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trabalhar em um escritório o dia inteiro e ainda fazer hora extra é um inferno, especialmente em dias que a papelada parece que nunca vai acabar e eu mal consigo ir ao banheiro; o resultado de passar horas sentado em uma cadeira dura é sempre o mesmo, pelo menos para mim, o famoso pescoço travado. nem estava tão ruim assim na hora que eu saí do trabalho, foi no metrô que a coisa ficou realmente feia.só abaixei a cabeça por alguns instantes para pegar uma moeda que caiu do meu bolso e quando voltei veio o estalo no ossinho.pronto, estava travadíssimo.cheguei em casa pedindo para que o universo removesse minha vida, mas tranquilizei meu coração ao ser recebido pelo meu namorado, que quando percebeu a situação, rapidamente me pediu para tomar um bom banho e garantiu que faria uma massagem em mim antes de dormirmos.eu amo um homem.shisui vivia dizendo para eu mudar de emprego, mas eu já expliquei que existem muitos fatores a se pensar antes de tomar uma decisão. o que é uma dor nas costas toda semana perto do desemprego e falta de grana? quero dizer… só não quero dar razão a ele.de qualquer forma, não demorou muito para que eu tomasse banho e nosso jantar também não foi longo. logo eu estava sentado sobre nossa cama e shisui caminhava em minha direção com um pote de vidro na mão; devia ser algum óleo de massagem.ah, eu adorava quando shisui fazia massagem em mim, ele tinha mãos realmente divinas e eu daria tudo para tê-las em mim o tempo inteiro.— tira a camisa. — pediu, o que me arrancou um risinho — faça qualquer piadinha e eu deixo seu pescoço travado.— você é chato, shisui. — murmurei, tirando a camisa com dificuldade — quer que eu fique como?— de bruços, naruto.deitei de bruços, respirando fundo para tentar relaxar antes de shisui começar a massagem. pude notar a movimentação dele até que estivesse sentado sobre a minha bunda. me encolhi involuntariamente ao sentir algo gelado entrar em contato com a minha pele, mas logo percebi que se tratava do óleo de massagem que shisui tinha em mãos. acho que é um daqueles que vai esquentando à medida que é manipulado.as mãos de shisui foram espalmadas na minha lombar e ele as pressionou ali antes de subir lentamente pelas minhas costas, espalhando o óleo em minha pele. juro que ouvi uns ossos estalando enquanto ele subia, mas acho que ainda está tudo no seu devido lugar. suspirei ao sentir seus dedos pressionarem um ponto específico na minha nuca, aquilo causou um leve desconforto também.ainda demorou um pouco para que eu finalmente começasse a relaxar sob as mãos do meu namorado, principalmente porque tinham uns nós e pontos de tensão nas minhas costas que eu nem tinha noção que estavam lá. mas quando finalmente consegui relaxar por completo, eu me sentia um pudim sobre o colchão, eu estava molinho e sons de satisfação escapavam dos meus lábios o tempo todo.eu teria caído no sono se shisui não estivesse se esfregando na minha bunda – acredito que seja sem intenção – toda vez que se inclina para alcançar melhor meus ombros e meu pescoço. o fato é que não consigo parar de prestar atenção nisso e o meu pau não está colaborando muito comigo. e pior, shisui já deu sinais de que não faremos nada essa noite.estranhei quando Shisui foi um pouco mais para trás, saindo de cima de mim e afastando minhas pernas para sentar entre elas.quase dei um pulo ao sentir o óleo sendo passado em uma das minhas pernas.— shisui?— shh… estou tentando te fazer relaxar.relaxar como? é impossível ficar relaxado com a mão dele subindo pela minha perna e indo para dentro da minha boxer. péssima ocasião para não ter colocado uma calça, ou talvez seja uma boa. a questão é que eu não sei como relaxar com a mão de shisui apertando e massageando uma das minhas nádegas enquanto meu pescoço permanece dolorido.somente após longos minutos foi que shisui abandonou minha bundinha, mas eu nem pude me recuperar direito daquilo, pois logo o óleo estava sendo espalhado na minha outra perna e a mão atrevida do meu namorado repetia o processo anterior dessa vez com minha outra nádega. está bom? está. mas, conhecendo a peça, tenho certeza de que vai me atiçar até o limite e no final vai me largar de pau duro.— vou tirar, ok? — a pergunta veio seguida de uma puxada sugestiva no cós da minha cueca e eu só consegui assentir enquanto murmurava um sim.sinceramente, shisui me deixava fraco demais com qualquer mínima coisa que fazia comigo. ergui o quadril, permitindo que shisui retirasse a única peça que o impedia de ter um acesso melhor ao meu corpo.— o que vai fazer?não houve uma resposta verbal, mas as atitudes de shisui não me deixavam ter dúvidas de suas intenções. suas mãos agarraram minhas nádegas e eu me senti extremamente exposto – não de uma forma ruim – quando ele as afastou, expondo minha entrada.