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— Você só pode estar querendo me foder. — Hidan foi rápido em disparar as palavras, um misto de incredulidade e irritação estampado em seu rosto ao perceber onde estavam. Ele se virou para o alfa, encarando-o com descrença. — Você está tentando me levar direto para o inferno junto com você, maldito pagão?Kakuzu, com a paciência já desgastada pelo longo dia, franziu o cenho, tentando ignorar as reclamações incessantes. Para ele, o local não era uma escolha, era apenas o mais próximo, o que facilitava o trabalho. Quanto mais rápido resolvessem aquilo, mais rápido poderiam sair dali. Simples assim.— Fique quieto.— Quieto? Sério, Kakuzu? — Hidan respondeu com escárnio, agindo como se o moreno tivesse lhe pedido algo absurdo. — Você tem ideia do quanto Jashin-sama odeia esse tipo de... estabelecimento? — Ele murmurou a última palavra com repulsa. — Isso é uma abominação aos olhos Dele!Kakuzu reprimiu o impulso de revirar os olhos. Com um olhar rápido, avaliou a entrada do bordel, ignorando o burburinho que vinha de seu interior. Para ele, aquilo não passava de mais um obstáculo entre ele e sua recompensa. E, se o preço para encher sua maleta de dinheiro fosse atravessar o próprio inferno, ele o faria sem hesitar.— Apresse-se. Quanto mais rápido entrarmos, mais rápido sairemos.Hidan, no entanto, cruzou os braços sobre o peito, se plantando no chão como se tivesse criado raízes.— Eu me recuso a entrar. Um servo fiel e puro, devoto a Jashin-sama, não pode pôr os pés em um lugar desse nível.Kakuzu parou de andar e o encarou com frieza.— Hidan, há menos de duas horas, você estava implorando pelo meu nó. — O tom direto e impassível fez o outro corar violentamente, enquanto a verdade era dita de forma tão descarada. — Então... você realmente quer falar de pureza?Ofendido, Hidan se apressou em responder, a voz saindo em um tom defensivo.— Jashin-sama permite que nos deitemos com nossos companheiros, apenas eles! É um meio de trazer novos seguidores ao mundo, seu ignorante de merda.Kakuzu arqueou uma sobrancelha, a expressão tão cínica quanto sua resposta. — Nós não estamos tendo filhotes. — Ele deu um passo à frente, inclinando-se ligeiramente para encarar o menor nos olhos. — E mesmo se estivéssemos... ele nunca seria um seguidor dessa sua religião ridícula.O albino arfou em indignação, apontando um dedo acusador para o alfa. — Ah, ele será, sim! Será um devoto fiel a Jashin-sama. E se você pensa que ele será como você, um mercenário ganancioso filho da puta, ESTÁ TOTALMENTE ENGANADO, KAKUZU!A voz de Hidan ecoou pelo ambiente, e Kakuzu lhe lançou um olhar mortal, claramente questionando sua sanidade pela enésima vez naquele dia. O albino o fazia duvidar se era, de fato, realmente um ninja, considerando suas atitudes exageradas e escandalosas que arruinavam qualquer chance de passarem despercebidos por onde quer que fossem. Sem se dar ao trabalho de discutir, Kakuzu retomou o passo, ouvindo os passos apressados de Hidan seguindo logo atrás.— Tente não arranjar problemas enquanto eu pego o pagamento. — Ele murmurou sem olhar para trás, embora soubesse que o albino provavelmente ignoraria o pedido. Antes de cruzar a entrada, virou-se ligeiramente. — Ah, e nada de sacrifícios.Hidan fez um beicinho, cruzando os braços novamente, com petulância. — Eu não posso fazer nada?!— Não. — A resposta curta e seca foi o suficiente para que o fizesse arfar alto, claramente frustrado.—- Você é tão chato, Kakuuuzuuuu! —- Ele arrastou o nome do alfa de forma exagerada, apenas para irritá-lo.Kakuzu apertou os olhos, o tom de sua voz agora carregado de exasperação.— Será que dá pra agir como um shinobi pelo menos uma vez na vida?Em resposta, Hidan apenas soltou um sonoro "blá, blá, blá," zombando do mais velho enquanto acelerava o passo para andar ao lado dele. Ao atravessar as portas do bordel, ele não resistiu à última provocação.