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Passada a sequência de dificuldades que o casal Rafael e Serena viveram, após a morte de Cristina, eles decidem fazer um jantar especial para convidar os amigos e celebrar a nova fase da vida. O casal vai até a pensão e convida a todos.“Pode deixar, seu Rafael. Ficamos felizes pelo seu reencontro com a Serena, ela é como uma filha para nós”, diz Divina.“Vixe Maria, mas é claro que não vamos perder essa boca livre”, diz Alaor.“Quem está convidando você, Alaor?” retruca Ofélia.“Estão todos convidados”, fala Serena.Depois de uma breve conversa, Rafael e Serena se despediram pois ainda havia outros lugares para irem. Após saírem da pensão, seguiram até a casa de Olívia e Vitório.“Fico tão feliz em ver vocês juntos. Estão radiantes de felicidade”, diz Olívia, fazendo um carinho em Serena.Rafael explica a Olívia que fará um jantar e gostaria que ela e Vitório fossem como convidados, sem se preocupar em cozinhar.“Somos amigos, Rafael, não se preocupe. Mas garanto que a melhor comida não há nesta cidade”, diz Olívia.Vitório sorri docilmente e abraça com carinho.“Conquistar um elogio da Olívia é difícil, ó como eu sei.”“Shhh, quieto. Não vamos estragar essa cortesia”, brinca Olívia.“Sabemos que a comida do Vitório é excelente, mas vocês também merecem um descanso”, diz Rafael.“Podem nos esperar, iremos com todo o gosto”, diz Olívia.Ao saírem, Olívia, feliz e ansiosa, já pensa no vestido que irá usar e diz que deve passar na modista, pois será um evento importante na cidade.“Um evento como esse exige uma roupa à altura. Me sinto nua sem um vestido novo!”“Olívia, já está pensando em gastar com vestidos, logo agora que estamos nos recuperando do rombo do restaurante? Por que não usa aquele verde com bolinhas brancas? Fica tão linda nele”, fala Vitório, sorrindo.“Não acredito que você presta atenção nas minhas roupas…”, diz ela, começando a fazer cosquinhas nele.“Não só nelas, mas também na pessoa que as veste”, e ele rouba um beijo suave.“E você, como irá vestido? Com aquela camiseta marrom de novo, não, né?”“Ah, lá vem você... mas saiba que não irei com ela. Espere e verá!” Vitório havia ganhado uma camiseta azul royal de Roberval como presente e lembrou que ainda não a tinha usado.Olívia faz uma cara de dúvida, mas não fala nada.Os dias se passam e chega o tão esperado jantar.Olívia até pensou em dar uma escapulida até a modista, mas resolveu usar seu vestido verde com bolinhas brancas, como sugerido por Vitório. Escolheu algumas joias que ainda tinha e optou por um corset branco para usar sob o vestido.Casada agora, prestava mais atenção nessas peças íntimas. Ainda vivendo sua lua de mel com Vitório, sentia-se jovem e bonita. Sim, o amor correspondido fazia bem, e o melhor de tudo era que não precisavam mais esconder o que sentiam. Resolveu deixar os cabelos soltos, algo que não fazia sempre, e fez uma maquiagem sutil, mas com um batom vermelho.Vitório ficou um pouco mais de tempo no restaurante, que só abriu para o almoço, para conseguir ir ao jantar de Rafael. Ao chegar, Olívia estava terminando de se arrumar, passando perfume.“Boa noite, meu amor, você está tão bonita com esses cabelos... e cheirosa...” Ele a puxa e a beija. “Tem certeza de que quer ir mesmo a esse jantar?”, indaga.