu companheiro, com o coração batendo forte em seu peito.***Dean suspirou e abriu os olhos; depois de ficar mais alguns momentos na cama, ele apertou os olhos para o relógio, que estava na mesa de cabeceira da cama e viu que eram quase 8 horas. Depois de usar o banheiro, Dean sentou na cama e, depois de alguns momentos, ele pensou em sua situação com Castiel e de tudo o que acontecera, desde que o ômega chegou a Caelum.Dean jamais poderia imaginar que as coisas chegariam a esse ponto, quando conheceu Castiel.Quando John falou sobre o acordo de paz, Dean concordou em se acasalar com Castiel e pôr um fim na crise diplomatica entre Libanon e Caelum. Ele se lembrou de quando viu seu futuro companheiro, pela primeira vez, em uma reportagem na televisão; Dean nunca vira o alfa pessoalmente, até então. John fez as negociações do acordo de paz com Chuck sem a presença do ômega.Dean não pôde negar, para si mesmo, que se apaixonou pelo alfa de olhos azuis de oceano e ficou admirado com a imponência de Castiel. Ele passou a acompanhar tudo sobre Castiel e passou a buscar por notícias sobre o alfa. (Dean ainda se recusava a assistir programas de fofocas de celebridades. Embora ele admita, para si mesmo, que deu uma olhada ou duas, nesse tipo de show.)Para Dean, Castiel era como um sonho: ele era o alfa perfeito (alto, bonito e charmoso), o tipo que todo o ômega sonhava em se acasalar e construir uma família. Dean ficara encantado e começou a imaginar como seria a sua vida ao lado de Castiel.Dean ficara fascinado com Castiel, quando viu o alfa pessoalmente, pela primeira vez. E quando Dean sentiu o perfume de Castiel, o cheiro inebriante de sândalo e de grama fresca, ele soube que o alfa era o seu verdadeiro companheiro. À princípio, Castiel parecera distante, o que deixou o ômega confuso. Porém, quando Castiel o ignorou completamente, durante o jantar que antecedeu à cerimônia, Dean sentiu que havia algo de errado com seu futuro companheiro. Castiel não aparecera no quarto de Dean, na noite de núpcias, e o alfa começou a tratá-lo como se Dean fosse invisível.O comportamento de Castiel mudou, depois da discussão no gabinete do alfa. Desde então, o modo ambíguo com que Castiel tratava Dean, deixou o ômega confuso e frustrado.O comportamento de Castiel durante a discussão na casa de veraneio, e depois durante jantar, em que Castiel deixou seu alfa interno assumir e entrou no modo dominante, deixou Dean em seu limite e cansado de toda a situação.Então, Dean entrou em calor. Tudo o que o ômega queria era ter seu companheiro ao seu lado, para ajudá-lo a aliviar as dores e câimbras de seu corpo cansado. Castiel voltou a ignorá-lo, o que levou Dean a tomar a overdose acidental de soporíferos. Depois que Dean se recuperou e o calor voltou ainda mais forte, Castiel colocou o rabo entre as pernas e fugiu como um filhote assustado.Dean fez uma nota mental para agradecer a Gabriel, por tê-lo ajudado com o calor e ainda não teve a oportunidade para isso. O ômega era eternamente grato pela valiosa ajuda de seu amigo.Então, Castiel chegara naquela manhã e...Dean viu os olhos de Castiel ficarem vermelhos, quando o alfa entrou em seu quarto. Dean se lembrou de que entrou em pânico, com medo de que Castiel sentisse o perfume de Gabriel, misturado ao seu cheiro de calor.Alfas são extremamente possessivos e territoriais, eles não toleram qualquer tipo de ameaça ao seu domínio. Por isso, quando eles sentem o cheiro ofensivo de outros alfas em seu companheiro ômega, eles são capazes de matar.Porém, para Dean, esse não parecia ser o caso quando se tratava de Castiel. Quando o alfa revelou, com desprezo evidente em sua voz, de que nunca concordou com o acordo do acasalamento e disse aquelas coisas terríveis, Dean tinha certeza de que Castiel o odiava. Provavelmente, Castiel queria se livrar do ômega insuportável e mimado,com quem fora forçado a se acasalar, por causa do acordo estúpido. Dean ainda tinha a certeza de que Castiel queria matá-lo.Por outro lado, Castiel era o que todos chamavam de alfa típico. Ele poderia matar Dean, por ter aceitado a ajuda de outro alfa, quando o ômega estava no calor. Castiel poderia ver isso como uma ameaça à sua honra; isso era algo que ocorria, com frequência, na sociedade em que viviam. Pobre Gabriel! Dean temia que Castiel também fizesse algo com seu doce cunhado e o ômega não poderia fazer algo, sobre isso. Dean suspirou e sentiu as lagrimas queimarem seus olhos.O Dr. Garth explicara para Dean o que acontecera com o ômega, depois que Castiel apareceu em seu quarto, naquela manhã. Para Dean, foi como se ele estivesse caído em um sono longo e profundo. O ômega teve doces sonhos com Castiel, em que o alfa era atencioso e dedicado, sem brigas e discussões. Castiel o tratava como um companheiro de verdade faria e cuidara bem dele. Castiel dizia que o amava, algo que Dean ansiava ouvir de seu companheiro, desde que se conheceram, pessoalmente. Foi um sonho que derreteu o coração de Dean.Dean acordou em um quarto que não reconhecia, cercado pelo perfume de Castiel. Então, a realidade da situação se abateu sobre o ômega, e Dean fugiu para a casa de Bobby.Quando Castiel o perseguiu no jardim, Dean tinha certeza de que Castiel iria exigir saber o motivo de Dean ter fugido. Dean estava disposto a pedir para Benny levá-lo para o castelo, para que o ômega pegasse alguns pertences. Dean estava disposto a pegar um carro e partir para Libanon, sem olhar para trás.Dean tentara lutar contra o aperto de ferro de Castiel e ficara indignado, quando o alfa mordeu a sua glândula de acasalamento. Dean estava preparado para uma batalha verbal, pois as endorfinas já estavam tomando conta do corpo do ômega.Quando Castiel o virou para encará-lo, Dean esperava ver o habitual olhar gelado no rosto de seu companheiro, junto com uma raiva intensa. O ômega começou a temer que Castiel fizesse algo com ele e estava preparado para gritar por ajuda.Mas, os olhos de Castiel e a súplica em sua voz, fez Dean abaixar a sua guarda; o ômega nunca vira o alfa daquela maneira.Dean vira a sinceridade no olhar do alfa e a curiosidade tomou conta do ômega. Ele resolveu que daria uma chance para Castiel e concordou em conversar com o alfa. Dean não pôde negar, para si mesmo, que estava esperançoso com essa conversa. O ômega esperava ter a chance de acertar as coisas com seu companheiro.Porém, Dean também estava desconfiado de que tudo fosse apenas um ato de Castiel e decidiu que iria levar tudo com desconfiança.Se Castiel estiver brincando com os sentimentos de Dean, o ômega deixaria Caelum e Castiel nunca mais o veria.***Castiel chegou na porta do quarto de Dean e respirou fundo, para tentar acalmar o seu coração selvagem. Ele fechou os olhos, por um momento, sentindo o cheiro inebriante de canela e couro de Dean, que flutuava através da porta fechada. (O perfume de seu ômega.) Os olhos de Castiel piscaram em vermelho e ele ordenou severamente que seu alfa interno recuasse para o fundo de sua mente.Depois de respirar fundo, mais uma vez, Castiel deu uma leve batida na porta e esperou pela resposta de Dean.Depois de ouvir a voz suave de seu companheiro, Castiel abriu a porta e encontrou Dean sentado em sua cama, recostado na cabeceira. O ômega ainda estava de pijama e tinha os cobertores cobrindo a sua perna. Castiel não pôde deixar de pensar, não pela primeira vez, o quanto seu companheiro era lindo. Ele ficou satisfeito, quando notou que Dean parecia menos pálido do que no dia anterior."Olá, Dean." Castiel cumprimentou, suavemente."Ei, Cas." Dean acenou para o alfa. "Sente-se, por favor."Castiel deu um aceno com a cabeça. Ele não queria mais nada do que sentar na cama, junto de seu companheiro, e ter Dean em seus braços. Mas o alfa não queria sobrecarregar Dean e foi