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Falling To Pieces

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A pele pálida e os olhos sem brilho chamariam a atenção de qualquer pessoa em qualquer lugar, assim como a energia carregada de tristeza e amargura que emanava de seu corpo. Qualquer um saberia que, embora o corpo presente fosse o de Shun, a essência sempre tão alegre e o cosmo tão protetor que sempre emanava do japonês já não estava mais ali.
 
“Eu entendo a surpresa de cada um de vocês, de verdade. O garoto com quem vocês conviveram e batalharam lado a lado sendo o inimigo?” 
 
A voz de Hades soava melancólica, calma, num timbre abaixo da voz de Shun, ecoando no aposento onde estavam todos os cavaleiros de bronze de Athena. Ikki ainda tentava processar toda a informação, as lágrimas escorriam em abundância pelo rosto ferido; Seiya, Shiryu e Hyoga também tentavam digerir a situação: Shun era o hospedeiro de Hades, escolhido pelo deus do submundo pela bondade que sempre carregou em seu coração, além do fato de ter nascido sob a estrela maligna de Hades. 
 
“Entendam, não sou o inimigo. Não quero simplesmente acabar com a vida na Terra pelo prazer da extinção, vocês, humanos, destruíram tudo o que os Deuses trouxeram para vocês, contaminaram a Terra com sua presença...”
 
“E você quer destruir tudo e reinar para o nada? Quer guerrear com Athena por quê, Hades?”
 
Hades direcionou-se até Seiya, caminhando calmamente e agachando-se a altura do Pégaso. Pandora, que observava toda a cena, prontamente pediu que seu mestre não se rebaixasse ao nível do cavaleiro.
 
“Não quero reinar para o nada, Pégaso. Quero apenas garantir que o caos reine. Quanto à Athena, não quero guerrear com ela, quero que ela se retire para garantir que nenhum humano seja salvo. Nenhum.”
 
Hades levantou-se, caminhando em frente aos cavaleiros de bronze e contemplando suas faces em diferentes estágios de luto, incredulidade e cansaço. Ao ver o cavaleiro de Cisne, ajoelhado e ferido, o deus prontamente dirigiu-se a ele.
 
“Meu hospedeiro nutre algo por você… A memória muscular dele me trouxe até você e eu posso entender a razão, Cisne. Há algo que é triste, um desalento que ressoa em seu cosmo.” Sem hesitação alguma, Hades tocou o rosto do russo, afagando o lado esquerdo da face do loiro cujos olhos quase se fecharam ao sentir o toque gélido e o rosto automaticamente seguindo na direção do olhar do deus, que parecia enfeitiçá-lo. 
 “Poderia fazer de você a minha Perséfone e dar este presente ao cavaleiro de Andrômeda, por se comportar tão bem e tomar conta deste corpo enquanto eu adormecia. O que você me diz, Cisne?”“Sim.” Não houve hesitação alguma por parte de Hyoga e, em um piscar de olhos, o aposento onde todos se encontravam estava tomado de sangue e dos corpos sem vida de Athena e de seus cavaleiros. Hades então tomou o rosto de Hyoga com as duas mãos e beijou seus lábios, forçando-o a se levantar e a olhar a cena ao seu redor. 
“Tudo o que desejar, é seu.”
 
Como um mero espectador da carnificina que acabara de acontecer, Shun gritava em agonia dentro do corpo que havia sido o seu antes de ser tomado por Hades.

-OOOO-
 
Acordara mais uma vez após o pesadelo que lhe afligia na maioria das noites. A pele, encharcada de suor, estava fria e o coração batia como se quisesse sair da cavidade torácica. A garganta doía, sabia que havia gritado em horror durante o pesadelo, as mãos e as pernas tremiam. Abraçou-se para tentar conseguir esquentar-se um pouco e ficou nessa posição por algum tempo, tentando lembrar-se dos exercícios de respiração que os médicos haviam lhe passado.
 