— Fique sabendo que Jashin-sama não está nem um pouco feliz com isso. Vou precisar de tempo para me purificar depois.— Eu não me importo. Quando eu estiver contando dinheiro, faça isso.A conversa entre eles morreu ali, deixando apenas o som abafado do ambiente ao redor enquanto Kakuzu direcionava seu olhar atento à procura do negociador. Hidan, por sua vez, seguiu o companheiro em silêncio, mas não sem sua habitual expressão de deboche que beirava o desdém estampada no rosto. Ele não parecia notar os olhares curiosos – e em alguns casos, famintos – que recebia de outros alfas e betas espalhados pelo local, muitos deles ali em busca de diversão e prazer.Kakuzu, no entanto, estava completamente focado em seu objetivo, seus olhos vasculhando o aglomerado de poucas pessoas em busca do beta que deveria estar esperando por eles. Levou algum tempo para perceber os olhares que recaíam sobre Hidan, mas assim que notou, sua reação foi imediata.— Hidan.— O que foi agora? — resmungou, irritado, lançando-lhe um olhar de lado. Até onde sabia, ainda não havia feito nada que pudesse justificar o tom sério de Kakuzu.— Fique perto de mim.Hidan arqueou uma sobrancelha, claramente questionando a ordem, mas, sem dizer mais nada, simplesmente obedeceu. Ele se aproximou do alfa, e juntos caminharam até uma mesa no canto, onde o negociador, um beta de aparência velha, os aguardava. Ao redor dele, mulheres vestindo apenas lingerie se inclinavam em posições sugestivas, servindo-se de risadinhas e carícias ocasionais.Imediatamente, Hidan estreitou os olhos, sua atenção voltando para Kakuzu, que permanecia indiferente. Ele queria garantir que o alfa não estivesse sequer olhando para as mulheres. Felizmente, Kakuzu mal parecia notar a presença delas. Sem se importar com a companhia extra, ele simplesmente jogou o corpo do procurado sobre a mesa com indiferença.— O dinheiro.O beta reagiu rápido, claramente ciente de que brincar com a paciência do mercenário seria um erro fatal. Ele examinou o corpo com atenção, mesmo sabendo que não havia necessidade – Kakuzu nunca entregava os alvos errados.— Ah, me desculpe, amigo. Você sabe como é, preciso ter certeza. — O homem tentou soar amigável, mesmo com a tensão evidente na voz. Ele olhou de soslaio para as mulheres e sorriu. — Meninas... Por que vocês não o divertem um pouco enquanto eu confirmo as coisas?Assim que as mulheres começaram a se aproximar, Hidan levou a mão para trás, agarrando sua foice com firmeza. Seu sorriso debochado desapareceu, substituído por um olhar frio e cruel.— Dêem mais um passo, e eu garanto que todas vocês irão virar oferendas para Jashin-sama, putas do caralho. E, acreditem, farei isso da forma mais dolorosa possível, porra.— Hidan... — Kakuzu começou, mas logo desistiu de argumentar. Soltando um suspiro cansado, ele fechou os olhos por um momento antes de voltar sua atenção ao beta. — Não é necessário. Apenas me entregue o dinheiro.O velho coçou a nuca, hesitante, mas rapidamente puxou uma maleta debaixo da mesa e a colocou à frente do mercenário. Ele a abriu, revelando o conteúdo recheado de cédulas. Kakuzu observou por um breve momento antes de pegar um maço e começar a contá-lo.Enquanto isso, as mulheres, vendo que não seriam bem-vindas perto do alfa, recuaram para perto do beta. Hidan relaxou minimamente, mas ainda mantinha a foice à vista, como um lembrete silencioso de que ele estava pronto para agir ao menor sinal de provocação. Seu instinto sanguinário estava inquieto, clamando por violência. Era uma luta interna não ceder, mas ele sabia que atrapalhar os negócios da Akatsuki seria o mesmo que assinar sua própria sentença de "morte"– e Kakuzu seria o executor.Respirando fundo, cruzou os braços sobre o peito, tentando se conter. A paciência não era uma de suas virtudes, e o tédio começava a tomar conta enquanto o moreno contava o dinheiro com sua precisão obsessiva.