sentar no sofá, que estava embaixo da janela."Como você está, Dean?" Castiel perguntou."Eu estou bem. Obrigado por perguntar.""Dean, eu..." Castiel respirou fundo. "Eu pedi para ter essa conversa com você, porque eu quero te contar algumas coisas que aconteceram comigo. E eu também quero explicar algumas coisas, ok?"Dean acenou com a cabeça, em afirmação. Depois de reunir seus pensamentos, Castiel contou tudo para o seu companheiro: a viagem de férias para Remington; a decisão de atravessar a rua, para buscar a bola da garotinha ômega; o acidente com sua mãe; os dias de angústia, enquanto Becky estava no hospital, esperando por notícias; a morte de sua mãe; a agressão do tio Inias; o estado em que Chuck ficou, depois da morte de Becky; a decisão de se afastar emocionalmente de Chuck e Gabriel; os pesadelos constantes, que tiravam a paz de Castiel; a decisão de nunca se acasalar, por medo de machucar seu companheiro.Dean ouviu tudo, em silêncio. O coração do ômega doeu, quando Castiel mencionou a morte de Becky. Dean se lembrou de sua mãe, Mary e da noite em que ela morreu.O ômega disse, suavemente: "O que aconteceu com a sua mãe, não foi sua culpa, Cas.""Agora eu sei disso, Dean. Mas eu passei anos acreditando que eu era o responsável pela morte dela.""Era por isso que você não queria se acasalar comigo?" Dean perguntou, com uma nota de tristeza em sua voz.Castiel disse: "Eu não queria machucar você, Dean. Eu não queria te atrair para a escuridão que era a minha vida. Você é doce, gentil e inocente. Eu não queria que você visse o inferno que era a minha vida.""Cas, eu entendo tudo o que você passou. Mas você poderia ter me dito o que estava acontecendo." Dean disse, suavemente."Eu estava com medo, Dean." Os olhos de Castiel se encheram de lágrimas. "Eu tentei afastar você, eu te ignorei e eu disse coisas terríveis para você, coisas das quais eu me arrependo, profundamente. Eu fiz de tudo para que você não fosse atraído para a minha órbita ruim." Castiel se recostou no sofá e respirou fundo. Ele disse: "Quando você se envenenou com aqueles malditos soporíferos, e eu vi você naquela cama de hospital, eu sabia que tinha estragado tudo. Então, eu saí para enfrentar os meus demônios. Foi então que eu convenci a mim mesmo, de uma vez por todas, que eu não tinha culpa do que aconteceu com a minha mãe. Eu fiquei furioso comigo mesmo, porque eu percebi que estava machucando você com as minhas atitudes equivocadas. Então, quando eu voltei, naquela manhã, eu queria contar tudo para você. Mas quando eu entrei no seu quarto e senti o cheiro de Gabriel misturado ao seu, eu confesso que perdi a minha cabeça.""Eu pensei que você fosse me matar." Dean sussurrou e desviou o olhar."Não, Dean!" Castiel não pôde mais se conter e sentou na cama, perto de Dean. "Eu jamais faria algo assim, Dean. Eu reagi ao perfume de Gabe, mas eu não estava furioso com você ou com meu irmão. Eu estava furioso comigo mesmo, Dean. Eu estava furioso por ter saído e deixado você sofrer sozinho com o calor."Dean suspirou, e acenou com a cabeça. Ele perguntou: "E o que aconteceu com Gabe, então?""Gabriel e eu conversamos." Castiel pareceu envergonhado, por um momento. "Eu o acusei injustamente de ter se aproveitado de você, Dean. E nós dois acabamos discutindo. Depois, nos sentamos para conversar e ele me explicou tudo."Castiel pegou uma das mãos delicadas de Dean nas suas e disse: "Dean, eu sei que eu disse e fiz coisas para você, e sei o quanto isso te machucou. Eu não espero pelo seu perdão imediato, por todo o mal que eu te causei. Mas eu quero que você saiba que eu sinto muito por tudo o que eu fiz, Dean. Eu fui estúpido por pensar que afastando você da minha vida, eu protegeria você. Eu fui estúpido, quando eu disse aquelas coisas terríveis para você. Eu fui estúpido, por me afastar de você quando você mais precisava de mim, quando você estava no calor. Eu sinto muito Dean. Eu sinto tanto."Dean suspirou e conteve as lágrimas que ameaçavam cair de seus olhos de esmeralda. Castiel simplesmente disse tudo o que o ômega queria ouvir. Mas Dean ainda precisava processar tudo o que Castiel dissera para ele."Eu..." Dean limpou a garganta. "Eu preciso de um tempo para pensar, Cas.""Claro, Dean." Castiel sorriu, suavemente. "Eu vou para Libanon e-""Não, Dean." Castiel levantou uma das mãos, impedindo o ômega de continuar. "Por favor, fique no castelo. Você ainda está se recuperando de tudo o que aconteceu. Fique no castelo para que o Dr. Garth possa continuar a cuidar de você. Eu vou para Remington e vou te dar todo o tempo e espaço que você precisar, ok?""Ok." Dean acenou com a cabeça. Castiel sorriu e disse. "Obrigado, Dean. Obrigado por me ouvir e conversar comigo."Dean disse, suavemente: "Você é bem vindo, Cas."Castiel acenou com a cabeça e se levantou. O alfa saiu do quarto, deixando Dean com seus pensamentos. ***No dia seguinte, Castiel colocou as duas mochilas no porta-malas do carro e acenou para Benny. O guarda-costas acompanharia Castiel, na viagem para Remington.Chuck se aproximou e deu um aperto reconfortante no ombro de seu filho."Vaí ficar tudo bem, meu filho.""Eu espero que sim, pai." Castiel sorriu para o rei. Castiel deu um aceno de cabeça e sorriu para Gabriel e John, que acenaram de volta. Depois de dar uma última olhada para o castelo, o alfa entrou no carro e o carro partiu para Remington. Castiel não percebeu que estava sendo observado por lindos olhos verdes de esmeralda.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean fechou os olhos e se afastou da janela, depois que o carro que levava Castiel partiu para Remington. Ele passou uma das mãos delicadas em seu rosto e deu um longo suspiro. O ômega precisava processar tudo o que Castiel dissera, mas antes ele precisava de um pouco de descanso. Tudo o que acontecera nas últimas quarenta e oito horas o sobrecarregou, e Dean dormiu pouco na noite anterior.O ômega foi para o seu quarto, onde ele pediu um pouco de chá para um dos empregados. Depois de alguns minutos, Sam apareceu com a bebida solicitada e Dean agradeceu ao beta, com um sorriso cansado. Sam notou o estado abatido do amigo, mas não fez nenhum comentário sobre isso. Depois de uma breve conversa, o beta saiu do quarto com a promessa de que voltaria mais tarde, para ver o ômega. Depois de tomar uma xícara da bebida fumegante, Dean se deitou na cama, com um suspiro satisfeito. Ele tirou um cochilo merecido, até a hora do almoço.Na hora do almoço, Dean preferiu fazer a refeição em seu quarto. Ele sentiu que não tinha energia para descer até a sala de jantar. O ômega comeu uma refeição leve, embora toda a situação o deixou quase sem fome. Depois que terminou a sua refeição, Dean sentou no grande sofá debaixo da janela e tentou colocar os seus pensamentos em ordem.A verdade era que Dean entendia Castiel; tudo pelo o que seu companheiro passou foi terrível e Dean admitiu, para si mesmo, que se ele estivesse no lugar do alfa, não saberia o que fazer.Mas Castiel escolheu esconder algo tão grave de sua família, por todos esses anos. E a decisão de Castiel de nunca se acasalar, teve influência direta no modo como o alfa tratou Dean. E isso quase levou o ômega a um ponto de ruptura, onde Dean estava se esgotando física e mentalmente.Para Dean, ainda doía saber que seu verdadeiro companheiro nunca quis se acasalar com ele. O ômega estava apaixonado por Castiel, e isso era um fato que ele não podia mais negar para si mesmo.Por outro lado, Dean estava intrigado com a súbita mudança no comportamento de Castiel, pois o alfa pareceu sincero, na casa de Bobby. E Castiel também pareceu sincero, quando eles conversaram, no dia anterior. Dean admitiu, para si mesmo, que ficou surpreso com o fato de que Castiel concordou em dar um espaço para o ômega. Dean