Não discordava do diagnóstico que recebera - síndrome de estresse pós-traumático - mas o remédio parecia não funcionar e os pesadelos apareciam com mais frequência do que antes. Não tinha vontade de interagir, não tinha vontade alguma de sair do quarto mas a essência guerreira não o deixava desistir. 
 
Após algum tempo, sentiu o coração desacelerando e a respiração voltando ao normal. Não sabia quanto tempo havia se passado, mas isso não importava. Para Shun, relembrar e reviver todos esses momentos, de maneiras distorcidas e cruéis, sempre era uma eternidade.
 
Levantou-se da cama indo em direção ao banheiro onde, como quase todas as noites, lavaria o rosto e não se olharia no espelho - estava ciente das olheiras profundas, dos olhos avermelhados e da pele pálida; não queria ser relembrado de tudo isso. Dessa vez, fez algo diferente: ao invés de voltar à cama, saiu de seu quarto e desceu à cozinha, onde preparou um chá e sentou-se à mesa, esperando que o mesmo esfriasse um pouco antes de bebê-lo.
 
A solidão não era algo que lhe incomodava - a mansão Kido estava praticamente abandonada, já que Saori encontrava-se na Grécia acompanhando o tratamento que Seiya recebia após o ferimento quase que fatal que recebera da espada de Hades. Jabu, Nachi, Ichi e Ban a acompanharam para protegê-la, além de poderem treinar no Santuário com outros cavaleiros; Geki encontrava-se no Canadá. Shiryu havia regressado aos Cinco Picos, Hyoga estava na Rússia e Ikki estava em seu apartamento em Tokyo. Na mansão, só restava ele, Tatsumi e alguns empregados da família Kido.
 
Estava tão imerso em seus pensamentos que não percebera a figura de alguém parado na porta da cozinha, apenas o observando. Não percebera a hesitação da pessoa em se aproximar dele para não assustá-lo, ficando parada por um bom tempo no batente da porta vendo Shun olhar para o nada. Não percebera o olhar triste da pessoa ali presente ao ver como o amigo de tantos anos estava. Não percebera quando a pessoa ali parada levou as mãos aos olhos, numa tentativa de parar as lágrimas que desciam sem permissão pelo seu rosto e que, sem saber o que fazer, virou-lhe as costas e o deixou sozinho na cozinha, contemplando o nada.

-OOOO-
 
A luz da biblioteca estava acesa e isso lhe chamou a atenção - obviamente, não lembrava de todo o trajeto de seu quarto até a cozinha, mas tinha quase que certeza que a luz estava apagada. Na ponta dos pés, andou até a biblioteca e colocou a cabeça no vão da porta entreaberta, para espiar quem estava lá. Não era um hábito que tinha, de espiar as pessoas, mas tinha absoluta certeza que não havia mais ninguém na casa. Viu a figura de Hyoga perto da janela que ficava de frente para os jardins da mansão. 
 
“Hyoga… Quando chegou?”
 
“Olá, Shun. Cheguei há dois dias, mas Tatsumi disse que você quase não sai de seu quarto e eu não quis lhe incomodar. Ouvi você descendo para a cozinha, mas você estava tão absorto em seus pensamentos que não quis te incomodar.”
 
“Me desculpe, meus modos não são mais os mesmos. Seja bem vindo, Hyoga.” Não se esforçou para sorrir, não tinha forças e nem vontade de fingir um sorriso e nem de tentar explicar a situação. A verdade era que não tinha vontade de coisa alguma e sabia que isso refletia em sua aparência, pensamentos e atitudes.
 “Obrigado, Shun...” A voz do russo parecia tímida e o mesmo estava com a face ruborizada, como se estivesse com vergonha de alguma coisa. Os olhos também estavam avermelhados, mas Shun decidiu por não perguntar ou dizer algo. Ficou parado no batente da porta, observando Hyoga. O olhar, perdido, apenas focava no russo mas sua mente não processava nada.  
“... Shun?”
 
