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Liberdade enfim e

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Depois de serem capturados pela invenção do garoto Nêutron, as anti-fadas foram jogadas de volta na prisão do Mundo das Fadas. As celas com maior segurança foram mantidas e não houve nenhuma esperança deles conseguirem escapar sem alguém de fora.

Até um certo dia, graças a um certo desejo.

Era uma briga idiota, Timmy e Remy discutindo sobre qual super-herói era o melhor em combater o crime. Sem conseguir chegar em lugar nenhum, eles resolveram provar no campo de batalha, desejando que prisioneiros fossem libertos para eles verem qual super-herói capturaria mais bandidos.

Havia um furo no desejo, no entanto. Ele havia desejado que todos os prisioneiros fossem soltos, mas não especificou

quais

prisioneiros.

Próximo ao Mundo das Fadas, todas as celas da prisão se destrancaram ao mesmo tempo, libertando todas as criaturas mágicas ali contidas.

Incluindo todas as anti-fadas.

Sem pensar duas vezes, todas as criaturas saíram voando ao mesmo tempo, uma nuvem de azul e preto se destacando na multidão enquanto corriam para estourar os portões. Os guardas tentaram impedir, mas o volume de criaturas de uma vez facilmente os sobrecarregou, permitindo uma passada tranquila.

Ao saírem, as anti-fadas rapidamente se livraram das roupas anti-voo e as atiraram contra os guardas desmaiados no chão. Esticando suas asas, eles colocaram distância entre eles e o chão, juntando-se em uma grande nuvem de azul e risadas malignas pairando sobre os céus.

À frente do grupo, Anti-Cosmo encheu os pulmões de ar e expirou em voz alta. O vento em suas asas era nada menos que maravilhoso e a sensação de não ter que andar era divina. Um presente sombrio do acaso.

— Minhas caras anti-fadas, nós estamos livres! — ele exclamou e as anti-fadas comemoraram, alvoroçadas.

Em meio às comemorações, Anti-Cosmo voou entre as anti-fadas e se chocou com Anti-Wanda no ar, envolvendo-a em seus braços e girando com ela, sua risada audível ao pé de seu ouvido. Ela o abraçou de volta com força e enterrou o rosto no ombro dele, suas asas batendo de alegria. Era tão bom poderem se tocar novamente.

— Alto aí, anti-fadas! — alguém gritou e Anti-Cosmo e Anti-Wanda se separaram para ver quem era. Vários guardas reserva se acumularam na frente da prisão, armados com varinhas e olhando diretamente para eles. — Vocês não vão escapar!

— Mete o pé! — Anti-Cosmo gritou e as anti-fadas obedeceram, voando para longe da prisão a toda velocidade.

Quando as fadas começaram a atirar em direção a eles com suas varinhas, as anti-fadas já tinham se afastado o suficiente para desviarem com tranquilidade. E, não sendo o turno de Jorgen, era mais fácil ainda fugir.

Fadas tinham asas pequenas. Eles estavam com a vantagem. Fora o fato das anti-fadas estarem com energia acumulada, o que as tornavam ainda mais caóticas e ainda mais rápidas.

Eles tentaram jogar redes contra eles, mas as anti-fadas rapidamente revidaram com uma tesoura gigante, cortando as redes em vários pedacinhos.

Elas riram em uníssono e dispararam em direção ao céu da noite.

— Tente nos pegar, idiotas! — Anti-Cosmo gritou por cima do ombro e voou para junto das outras anti-fadas.

As fadas, apesar de tentarem segui-los e derrubá-los, não conseguiram nem chegar perto direito. Eles eram muitos e muito energéticos, eles não tinham a menor chance. Eles voltaram para a base com a certeza de que seriam demitidos e severamente punidos quando o turno de Jorgen começasse.

As anti-fadas desapareceram nos céus, disfarçando-se no azul escuro ao saírem do Mundo das Fadas, onde as cores pastel desapareciam completamente quanto mais eles se afastavam. Anti-Cosmo contou as anti-fadas, para ter certeza de que todos estavam ali, e, quando certificou-se que sim, eles seguiram viagem. Eles não ficariam no Mundo das Fadas esperando para serem capturados de novo, não pela terceira vez.

— O que a gente faz agora? — uma anti-fada perguntou para Anti-Cosmo.

— Precisamos encontrar um lugar para nos estabelecermos. De preferência sem ser uma prisão.

Era uma boa viagem, mas eles tinham muita energia acumulada para gastar. O grupo se reuniu atrás de Anti-Cosmo, que os guiou pela imensidão azul.

