Actions

Work Header

Grampeado

Entire Work

Work Text

Olhou mais uma vez para o painel à sua frente e suspirou derrotado, ainda tentando se conformar com o novo curso que fora praticamente obrigado a seguir. Coruscant(
1)
já lhe parecera apenas um planeta qualquer com uma tara megalomaníaca e narcísica, mas hoje era como se a arquitetura monumental procurasse esconder a carnificina do Império(
2)
atrás de seu tamanho imenso. Os poucos intelectuais realmente aplicados em resolver problemas pela galáxia haviam sumido ou se tornado exemplares perfeitos de uma elite burra, cuja ignorância funcionava como um mecanismo de defesa. Ou, ainda, se convertido ao lado inimigo, acreditando que a ideia de levar “ordem” à galáxia seria benéfica a todos — mas especialmente à eles mesmos.

Sentia até arrepios com a ideia de pisar lá, a sensação de ser observado o tempo inteiro piorando exageradamente, porém aquela era sua única saída agora, o que era frustrante. Baekhyun passara semanas em um acampamento rebelde arquitetando um plano para derrubar a comunicação de uma base imperial inteira e roubar o máximo de armamento e dados possível pelo tempo que conseguissem invadir. Estavam começando a acertar os detalhes finais quando soube que o Império estava em sua cola desde que conseguiram liga-lo a outro ataque da rebelião ocorrido há alguns meses. Sob suspeita de participar de atividades rebeldes, sabia que logo passaria a ser investigado, o que colocava em risco todo o trabalho realizado nos últimos tempos.

Infelizmente era chegada a hora de se retirar de cena e sumir por um tempo, algo que lhe irritava muito pois sentia que cada segundo parado era um segundo perdido que poderia ter sido muito melhor aproveitado se estivesse lutando contra o Império. Entretanto, tinha noção de que agir agora era colocar em risco não apenas sua integridade física (o que nem era o ponto principal) como a de seus companheiros e do plano como um todo. Neste sentido, parar era o melhor movimento a se fazer agora.

Por conta disso, teve que pensar rápido em algum lugar onde pudesse ir e para o qual tivesse uma boa justificativa para fazê-lo. E aquilo havia sido uma tarefa mais difícil do que imaginara a princípio uma vez que a maior parte de seus conhecidos hoje eram pessoas ligadas à rebelião que poderiam acabar seriamente comprometidas se fossem associadas ao Byun. Quanto à família, seu único parente vivo era seu irmão, cujo qual raramente contatava como forma de protegê-lo pois sabia que o Império não teria escrúpulo algum de torturá-lo para descobrir mais informações sobre Baekhyun. Por fim, só havia um nome razoável o suficiente: Do Kyungsoo.

Vinha sentindo uma dor de cabeça constante desde que pensou naquele nome.

Embora ele também fosse um rebelde, o Do era consideravelmente mais contido e

low profile

, preferindo focar em ataques menos grandiosos com operações sutis. Lembrava de terem discutido sobre isso algumas vezes, já que Baekhyun achava que a rebelião deveria ferir onde dói enquanto Kyungsoo dizia que uma sucessão de ataques diretos deixaria sua guarda-baixa e poderia acabar deixando a aliança rebelde mais vulnerável. E o pior de tudo é que aparentemente ele havia acertado já que nem demorou tanto para que tivesse um informante perigosamente perto de lhe identificar.

E para lhe tirar mais ainda do sério, o Do morava em Coruscant, bem embaixo do nariz do Império em uma decisão estratégica para si mas que, para o Byun, apenas parecia o maior pesadelo que poderia vivenciar.