“Vitório, já estou pronta”, ela diz enquanto ele tenta dar mais um beijo. “Cuidado, vai tirar meu batom.” Ele a abraça carinhosamente por trás, sentindo seu perfume.“Vá logo tomar seu banho para não nos atrasarmos, Vitório”, resmungou Olívia.Ela termina de se arrumar enquanto o espera sair do banheiro.Vitório sai de toalha, com o peitoral à mostra. Não era uma cena muito habitual para ela. Ainda não havia nem um mês que ele tinha se mudado para sua casa, e ela ainda estava se acostumando com sua presença, seus jeitos, costumes e, claro, com seu corpo.Às vezes, se perguntava por que ele a havia escolhido, já que poderia ter qualquer mulher de Roseiral, e ainda por cima mais jovem. Talvez o amor fosse mesmo inexplicável; não era apenas desejo. Eles tinham muita cumplicidade e enfrentaram muitas coisas juntos. Mas, claro, a insegurança ainda batia às vezes.“Que cara é essa, Olívia?”, pergunta Vitório.“Ah, nada, é que às vezes me deixo levar por uns pensamentos.”“Venha aqui, me dê um abraço.”“Não, você ainda está molhado. Vamos logo, por favor!”“Estou escolhendo minha camiseta”, diz ele, passando desodorante, e nesse momento a toalha cai.Olívia, ainda não acostumada a vê-lo nu, fica um pouco sem graça, mas não consegue parar de olhar para ele. Ele era perfeito e, em momentos simples como uma troca de roupa, a fazia suspirar e desejá-lo. “Será que deveríamos ir mesmo a esse jantar?”, pensou.“Eu... eu... vou te esperar lá embaixo, tá bom? Por favor, não demore.”“Em 5 minutos estarei lá embaixo.”Descendo as escadas, ela suspira, seu corpo tremendo e quente. Ela o desejava. Pensava em como havia sido ensinada a não ter esses sentimentos, a sempre controlar seu corpo, a ser, muitas vezes, frígida.A vida dela tinha mudado nos últimos tempos. Depois que se separou de Raul, tornou-se empreendedora, dona do restaurante. Soube, a duras penas, zelar pelo seu dinheiro e poupá-lo. Mas a mudança também era interna: ela estava mais independente e livre. Os julgamentos sobre ser separada e viver com um homem mais novo já não a incomodavam tanto. Ser mulher no final dos anos 40 não era fácil, mas ela tinha orgulho da sua história. Toda essa transformação também passava pelo seu corpo. Sentir desejo pelo marido, por mais que ainda causasse algum estranhamento, era algo que precisava se tornar natural, ela pensava.Mirella e Carlito já estavam prontos, também esperando.“Mãe, você se arrumar antes do Vitório é realmente um milagre”, disse Mirella.“Pois é, não é mesmo?”, riu Olívia.“Seus cabelos soltos e com cachos estão lindos, mãe!”, disse Mirella.“Não vejo a hora de comer os doces do jantar”, diz Carlito.Batem na porta. Era Felipe, que chega para acompanhar Mirella.“Boa noite a todos.”“Oi, Felipe, tudo bem? Boa noite. Não gostaria de fazê-lo esperar, mas Vitório chegou mais tarde do restaurante e estamos esperando por ele...”, diz Olívia.
Vitório desce as escadas com sua nova camiseta azul-royal. Dificilmente usava esse tipo de cor, mas como era presente, resolveu estreiá-la em um momento especial. Olívia ficou boquiaberta; ele estava muito charmoso, lindo.“Você está muito chique”, disse Mirella.“Está muito bonito mesmo”, disse Olívia, olhando-o de cima a baixo, desejando-o, mas tentando esconder o sorriso.