Não havia exatamente uma lógica para como os mundos extraterrenos funcionavam. O Mundo das Fadas ficava em uma nuvem, relativamente próximo da Terra mas longe o suficiente para não ser identificado. A nuvem sobre a qual a civilização foi construída era resistente o bastante para aguentar todas as construções e seus residentes, mas não era algo extensivo o suficiente para acomodar mais que um mundo de uma vez só. Não havia informação disponível do conhecimento das próprias criaturas mágicas se as fadas haviam criado o lugar ou se já existia quando eles surgiram.

Quanto mais as anti-fadas se afastavam do Mundo das Fadas, mais esparsas as nuvens ficavam e menos vida era avistável. Do jeito que eles gostavam.

Quando Anti-Cosmo tinha escapado pela primeira vez da cadeia, quando Cosmo precisava de um transplante, ele tinha fugido para esses lugares mais distantes, a parte inexplorada do Mundo das Fadas, onde ninguém sentia falta de quem ia para lá. Ele conhecia bem aquelas áreas. Era perfeito para eles se estabelecerem.

Eles ainda tinham magia acumulada da última vez que estiveram livres. Com sorte (ou azar), eles teriam o suficiente para criar um lugar para ficarem.

O grupo encontrou uma região isolada com várias nuvens sólidas. Era afastado o suficiente que ninguém nem perceberia que eles roubaram um pedaço da terra para eles. As anti-fadas cortaram a parte grande da nuvem e, juntos, eles empurraram-na para bem longe do Mundo das Fadas. Anti-Cosmo os guiou para onde estava bom o suficiente, até não conseguirem ver a nuvem que carregava o Mundo das Fadas. Eles não precisariam se preocupar com as leis imbecis deles se estivessem longe o suficiente. A competência não chegava até o território deles, logo, não precisariam se preocupar com ir para a cadeia novamente.

— Aqui parece ser um bom lugar para ficarmos e tem espaço para todo mundo. Só precisamos de algumas mudanças.

Com um movimento de sua varinha, Anti-Cosmo escureceu os céus e o encheu de nuvens escuras.

— Muito melhor. Bom, melhor começarmos a construir.

— Competição pra quem termina mais rápido! — uma anti-fada gritou e todos eles saíram correndo para usarem suas varinhas para fazerem as casas.

Anti-Cosmo observou as anti-fadas se atropelarem para cada uma pegar um pedaço de terra para si. Ele balançou a cabeça negativamente e se virou para sua esposa com um sorriso no rosto.

— O que você acha de um castelo, querida? — Ele piscou para ela a agitou sua varinha, produzindo um castelo no mesmo instante.

Os olhos de Anti-Wanda se iluminaram e ela abriu um sorriso enorme.

— Esse é um celeiro enorme! — ela exclamou, praticamente pulando no lugar.

Anti-Cosmo riu baixinho e beijou o topo da cabeça de Anti-Wanda.

Os dois voaram para dentro e usaram suas varinhas para decorar o castelo da forma mais macabra e medieval possível. As luzes eram tochas flamejantes, a estética gótica de cima a baixo e eles acrescentaram algumas armadilhas e câmaras de tortura, só para caso alguém dissesse algo estúpido durante as reuniões de planejamento para dominação do universo.

O lugar era grande o bastante para eles abrirem bem as asas e voar sem medo de bater nas coisas, muito melhor do que o espaço reduzido da cadeia, e nenhuma roupa anti-voo a vista.

Eles subiram para o segundo andar e entraram no maior cômodo que tinha. Estava completamente vazio, mas um pouquinho de magia rapidamente acrescentou uma grande e luxuosa cama, prateleiras com livros e uma sacada com vista para todo o Mundo das Anti-fadas.

— O que você acha, querida? — Anti-Cosmo perguntou para Anti-Wanda, que seguia atrás dele com um rato preso entre os dentes.

— Ooh! Está lindo, querido! — ela exclamou e o deu um beijo na bochecha. Ver as bochechas de seu marido corarem a fez querer mordê-lo.

Eles voaram até a sacada e observaram as outras anti-fadas do lado de baixo. Várias delas já tinham feito casas para si e estavam interagindo umas com as outras. Por estarem presas há tanto tempo, havia muito que se colocar em dia e muitos amigos para reencontrar. Não levaria muito tempo até que eles começassem a aprontar de novo, mas tirar um tempo para se recuperarem faria bem.

Anti-Cosmo se segurou na beira da sacada e produziu uma grande varinha com a característica estrela preta das anti-fadas na ponta. O condutor de toda a magia das anti-fadas, para eles não precisarem ir à Terra para canalizar a má-sorte dos humanos. Não era tão poderosa quanto a grande varinha das fadas, mas serviria até eles dominarem o universo. O quão difícil poderia ser?