Mas por mais irritado que estivesse com tudo, sabia que ele era sua melhor opção. Primeiro porque nenhum plano que executara jamais poderia ser traçado até ele e, além disso, o Do não sabia tantos detalhes sobre suas atividades rebeldes para lhe denunciar caso fosse capturado ou já tivesse sido corrompido. Em terceiro lugar vinha o fato de que ele vivia uma vida pacífica aos olhos do inimigo, o que também os manteria longe de si consequentemente. Por fim, nos momentos em que estiveram na presença um do outro no passado, os dois acabaram ficando

bem íntimos

. Aquele casinho poderia parecer apenas um fato qualquer, porém tinha potencial de ser bem útil pois lhes permitiriam facilmente fingir um relacionamento sério e disfarçar a realidade de seu envolvimento com a aliança rebelde.

E foi exatamente com esse último ponto em mente que tomou a decisão final de partir para Coruscant.

Agora, sentando em sua nave com seu droid D.O. logo atrás de seu assento, Baekhyun sabia que seu próximo passo era ligar para o comunicador de Kyungsoo. Aquilo seria importante tanto para informá-lo sobre a situação, quanto para começar a despistar logo o Império uma vez que o comunicador de sua nave havia sido grampeado em um dos últimos planetas nos quais pousou. Como soube disso? Bom, o Império não era o único a ter informantes. Felizmente, o Byun já evitava usar o aparelho justamente para não comprometer nenhum dado fundamental, contudo agora não poderia se dar ao luxo de tal opção.

De qualquer maneira, o quanto iniciasse o teatro, mais rápido teria o inimigo duvidando das próprias pistas. Com isso em mente, decidiu parar de enrolar e ligar seu comunicador, se apavorando um pouco quando o outro não demorou muito a atender, não lhe dando tempo de se preparar mentalmente para falar com ele de novo após tanto tempo. Assim, quando a voz confusa e digitalizada chegou em seus ouvidos, sentiu o corpo tensionar imediatamente.

—Baekhyun?

—Kyungja…

Se apressou em dizer o apelido que haviam combinado como um código: quando o Byun o chamasse daquele jeito, algo estava errado. Por hora, não poderia ser honesto com ele sobre a natureza do problema que enfrentava, então usou daquele artifício para alertá-lo e apenas emendou no teatro enquanto torcia para ele embarcar junto consigo.

—Amor, não desliga, ok? Eu sei que eu fui o pior namorado do mundo sem dar notícias esses dias e que estou mega atrasado e não cumpri com a data combinada para estar aí mas eu acabei me enrolando com o trabalho de verdade desta vez.

Os três segundos de silêncio quase fizeram o coração de Baekhyun parar. Estava quase certo de que ele teria entendido a mensagem, porém talvez pudesse não aceitá-la bem e apenas negar seu pedido de ajuda. Se aquele fosse o caso, o Byun teria um novo problema para resolver de urgência: achar outro planeta onde pudesse ficar por um tempo.

—Sempre o trabalho não é, Hyunnie?– Ele respondeu e Baekhyun sentiu o alívio tomar conta do seu corpo quando ouviu Kyungsoo devolver com “Hyunnie”, o próprio apelido que ele havia combinado de dizer nestas situações. —Você sabe que perdeu o jantar com os meus amigos de Chandrilla(
3)
, não é? A sorte foi que eu ia te apresentar de surpresa, então pelo menos não passei essa vergonha de levar um bolo do meu próprio namorado na frente de todo mundo.

Se já estava aliviado antes, ouvir o Do embarcando tão bem na sua história e tão rápido deixou o Byun completamente relaxado. Baekhyun já tinha uma noção, diante da forma sutil com a qual o outro gostava de agir, que Kyungsoo sabia improvisar uma mentira como ninguém. Contudo, dada a aleatoriedade de sua ligação, pensou que podia acabar pegando ele de surpresa ao ponto dele acabar se perdendo.

—Eu sei, merda, eu sou a pior pessoa da galáxia…– Suspirou, fingindo estar frustrado com a situação fictícia. —Me desculpa de verdade por isso, amor. Eu prometo que vou explicar tudo em detalhes para você assim que eu chegar. Eu já estou na nave então não deve demorar muito.

—Sei…

—Acredite, eu daria tudo para ter estado aí com você durante o jantar porque as coisas no trabalho estão péssimas.