“Só hoje?”, disse Vitório, gabando-se e dando uma voltinha.“Só digo uma coisa: vamos logo!”, diz Olívia.“Me acompanha, minha cara dama?”, diz ele, sorrindo.A noite estava bonita, era o início da primavera, ainda fazia um pouco de frio e a lua iluminava o caminho até a casa de Rafael.Ao chegarem já havia alguns convidados, que os cumprimentam.Rafael chama todos para um brinde e diz que as pessoas presentes são muito importantes para ele e Serena, e agradece.“Vocês merecem”, diz Olívia, tomando todo o champanhe de um gole só.Vitório sussurra ao seu ouvido: “E o que eu mereço?”, rindo. “Vá com calma na bebida...”“Isso aqui é da melhor qualidade, não me fará mal. Era o que tínhamos nas festas dos Médici”, ela diz, relembrando os tempos áureos de sua família.“Vou pegar alguns quitutes”, diz Vitório.Volta da cozinha com quitutes e uma taça de vinho.“E a minha taça?”, pergunta Olívia.“Falei para você ir com calma!”“Me dê essa e pegue outra para você.”“Mas que vespa! Só falo por preocupação com você.”“Hoje não é dia para isso, vamos nos divertir”, fala, acariciando os bigodes dele e lhe dando um beijo na bochecha.“Isso aí vai dar trabalho depois”, comenta Vitório com Felipe, que ri e pega outra taça de vinho.Olívia vai para perto de Serena.“Serena, estou tão feliz por vocês. É como se essa casa voltasse a respirar, a ter vida... Só estou sentindo falta de mais rosas por aqui.”, faz um olhar como se estivesse procurando algo.“Isso é verdade, Olívia. Eu amo rosas, você sabe, principalmente as brancas... Quer ir comigo até a estufa pegar algumas? Aproveitamos para conversar.”Olívia acompanhou Serena até a estufa. A noite havia caído completamente e a lua brilhava, destacando-se na escuridão do céu. Mas à medida que se distanciaram do som das conversas e da música suave, ela percebia que havia um certo nervosismo na amiga.“Sabe, Olívia... eu ando pensando em algumas coisas. Coisas que talvez nunca tenha dito em voz alta”, diz Serena, mexendo nas pétalas de uma rosa branca, pensativa.“Hum? O que você quer dizer, Serena?”, Olívia levantou os olhos, curiosa“É sobre o Rafael... Eu o amo. Isso é certo, eu sei. Mas... a ideia de fazer amor com ele... me assusta. Não que eu não queira, mas... há algo dentro de mim que me deixa insegura. Acho que... eu não sei se estou pronta”.Olívia, parou de montar o buquê, voltando sua atenção para Serena. “Você está com medo de não estar pronta, de não ser o que ele espera?”“Talvez... talvez seja isso. E talvez também seja porque... nunca tive ninguém a quem perguntar sobre essas coisas. Quero dizer... nunca ouvi conselhos de outra mulher. Sempre ouvi o que Nigiening falava sobre conhecimento e sabedoria dos povos. Sei que você é mais experiente, minha amiga e tão sábia quanto ele… e parece está tão feliz com com sua Alma Gêmea. Eu me sinto perdida…”, diz abaixando a cabeça, mexendo nas folhas.“Eu entendo. Esse tipo de medo é natural, Serena. Mas você precisa lembrar que o amor... o verdadeiro amor, como o que você sente por Rafael, não se baseia em perfeição ou em atender expectativas. Se há algo que aprendi... ( olhando para as rosas, suspirando, apaixonada) ... é que o amor é algo construído no tempo, na paciência, e na intimidade que vocês constroem juntos, devagar, com carinho… Bom às vezes não é tão devagar assim”.Ambas riem“Você acha que ele vai entender se eu... não souber o que fazer?”“Ah, Serena... Se Rafael realmente te ama, ele vai ser paciente. Vai te guiar, aprender com você.” Olívia deu um leve sorriso, lembrando-se de como, anos atrás, ela mesma havia se sentido tão insegura. Na época, era Raul quem habitava seus pensamentos, e o medo de não ser suficiente a atormentava. Ela se pegou corando ao lembrar de Vitório, com quem aprendera tantas coisas. Com ele, foi diferente. A confiança surgiu de uma forma inesperada, quase natural, como se cada toque, cada palavra trocada fosse uma peça de um quebra-cabeça que só os dois sabiam montar. "Fazer amor...", continuou, tentando afastar as lembranças que a faziam sentir um calor pelo corpo, "não é só algo físico. É uma dança de confiança, de entrega. E o mais importante é que vocês dois estejam prontos para isso... prontos para se descobrir sem pressa, sem carregar medos desnecessários."Olívia baixou os olhos, pensando em coisas que jamais contaria para Serena. Algumas experiências eram melhores guardadas no íntimo, como os momentos secretos que compartilhara com Vitório.