Hyoga havia se aproximado dele, mas ele não percebera exatamente quando, só que o amigo estava próximo. Notou que a boca dele se mexia, que os olhos azuis seguiam os olhos dele para constatar que estava prestando atenção.
 
“Me desculpe, Hyoga. Eu não prestei atenção no que você dizia.”
 
“Sem problemas, Shun. Perguntei sobre Ikki, ele está por aqui?”

“Sim, está na cidade… eu o vi por esses dias. Que dia é hoje?”
 
“Quinta-feira, 17.”
 
“Uh, então já faz umas duas semanas. Não tenho muito mais noção do tempo.”
 
Hyoga sorriu, mas era um sorriso triste que mal levantava os lábios. Não sentia pena de Shun e não demonstraria algo como dó, sabia que o amigo passava por um período bem conturbado e a volta ao Japão se deu após conversar com Ikki. Shun não queria que ninguém o presenciasse tendo crises, não queria ser alvo de preocupações e, enquanto estivesse funcional, preferia ficar sozinho. Recusara as ofertas de Ikki para morar junto dele em seu apartamento e também recusou os pedidos de Saori para ficar na Grécia com ela. O russo entendia muito bem o que se passava com Shun, ainda lutava com seus problemas e depressão, mas sabia muito bem o quão difícil aceitar ajuda ou se reerguer sozinho era. Não deixaria Shun sozinho.
 
“Você quer voltar a dormir?”
 
Shun negou com a cabeça.
 
“Bem, sei que não está com vontade de conversar, mas se você quiser me fazer companhia por aqui, eu agradeceria. Não precisamos conversar sobre absolutamente nada.”
 
O russo então pegou um livro que estava em um aparador, sentou-se em uma das poltronas e abriu o livro (devidamente marcado com um um marca-páginas improvisado com um lápis). Shun notou que o livro era uma edição de bolso, surrada, mas parecia ser algo que Hyoga guardava com carinho. A capa azul tinha a foto de dois homens e Shun se viu tentando compreender o título do livro. 
 “On The Road?”“Sim, Jack Kerouac. Tirando os clássicos russos que líamos na Rússia, este era um dos livros da coleção de Camus que eu queria ler mas nunca arranjava tempo.” Shun sorriu. Sabia que o amigo gostava de ler e que seu mestre também fora um ávido leitor que gostava de discutir literatura com seus pupilos quando não estavam treinando, além de prezar pela educação dos mesmos.  
Após alguns minutos, Shun sentou-se em um dos confortáveis divãs da biblioteca e, sem pensar duas vezes, colocou os pés em cima do móvel. Como ele mesmo havia dito, suas maneiras já não eram as mesmas.
 
Ouviu Hyoga suspirar algumas palavras em uma língua que não era conhecida - e, depois de um tempo, conseguiu entender que o livro que o loiro lia também estava em outro idioma.
 
“Está lendo em russo?” A curiosidade de Shun falou mais alto.
 
“Não, é francês. Prometi a Camus que tentaria ler o livro em francês mesmo, mas ainda tenho muita dificuldade com algumas conjugações verbais.” Hyoga não tirou os olhos do livro, rabiscando alguma coisa na página. “Acabo marcando as palavras que tenho dificuldade e depois procuro por elas.” Olhou para Shun ao responder.
 
“Deve ser legal saber outras línguas. Eu só sei o básico do grego e inglês.”
 “Você se lembra quando cheguei aqui e mal falava japonês? Você quem me ensinou o básico do kanji e, até hoje, tenho dificuldade em algumas coisas.” Shun olhou novamente para o russo, que parecia um pouco envergonhado por admitir que ainda tinha dificuldades com a língua japonesa. Lembrou-se da infância, dos quase três anos que passaram juntos antes de serem enviados aos seus respectivos locais de treinamento; um sentimento de nostalgia tomou conta de sua mente. A infância, por mais estranha e dolorida que fosse não se comparava à adolescência que estava tendo. Aos dezessete anos, vira tantas coisas que pessoas com o triplo de sua idade não sonhariam em ver; sentira tantas coisas que não desejaria a ninguém. Respirou fundo, olhando para o teto do recinto.  
“Sim, me lembro. Eu também estava aprendendo a ler e a escrever e tudo o que eu aprendia, eu lhe ensinava.”
 