—Pelo jeito que você está falando me parece um problemão mesmo. Hyunnie, você não está encrencado, está?– Baekhyun nem precisou pensar duas vezes para entender a última frase. Usando o apelido de novo, o Byun logo soube que ele estava tentando compreender o tamanho do problema em que havia se metido com o Império.

—Bom, a minha situação está um pouco delicada agora, mas eu não diria que estou encrencado… É frustrante mas eu sei que vai passar depois da gente matar a saudade por um tempinho, Kyungja. — Sabia que aquilo era o suficiente para o Do entender que iria precisar passar um período escondido atrás daquele teatro de aparências com ele.

Mesmo assim, ele levou alguns segundos a mais para responder, a respiração dele, audível pelo comunicador, aparentando estar pesada. Baekhyun pensou que ele talvez estivesse tentando assimilar o que estava pedindo e decidir se seria viável, para si, sustentar aquela mentira por tanto tempo

—Tudo bem. Mas eu ainda vou querer que você me conte tudo quando chegar aqui, ok? Eu quero ouvir o que você tem a dizer, Hyunnie, entende?

Era engraçado como estavam tão entrosados e preparados para aquilo que Baekhyun entendia exatamente que “ouvir você” e “Hyunnie” na mesma frase era a forma dele perguntar se estavam sendo escutados. Entretanto, não entendeu muito bem o porquê daquela pergunta agora, afinal pelo modo como estavam conversando, ele já devia saber que aquele era sim o caso. Por que exatamente ele estava querendo confirmar?

—Sim.– Respondeu indicando que estava sim grampeado. —Prometo que vou te contar tudo, amor.

—Isso é bom, e eu não vou esquecer disso. Mas agora eu quero entender direitinho essa história de matar saudade. Afinal, você devia mesmo me recompensar por ter passado tanto tempo longe.

Foi a vez de Baekhyun se demorar mais alguns segundos na resposta, tentando entender o que Kyungsoo queria com aquela frase. No início achou que era outra mensagem subliminar, porém a falta do apelido lhe deixou ainda mais confuso. Será que ele só estava estendendo o papo para soar mais como um casal apaixonado que não se fala há algum tempo? Sim, certamente deveria ser algo do tipo.

—Recompensar, é?– Deu corda para tentar entender onde ele queria chegar com tudo aquilo.

—É claro! Meu namorado me deu o maior bolo, o mínimo que ele devia fazer é cuidar muito bem de mim.

Com aquela frase, Baekhyun achou que ia infartar naquele momento. Os dois tinham se envolvido há algum tempo, de fato, mas a última coisa que o Byun esperava quando ligou para o Do era que ele fosse dar em cima de si daquele jeito no meio de uma ligação que estava indo direto para os ouvidos do Império.

Pensar nisso fez uma luz acender na cabeça de Baekhyun.

—Já está com saudades do jeito que eu cuido de você, Soo?– Não precisou de apelidos combinados daquela vez, pois a pergunta não vinha de uma necessidade de continuar com aquela atuação toda. Não, aquela pergunta veio diretamente do Byun, tão crua e sincera quanto poderia ser naquele momento, uma verdade apenas escondida no meio de outras mentiras. Duvidava muito que Kyungsoo agisse daquele jeito somente para driblar o Império, por isso queria entender se suas suspeitas estavam certas.

—É natural ficar com saudades, eu acho. Você me deixou sozinho por muito tempo, Baek, e isso não se faz.– Mordeu o lábio quando ele respondeu de modo similar, ficando completamente evidente para si que aquela coisa não-nomeada do passado não estava tão superada assim.

Dos dois lados.

—Nem foi tanto tempo assim.

—Pra mim pareceu uma eternidade… E me divertir sozinho não é a mesma coisa.

—Qual é a diferença?

—Ah, são muitas. Mas, para começar, meus dedos são bem menores do que os seus.