“Eu só... eu só não queria decepcioná-lo”, diz Serena respirando fundo, sentindo um certo alívio.“Você não vai. Porque fazer amor não é sobre impressionar, é sobre se conectar” Olívia pega uma rosa vermelha e coloca no buquê de Serena “Assim como essas rosas, Serena. Elas não tentam ser algo que não são. Elas apenas florescem quando estão prontas”“Obrigada, Olívia. Eu precisava ouvir isso de você”.“Sempre estarei aqui para te ouvir, querida. Agora, vamos terminar esses buquês, Rafael vai se encantar com as rosas…”.Na sala, Vitório e Rafael conversam."Então, Vitório, como anda o restaurante? Fiquei com a sensação de que você tem segurado bem as coisas por lá.""Tudo tranquilo, Rafael. A casa tem estado cheia, especialmente nas últimas semanas. O menu novo que colocamos foi um sucesso”"Fico feliz em ouvir isso e parece estar bem com a Olívia”“Sim, estou feliz com o que fazemos juntos. Estou satisfeito em manter as coisas do jeito que estão no restaurante. Agora, nosso objetivo é o casamento no Uruguai…Estamos juntando um dinheiro para isso”“Ao futuro, então”, diz Rafael, erguendo o copo e brindando"Ao futuro. Sáude"“A propósito, as flores. Serena e Olívia estão na estufa, preparando os buquês para o jantar. Acho que já devem estar terminando. Você se importaria de ir até lá para buscá-las?""Claro, sem problema”“Diga a elas que o jantar está quase pronto e que estamos esperando por elas.""Deixa comigo.", ele coloca o copo de vinho sobre a mesa e caminha em direção à porta da sala, "Volto já com as damas."Vitório entra na estufa.“Atrapalho algo?”“Não, estávamos quase terminando”“Serena, Rafael está te procurando, parece que há algo com o jantar…”"Você cuida do restante? Eu vou ver como Rafael está”, diz Serena à Olívia."Claro, Serena, pode deixar comigo." Olívia sorri de leve, num gesto de cumplicidade, enquanto Vitório observa em silêncio.Serena ajeita uma mecha de cabelo solta e lança um último olhar para os dois antes de se retirar, deixando a estufa."Sabia que você fica linda aqui. As flores combinam com você, Olívia.""Obrigada, Vitório…”(ela continua a ajustar as flores, mas há uma leveza diferente em seus gestos agora). "Você está poético hoje. Será que foi o vinho?""O vinho ajuda, mas... não é só isso”, diz com um sorriso de canto. “Tem algo em você... aqui, no meio dessas flores. É como se você pertencesse a este lugar. Tão natural, tão... viva”.
Vitório pega uma rosa e põe no cabelo dela….“O que quer, hein, sr cozinheiro?”Vitório sorriu de forma descarada, enquanto se aproximava dela, que estava ao lado da banqueta da estufa. Havia aquela tensão, já conhecida entre os dois, aquela que mesmo sem falar nenhuma palavra, sabiam o que aquele momento significava. Ele se aproximou mais dela, pôs suas mãos sobre o quadril e disse.“Você é o que eu quero” e a beijou com toda intensidade que houvesse nessa vida, ele também havia tomado algumas taças de vinho, o que fazia sentir sua língua cada vez mais procurando a dela, em um beijo desesperado, mas quente, que o fez seguir até o pescoço dela.Ela não queria ficar refém daquele momento, pois se conhecia e também conhecia Vitório.Enquanto ele beijava seu pescoço, ela puxou de leve os cabelos da nuca dele, como resposta instantânea ao seu ato. Quando ele parou de beijar, ela, por instinto, retribui o beijo no pescoço, em beijos e lambidas sem fim.A sensação o deixava anestesiado, louco por ela, não pode mais esconder sua excitação naquele momento, ela o sentiu sob suas roupas.Um rápido momento de dúvida pairou sobre ele . “Seria certo? E se pegassem os dois?”, pensou, não que não tivesse feito isso outras vezes, óbvio, Vitório era um homem vivido, mas se perguntava se Olívia estava confortável diante daquela situação.“Olívia, tem certeza?”