— Ah, Kakuzuuu! — ele resmungou, quebrando o silêncio. — Eu não tenho nada pra fazer! Estou entediado, porra!Kakuzu soltou um suspiro pesado, claramente irritado. Ele parou a contagem por um momento, varreu o local com os olhos e então voltou sua atenção para o beta. Sua voz grave soou como uma ordem velada: — Tem como pegar comida para ele?Ao ouvir a palavra "comida", Hidan imediatamente se animou. Seus olhos brilharam, e um enorme sorriso surgiu em seu rosto. Claro, havia comido mais cedo, mas isso nunca era um problema – afinal, comer sempre era uma boa ideia, não importa a hora.O beta, por outro lado, revirou os olhos, claramente incomodado pela nova exigência.— Existe algo que você queira comer, ômega? — perguntou, com um tom carregado de desdém ao olhar diretamente para Hidan. Era evidente a repulsa em sua voz, especialmente pelo fato de ser um ômega masculino, a escória da sociedade.Kakuzu, que continuava contando o dinheiro calmamente, ergueu os olhos por um breve momento, apenas o suficiente para reconhecer o que estava prestes a acontecer. Sem mudar sua expressão neutra, deu de ombros e voltou a se concentrar nas cédulas. Ele sabia que Hidan lidaria com aquilo de forma... eficiente.A palavra "ômega", dita naquele tom de desprezo, fez o sorriso de Hidan desaparecer instantaneamente. Sua expressão mudou para algo sombrio e perigoso. Ele jamais sentiu vergonha de sua hierarquia; na verdade, ele gostava de ser um ômega. Porém, aquele tom de repulsa misturado com preconceito acertou-lhe os nervos como uma lâmina quente.Antes que alguém pudesse reagir, o beta se viu preso contra a mesa, com Hidan segurando uma adaga rente à sua garganta. O olhar maníaco do albino brilhava como o de uma fera prestes a atacar.As mulheres ao redor gritaram em pavor, abandonando a mesa às pressas. Algumas correram na direção da saída, provavelmente para chamar os seguranças, mas isso estava longe de ser uma preocupação para Hidan.— Preste bem atenção, velhote de merda — sibilou, apertando a lâmina um pouco mais contra a pele. — Eu sugiro que você comece a mostrar algum respeito. Sou um nukenin, e sou perfeitamente capaz de te matar aqui e agora. A menos que tenha algo inteligente a dizer, seu fodido...O velho, ofegante e com os olhos arregalados de pavor, desviou o olhar para mercenário, na vã esperança de que o alfa intercedesse. Mas Kakuzu sequer parou de contar o dinheiro. Ele continuava calmo e indiferente, como se a vida do beta fosse tão valiosa quanto o pó que recobria a mesa.— Ele não vai te ajudar, se é isso que está pensando. — Hidan puxou o beta de volta à realidade com sua voz gélida. Então, afastando-se abruptamente, permitiu que o homem desabasse de joelhos no chão, tremendo como uma folha ao vento.Com um sorriso debochado, cruzou os braços e inclinou a cabeça, como se saboreasse o momento.— Anda logo. Implore pelo meu perdão.O beta hesitou por um instante, e Kakuzu não se deu ao trabalho de disfarçar sua irritação, franzindo o cenho com impaciência. Com um movimento preciso e impiedoso, ele contou as últimas cédulas, certificando-se de que cada uma estava ali, antes de fechar a maleta com um estalo seco que quebrou o silêncio tenso do ambiente. Então, sem pressa, ele se virou, seus passos firmes ressoando no chão. Seus olhos se fixaram no homem à sua frente, e sem qualquer aviso ou cerimônia, seu punho voou em um movimento brutal. O impacto foi avassalador. Ossos estalaram sob sua força, e um baque surdo ecoou quando o corpo foi arremessado para trás, colidindo com o chão como um peso morto. Sangue espirrou, manchando a pele do beta, que soltou um gemido de dor sufocado. Kakuzu sequer piscou, apenas flexionou os dedos, como se estivesse avaliando se o impacto havia sido satisfatório.Agarrando-o pelo colarinho com uma mão, o ergueu como se fosse feito de papel, seus olhos frios fixos no velho apavorado. Com um tom baixo e ameaçador, ele ordenou: — Implore o perdão dele.Hidan quase ronronou com satisfação, mas se conteve a fim de não demonstrar sua vulnerabilidade na frente do pagão fodido que ousou menosprezá-lo. Ele adorava quando Kakuzu mostrava aquela faceta, aquela crueldade, principalmente porque sabia que o alfa confiava nele para lidar com situações como aquela. Mas, pelo jeito, a paciência do alfa tinha chegado ao limite, o que significava que as coisas ficariam ainda mais interessantes.Com um passo para frente, Hidan colocou uma das mãos no quadril e sorriu, seus olhos brilhando com pura psicopatia.