se perguntou se o alfa também se cansou da situação.Dean suspirou e colocou as duas mãos no rosto. A cabeça do ômega estava começando a doer, com todos esses pensamentos. Ele decidiu pedir a um dos empregados para falar com o Dr. Garth, para o que o médico enviasse um pouco de ibuprofeno.Uma leve batida na porta interrompeu os pensamentos do ômega e John entrou no quarto."Ei, filhote.""Ei." Dean deu um pequeno sorriso e se levantou.John atravessou o quarto e tomou o ômega em seus braços, em um abraço quente e protetor. Dean colocou o rosto na glândula de cheiro do pescoço de John e respirou fundo, sentindo o perfume calmante de couro e especiarias de seu pai, e suspirou, em contentamento. John acariciou os cabelos macios de seu filhote, que ronronou, em apreciação; isso fez o alfa rir, baixinho. John se afastou do abraço e olhou para o ômega."Como você está, Dean?" John perguntou, preocupação poderosa em seus olhos e em seu perfume."Eu estou bem. Eu estou apenas um pouco cansado."John tomou uma das mãos de Dean e puxou o ômega para sentar na cama. Depois de ajudar Dean a se acomodar, John sentou ao lado do jovem. John disse:"Nós precisamos conversar. É sobre Castiel." Dean suspirou, ao ouvir o nome de seu companheiro. "Eu ainda estou processando tudo o que ele me disse.""Eu sei que é muito para você absorver, filhote.""Eu entendo tudo pelo que Castiel passou. E eu confesso que eu não saberia o que fazer, se eu estivesse no lugar dele." Dean olhou para as mãos. "Ele me disse que nunca quis se acasalar. E, antes de tudo acontecer, ele me disse que apenas aceitou esse acasalamento, por causa do acordo." O ômega olhou para John e disse, tristeza evidente em sua voz: "Ele me disse que nunca quis se acasalar com um ômega mimado e insuportável, como eu."Os olhos de John piscaram em vermelho, e o alfa perguntou, raiva poderosa, em seu perfume: "Ele disse isso?""Sim." Dean suspirou e passou uma das mãos delicadas pelo rosto.John segurou um rosnado, que ameaçava subir pela sua garganta. Seu alfa interno gritou, no fundo de sua mente, exigindo que John fosse para Remington e caçar Castiel, por ter tratado o seu precioso filhote, daquela maneira. John mandou o seu alfa interno recuar e respirou fundo. Demorou mais alguns instantes, antes que John estivesse em um estado de espírito em que ele conseguia pensar, com clareza. Ele disse:"Eu questionei Castiel, sobre o motivo da recusa dele em se acasalar com você. Então, ele me contou toda a provação que ele passou, desde a morte de sua mãe. Ele disse que estava disposto a consertar todos os erros que ele cometeu." John respirou fundo, novamente. Ele olhou para o ômega e disse: "Castiel não fez mais nada do que cuidar de você, Dean."Dean olhou para John, com os olhos arregalados. "O que?"John pegou uma das mãos delicadas do ômega nas suas maiores e disse: "Quando você entrou em choque e foi levado para o hospital, Castiel estava lá conosco, esperando por noticias suas. Ele pediu para que você fosse levado para o quarto dele, para que ele cuidasse de você, e eu permiti. Ele fez questão de dispensar a ajuda dos empregados e cuidou de todas suas necessidades. Ele também te levou para passeios, pelo castelo. E você adorava sair com Castiel. Especialmente, quando ele te levava para o jardim." John riu, baixinho. "E quando o Dr. Garth disse que você estava pronto para comer alimentos sólidos, foi Castiel quem te alimentou."Dean arregalou os lindos olhos verdes e ficou boquiaberto. 'Então, não era um sonho.' o ômega pensou. Dean sentiu seu coração bater forte."Dean, eu sei que você está chateado e magoado com Castiel." John disse.Dean corou e desviou o olhar, porque John sabia ler o ômega muito bem. O alfa perguntou, suavemente. "Você o ama?""Sim, eu o amo." O ômega repondeu, baixinho."Castiel também te ama e se importa com você, Dean. Eu vi isso nos olhos dele, todas as vezes em que ele olhava para você." John riu e disse: "Demorou um pouco para para o garoto perceber isso, mas ele conseguiu."John olhou, significativente, para Dean; afinal, seu filhote era como o pai, um bastardo teimoso. Dean corou, novamente, quando percebeu o significado das palavras de John. O alfa viu a reação do jovem e riu, alto. John deu um tapinha amigavel na mão de Dean e disse:"Descanse um pouco, filhote. Eu quero que você pense no que eu disse, mas não há pressa, ok? Agora, eu vou cuidar de você."Dean acenou com a cabeça e deu um suspiro cansado. John se levantou e ajudou Dean a se deitar na cama."Você precisa de algo?" O alfa perguntou."Um pouco de ibuprofeno. Minha cabeça dói." Dean respondeu, de olhos fechados."Eu vou pedir para alguém falar com o Dr. Garth, ok?" John disse.Dean apenas acenou com cabeça, em afirmação. John foi até a porta do quarto e pediu para um dos empregados, que passava pelo corredor, falar com o Dr. Garth. O alfa fechou a porta e se aproximou da cama, novamente. Ele tirou os sapatos e deitou ao lado de seu filhote. John riu baixinho, quando Dean o abraçou, como um polvo. O ômega colocou o rosto na glandula de cheiro, no pescoço de seu pai, e respirou fundo. O ômega começou a ronronar, quando John acariciou os cabelos macios de seu precioso filhote.***Gabriel estava preocupado com Dean; ele notou que o ômega estava abatido, quando o viu pela manhã, antes de Castiel partir para Remington. Toda a situação deixou a pobre criança esgotada, e Gabriel estava surpreso que Dean ainda não teve um colapso! Então, o alfa resolveu fazer uma visita, para saber notícias de seu jovem cunhado e se colocar à disposição para ajudar o ômega, no que ele precisasse.Uma das empregadas também caminhava pelo corredor, apenas alguns passos de distância à frente de Gabriel. Ela levava um copo de água e dois comprimidos em uma bandeja, e parou na porta do quarto de Dean. Ela ajeitou a bandeja em suas mãos e estava prestes à anunciar a sua presença.Gabriel, que sempre fora um cavalheiro solícito, correu para ajudá-la. Ele disse: "Deixe-me abrir a porta para você."Entretanto, no momento em que Gabriel se aproximou da jovem, ele ofegou: o cheiro mais inebriante de rosas, cravos e torta de maçã soprou como uma brisa de verão, em seu rosto. O alfa fechou os olhos, por um breve momento, deixando o delicioso perfume invadir os seus sentidos. Seu alfa interno começou a gritar, no fundo de sua mente: "Companheira!"; "Ômega!"; "Tomar!" Quando Gabriel olhou para ela, novamente, seus olhos piscaram, em vermelho. A jovem aparentava ter a idade de Gabriel e era cerca de duas polegadas mais alta do que o alfa. O corpo dela era perfeito, pelo que Gabriel pôde notar, mesmo através do uniforme do castelo. A pele era clara e parecia ser macia ao toque. Os lábios eram perfeitamente curvados, lindos e sensuais. Os olhos eram de uma linda cor de chocolate, emoldurados por cílios longos e grossos. Os cabelos da jovem eram da mesma cor que os seus olhos, e estavam presos em um coque.Gabriel notou qua a jovem olhava para ele um pouco assustada, seus olhos estavam arregalados. A pobre criatura começou a tremer e tentou equilibrar a bandeja em suas mãos, para não deixá-la cair no chão. Gabriel procurou ser o menos ameaçador possivel e enviou feromônios calmantes através de seu perfume, para tentar acalmá-la, ao mesmo tempo em que tomava a bandeja de suas mãos. Se Gabriel pudesse adivinhar, ela passou por alguma merda com algum alfa, para ter reagido daquela maneira. Ele ficou satisfeito, quando notou que a jovem se acalmou, visivelmente. Ela logo recuperou a compostura e disse:"Eu peço que me perdoe, Sua Alteza. Eu não sei o que deu em mim.""Está tudo bem." Gabriel disse, suavemente. "Qual é o seu nome?""Debbie Carter, Sua Alteza.""