Anti-Wanda pousou ao lado dele e se debruçou sobre a sacada.

— Não é incrível, querido? Estamos finalmente livres e com um cantinho só pra gente. Depois de tantos séculos aprisionados.

Anti-Cosmo não gostava de pensar em seu tempo na prisão, independentemente de ser a cela com todas as anti-fadas juntas ou a de segurança máxima, com cada uma em um canto. Anti-fadas eram muito pacientes quando tinham um plano, mas ele não conseguia evitar a amargura em sua boca quando pensava no tempo que passou sem poder tocar sua amada apropriadamente.

Eles foram aprisionados porque eram caóticos demais, porque não seguiam as regras que as fadas impunham sobre todo mundo, e talvez eles exagerassem às vezes para os padrões deles, mas o ressentimento ainda era o mesmo.

— Nós sempre soubemos que seríamos libertados um dia. Só tínhamos que esperar até o idiota do Turner nascer e fazer pedido idiota atrás de pedido idiota — disse ele. Se tinha alguém que era muito bom em explorar brechas, eram as anti-fadas. Agora não tinha como as fadas arrumarem desculpas para prendê-los de novo.

Ele se virou para Anti-Wanda, subitamente acometido por um anseio desesperado. Ela olhou de volta para ele, seu olhar fixo em seu rosto, devolvendo o desejo em completo silêncio.

Anti-Cosmo pegou a mão de Anti-Wanda e ela praticamente se jogou em seu marido, pressionando os lábios contra os dele e envolvendo os braços em seu pescoço enquanto ele agarrava sua cintura. O beijo rapidamente cresceu em intensidade e as mãos de Anti-Wanda subiram para os cabelos de Anti-Cosmo, puxando-o para si e praticamente esfregando os dentes na boca dele. Anti-Cosmo não pareceu se importar.

Eles podiam pensar em dominar o universo depois.

Anti-Cosmo segurou a cintura de Anti-Wanda com firmeza e capengou com ela para o lado de dentro. Ela manteve-se grudada nele, fincando as garras em seu couro cabeludo e devorando o interior de sua boca. Anti-Wanda podia ser tonta, mas ela também era voraz quando estava atiçada.

A perna de Anti-Cosmo bateu na beira da cama e ele se agarrou aos braços de Anti-Wanda antes de cair com ela na cama. Eles não interromperam o beijo enquanto tentavam se despir, eles já eram experientes a esse ponto. Anti-Cosmo usou sua varinha para puxar as cortinas e cobrir a janela, descartando-a em seguida para puxar a blusa de Anti-Wanda acima de sua cabeça.

Anti-Wanda se acomodou no colo de Anti-Cosmo e descartou suas roupas chiques em um canto aleatório do quarto, tentando chegar a sua pele. Ela imediatamente o puxou de volta ao terminar de tirar suas roupas de cima e rolou com ele na cama. Anti-Cosmo segurou o rosto dela com cuidado em suas mãos e sorriu durante o beijo.

— A cama está de seu agrado, meu amor? — ele murmurou.

— Quem liga pra merda da cama? Vem cá. — Anti-Wanda o puxou para cima dela e não esperou antes de apertar sua bunda por cima das calças.

Anti-Cosmo riu baixinho e retribuiu seus beijos desesperados e famintos. Uma de suas mãos desceu pela pele dela até chegar em seus seios. Ele dedilhou cuidadosamente pelo tecido até subir pela alça e tirá-la do ombro de Anti-Wanda. Ela puxou a mão dele e a pressionou contra seu peito, um gesto silencioso mandando-o ir logo. Anti-Cosmo obedeceu e usou a outra mão para desafivelar o sutiã dela nas costas. Ao mesmo tempo, Anti-Wanda puxou as calças dele para baixo, despindo-o junto com a cueca e atirando as roupas para o lado com as outras após desenroscá-las das pernas dele. Anti-Cosmo fez o mesmo com o sutiã dela e desceu a boca pelo pescoço dela enquanto suas mãos apalpavam seus seios.

— Eu senti falta disso — Anti-Cosmo murmurou enquanto beijava o pescoço de sua esposa. — Nós nunca conseguíamos fazer isso na prisão. Tanta gente olhando.

— Eu teria feito mesmo assim — Anti-Wanda respondeu, pendendo a cabeça para o lado e levando as mãos para a base das asas dele e acariciando-as.

— Eu sei, querida, mas não estávamos na mesma cela.

Ela apertou as pernas ao redor da cintura dele e começou a se esfregar em seu pau, esquecendo por um minuto que ainda estava de calças.