Ok, admitia que também estava com saudades dele, mas não podia ignorar o fato de que havia uma escuta naquela ligação. Diante destes fatos, ele definitivamente estava querendo dar um showzinho pro Império e, para ser bem sincero, Baekhyun estava achando bem cômica a ideia de uma sala cheia de figuras do alto escalão ouvindo os dois falando umas sacanagens pelo comunicador. Sem contar que, bom, se queriam passar a ideia de um casal de verdade, aquilo certamente era verossímil.

Tinha melhor forma de despistá-los demonstrando como eles eram um casal feliz do que essa?

—Eu gosto dos seus dedos, eles ficam muito bem em volta do meu pau… Mas concordo que prefiro que sejam os meus dentro de você.– Devolveu indo além, e sorrindo quando notou a respiração dele ficar pesada mais uma vez, provavelmente sem esperar que o Byun escalonasse aquilo tão depressa.

—Não sei se acredito em você quando vive mais ocupado com o trabalho do que comigo…– Notou a voz dele meio perdida e engasgada, mas de modo tão sutil que sabia que seria o único a reparar nisso. Mesmo tendo ficado pouco tempos juntos, Baekhyun já sentia que o conhecia na palma de sua mão e, por isso, era fácil para si notar quando Kyungsoo ficava encabulado mesmo que ligeiramente.

—Será que vou ter que me provar então? Vou ter que te arrastar até a cama e te dar uma dedada assim que botar os pés aí? Porque se é isso que você quer, você sabe que eu só vou parar quando você estiver gritando.

A respiração ruidosa deu lugar a um suspiro denso, denotando o quanto ele havia ficado mexido com a ideia. Se ele gostaria que executasse aquilo na vida real ou não, o Byun só descobriria quando chegasse no apartamento dele. Entretanto, dar continuidade àquele joguinho e às asas de sua imaginação já lhe parecia o suficiente por hora.

Notou também que ele não era o único afetado quando um som metálico surgiu atrás de si, reconhecendo bem as engrenagens de seu droid funcionando enquanto ele se afastava e fechava a porta, provavelmente se encaminhando para um ponto da nave em que não pudesse ouvi-lo. Quase riu com o ato, sabendo que deveria ter se dado conta de sua companhia antes de embarcar naquela ideia, porém já estava investido demais para parar agora.

—Eu sei bem. Mas me surpreende você querer me arrastar até o quarto primeiro. O que houve com o homem que me jogou na mesa da cozinha e me fodeu sem nem colocar os dedos em mim primeiro, só me preparando com a língua antes de enfiar o pau todo de uma vez?

Embora estivesse contido até então, Baekhyun acabou arfando com aquela resposta porque ela não era mais só uma fantasia. Ele lembrava muito bem a situação ao qual Kyungsoo estava se referindo: passaram o dia inteiros separados e em uma tensão absurda por conta de um ataque da rebelião à um banco e, assim que colocaram os olhos um no outro, o Byun só conseguiu raciocinar o suficiente para forçar o tronco alheio contra a mesa da cozinha e babar minimamente seu rabo antes de estarem fodendo desesperadamente.

Merda, realmente estava com saudades dele.

—Eu só achei que você queria que eu cuidasse de você…– Quase se xingou pelo tanto que sua voz parecia ofegante e afetada.

—E desde quando isso quer dizer “me leva pro quarto, tira minha roupa e me come como uma boa virgem”?– Notou o deboche na voz dele, se ajeitando na cadeira em seguida e notando que o próprio pau já estava duro dentro da calça.

—Tudo bem, não vou te levar até o quarto e nem para a cozinha. Vou te forçar direto contra a porta mesmo, está bom para você? E nem vou me dar ao trabalho de te preparar, então é melhor já ter feito isso sozinho quando eu chegar.– Sorriu vitorioso com o gemido contido dele, sabendo que já estava começando a deixá-lo desconcertado.

—Achei que preferia ter os seus dedos dentro de mim.