É um prazer conhecê-la, Debbie. Você deve ser a nova empregada de quem meu pai estava falando. Você começou a trabalhar conosco hoje, certo?""Sim, Sua Alteza."Gabriel sorriu e disse: "Seja bem vinda, Debbie."A jovem corou e desviou o olhar, de forma adorável e Gabriel sentiu seu coração bater mais forte."Obrigada, Sua Alteza." Debbie disse. "Eu devo voltar ao serviço, agora. O Príncipe Dean está esperando o medicamento que Sua Majestade, o Rei John, solicitou."Gabriel disse: "Eu vou levar isso para Dean.""Sua Alteza, esse é o meu trabalho, e-" A jovem começou a protestar, mas foi interrompida."Está tudo bem." Gabriel disse, suavemente. "Eu posso fazer isso. Se eu precisar de algo, eu vou te chamar, ok?""Sim, Sua Alteza." Debbie respondeu. Ela deu um aceno respeitoso de cabeça e se afastou.Gabriel observou Debbie caminhar apressadamente pelo corredor, com o coração ainda batendo forte. Um pouco do perfume inebriante da linda ômega ainda flutuava no ar e Gabriel respirou fundo, sentindo o seu sangue se revolucionar. Mas era inapropriado ter uma ereção no meio do corredor e Gabriel balançou a cabeça, para tentar limpar a sua mente, que estava começando a ficar nublada. Ele mandou severamente seu alfa interno recuar e conseguiu recuperar a compostura.Ele pensou no encontro inesperado no corredor e sorriu: porque, no momento em que ele se aproximou da linda ômega, os olhos da jovem piscaram, em dourado.***John beijou os cabelos de Dean, que ronronava feliz, nos braços de seu pai. Eles ouviram uma breve comoção no corredor e, instantes depois, a voz de Gabriel foi ouvida."Dean? Sou eu, Gabe. Eu posso entrar?"John se desvencilhou do aperto mortal de Dean e se levantou. O ômega gemeu, em protesto pela a perda do calor do corpo de seu pai. Isso fez o alfa rir, baixinho. Quando John abriu a porta, ele se deparou com um Gabriel muito corado.John levantou uma das sombracelhas, ao notar o estado do alfa mais jovem. Ele fez um gesto, para Gabriel entrar no quarto.Dean sentou na cama e disse: "Ei, Gabe. O que há?" Ele também notou o rosto corado do amigo e perguntou: "Você está bem?""Eu encontrei a minha verdadeira companheira." Gabriel disse simplesmente.John balançou a cabeça e riu, baixinho. Ele se lembrou de quando conheceu Mary e teve a mesma reação. Dean assobiou e disse:"Gabe, seu Casanova! Quem é o ômega de sorte?""O nome dela é Debbie. Dean, ela é linda!" Gabriel, então, se lembrou da bandeja em suas mãos e disse: "Eu a encontrei no corredor, ela estava trazendo esses comprimidos para você. Ela começou a trabalhar no castelo, hoje."Dean deu grande sorriso e disse: "Eu quero conhecê-la.""Você vai, Dean." Gabriel deu um sorriso suave. "Mas, me fale de você. Como você está?" O alfa mais jovem perguntou, colocando a bandeja na mesa."Eu estou cansado, mas eu vou ficar bem." O ômega respondeu.Depois que Dean tomou os comprimidos, Gabriel sentou no sofá. John se juntou a Dean e ambos sentaram na cama.Gabriel disse: "Eu estava preocupado com você, Dean. Mas eu fico feliz em saber que você está bem.""Obrigado, Gabe.""Meu irmão pode ser um cabeça dura, você sabe." Gabriel disse. Dean riu, com a observação de seu cunhado. O alfa mais jovem continou. "Mas ele se importa com você, criança."Dean disse, suavemente: "Meu pai me contou o que aconteceu.""Meu irmão te ama, Dean. Eu espero que vocês acertem as diferenças, entre vocês dois." Gabriel, então, balançou o dedo indicador na direçao do ômega e disse. "E eu quero sobrinhos!"Dean corou e desviou o olhar, enquanto John riu, alto."Não se preocupe, Gabriel. Dean e Castiel irão se acertar." John olhou para o filhote e disse, com um sorriso brincalhão: "Afinal, eu quero netos.""Pai!" Dean disse, vermelho como um tomate.John riu e beijou os cabelos do ômega, enquanto Gabriel caiu na gargalhada. Dean revirou os olhos e balançou a cabeça. Gabriel solicitou um pouco de café para um dos empregados e todos se sentaram na mesa. Depois de alguns minutos, uma jovem empregada trouxe a bebida solicitada. Dean notou que Gabriel ficou vermelho como um tomate, quando a viu entrar no quarto. Ele também notou que a jovem também estava corada.Quando a jovem colocou a bandeja na mesa, Gabriel piscou para ela, que corou ainda mais. Dean e John se entreolharam, com um olhar conhecedor, e o omega segurou uma risadinha adorável. Depois que a jovem saiu, Dean perguntou:"É ela?""Sim!" Gabriel respondeu, tentando conter a sua felicidade."Ela é realmente linda!" Dean disse, fascinado.John comentou, com um sorriso: "Ela é realmente algo.""Sim. Ela é." Gabriel riu, baixinho.Chuck apareceu para ver Dean e perguntar sobre a saúde do ômega. Chuck foi convidado para se juntar ao trio e tomar uma xícara de café. Porém, eles tiveram que pedir uma xícara extra, pois não havia xicaras o suficiente para todos. Desta vez, foi Sam quem apareceu, para trazer o item solicitado. Gabriel não pôde esconder a sua decepção, quando viu o beta entrar no quarto. Dean, que estava sentado ao lado do cunhado, notou a decepção do amigo. Ele cutucou Gabriel e disse, suavemente: "Você vai vê-la, novamente, Gabe."Gabriel sorriu e suspirou, com um olhar sonhador, em seu rosto.Chuck levantou uma das sombracelhas. "Quem Gabriel irá ver?""Minha verdadeira companheira, pai" Gabriel disse, suavemente.Chuck sorriu e disse: "Estou ansioso para conhecê-la, filho."Depois de conversarem assuntos triviais, enquanto tomavam uma xícara fumegante de café, Gabriel e Chuck se despediram de Dean e sairam do quarto, para que o ômega pudesse descansar. Dean se deitou na cama e suspirou, enquanto John foi buscar o seu pijama, em seu quarto. O alfa resolveu passar a noite no quarto de Dean, para cuidar de seu filhote.Dean olhou pela janela e viu que o sol de outono já se escondia, no horizonte. O ômega suspirou e rolou na cama: ele pensou em Castiel e em tudo o que John lhe dissera.Ainda que Dean amasse Castiel, o modo como o alfa o tratou, desde que se acasalaram, não era algo para ser ignorado. Ele ainda precisava superar isso, se ele quisesse ter uma vida ao lado de seu verdadeiro companheiro. Embora, o fato de saber que Castiel o amava, derreteu o coração do ômega.Dean suspirou, novamente e fechou os olhos. Ele esperava acertar as coisas com Cas. Então, Dean teria a sua tão sonhada família.
----- CHAPTER BREAK -----
Quatro dias se passaram, desde que Castiel partira para Remingnton. Durante esse tempo, Dean teve um descanso apropriado; o ômega estava mais disposto e a cor voltara às suas bochechas. Dean também começou a se alimentar um pouco melhor, algo que deixou John satisfeito, pois seu filhote estava se recuperando bem. Ellen fez a sobremesa favorita de Dean, sua tão amada torta de maçã, que o ômega comeu com muito apetite e dando suspiros de satisfação.O Dr. Garth examinou o ômega, também satisfeito com o progresso de Dean. O médico beta receitou vitaminas para Dean, algo para ajudar o ômega a recuperar a sua força, com mais rapidez.Jo visitou o ômega, quase todos os dias. Eles conversaram sobre assuntos triviais e seus gostos em comum. Dean perguntou sobre Adam, no que Jo respondeu que tudo estava bem, entre eles. Jo contou para Dean que Adam andava muito ocupado com o trabalho no hospital, e que eles se encontravam durantes os dias de descanso de Adam, sempre que possível.Dean conversou com Debbie, no dia seguinte em que a jovem começou a trabalhar no castelo, quando ela foi trocar os lençóis da cama do ômega. Dean ficou encantado com a jovem; ela tinha quase os mesmos interesses que o ômega, apesar da diferença de idade, entre eles, e Dean gostou dela, imediatamente. Debbie ganhou pontos com Dean, quando disse que também gostava de rock clássico (Tome essa, Sam! Dean ainda queria mostrar para o beta o que era música de verdade). Debbie também gostava de filmes de ação, era o seu gênero de filme favorito. Ela elogiou Baby, quando Dean mostrou a foto do Impala, que o ômega