Anti-Cosmo não queria nem pensar na cela, em estar tão perto de Anti-Wanda mas não o bastante para tocá-la como ele queria. Eles já tinham estado separados durante todo aquele tempo, quando Anti-Cosmo conseguiu escapar da prisão e Anti-Wanda não, somado ao tempo que ficaram em velas vizinhas, perto o bastante para se ouvirem mas não se tocarem, foi completa tortura. Eles não queriam ficar separados nunca mais.

Anti-Cosmo se afastou de Anti-Wanda por um segundo e praticamente arrancou as calças dela e atirou do outro lado do quarto. Ele voltou a se colocar no meio das pernas dela e fincou as presas em seu ombro, bebendo de seu sangue diretamente da ferida. Anti-Wanda choramingou e apertou as coxas mais ainda na cintura de Anti-Cosmo.

— Anda logo — ela murmurou. — Eu quero você debaixo da minha pele.

Anti-Cosmo sorriu e a puxou para seus lábios novamente, encaixando a boca na dela e enroscando suas línguas apaixonadamente. Ele desceu uma mão para o meio das pernas, alinhou o pau com a boceta dela e entrou de uma só vez.

Anti-Wanda segurou os ombros dele com força e fincou as garras em sua pele ao mesmo tempo que pressionava os calcanhares nas costas dele. Ele começou as estocadas e Anti-Wanda o acompanhou, sentindo suas costas esfregando-se no colchão enquanto Anti-Cosmo metia nela.

Cada investida a jogava na lua. Anti-Wanda não fazia questão alguma de conter seus gemidos de prazer, seu marido encaixava tão bem dentro dela e ela queria que o mundo todo soubesse o quão bem ele a fazia se sentir quando enfiava o pau dentro dela. Ela envolveu as asas ao redor de Anti-Cosmo e movimentou a cintura em conjunto com a dele, acompanhando seus movimentos enquanto ele entrava e saía de dentro dela.

Anti-Cosmo soltou os lábios de Anti-Wanda e voltou a esconder o rosto em seu pescoço, beijando o máximo de pele que conseguia alcançar e se deliciando com os gemidos dela. Sua esposa era absolutamente perfeita, mesmo com seus defeitos. Anti-Cosmo não conseguia se cansar dela e queria passar toda a eternidade em seu lado. Ele queria poder acordar todos os dias ao lado dela e tocar seu rosto com carinho antes de adormecer.

Anti-Wanda subitamente inverteu a posição dos dois e se colocou em cima de Anti-Cosmo. Ela sentou nele e soltou um gemido de contento. Anti-Wanda abaixou o olhar para seu marido e sorriu de orelha a orelha. Anti-Cosmo engoliu em seco. Céus, ela era tão linda.

Anti-Wanda pegou o rosto de Anti-Cosmo em suas mãos e o beijou ao mesmo tempo que começou a quicar em seu pau. Anti-Cosmo agarrou sua cintura e a acompanhou, retribuindo o beijo e aumentando o ritmo das estocadas.

Seus gemidos eram abafados pelos beijos frenéticos e o som das asas de Anti-Wanda batendo sempre que o pau de Anti-Cosmo tocava seu ponto G. Ele colocou uma mão na virilha dela e pressionou o polegar sobre seu clítoris, fazendo movimentos circulares e pressionando a pele com força. As sentadas de Anti-Wanda ficaram mais espásticas até que ela fechou os olhos e ficou em completo silêncio. Anti-Cosmo a deixou guiar o ritmo enquanto ela navegava o orgasmo e gravou a imagem das asas de Anti-Wanda abrindo ao gozar em sua mente.

Quando ela se dobrou para a frente e encostou a cabeça no ombro dele, Anti-Cosmo a virou de volta na cama e acelerou as estocadas o máximo que conseguiu até alcançar o ápice e gozar dentro dela. Ela agarrou os braços dele com cuidado para ele não cair e colocou a cabeça dele sobre seus peitos. Anti-Cosmo não saiu de dentro dela imediatamente e Anti-Wanda não se incomodou de pedir para sair, ela gostava quando ele ficava um tempo a mais.

— Você ainda tem jeito, meu amor — disse Anti-Wanda.

Anti-Cosmo riu e puxou a mão dela, beijando seu pulso com delicadeza.

— Eu te amo, minha morceguinha — ele murmurou.

Anti-Wanda sorriu e acariciou os cabelos de Anti-Cosmo.

— Eu também te amo, meu lorde das trevas. — Ela beijou a testa dele e se aconchegou na cama, os braços em torno dele.

Anti-Cosmo suspirou e fechou os olhos. Ele queria morar nos braços dela por toda a eternidade.

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