— Acho que seria melhor você fazer isso logo. A paciência dele não é uma das melhores... — dizia com uma voz sarcástica, saboreando o medo que irradiava do homem. Ele se agachou até ficar na altura, agarrando o cabelo dele para obrigá-lo a manter contato visual. Sua próxima frase saiu em um sussurro prazeroso: — E piora quando destratam o ômega dele.Os olhos do beta se arregalaram de puro terror ao ouvir aquilo. Ele virou a cabeça para Kakuzu, que o observava com um olhar gelado, repleto de desprezo. Engolindo em seco, o beta tentou desesperadamente se redimir.— Eu... Eu não sabia que ele era seu ômega...— Resposta errada, seu fodido de merda!Hidan soltou uma gargalhada alta, carregada de um prazer doentio enquanto observava a cena. Ele passou a língua pelos lábios, como se estivesse saboreando cada segundo da violência diante dele, os olhos brilhando com excitação.Kakuzu, ignorando a súplica irritante, não demonstrou um pingo de piedade. Seus músculos se contraíram quando ele desferiu um soco no estômago do homem, o impacto sendo tão brutal que parecia romper o próprio ar ao redor, arrancando um grito sufocado de dor enquanto seu corpo era lançado para trás, batendo violentamente contra o chão. A terra sob eles cedeu, rachando e formando uma pequena cratera onde o corpo aterrissou.Hidan riu ainda mais alto, batendo palmas de maneira teatral, enquanto Kakuzu simplesmente recuava o punho, como se a destruição causada não fosse nada além de rotina. De repente, os dois ouviram passos apressados se aproximando. O Jashinista virou a cabeça e viu cerca de dez seguranças se aproximando, todos armados com equipamentos ninjas.— Exigimos que saiam imediatamente! — bradou o líder, sua voz tentando soar autoritária, mas vacilando ao encarar a aura mortal que vinha de Kakuzu seguida pelo olhar sanguinário do omega agachado.Sem hesitar, a mão do mercenário disparou em direção ao homem, agarrando-o pelo rosto e esmagando-o contra o chão com uma força monstruosa. O restante dos seguranças recuou, chocados com a facilidade absurda com que ele havia derrubado seu chefe.— Hidan.O albino sorriu largamente, entendendo perfeitamente o que Kakuzu queria dizer apenas ao pronunciar seu nome. Ele puxou sua foice e ergueu-a acima da cabeça, rindo enquanto proclamava: — Jashin-sama, eu ofereço esses sacrifícios a você.___Os seguranças não foram páreo para Hidan. Um por um, ele os finalizou com crueldade, saboreando cada segundo. Para ele, aquilo era um espetáculo sagrado, um tributo ao seu deus, Jashin. No entanto, para sua infelicidade, as meretrizes haviam fugido, tirando uma parte da diversão. Hidan suspirou, desapontado, mas logo seu olhar se iluminou com um lembrete: Kakuzu tinha reservado o melhor para o final.Erguendo-se com um enorme sorriso, ele contemplou a carnificina ao seu redor. O chão estava coberto de sangue, um mar escarlate que refletia a luz do ambiente. Para Hidan, aquela cena era mais do que caos; era arte. Se Deidara pudesse ver isso, descobriria o que é a verdadeira arte. Ele sentiu um arrepio de prazer correr por seu corpo. Cada gota de sangue, cada suspiro final daqueles filhos da puta, era como uma canção que ecoava em sua mente, trazendo-lhe uma satisfação imensurável.Kakuzu, que observava a cena enquanto permanecia sentado calmamente, levantou-se assim que Hidan terminou seu ritual. O albino havia demorado mais do que o esperado, pois, como de costume, resolveu "purificar-se" pelos seus pecados, uma prática que o moreno achava desnecessariamente demorada, mas curiosamente fascinante.Sem cerimônia, Kakuzu caminhou até o beta causador de todo problema, que ainda tremia e choramingava no canto, encolhido, e o agarrou pela camisa como se fosse um brinquedo. Com um movimento forte e preciso, jogou o homem aos pés de Hidan. O impacto fez o beta gemer de dor, mas o som foi abafado pelo riso alto e diabólico do albino.O velho estava completamente destruído, e tudo nele gritava medo, desespero e rendição absoluta. Hidan inclinou-se para frente, observando-o como se tivesse encontrado um inseto interessante.