mantinha em seu celular.Gabe tambem visitou ômega, para ver como estava o seu jovem cunhado. O alfa havia contado para Dean sobre o seu primeiro encontro com Debbie, e sobre o modo como a ômega estava assustada, em um primeiro momento. Gabriel descobriu o motivo da jovem ter reagido daquela maneira, quando o alfa se aproximou: Debbie havia se esquecido de passar os bloqueadores de cheiro, no dia em que começou a trabalhar no castelo. Gabriel e Debbie passaram a conversar com frequência, desde então. Em uma das visitas de Gabriel, o alfa estava corado, e Dean conteve a sua diversão, quando notou a aparência do amigo. Naquele dia, Debbie fora até o quarto do alfa, para entregar alguns papéis relacionados ao trabalho de Gabriel. Gabriel pediu para farejar o perfume da jovem, apesar de ter certeza de que ela era a sua verdadeira companheira. Na sociedade em que viviam, era comum para o alfa farejar o perfume de um potencial companheiro, desde que o ômega permitisse, embora não fosse uma regra. Debbie concordou com o pedido de Gabriel, que farejou o perfume da linda ômega, através da glândula de cheiro em seu pescoço. O alfa estava radiante, quando relatou para o ômega tudo o que acontecera, no que Dean colocou as duas mãos na bochechas e arrulhou um "Oh!", de maneira adorável. Debbie aparecera, naquela ocasião, enquanto Dean e Gabriel conversavam. Ela trazia as vitaminas, que o Dr. Garth enviara para o ômega. Quando Gabriel e Debbie trocaram olhares apaixonados, Dean fez o formato de coração com as mãos, e deu um grande sorriso.Sam visitou o ômega, sempre que ele dava uma pausa no trabalho. No dia de folga do beta, ele trouxe sua namorada, Sarah, para que Dean pudesse conhecê-la. A jovem era bonita, e aparentava ter a mesma idade de Sam. Ela tinha os cabelos castanhos escuros e seus olhos eram azuis. Sarah expressou a sua preocupação com a saúde do ômega, pois Sam a manteve informada do que acontecera com o amigo; Dean agradeceu à linda beta, com um sorriso suave. Sarah contou para o ômega que seu sonho era ser advogada, assim como Sam, e que pretendia seguir essa carreira, depois que terminasse os estudos. Dean perguntou se Sam já apresentara Sarah à sua família, no que o beta respondeu que sim. Foi em um jantar da familia Campbell e Kate, a mãe de Sam, gostou da jovem, imediatamente. Adam e Jo também estavam lá. Com bom humor, Adam disse para Sam que, em breve, a família teria que se preparar para mais um casamento. Sam corou apenas com o pensamento, quando relatou isso para Dean. O ômega segurou uma risada adorável, quando viu o rosto corado do amigo, mas não fez nenhum comentário, sobre isso. Depois, Sam confidenciou para Dean sobre o desejo de se casar com Sarah, depois que os dois se formassem e estivessem estabelecidos.E, durante esses quatro dias, Dean pensou sobre a sua situação com Castiel.***No quinto dia, depois do café da manhã, Gabriel convidou Dean para um passeio, no centro da cidade. O alfa levou o jovem à sua sorveteria favorita, onde eles conversaram sobre assuntos triviais, enquanto tomavam um delicioso milkshake.Gabriel contou para Dean que pretendia conhecer os pais de Debbie, e confidenciou para o ômega que estava um pouco nervoso, sobre isso. Dean o tranquilizou e disse que tudo ficaria bem.Quando ambos voltaram para o castelo, Chuck convidou Dean para uma conversa, no gabinete real. O rei andava muito ocupado, durante esses dias, não tendo tempo de visitar o ômega. O rei estava feliz em ver que seu adorável genro estava se recuperando bem. Depois do almoço, Dean foi dar um passeio no jardim, acompanhado de Gabriel. Eles passearam pela alameda de carvalhos e sentaram em um dos bancos. Gabriel olhou para o cunhado, sentado ao seu lado, e notou que Dean parecia distraído, até mesmo pensativo. O alfa ficou curioso com o comportamento do jovem e perguntou:"No que você esta pensando, Dean?"Dean deu um suspiro dramático. "Eu não consigo parar de pensar nele, Gabe! Tudo aqui me faz lembrar Cas. Eu sinto o perfume dele em todos os lugares." Dean fez um gesto abrangente, com as mãos, como se mostrasse todo o lugar. "Eu estava ouvindo rádio, ontem à noite, e começou a tocar Making Love Out of Nothing at All, do Air Supply e eu comecei a chorar! Eu comecei a pensar em Cas! Meu coração me diz para perdoar ele, mas...""Mas..." Gabriel encorajou o ômega a continuar, tentando esconder a sua diversão.Dean olhou para Gabriel e disse: "E se tudo for apenas um ato, Gabe? Eu quero dizer, Cas começou a me ignorar, quando eu cheguei aqui. Depois, ele começou a discutir comigo, sempre que nos encontrávamos. Ele disse que nunca quis acasalar com um ômega mimado e insuportável, como eu. Depois que seu pai e eu voltamos de Remington, eu pensei que Cas ia me agredir, naquele jantar! E eu também pensei que ele ia me matar, quando você me ajudou com o meu calor. Agora, depois de tudo o que Cas fez e disse, ele age como se importasse comigo, e você e meu pai me disseram que ele me ama. Isso me deixa tão confuso, Gabe!" Dean colocou o rosto nas mãos e suspirou. "Eu não sei qual é o verdadeiro Cas."Gabriel, então, se deu conta de que Dean não tinha ideia de tudo o que acontecera, quando o ômega estava em um estado quase catatônico. O alfa se lembrou que o jovem não estava consciente de tudo o que acontecia à sua volta.Gabriel disse: "Quando vocês se acasalaram, eu vi o modo como Cassie estava te tratando. Eu fiquei muito irritado com o comportamento do meu irmão. E, quando eu te encontrei no corredor, naquele dia, eu quis chutar o traseiro de Cassie. Eu fui até o escritório dele e eu o confrontei. Eu também o aconselhei, eu disse para Cassie não fazer algo de que pudesse se arrepender, depois."Com as palavras do alfa, Dean começou a entender o comportamento de Castiel, depois da discussão no gabinete do alfa."Eu pensei que Cassie tinha refletido sobre o que eu disse para ele. Então, ele fugiu, depois que você entrou no calor. Eu tive vontade de ir buscá-lo, onde quer que ele estivesse, para colocar algum sentido na cabeça dele." Gabriel respirou fundo. "Cassie era um garoto doce e gentil, quando nós éramos crianças. Mas, ele mudou drasticamente depois da morte de nossa mãe. Quando ele se afastou de nós, eu fiquei confuso, em um primeiro momento, porque Cassie e eu éramos muito próximos um do outro. Então, a nossa relação mudou do dia para a noite, e isso me deixou chateado. Eu não sabia o que tinha acontecido com o meu irmão, para que Cassie começasse a agir daquela maneira. O fato de ele esconder de nós tudo o que aconteceu, durante todos esses anos, foi um choque, tanto para o meu pai quanto para mim." Gabriel se recostou no banco e suspirou. "Depois que Cassie se afastou de nós, ele começou a discutir com o meu pai, com frequência. Meu pai e eu sempre nos perguntávamos o que havia de errado, com ele. Então, quando Cassie nos contou tudo o que aconteceu, desde a morte de nossa mãe, eu comecei a entender o comportamento do meu irmão."Dean acenou com a cabeça, em afirmação. Gabriel deu um aperto reconfortante no ombro de Dean e disse:"Eu não estou dizendo que o que Cassie fez foi correto. O que eu estou dizendo, é que ele tomou a decisão errada, quando começou a se comportar daquela maneira, para tentar proteger aqueles que ele ama." Gabriel pegou uma das mãos delicadas de Dean e disse: "Você é um garoto doce, Dean-o. Eu creio que Cassie tentou afastar você, para não te machucar e ele cometeu um erro. Ele reconheceu isso, enquanto estávamos no hospital, quando você estava sendo examinado pelos médicos. Naquele dia, Cassie e eu discutimos, na sala de espera. Eu não estava acreditando nas palavras de meu irmão, quando Cassie se propôs a cuidar de você. Mas, ele me garantiu que iria fazer isso." O alfa continuou. "Quando voltamos para o