“Nunca estive tão certa. Cala a boca e me beija”, talvez não estivesse tão segura, mas ela o queria. Seu coração batia rapidamente e a respiração estava acelerada, os tremores percorriam seu corpo. A bebida talvez a tenha encorajado um pouco mais, desde quando o vira naquele dia mais cedo, o desejava.Meio desconcertada, misturando timidez e vontade o tocou lentamente sob sua calça, a suavidade do seu toque o deixou descontrolado. O toque dos seus dedos sutis percorreu todo o membro dele. Lentamente, desafivelou o cinto e o provocou, aumentando o toque com a palma da sua mão. Ele deu um gemido baixo, sabia que ela gostava de comandar, mas assim, era um pouco demais pra ele, o que a deixou mais excitada, porque sabia que estava o dominando. Tirou o cinto dele, e desceu o ziper de sua calça. Enquanto ela o tocava, agora, sem nenhum impedimento, ele retribuía com as mãos sobre suas nádegas, apertando-as.“Olívia, não pare, por favor”, suplicou em um pedido desesperado, com os olhos fechados. Sentia que ela poderia pedir o que quisesse pra ele.Aquele pedido, quase rendido aos seus pés, lhe deixou abismada, mas, ao mesmo tempo, segura de si e sorriu safadamente para ele e ordenou:“Me toque”
Ele tirou as mãos das nádegas dela, que ainda estavam sob o tecido, e as colocou sobre as suas coxas por debaixo de seu vestido verde com bolinhas. Com as duas mãos desceu a meia e apalpou sua calcinha, que estava molhada.“Não me diga o que preciso fazer, patroa”Afastou a calcinha e fez sutis movimentos sobre o seu íntimo, devagar, e depois a tocou com um dedo mais profundo. Ela retribuiu aumentando a fricção de sua mão no membro de Vitório, enquanto se beijavam em um momento ardente, cheio de amor, malícia e desejo.Ela subiu suas mãos e abriu os botões da camiseta azul reluzente de Vitório, ele estava lindo com aquela roupa. Ele respondeu ao toque e pôs suas mãos no colo dela, abriu a parte de trás do vestido, descendo devagar, saboreando cada momento. Em seguida, massageou os seus seios com as suas mãos fortes e secas de quem passava o dia cozinhando.Nesse momento os dois se olharam e riram. Ele então senta na banqueta metálica fria.“Vem. Abra-se para mim”, fala com uma voz sedutora.“Você não manda em mim…”, ela o trouxe mais para perto e se encaixou perfeitamente nele. Era como estivesse com febre, queimando por dentro, desnorteada.“Eu que estou no controle”, controle não era bem o que ela tinha naquele momento, pois o tinha perdido sobre si mesma e sobre seus atos.A fricção dos dois, em um movimento de vaivém de seus corpos calou qualquer pensamento de Vitório. Sim, qualquer pessoa poderia chegar naquele momento, e talvez fosse essa súbita adrenalina que o encheu de desejo por Olívia. Era só ela que ele queria. Quantas vezes tinha pensando naquele momento, principalmente no restaurante. Sua pele macia e o seu perfume o seduziram desde o primeiro beijo.A virou delicadamente para a banqueta de ferro, que não estava mais fria, deixando de costas, contra ele, abraçando-a e beijando sua nuca.Ela se segurou na banqueta, enquanto ele segurava seus quadris e a pressionava contra ele, de pé. Sentir ele por inteiro era algo indescritível. O calor do peito dele contra suas costas, envolvendo-a toda, fazendo Olívia sentir-se pequena e vulnerável ao toque dele, mas, ao mesmo tempo, capaz das coisas mais loucas. Tudo para que esse fogo que ele fazia surgir dentro dela nunca se dissipasse. Ela conseguia ouvir a respiração mais ofegante dele contra o pescoço dela a cada movimento. Era muito bom se sentir desejada e amada. Ele era tudo que ela sempre quis mas não sabia. Vitório tinha aquele jeitão bruto, mas era gentil e carinhoso com ela também na cama, seu amante sertanejo.“Olívia, você está muito quente. É tão bom te ter.”“Você é o amor da minha vida”Os dois gemeram baixo e suspiram, cansados e satisfeitos do ato que tinham acabado de fazer.“Somos loucos, você sabia? Quanto na minha vida eu pensei que faria isso…” Olívia falou envergonhada, enquanto vestia-se.“Olívia, pare com isso, estamos juntos, casados. Somos adultos”“Mas com vontades de adolescentes”, disse Olívia rindo.“Eu sou apaixonado por você, esse jeito, seu sorriso… como eu te amo, minha dama”E a beija suavemente“Me ajuda a levar esses buquês para a sala?” pergunta Olivia, ao olhar os buquês feitos com a Serena.“Claro”Ao pegarem os buquês e saírem da estufa, se entreolharam, como cúmplices que guardariam esse segredo.