— Olá, de novo — brincou, arqueando uma sobrancelha em puro deboche quando o homem desesperado agarrou suas pernas. — Hoje não é seu dia de sorte mesmo, hein?— P-perdão... Perdão... Eu imploro... — A voz trêmula do beta soava patética, quase como uma melodia desafinada que fazia Hidan sorrir ainda mais. A humilhação explícita era deliciosa, quase o suficiente para satisfazer seu desejo de poder.Mas antes que Hidan pudesse reagir, Kakuzu interveio. Com passos firmes e uma expressão feroz, o alfa agarrou a nuca do beta com uma das mãos, erguendo-o facilmente.— Não toque nele — murmurou, sua voz era grave, carregada de um rosnado possessivo. A intensidade daquele som fez o coração de Hidan disparar. Kakuzu raramente se envolvia em brigas que não eram suas, mas algo naquela cena havia rompido o limite de sua escassa paciência. O fato de aquelas mãos imundas terem ousado tocar seu ômega era intolerável.— P-per...— tentou, mas não teve tempo de terminar. Com um golpe rápido e brutal, Kakuzu arrancou a cabeça do homem, fazendo o sangue espirrar em todas as direções. Ele sequer piscou enquanto o fazia, como se fosse um ato natural.O sangue escorreu por suas mãos, manchando suas roupas e pingando no chão. Mas o que chamou a atenção de Hidan não foi a carnificina – foi o olhar feroz que Kakuzu lançou em sua direção. Era um olhar que carregava domínio, proteção e um desejo que fazia seu corpo tremer em resposta.Mordendo o lábio inferior, Hidan deixou escapar um pequeno gemido, incapaz de conter a onda de desejo que o invadiu. Seus olhos brilhavam de luxúria enquanto encarava seu companheiro, que agora limpava as mãos ensanguentadas, como se estivesse ignorando propositalmente o estado do ômega.— Hidan...— Foda-se tudo... — sussurrou o albino, incapaz de resistir por mais tempo. Ele se lançou em direção ao alfa, passando as pernas ao redor de seu quadril e segurando firmemente nos ombros. — O que acha de nos divertirmos um pouco, velhote?Kakuzu arqueou uma sobrancelha, claramente intrigado, mas não perdeu tempo. Com um sorriso satisfeito, ele o segurou pela cintura e o pressionou contra a mesa mais próxima, derrubando copos de vidro no chão. Lentamente, puxou sua máscara para revelar um sorriso predatório.— Acho uma excelente ideia — respondeu, sua voz rouca carregada de desejo.Hidan mal teve tempo de responder antes que os lábios de Kakuzu encontrassem os seus em um beijo voraz. Era como se ambos estivessem consumidos pelo calor do momento, uma necessidade primitiva que não podia mais ser contida. As mãos de Kakuzu apertavam a cintura de Hidan com força, enquanto o albino deixava arranhões leves nos ombros do alfa. O cheiro metálico do sangue ainda pairava no ar, misturando-se ao aroma denso de suor e adrenalina, formando uma atmosfera quase embriagante. Cada movimento, cada toque, parecia ecoar a conexão visceral entre eles, como se suas almas falassem uma língua antiga, onde a violência e a paixão se entrelaçavam. Era mais do que desejo; era uma reafirmação feroz e primal do vínculo que os mantinha juntos, indestrutível como aço temperado no calor do caos.Talvez fosse essa combinação incomum que os tornava únicos – a sede compartilhada por sangue, destruição e, acima de tudo, pela presença um do outro. Um entendimento tácito de que suas forças não eram apenas compatíveis, mas complementares. Se o destino os entrelaçou como companheiros, foi porque estavam destinados a se completar de uma maneira tão intensa e singular que ninguém mais poderia sequer compreender.