castelo, eu ainda estava cético, em relação à mudança de comportamento do meu irmão. Nós conversamos e Cassie me disse que estava arrependido pelo modo como ele te tratou. Ele também me prometeu que cuidaria de você. Ações valem mais do que palavras, Dean-o, e Cassie provou isso, quando ele cumpriu a sua palavra, ao cuidar de você." Gabriel olhou para Dean e disse: "Naquele dia, Cassie também me disse que você é o seu verdadeiro companheiro."Dean sentiu seu coração disparar; Cas sabia que o ômega era o seu verdadeiro companheiro! E Cas o amava de volta! Dean sentiu as lágrimas queimarem seus olhos, com as palavras de Gabriel. O ômega limpou a garganta e disse, com a voz rouca:"Eu soube que ele era o meu verdadeiro companheiro, no dia em que eu cheguei em Caelum e o encontrei, pessoalmente."Gabriel deu um grande sorriso e disse: "Eu fico tão feliz em saber disso, Dean-o!" Gabriel deu um tapinha amigável na mão de Dean. "Eu garanto para você, criança: Cassie não está agindo ou fingindo que se importa com você. Você tem a minha palavra quanto a isso, ok?" O alfa deu um sorriso conhecedor. "Ele está completamente louco por você."Dean corou com o comentário de Gabriel. O ômega desviou o olhar e disse: "Eu também o amo."Gabriel disse, suavemente: "Então, o que você está esperando? Vá atrás de Cassie."Dean olhou para Gabriel, com os olhos arregalados e deu um grande sorriso. O ômega se levantou do banco e puxou Gabriel para um abraço apertado. O alfa devolveu o abraço e riu, baixinho."Você merece ser feliz, criança." Gabriel disse, suavemente."Obrigado, Gabe." Dean se afastou do abraço e sorriu para o cunhado."Se Cassie não te tratar bem, me avise. Eu vou chutar o traseiro dele." Gabriel disse, com bom humor.O ômega deu uma risada adorável, com as palavras de Gabriel. Dean abraçou o cunhado mais uma vez e correu para entrar no castelo, pela entrada lateral. Gabriel observou o jovem se afastar, em diversão. O alfa balançou a cabeça e riu, baixinho.Em tempo recorde, Dean subiu até o seu quarto, onde tomou um banho rápido. Ele pegou algumas peças de roupas e alguns de seus pertences, e colocou tudo em grande mochila e em uma bolsa de mão. Dean olhou para o relógio, que estava na mesa de cabeceira, e viu que eram 15:45. Se ele saísse agora, estaria em Remington por volta das 17:30 e teria tempo para jantar com Cas. O ômega saiu de seu quarto e encontrou John e Chuck, que vinham caminhando pelo corredor."Dean?" John levantou uma sombracelha, quando notou o que Dean carregava nas mãos."Eu vou para Remington, pai." Dean disse, suavemente.John sorriu para o seu filhote. "Seu companheiro vai ficar feliz em te ver. Você tem a minha bênção."Dean largou a mochila e a bolsa de mão no chão e se jogou nos braços de seu pai, o abraçando com força."Obrigado, pai." Dean farejou o perfume calmante de seu pai."Você também tem a minha benção, meu jovem." Chuck disse, suavemente.Dean olhou para o rei, com um grande sorriso. Chuck apertou o ombro de Dean, de maneira amigável e disse:"Cas está te esperando, Dean."Dean acenou com a cabeça, em afirmação. John ajudou o ômega a pegar a mochila e a bolsa de mão, que estavam no chão. Então, ambos os alfas acompanharam Dean, para fora do castelo. "Benny!" O grito de Dean quase assustou o guarda-costas, embora tenha assustado alguns pombos que estavam por ali. O ômega se aproximou correndo e disse: "Me leve para Remington, por favor."Benny riu, baixinho "É claro, Sua Alteza."John ajudou Dean a colocar os pertences do ômega, no porta-malas do carro. Ele abraçou seu filhote, mais uma vez e beijou os cabelos de Dean. Depois de se despedir de seu pai e de Chuck, o ômega entrou no carro. No caminho para Remington, Dean pensou em seu companheiro; o ômega quase teve um ataque de ansiedade, pois Benny não estava indo rápido o suficiente, na opinião sincera do ômega, embora eles estivessem a 180 km/h, que era o limite de velocidade permitido. A ansiedade de Dean era tão grande, que o ômega quase chegou ao ponto de chutar o pobre Benny, com o carro em movimento, para tomar a direção do veículo. Porém, o carro que o guarda-costas dirigia era um Audi. Dean se recusava a dirigir outro carro que não fosse o seu amado Bebê. Dean se afundou em pensamentos, pensando em seu amado impala e, quando ele deu por si, eles estavam entrando nos portões da casa de veraneio.Dean não esperou que Benny abrisse a porta do carro para ele e saiu do carro, rapidamente. Se Daniel Elkins não tivesse aberto a porta da casa, Dean a teria derrubado, com um chute. A expressão no rosto do caseiro era hilária, quando o jovem passou por ele, como um foguete. O ômega invadiu a casa, sem cerimônias, à procura de seu companheiro. Ele encontrou Castiel na sala; o alfa estava boquiaberto, quando viu Dean e seus olhos azuis de oceano estavam arregalados.Quando Dean viu Cas, o ômega sentiu que poderia gritar e desmaiar, como um adolescente que encontra os integrantes de sua boyband favorita. Entretanto, ele não era mais um adolescente e Cas não era um membro dos Backstreet Boys; ele era o seu verdadeiro companheiro, o seu alfa.Cas não pôde esconder a sua surpresa, quando se viu com os braços cheios de ômega. O alfa ficou ainda mais surpreso, quando aquele lindo ômega atacou a sua boca, como um homem que busca água no deserto e encontra um oasis."Ei." Castiel estava sorrindo de orelha a orelha."Ei." Dean beijou a mandibula do alfa."Então... Há alguma razão para isso?" Castiel disse. "Não que eu esteja reclamando."Dean corou, de maneira adorável e disse: "Eu te perdoo, Cas."Castiel sentiu as lágrimas queimarem seus olhos, ao ouvir as palavras do ômega. O alfa abraçou Dean, com força."Eu te amo, Cas." Dean disse, nos braços de seu companheiro."Eu te amo tanto, meu ômega." Castiel disse, nos cabelos de Dean.Dean se afastou do abraço e tocou o rosto de Castiel, gentilmente. "Você é o meu verdadeiro companheiro, Cas. Eu quero ter uma vida ao seu lado."Os olhos de Castiel se arregalaram, em realização; Dean sabia que eles eram verdadeiros companheiros. Dean notou a expressão no rosto do alfa. Castiel não sabia sobre o fato de que Dean estava ciente de que eles eram verdadeiros companheiros, é claro."Eu soube que somos verdadeiros companheiros, quando eu cheguei em Caelum e senti o seu perfume, Cas." Dean disse, suavemente.Sem dizer mais uma palavra, Castiel atacou a boca perfeita de Dean, em um beijo faminto e apaixonado. Dean devolveu o beijo, com a mesma intensidade. O ômega mentalmente deixou todos os outros pensamentos de lado; o que aconteceu quando eles se acasalaram, ficou para trás e agora eles estavam virando uma nova página, em suas vidas. Esse era um momento que precisava ser vivido, por si mesmo. Dean suspirou na boca de Castiel e se derreteu nos braços braços de seu verdadeiro companheiro, seu alfa.Seu Cas.
----- CHAPTER BREAK -----