—Prefiro, mas sei que eu e você preferimos muito mais o meu pau entrando logo e te deixando todo aberto, não é Kyungja?– Foi sua vez de debochar, usando o apelido de propósito para desafiá-lo.

Em resposta recebeu quase um minuto de silêncio e, em seguida, um gemido mais alto e evidente.

—Tudo bem, Hyunnie…— Ele parecia completamente ofegante e o Byun franziu o cenho confuso com aquela mudança repentina na voz alheia. —Se é isso que você quer, já comecei a me preparar… Até porque você demorou tanto que eu já estou

bem

mais apertado do que da última vez.

Foi a vez de Baekhyun gemer só de imaginar como seria estar dentro dele de novo. Com a ideia de sentir o interior alheio ainda mais contraído e fazendo uma pressão ainda mais intensa em seu pau, quis perguntar a verdade sobre o porquê daquilo. Será que ele não havia tido ninguém naquele tempo em que não se viram? Qualquer um que pudesse fazer ele se sentir bem e tirar um pouco sua cabeça do caos político em que estavam?

Bem, teria tempo para aquilo quando estivessem juntos. Seu foco agora fora deixar uma mão correr por seu corpo até adentrar suas vestes, chegando ao membro desperto e puxando o prepúcio para iniciar uma massagem diretamente na cabecinha exposta.

—Duvido que isso seja verdade, mas se realmente for, é melhor você trabalhar direitinho agora então porque eu não vou ter pena alguma de você quando estiver aí…– Disse, tentando disfarçar um pouco aquela questão de tempo, mas também não se prendeu muito àquilo. —Quantos dedos colocou?

—...Um.

—Está brincando?– Riu debochado, mordendo o lábio quando pressionou a própria fenda, imaginando o dígito dele sumindo dentro daquele corpo. —Mete mais um, Kyungsoo. Agora.

Mandou com a voz firme e ele jamais saberia mas, do outro lado da linha, o Do tremeu inteiro. A única pista que o Byun tinha que de fato havia afetado ele era a respiração ruidosa e os resmungos baixos antes de mais um gemido manhoso soar pelo comunicador.

—Muito bem, meu amor. Está indo bem. Agora mais um.

—O q-quê?– Ele disse meio perdido, claramente surpreso com sua falta de paciência em espera-lo se acostumar. —Mas eu acabei de…

—Mais um, Kyungsoo.– Interrompeu, o tom firme permanecendo do jeito que sabia deixar ele fraco.

—Baek, eu ainda…

—Não vou falar de novo.

Começou a descer e subir a mão no próprio pau enquanto ouvia o desespero dele no outro lado da linha. A respiração ficou mais rápida, deixando sons ritmados escaparem por seus lábios e Baekhyun entendeu que ele estava se fodendo apenas com os dois antes de prosseguir. Teimoso. Porém não disse nada de imediato, preferindo focar nos movimentos da própria mão enquanto a mente visualizava o Do naquele momento: as pernas abertas, coxas trêmulas, expressão franzida e os dedos indo e voltando no próprio rabo.

—Agora, Kyungja.– Ordenou de novo, usando o apelido apenas para disfarçar agora, muito mais focado nos sons que ouvia do outro lado, em especial o ruído úmido do lubrificante saindo da embalagem e o gemido sôfrego que ecoou na nave de Baekhyun pelo comunicador. —Muito bem, meu anjo. Tá vendo só? não foi nada tão difícil.– Incentivou, a própria voz já rouca por refrear tanto os próprios gemidos.

—Baekkie…– A voz soou completamente fraca e o pau de Baekhyun deu uma boa guinada dentro das calças.

—Não foi fácil, Kyungja?

—... F-foi, Baekkie…Hyunnie… Eu… Droga– Murmurou incoerente, fazendo um esforço notável para falar, porém mantendo o movimento dos próprios dedos e acabando por comprometer o sentido de sua fala no processo. O único som estável agora eram seus arfares e gemidos estrangulados, assim como o barulho molhado e baixo do movimento ritmado dos dígitos.