“Me lembro daqueles livros infantis e de como eu os levei para a Rússia comigo. Eu tinha tanta dificuldade com os kanjis, saía tudo errado.” - O russo suspirou. 
 
“Eu me lembro que o Tatsumi e os outros empregados da família Kido não tinham paciência de sentarem conosco e nos ajudarem com as lições e que as professoras do orfanato tentavam nos ajudar… Quando nós fomos enviados para o treinamento, uma das exigências do senhor Kido foi que continuássemos a estudar japonês.”
 
“Sim… o pobre Camus tentava entender todos aqueles símbolos e, no final das contas, eu que acabei o ensinando algumas palavras bobas. ‘Sorvete’, ‘boa noite’, ‘pinguim’.”
 
Hyoga colocou o livro de lado, olhando para o teto e sorrindo. Shun seguiu o movimento e, após ponderar por algum tempo, perguntou:

“Você chamava o Camus de pinguim, não?”

“Por algumas vezes, sim. Mas logo ele aprendeu o significado dos kanjis e a brincadeira perdeu a graça!”
 
Shun sorriu pela primeira vez em um bom tempo.
 
“No final das contas, Camus decidiu aprender japonês para me ajudar.” - o russo disse, após alguns bons minutos em silêncio.
 
Havia algum tempo desde que Shun tivera alguma conversa - ou o resquício do que seria uma conversa normal - com alguém. As conversas com Ikki se resumiam à poucas palavras trocadas, às vezes, ao choro descontrolado do mais novo por não conseguir expressar tudo o que sentia e às várias tentativas do mais velho em tentar controlar a raiva por toda aquela situação. Shun sabia que o irmão não estava com raiva dele, mas sentia culpa pela raiva do irmão. ‘Se eu não tivesse nascido, se eu não fosse um fardo para o Ikki, se eu tivesse morr…’
 
“Uh, acho que entendi algo. Dean sonhou que estava… dando a luz?!”
 
O absurdo em escutar aquilo tirou Shun de seu transe, não deixando-o completar seus pensamentos. Enxugou as lágrimas que começavam a se formar em seus olhos, respirou fundo antes de levantar seu torso do divã, olhando na direção onde Hyoga estava.

“O quê?”
 
“Dean Moriarty é um dos personagens principais, certo? Está escrito que ele teve um sonho e aí vem essa parte: ‘avoir un bébé et son ventre était’... ‘avoir un bebé’ é ter um bebê e ‘ventre’ é barriga, ventre.”
 
Os olhos arregalados (e um pouco avermelhados pela tentativa de segurar o choro antes do choque) de Shun mostram o quanto a situação chegava a ser cômica. Hyoga levantou-se da poltrona onde estava sentado, entregando o livro na mão de Shun. Em seguida, se dirigiu até as estantes lotadas de livros, procurando por um dicionário. Ao achar aquele que queria, começou a procurar pelos vocábulos e, ao achá-los, mostrou a Shun.
 
“Avoir… to have… Pelos deuses, Hyoga!”
 
O russo sorriu, sentindo-se um pouco orgulhoso por ser bem observador e reconhecer que Shun estava prestes a se perder em seus pensamentos novamente.
 
“A contracultura americana era bem insana, não?”
 