Dean sentiu que poderia subir pelas paredes. O ômega e Castiel concordaram em ter uma lua de mel adequada, depois de todo o fiasco da cerimônia de acasalamento e dos eventos que aconteceram depois. Ele nunca havia estado com um alfa daquela maneira antes e a ajuda de Gabriel, quando Dean estava no calor, não conta exatamente como sexo em si. E Gabriel não fez nada mais do que tocar o jovem e usar um consolo, para dar-lhe algum alívio. Castiel dispensou todos os empregados, para ficar a sós com o seu companheiro, com exceção de Elkings, que fora mandado para o supermercado para comprar mais mantimentos e ficara a cargo de servir todas as necessidades do casal.Era a hora do jantar, Dean olhou para o seu companheiro do outro lado da mesa e piscava e corava, de forma adorável. Castiel percebeu a aparência de Dean e riu, baixinho. O alfa sentiu seu peito se encher de orgulho por ter aquele lindo ômega como seu. Ele evitou o pensamento de que quase o perdeu por causa de sua própria estupidez, e Castiel estava disposto a compensar Dean por todos os erros que ele cometeu, e ele faria isso direito."Está tudo bem, Dean?" Cas não pôde se ajudar, ele provocou um pouco o ômega, embora ele também estivesse ansioso para tocar seu companheiro e finalmente reinvindicar o que era seu por direito."S-sim..." O ômega corou ainda mais, desta vez ele corava até a raiz do cabelo.Cas segurou o riso que ameaçou irromper por sua garganta, ele não queria deixar o ômega ainda mais desconfortável do que já estava. Dean era adorável! O alfa se levantou e foi até o outro lado da mesa, onde sentou-se ao lado de Dean e o tranquilizou, ele já tinha terminado de comer, de qualquer maneira. Castiel acariciou o rosto do ômega, que derreteu sob o seu toque."Vai ficar tudo bem, amor. Eu não vou te machucar, eu prometo.""Eu sei, Cas. Eu confio em você."Castiel se aproximou e deu um leve beijo nos lábios de Dean. "Eu fico feliz em ouvir isso, meu ômega."Castiel passou a alimentar o ômega, com carinho explícito em seus olhos, enquanto arrulhava para Dean, que aceitava de bom grado o alimento oferecido. Quando o ômega terminou de comer, Castiel se levantou e ofereceu a mão para seu companheiro, antecipação evidente em seus olhos azuis de oceano. Dean pegou a mão oferecida e se deixou ser puxado para os braços de seu alfa, ele colocou o rosto na glândula de cheiro no pescoço de Castiel e respirou o cheiro de sândalo e grama fresca de seu companheiro.Cas se afastou sem soltar a mão de Dean e começou a puxar seu ômega pela casa até chegarem ao quarto de Castiel, onde o alfa o puxou em seus braços, novamente e beijou Dean, quando chegaram à porta do quarto.Castiel sentiu a excitação no perfume de Dean, apesar de estar misturada com nervosismo. Seu alfa interno ficou agitado (Tomar! Reinvindicar! Meu Ômega!), instando-o a tomar o seu lindo companheiro e o alfa não poderia concordar mais. Castiel começou a soltar feromônios calmantes em seu perfume para ajudar a acalmar o jovem e percebeu que Dean começou a relaxar visivelmente.O alfa se afastou e acariciou o rosto de Dean com ternura. Ele disse com a voz rouca: "Eu te amo, meu ômega."Dean suspirou, em contentamento. "Eu também te amo, Cas."Castiel abriu a porta e puxou Dean para dentro do quarto e para perto da grande cama de casal. O alfa olhou para o seu companheiro e não pôde deixar de admirá-lo, não pela primeira vez. Dean estava com as bochechas rosadas e seus lindos lábios vermelhos estavam inchados pelo beijo. Castiel se aproximou e começou a tirar a roupa de seu companheiro, ainda soltando feromônios calmantes e absorvendo cada centímetro da pele de Dean que era exposta aos seus olhos. A constelação de sardas em contraste com a pele pálida era de tirar o fôlego e Castiel sentiu vontade de mapeá-las. Assim que a última peça de roupa caiu no chão, Dean corou ainda mais, como se fosse possível e desviou o olhar, o nervosismo no perfume do ômega voltou a ficar evidente."Está tudo bem, meu lindo." Castiel acalmou seu companheiro. "Não há nada do que se envergonhar."O alfa tocou o queixo de Dean com delicadeza e fez ômega olhar para ele, e Castiel deu um leve beijo nos lábios de Dean. Castiel colocou o nariz na glândula de cheiro do pescoço do ômega e respirou fundo, o cheiro de canela e couro nublou a sua mente por alguns momentos e Castiel teve que fechar os olhos e mandar severamente seu alfa interno recuar, pois o cheiro de Dean era simplesmente divino. Então, ele percebeu a enormidade disso, ele estava farejando corretamente o cheiro de seu verdadeiro companheiro. Castiel não pôde se ajudar e beijou fervorosamente a boca de Dean. O alfa se afastou relutante e se despiu, então ele pediu gentilmente para Dean se deitar na cama.Castiel já tinha olhado para o corpo de Dean antes, mas aquilo era diferente; seu ômega era simplesmente perfeito, da cabeça aos pés. Castiel se deitou ao lado de seu companheiro e se aproximou, ele começou a beijar o pescoço de Dean, enquanto acariciava a lateral do corpo perfeito de seu ômega; a sensação de tocar seu companheiro era esmagadora. O alfa foi deixando uma trilha de beijos pelo pescoço de Dean até chegar ao peito, onde Castiel deu pequenas mordidas nos mamilos rosados, e isso fez o ômega gemer no fundo da garganta, em apreciação. Dean era responsivo ao toque e Castiel observou com fascinação os arrepios que percorriam o corpo do ômega. A barriga de Dean era macia, um sinal de fertilidade, onde Castiel também depositou beijos amorosos. O alfa estava louco para provar seu companheiro, provar a mancha que vazava copiosamente do buraco de Dean, mas ele teve que se conter, o ômega ainda não estava pronto para isso. Então, Castiel voltou a beijar Dean nos lábios, enquanto cuidadosamente separou as coxas de seu companheiro e se posicionou entre elas. Castiel queria que Dean ficasse confortável, então sondou cuidadosamente o buraco do ômega com os dedos, para estimular a mancha escorregadia, para ter certeza de que ele não machucaria Dean."Respire fundo, amor. Não vai doer, eu prometo." O alfa beijou Dean, com delicadeza.Castiel tinha um membro grande, ele sabia que era bem dotado, essa era uma característica de ser um alfa. Dean ofegou com a sensação dos dedos de Castiel dentro dele, mordendo o lábio e soltando gemidos baixos, mas seguiu as instruções de seu companheiro. O ômega respirou lentamente e sentiu seu corpo começar a relaxar."É isso, querido." Castiel sussurrou. "Apenas relaxe."O alfa ficou satisfeito quando viu a tensão deixar o corpo de seu ômega, agora havia apenas a excitação no perfume de Dean. Depois de alguns momentos de preparação, Castiel decidiu que Dean estava pronto e cuidadosamente retirou os dedos, substituindo-os por seu membro pulsante. Castiel penetrou seu companheiro com cuidado, enquanto observava a expressão de Dean, procurando por algum sinal de desconforto. Satisfeito que o ômega parecia confortável, o alfa parou por um momento quando chegou até o fundo, para dar tempo para Dean se acostumar.No início, a sensação de ser preenchido pela primeira vez era um pouco estranha para o ômega. Mas depois que Dean se acostumou com o membro de Castiel, o jovem decidiu que a sensação de plenitude era incrível."Oh!" Dean suspirou e fechou os olhos, apreciando a sensação.O lado primitivo do cérebro de Castiel registrou que ele seria o primeiro alfa a dar um nó em Dean, e o seu alfa interno uivou, em júbilo. Castiel se sentiu possessivo com esse pensamento, ele finalmente tomaria o que era seu por direito. Mas ele iria devagar para não machucar seu companheiro. Afinal, isso era sobre Dean.Dean acenou para Castiel, um pequeno aceno de cabeça, para indicar que estava pronto e envolveu as pernas na cintura do alfa. Castiel então começou a se mover com cuidado, balançando os quadris suavemente, enquanto depositava beijos delicados na clavícula de Dean."Cas..." Dean gemeu, se agarrando nos ombros do alfa.Castiel beijou um suspiro dos lábios de Dean, que começou timidamente a balançar os quadris de encontro com as investidas do alfa. Castiel ofegou, surpreso com a reação de Dean; o alfa então beijou o ômega com fervor e acelerou um pouco os seus movimentos."Cas... Alfa..." Dean gemeu, sem fôlego.Castiel rosnou no ouvido de Dean e pegou a cintura de seu companheiro, de forma possessiva. Ele começou a estocar mais fundo no corpo de Dean, enquanto observava o rosto do seu ômega se contorcer de êxtase."Deus, olhe só para você..." Castiel gemeu, amando o jeito que Dean chamava seu nome, isso era tudo que o alfa sempre sonhou.Antes que Dean pudesse agarrar seu pênis inchado, que balançava contra o seu estômago, Castiel afastou a mão do ômega; ele pegou o pênis de Dean e começou a masturbar seu companheiro no mesmo ritmo que as estocadas de seus quadris. Isso fez o ômega dar um grito alto, e agarrar ainda mais os ombros de Castiel.