—Isso, meu amor. Agora relaxa pra mim… Deixa seus dedos te deixarem pronto pro meu pau.– Embora ainda o guiasse em ordens claras, sua voz agora estava bem menos firme. Na realidade, estava igualmente afetado agora, a mão aumentando o ritmo no próprio pau antes de massagear a cabecinha de novo, lhe arrancando um gemido.

—Baekkie?

Kyungsoo chamou logo depois, parecendo querer lhe perguntar algo mas também não tinha muita capacidade de responder agora. Não quando ouviu que ele continuou com os movimentos, achando melhor não responder e deixar ele se perder naquela sensação por mais um tempo.

Depois de mais alguns minutos, após um repuxar em seu próprio pau, ele soube que não duraria muito mais tempo. E, a julgar pelo aumento no volume dos gemidos de Kyungso, sentia que podia dizer o mesmo dele.

—Você está perto, eu sei disso. Eu conheço você. Então porque não termina logo com isso, Soo?– Disse da melhor forma que conseguiu, embora o tom de voz variasse muito de palavra para palavra. —Foca só naquele pontinho e bate uma com a outra mão para gozar gostoso pra mim, vai.

Não demorou nada para ouvir um arfar alto, sabendo que ele finalmente estava dando atenção especial à própria próstata e se permitia chegar no próprio ápice. Não conseguiu ouvir se ele estava se masturbando de fato, porém os sons se atropelando ao sair por seus lábios lhe davam uma pista de que sim. Aquilo foi um verdadeiro incentivo para o Byun também, trabalhando com a mão no próprio pau enquanto ouvia aquilo culminar em kyungsoo chamando seu nome arrastado, do mesmo jeito que ele fazia todas as vezes que transavam.

Acabou se lembrando do dia que jogou ele na mesa da cozinha, se abaixando atrás dele logo em seguida apenas para brincar com a língua ali, umedecendo e penetrando apenas o suficiente para que ele gemesse mais relaxado. E então botou o pau dentro, vendo as costas dele se arquearem e aquela bunda cheinha balançar enquanto-

Baekhyun gozou com aquela imagem na cabeça, seu pau entrando nele sem qualquer dó, apenas vontade. Acabou sujando a mão e as próprias roupas pela sua falta de cuidado, contudo aquilo não era relevante para o Byun agora.

Kyungsoo era a coisa mais relevante.

Mas parecia que Baekhyun havia retrocedido um milhão de passos, pois não conseguiu dizer mais nada para ele.

O silêncio perdurou por alguns minutos enquanto ambos tentavam se recuperar de seus respectivos orgasmos e assimilar o que havia acontecido ali. A tensão sexual que rondava desde que Baekhyun ligou para o comunicador de Kyungsoo havia sido substituída por uma tensão diferente, repleta de confusões e complexidades que eram simplesmente mais do que ambos poderiam lidar agora.

—Acho que vou precisar de um banho.– O Do começou, rindo baixo. —E você sabe que eu não gosto de ficar sujo desse jeito, então melhor eu ir logo. Mas eu te espero aqui em casa, Hyunnie. Primeiro pra você me contar direitinho esses estresses todos do seu trabalho e… E depois pra gente matar a saudade de verdade dessa vez, ok?

Era óbvio que ele ia conseguir voltar ao papel de namorado muito mais rápido do que Baekhyun, afinal ele era bem melhor em improviso e em manter as aparências. Não importava o quanto estava afetado por algo, o Do era capaz de agir com completa naturalidade, como se a galáxia estivesse exatamente como sempre foi. O Byun sempre admirou aquele traço nele, sendo especialmente útil para um rebelde. No entanto, naquele dia sentiu um certo aperto no peito já que tudo que mais queria era deixar as interpretações de lado e ouvir a verdadeira e sincera voz dele depois de tanto tempo longe.

Bom, aquilo teria de esperar. Afinal, a prioridade era sempre a rebelião.