— deita e relaxa, não tenta virar a cabeça para ver o que estou fazendo. — pediu naquele tom de voz calmo e suave que me deixava ansioso pelo que viria a seguir — desse jeito meus esforços não vão servir.esforços para quê? me enlouquecer? esses esforços já serviram bem, pode parar por aí, meu amor.mesmo que a contragosto, fiquei quietinho sobre a cama, esperando a próxima ação de shisui. claro, ele não meteria a mão na minha bunda e exporia ela a troco de nada, então eu já imaginava que algo aconteceria ali, mas sentir o maldito óleo – gelado para um senhor caralho – sendo jogado em uma área tão sensível, do nada, não estava nos meus planos.tensionei, mesmo que eu não quisesse, quando o indicador de shisui pressionou e rodeou minha entrada. aquilo não era nada que ele já não tivesse feito antes – sem o óleo –, no entanto, eu não poderia negar que o desconforto no meu pescoço me impedia de aproveitar aquele momento ao máximo.quando o dedo de shisui finalmente adentrou meu ânus, ainda que lentamente, eu suspirei em um alívio súbito pelo término das provocações. minha única dúvida era se shisui iria até o final, considerando meu pescoço travado e todo o resto. tentei não pensar muito naquilo e apenas aproveitar os movimentos lentos porém firmes e precisos do dedo de shisui.um dedo que logo se tornou dois e depois três.shisui só parou quando quatro de seus dedos estavam dentro de mim e, embora eu estivesse soltando gemidos aqui e ali por me sentir deliciosamente preenchido, ele não estava realmente tentando atingir o ponto que eu tanto queria, shisui não parecia interessado naquele lugar e isso me frustrava, me fazia sentir que iria morrer.soltei um muxoxo ao que os lábios de shisui tocavam suavemente minha nuca, seus dedos ainda se moviam delicadamente dentro de mim e, se ele pensava que ia me comprar com aqueles beijinhos no pescoço, então ele estava completamente certo.
fui comprado fácil.
— está relaxado agora?— uhum.a minha afirmação parecia ser tudo que shisui precisava para finalmente curvar suavemente os dedos e acertar exatamente onde eu queria. o ato me arrancou um gemido, que saiu alto por conta da surpresa, e eu sabia que não poderia controlar minha voz se aquilo continuasse – e continuou.shisui permaneceu com o ritmo lento, mas agora estava acertando e massageando minha próstata com firmeza, fazendo com que arrepios tomassem conta do meu corpo e os sons dos meus gemidos preenchessem nosso quarto.eu queria tanto poder olhar para trás, mas me limitei a movimentar o quadril como podia e tentar ir de encontro aos dedos de shisui. aquilo era tão bom.a mão livre dele veio ao meu pescoço e eu me senti derretido quando seu polegar começou a massagear a parte de trás dele.o alívio na parte que estava travada junto ao prazer que eu sentia com os dedos dele me fodendo, me faziam sentir extremamente bem. mas eu já deveria saber que ele não pararia nisso.resmunguei quando seus dedos saíram de mim e não consegui evitar um arquear de sobrancelha quando shisui me deu auxílio para virar de barriga para cima. minhas pernas foram afastadas e os dedos não demoraram a voltar para minha entrada, um a um, indo diretamente para a minha próstata, sem me deixar pensar. agora as provocações haviam realmente acabado, shisui me fodia rápido e forte, acertando lá toda vez e me fazendo perder o fôlego.e os meus olhos reviraram quando o belo rosto, que apenas apreciava minhas reações, desceu para o meio das minhas pernas e os lábios que eu tanto amava abrigaram meu pênis, já completamente melado por conta do pré-gozo. se aquilo fosse um sonho, eu não queria acordar nunca, e mesmo sendo real, não me importaria em passar o resto da vida ali.a língua de shisui rodeou minha glande por algumas vezes antes dele finalmente comprimir as bochechas e descer toda a extensão do meu membro, me sugando e lambendo como se estivesse sedento, mas ainda assim com uma gentileza e um jeito que só ele tinha, subindo e descendo diversas vezes e não me deixando raciocinar direito nem por um segundo.levar as mãos até os fios morenos para descontar o prazer que eu sentia não era um movimento confortável e a única reação que consegui ter a medida que meu orgasmo se aproximava era fechar as pernas, prendendo a cabeça de shisui entre elas. aparentemente, ele gostou daquilo, pois retirou os dedos do meu ânus mais uma vez e segurou minhas coxas, me fazendo apertá-lo ainda mais ali.eu sentia sua garganta apertar meu pau e suas unhas curtas marcarem onde ele estava segurando minhas coxas, mas nada, além dos seus olhos indo de encontro aos meus enquanto tudo aquilo aconteceu, poderia ter me feito chegar ao meu limite.me senti explodir em sua boca, meu coração parecia que pularia para fora do peito e meus lábios abriram em um gemido mudo; ainda pude ouvir shisui se engasgar enquanto meu sêmen preenchia sua garganta, mas nem pensei em me desculpar – algo que costumo fazer nesse tipo de situação – porque estava grogue demais para isso.eu estava no meu céu particular.shisui afastou minhas pernas de sua cabeça e levantou, passando os dedos nos cantos dos lábios para limpar os resquícios de saliva e sêmen. nessa hora, tive que fechar os olhos e respirar fundo, aquela cena era um pouco demais para o meu coraçãozinho.— se sente melhor?e eu não pude responder, porque não conseguia processar mais nada naquela noite. só torcia para que mais massagens assim acontecessem em breve.

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