“Cas!” Dean gritou, apertando sua bunda em torno do comprimento grosso do alfa.Castiel sentiu o prazer formigar em seu ventre, com a sensação do aperto de Dean em torno de seu pênis. Ele estava tão perto e ele sentiu que Dean também estava quase lá."Cas... Por favor..." Dean gemeu.Um orgasmo avassalador tomou conta do alfa e Castiel rosnou, quando o seu nó travou profundamente dentro do corpo de Dean. O ômega gritou, quando o seu próprio orgasmo o atingiu, ele gozou na mão de Castiel, cobrindo a barriga de ambos com a sua própria semente.O alfa balançou os quadris suavemente, enquanto atirava cargas de gozo dentro de seu companheiro. O prazer correu por sua espinha, até que as ondas de seu orgasmo pararam de correr pelo seu corpo, sentindo Dean estremecer em seus braços.Ofegante, Castiel colocou o rosto no ombro de Dean e inalou profundamente o cheiro de canela e couro, permitindo que o cheiro de seu ômega invadisse os seus sentidos. Castiel lambeu a pele macia no lugar onde o ombro encontra o pescoço, no mesmo local onde estava a marca de acasalamento que ele deixou lá, na cerimônia. Ele evitou um rosnado que ameaçava romper sua garganta, com a lembrança de como ele tratou Dean naquele dia e lamentou sua estupidez, mais uma vez. Ele se esforçou para se acalmar e afastou o pensamento. Ele beijou o local da mordida, com delicadeza.E então ele mordeu, afundando os dentes na glândula de acasalamento de Dean, reafirmando o vínculo entre os dois. Isso era algo que ele planejava fazer, desde que se reconciliou com o seu companheiro; marcar Dean novamente como seu, em um novo começo para eles. O sangue escorreu da ferida, escorrendo pela língua do alfa, e ele pôde sentir o gosto de ferrugem do sangue de Dean. O ômega ofegou e sentiu as lágrimas enchendo os seus olhos, e o jovem abraçou Castiel, com força. O alfa lambeu a mordida com delicadeza, para ajudar a limpar o sangue. Ele deu pequenos beijos para acalmar dor da mordida, antes de levantar a cabeça e olhar nos olhos de Dean."Você é meu, Dean. Eu te amo.""Eu sou seu, Cas." Dean sorriu e beijou Castiel, em um beijo bagunçado e sangrento. "Eu também te amo."Castiel saiu de cima do ômega com cuidado, ainda conectado ao corpo de Dean. Ele puxou seu companheiro para descansar em seu peito, para esperar o nó desalojar do buraco do ômega. Castiel acariciou os cabelos de Dean e respirou o cheiro de felicidade que saia em ondas do perfume de seu ômega.***Os próximos quatro dias foram uma cadeia de delicias para o casal; Castiel e Dean aproveitaram a Lua de Mel tardia, fazendo amor quase todos os dias e aproveitando cada momento juntos. Dean pensou que não era possível que Castiel tivesse tanta disposição (ele estava errado), mas adorou cada segundo que passou conectado com o seu alfa. No final do quinto dia, eles voltaram para o castelo e foram recebidos com um coquetel de boas vindas, uma cortesia de Chuck. John estava satisfeito com a felicidade estampada no rosto de seu filhote, e abraçou Dean em um abraço apertado. Ele brincou sobre como os filhotes crescem e deixam o ninho, o que fez Dean dar uma risadinha adorável, com o bom humor de seu pai.Castiel pediu gentilmente para que os empregados mudassem as coisas de Dean para o quarto do alfa, não havia mais a necessidade de eles estarem em quarto separados. Naquela mesma noite, Dean suspirou quando se aconchegou nos braços de Castiel, dividindo a mesma cama com o seu companheiro, como deveria ser desde quando eles se acasalaram.Três dias depois, Dean estava no quarto de John, observando o pai arrumar as malas. O alfa estava de partida para Libanon, e Dean já estava com saudade do perfume de couro e especiarias de seu pai e definitivamente não estava fazendo beicinho. John percebeu e riu, baixinho. Ele se aproximou para abraçar Dean, que colocou o rosto na glândula de cheiro de seu pai e respirou fundo."Eu vou voltar para te visitar, filhote.""Eu sei, pai." Dean abraçou seu pai com mais força. "Eu vou sentir sua falta."John se afastou do abraço e disse, suavemente: "Eu também vou sentir sua falta. Mas agora você é um jovem acasalado. Não se preocupe, eu volto para te visitar sempre que eu puder, ok?""Ok." Dean suspirou.John deu um beijo carinhoso nos cabelos de Dean e se afastou para pegar algo em sua mala. Era a jaqueta favorita de John, uma linda jaqueta de couro."Aqui, filhote. Fique com ela." John se aproximou, com a jaqueta nas mãos."Oh!" Dean ofegou, os olhos verdes brilhando, em excitação. Dean amava aquela jaqueta. O jovem praticamente pulou nos braços de seu pai, quase os derrubando no chão.John riu, baixinho, com a reação do ômega e segurou seu filhote em seus braços. Ele ajudou Dean a vestir a jaqueta, e deu um beijo na testa do ômega."Obrigado, pai!" O sorriso de Dean estava cegando, enquanto apreciava o couro macio."É um prazer, filhote." John dá um aperto no ombro de Dean, orgulho estampado em seu rosto e carinho evidente em seus olhos.Depois que as malas de John estavam prontas, ele se despediu de Chuck e Gabriel, trocando palavras amáveis e agradecimentos com os dois alfas, com a promessa de John voltar para visitá-los. Dean e Castiel acompanharam o alfa mais velho até o aeroporto, eles também foram acompanhados por alguns guarda-costas liderados por Benny."Cuide bem do meu filhote, Castiel." John diz, enquanto aperta a mão do alfa mais jovem."Pode deixar, John." Castiel sorriu para o sogro."Você tem a minha benção." O alfa mais velho diz, suavemente.Os olhos azuis de Castiel se arregalaram e ele acenou com a cabeça, com um sorriso. "Obrigado, John."John deu um aperto no ombro de Castiel e olhou para Dean, que observava a interação com um grande sorriso no rosto."Eu vejo você, filhote." John puxou Dean em seus braços, em um abraço apertado."Eu vou estar esperando pelo senhor. Volte logo." Dean abraçou o pai com força.John se afastou e deu um beijo na testa de Dean, ele pegou as malas e foi em direção à área de embarque e acenou para o casal, que acenou de volta. O jato particular dos Winchester estava preparado para levar o rei de volta para Libanon.Depois que John embarcou, Castiel observou o jatinho taxiar para fazer a decolagem e se virou para olhar para Dean... para descobrir que o ômega não estava mais ao seu lado. O alfa teve dificuldade em controlar a onda de pânico que tomava conta dele e a preocupação começou a vazar em seu perfume, enquanto ele andava rapidamente até o estacionamento, procurando por seu companheiro... para encontrar Dean são e salvo ao lado de Benny.Castiel deu um suspiro de alívio e desacelerou o passo. Ele se aproximou de Dean e perguntou:"Então... Há alguma razão para você praticamente ter se teletransportado para o estacionamento? O alfa levantou uma das sobrancelhas."Eu... eu tenho medo de aviões." Dean admitiu. O jovem corou e desviou o olhar.Castiel não pôde esconder a sua surpresa e começou a rir."Cas! Isso é sério!" O ômega disse, indignado.Castiel levantou as mãos, em um gesto pacificador. "Ei, eu estou apenas surpreso." A curiosidade tomou conta do alfa e ele perguntou: "Por que você tem medo de aviões, Dean?""Aquelas coisas são perigosas, Cas!" Dean fez um gesto abrangente com as mãos, apontando em direção à pista do aeroporto. "Essas caixas de metal não são seguras, elas podem cair!" O ômega segurou um estremecimento.Castiel riu e tomou seu companheiro em seus braços, ele deu um leve beijo na testa de Dean, que se acalmou com o toque do alfa. Ele definitivamente amava as travessuras de seu ômega."Já que estamos seguros em terra firme..." Castiel disse, bem humorado. "O que acha de voltarmos para casa?"Dean deu um largo sorriso. "Sim, vamos para casa."