—Certo. Prometo que vou me desculpar apropriadamente e te explicar tudo assim que eu chegar. E que também vou cumprir com minhas promessas de hoje, Kyungja.

Embora suas palavras continuassem carregada de duplos sentidos, ambos sentiam a diferença, o estranhamento e a cordialidade forçada. Talvez fosse melhor desligar antes que aquilo ficasse óbvio até mesmo para o Império.

—Bom, vou deixar você ir então. Te vejo em breve. Te amo, Kyungja.– Terminar daquele jeito era deveras estranho já que pareciam palavras intensas demais para a confusão mental em que estavam. Entretanto, aquilo era necessário para que não parecessem suspeitos, e o Do tinha plena consciência disso, lhe respondendo do mesmo modo.

—Também te amo, Hyunnie.

A ligação terminou e Baekhyun não sabia se um peso tinha sido retirado de seus ombros ou se havia sido colocado ali. Ficou ainda atônito um tempo, pensando sobre o que acabara de acontecer até sua própria risada lhe tirar parte da rigidez quando se lembrou que tinha sido grampeado. Não duvidava nada que aquilo acabasse virando fofoca de clone em algum ponto, talvez até com a gravação sendo mandada de uns para os outros.

Iria se tornar famoso no Império e felizmente não era pelo motivo que justamente queria esconder.

Mais recuperado daquele baque, finalmente saiu da cabine e foi atrás de se limpar, acabando por encontrar D.O. no meio do caminho. O droid parecia entretido demais em contar quantos fios de cada cor tinham em um dos sistemas eletrônicos da nave, fato que lhe fez rir e, assim, chamar a atenção dele.

—Desculpa ter te interrompido, D.O. E desculpa também por você ter ouvido aquilo, eu esqueci completamente que você estava atrás de mim.

O som mecânico acompanhava os movimentos do robô na medida em que ele se virava para si e se aproximava.

—

Tudo bem, eu entendo. Os instintos humanos podem se tornar intensos demais e acarretar em falta de controle e atenção aos seus arredores. Estou ciente.

—Ótimo. Mas não vai acontecer de novo, pode ficar tranquilo.

—

Ok, sem problema. Eu compreendo que isso faz parte da natureza humana, eu apenas me surpreendi porque achei que você ainda estava evitando usar seu comunicador.

—Eu ainda estou,

aquele problema

permanece. Nós só achamos que seria engraçado usar isso para constrangê-los um pouco.

—

Compreendo. Seres humanos são criaturas extremamente sexuais porém carregam tabus a respeito do tema na mesma medida.

—É… Eu acho…– Baekhyun respondeu incerto. Talvez não estivesse mentalmente preparado para ouvir seu droid fala sobre sexo. —Mas você parece bem com tudo isso, achei que estranharia o meu… Envolvimento, com o Kyungsoo.

—

Se me permite dizer, eu já estava ciente do envolvimento de vocês por conta da última vez em que Do Kyungsoo esteve nesta nave.–

Pontuou e o Byun quase se sentiu envergonhado ao lembrar de quando transaram na cadeira do piloto e só depois notaram que o droid havia ficado ali o tempo inteiro porque a porta havia travado. Maldita nave velha. —

E não me surpreende que este tenha se mantido até hoje. Sei que como um droid eu não sou um especialista em emoções humanas, mas eu não acho que Do Kyungsoo insinuaria praticar relações sexuais com alguém por quem não nutrisse quaisquer sentimentos. Sem contar que a relação do meu nome e o sobrenome de Do Kyungsoo é bem evidente, sendo possível teorizar que você tenha me nomeado em homenagem a ele.

Baekhyun olhou para o droid completamente surpreso com todas aquelas constatações. Sabia que ele era espertinho, mas não imaginou que ele lhe pegaria no pulo com tanta facilidade. Por conta disso, achou melhor encerrar o diálogo por hora e finalmente ir se limpar antes que acabasse tendo que admitir com todas as letras o que ainda sentia por Do Kyungsoo.

↑ Top · Fandoms