Notou que o russo ainda o observava, mas não sentiu-se acuado com tal observação: para Shun, fazia mais sentido que alguém que vivera a insanidade de estar num campo de batalha e que soubesse o que acontecera com ele o observasse - e até mesmo o analisasse. Não que os médicos que Saori tivesse contratado não soubessem da extensão de suas batalhas, mas uma coisa era saber e a outra seria vivenciar o que cada um dos cavaleiros de Athena já vivenciaram.
 
Ferimentos extensos que matariam um simples mortal em questão de segundos? Passar por treinamentos intensos em seus anos formativos, além de todo o abuso emocional e psicológico que lhes foi infligido? Ter seu corpo possuído por um deus do submundo grego e ter suas memórias distorcidas, vendo os amigos serem dilacerados de maneiras horrendas e cruéis, só pelo simples prazer da tortura de vê-lo agonizando? Será que ainda havia um resquício de Hades ainda dentro dele, alguma essência ou algo parecido?
 
“Não, Shun. As experiências mais traumatizantes nos acompanham por um tempo mesmo. Não há uma essência de Hades dentro de você. Você mesmo o combateu e, junto com o sangue de Athena, o expulsou de seu corpo.”
 
Shun notou que sua respiração estava rápida, mas parecia estar começando a se acalmar; o dicionário e o livro de Hyoga estavam caídos no chão, o loiro segurava seus braços como se estivesse impedindo a queda do japonês. 
 
“Eu disse tudo aquilo em voz alta?” - a voz demonstrava toda a fragilidade e vulnerabilidade que Shun evitava expor aos outros. Mesmo que em combate se mostrasse vulnerável por evitar a violência, esse fato não poderia ser comparado à vulnerabilidade que apresentava agora: sentia-se quebrado, triturado ao ponto de não conseguir juntar os cacos. O peso das memórias, da culpa que sentia por fazer com que todos se preocupassem com ele era semelhante ao de uma pedra amarrada ao seu pescoço, fazendo-o afundar na imensidão de um oceano. 
 
Já não se debatia mais, apenas aceitava o peso e afundava. 
 
As mãos do russo apertaram seus braços, num claro sinal de conforto.
 
“Eu sei que você não quer falar sobre isso e eu não quero que você se sinta pressionado a falar, mas saiba que eu te entendo. Até hoje, as imagens daquele navio afundando com a minha mãe me atormentam; acordo sufocado, tremendo, aos prantos e gritos... Sei que não é a mesma coisa, mas entendo tudo o que você quis dizer… ”
 
Shun baixou a cabeça, um pouco envergonhado pela cena que causara e por seus próprios sentimentos de resignação perante tudo aquilo que passaram.
 
“Me desculpe, Hyoga. Eu...”
 
“Não se desculpe, Shun. Você não precisa se desculpar por sua humanidade. Ao contrário que já nos foi dito pelos mais velhos, isso não é sinal de fraqueza, especialmente quando estamos fora de um campo de batalha.”
 
Antes de abaixar-se para pegar os livros caídos, Hyoga apertou seus braços mais uma vez - o polegar da mão esquerda acariciou seu bíceps por algumas vezes antes do loiro soltar seus braços e recolher os livros do chão. Após algum tempo, Shun sentou-se novamente no divã e ali ficou. O barulho de estática deu lugar aos pensamentos e, passado alguns minutos, dormiu. Hyoga o cobriu com uma das mantas que ficavam ali na biblioteca - era comum que alguns deles adormecessem no recinto a fim de escaparem do confinamento das paredes de seus quartos na mansão.
 
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Back and forth, I sway with the wind

Resolution slips away again

Right through my fingers, back into my heart

Where it's out of reach and it's in the dark

Sometimes I think I'm blind

Or I may be just paralyzed

De um lado para o outro, eu balanço com o vento

A firmeza escapa novamente

Bem pelos meus dedos, de volta ao meu coração

Onde está fora do alcance e no escuro

Às vezes acho que estou cego

Ou talvez eu apenas esteja paralisado

(Falling to Pieces, Faith No More)

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